quinta-feira, 27 de março de 2008

Da probição de evocar os mortos


DA PROIBIÇÃO DE EVOCAR OS MORTOS

1. - A Igreja de modo algum nega a realidade das manifestações. Ao contrário,
como vimos nas citações precedentes, admite-as totalmente, atribuindo-as à exclusiva
intervenção dos demónios. É debalde invocar os Evangelhos como fazem alguns para
justificar a sua interdição, visto que os Evangelhos nada dizem a esse respeito. O
supremo argumento que prevalece é a proibição de Moisés. A seguir damos os termos
nos quais se refere ao assunto a mesma pastoral que citamos nos capítulos
precedentes:
"Não é permitido entreter relações com eles (os Espíritos), seja imediatamente,
seja por intermédio dos que os evocam e interrogam. A lei moisaica punia os gentios.
Não procureis os mágicos, diz o Levítico, nem procureis saber coisa alguma dos
adivinhos, de maneira a vos contaminardes por meio deles. (Cap. XIX, v. 31.) Morra de
morte o homem ou a mulher em quem houver Espírito pitônico; sejam apedrejados e
sobre eles recaia seu sangue. (Cap. XX, v. 27.) O Deuteronômio diz: Nunca exista entre
vós quem consulte adivinhos, quem observe sonhos e agouros, quem use de
malefícios, sortilégios, encantamentos, ou consultem os que têm o Espírito pitônico e
se dão a práticas de adivinhação interrogando os mortos. O Senhor abomina todas
essas coisas e destruirá, à vossa entrada, as nações que cometem tais crimes." (Cap.
XVIII, vv. 10, 11 e 12.)

2. - É útil, para melhor compreensão do verdadeiro sentido das palavras de
Moisés, reproduzir por completo o texto um tanto abreviado na citação antecedente.
Ei-lo:
"Não vos desvieis do vosso Deus para procurar mágicos; não consulteis os
adivinhos, e receai que vos contamineis dirigindo-vos a eles. Eu sou o Senhor vosso
Deus." (Levítico, cap. XIX, v. 31.) O homem ou a mulher que tiver Espírito pitônico, ou
de adivinho, morra de morte. Serão apedrejados, e o seu sangue recairá sobre eles."
(Idem, cap. XX, v. 27.) Quando houverdes entrado na terra que o Senhor vosso Deus
vos há de dar, guardai-vos; tomai cuidado em não imitar as abominações de tais
povos; - e entre vós ninguém haja que pretenda purificar filho ou filha passando-os
pelo fogo; que use de malefícios, sortilégios e encantamentos: que consulte os que
têm o Espírito de Piton e se propõem adivinhar, interrogando os mortos para saber a
verdade. O Senhor abomina todas essas coisas e exterminará todos esses povos, à
vossa entrada, por causa dos crimes que têm cometido. (Deuteronômio, cap. XVIII, vv.
9, 10, 11 e 12.)

3. - Se a lei de Moisés deve ser tão rigorosamente observada neste ponto, força
é que o seja igualmente em todos os outros. Por que seria ela boa no tocante às evocações e má em outras de suas partes? É preciso ser consequente. Desde que se
reconhece que a lei moisaica não está mais de acordo com a nossa época e costumes
em dados casos, a mesma razão procede para a proibição de que tratamos.
Demais, é preciso expender os motivos que justificavam essa proibição e que
hoje se anularam completamente. O legislador hebreu queria que 'o seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egipto, onde as evocações estavam em uso e facilitavam abusos, como se infere destas palavras de Isaías: "O Espírito do Egipto se aniquilará de si mesmo e eu precipitarei seu conselho; eles consultarão seus ídolos,
seus adivinhos, seus pitons e seus mágicos." (Cap. XIX, v. 3.)

Os israelitas não deviam contratar alianças com as nações estrangeiras, e
sabido era que naquelas nações que iam combater encontrariam as mesmas práticas.
Moisés devia pois, por política, inspirar aos hebreus aversão a todos os costumes que
pudessem ter semelhanças e pontos de contacto com o inimigo. Para justificar essa
aversão, preciso era que apresentasse tais práticas como reprovadas pelo próprio
Deus, e dai estas palavras: - "O Senhor abomina todas essas coisas e destruirá, à
vossa chegada, as nações que cometem tais crimes."

4. - A proibição de Moisés era assaz justa, porque a evocação dos mortos não
se originava nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo
antes um recurso para adivinhações, tal como nos augúrios e presságios explorados
pelo charlatanismo e pela superstição. Essas práticas, ao que parece, também eram
objecto de negócio, e Moisés, por mais que fizesse, não conseguiu desentranhá-las dos
costumes populares.
As seguintes palavras do profeta justificam o asserto: - "Quando vos disserem:
Consultai os mágicos e adivinhos que balbuciam encantamentos, respondei: -Não
consulta cada povo ao seu Deus? E aos mortos se fala do que compete aos vivos?"
(Isaías, cap. VIII, v. 19.) "Sou eu quem aponta a falsidade dos prodígios mágicos; quem
enlouquece os que se propõem adivinhar, quem transtorna o espírito dos sábios e
confunde a sua ciência vã." (Cap. XLIV, v. 25.)
"Que esses adivinhos, que estudam o céu, contemplam os astros e contam os
meses para fazer predições, dizendo revelar-vos o futuro, venham agora salvar-vos. -
Eles tornaram-se como a palha, e o fogo os devorou; não poderão livrar suas almas do
fogo ardente; não restarão das chamas que despedirem, nem carvões que possam
aquecer, nem fogo ao qual se possam sentar. - Eis ao que ficarão reduzidas todas
essas coisas das quais vos tendes ocupado com tanto afinco: os traficantes que convosco traficam desde a infância foram-se, cada qual para seu lado, sem que um só deles se encontre que vos tire os vossos males." (Cap. XLVII, vv. 13, 14 e 15.)

Neste capítulo Isaías dirige-se aos babilônios sob a figura alegórica "da virgem
filha de Babilônia, filha de caldeus". (v. 1.) Diz ele que os adivinhos não impedirão a
ruína da monarquia. No seguinte capítulo dirige-se directamente aos israelitas.
"Vinde aqui vós outros, filhos de uma agoureira, raça dum homem adúltero e de
uma mulher prostituída. - De quem vos rides vós? Contra quem abristes a boca e
mostrastes ferinas línguas? Não sois vós filhos perversos de bastarda raça - vós que
procurais conforto em vossos deuses debaixo de todas as frontes, sacrificando-lhes
os tenros filhinhos nas torrentes, sob os rochedos sobranceiros? Depositastes a
vossa confiança nas pedras da torrente, espalhastes e bebestes licores em sua honra,
oferecestes sacrifícios. Depois disso como não se acender a minha indignação?" (Cap.
LVII, vv. 3, 4, 5 e 6.)
Estas palavras são inequívocas e provam claramente que nesse tempo as
evocações tinham por fim a adivinhação, ao mesmo tempo que constituíam comércio,
associadas às práticas da magia e do sortilégio, acompanhadas até de sacrifícios
humanos. Moisés tinha razão, portanto, proibindo tais coisas e afirmando que Deus as
abominava.
Essas práticas supersticiosas perpetuaram-se até à Idade Média, mas hoje a
razão predomina, ao mesmo tempo que o Espiritismo veio mostrar o fim
exclusivamente moral, consolador e religioso das relações de além-túmulo.
Uma vez, porém, que os espíritas não sacrificam criancinhas nem fazem
libações para honrar deuses; uma vez que não interrogam astros, mortos e áugures
para adivinhar a verdade sabiamente velada aos homens; uma vez que repudiam
traficar com a faculdade de comunicar com os Espíritos; uma vez que os não move a
curiosidade nem a cupidez, mas um sentimento de piedade, um desejo de instruir-se e
melhorar-se, aliviando as almas sofredoras; uma vez que assim é, porque o é - a proibição de Moisés não lhes pode ser extensiva.
Se os que clamam injustamente contra os espíritas se aprofundassem mais no
sentido das palavras bíblicas, reconheceriam que nada existe de análogo, nos
princípios do Espiritismo, com o que se passava entre os hebreus. A verdade é que o
Espiritismo condena tudo que motivou a interdição de Moisés; mas os seus
adversários, no afã de encontrar argumentos com que rebatam as novas ideias, nem se
apercebem que tais argumentos são negativos, por serem completamente falsos.
A lei civil contemporânea pune todos os abusos que Moisés tinha em vista
reprimir.
Contudo, se ele pronunciou a pena última contra os delinquentes, é porque lhe
faleciam meios brandos para governar um povo tão indisciplinado. Esta pena, ao
demais, era muito prodigalizada na legislação moisaica, pois não havia muito onde
escolher nos meios de repressão. Sem prisões nem casas de correcção no deserto,
Moisés não podia graduar a penalidade como se faz em nossos dias, além de que o
seu povo não era de natureza a atemorizar-se com penas puramente disciplinares.
Carecem portanto de razão os que se apoiam na severidade do castigo para provar o
grau de culpabilidade da evocação dos mortos. Conviria, por consideração à lei de
Moisés, manter a pena capital em todos os casos nos quais ele a prescrevia? Por que,
então, reviver com tanta insistência este artigo, silenciando ao mesmo tempo o
principio do capítulo que proíbe aos sacerdotes a posse de bens terrenos e partilhar de
qualquer herança, porque o Senhor é a sua própria herança? (Deuteronômio, cap.
XXVIII, vv. 1 e 2.)

5. - Há duas partes distintas na lei de Moisés: a lei de Deus propriamente dita,
promulgada sobre o Sinal, e a lei civil ou disciplinar, apropriada aos costumes e carácter
do povo. Uma dessas leis é invariável, ao passo que a outra se modifica com o tempo,
e a ninguém ocorre que possamos ser governados pelos mesmos meios por que o
eram os judeus no deserto e tampouco que os capitulares de Carlos Magno se moldem à França do século XIX. Quem pensaria hoje, por exemplo, em reviver este artigo da lei moisaica: "Se um boi escornar um homem ou mulher, que disso morram, seja o boi apedrejado e ninguém coma de sua carne; mas o dono do boi será julgado inocente"? (Êxodo, cap. XXI, vv. 28 e seguintes.)
Este artigo, que nos parece tão absurdo, não tinha, no entanto, outro objectivo
que o de punir o boi e inocentar o dono, equivalendo simplesmente à confiscação do
animal, causa do acidente, para obrigar o proprietário a maior vigilância. A perda do
boi era a punição que devia ser bem sensível para um povo de pastores, a ponto de
dispensar outra qualquer; entretanto, essa perda a ninguém aproveitava, por ser
proibido comer a carne. Outros artigos prescrevem o caso em que o proprietário é
responsável.
Tudo tinha sua razão de ser na legislação de Moisés, uma vez que tudo ela
prevê em seus mínimos detalhes, mas a forma, bem como o fundo, adaptavam-se às
circunstâncias ocasionais Se Moisés voltasse em nossos dias para legislar sobre uma
nação civilizada, decerto não lhe daria um código igual ao dos hebreus.

6. - A esta objecção opõem a afirmativa de que todas as leis de Moisés foram
ditadas em nome de Deus, assim como as do Sinal. Mas julgando-as todas de fonte
divina, por que ao decálogo limitam os mandamentos? Qual a razão de ser da
diferença? Pois não é certo que se todas essas leis emanam de Deus devem todas ser
igualmente obrigatórias? E por que não conservaram a circuncisão, à qual Jesus se
submeteu e não aboliu? Ah! esquecem que, para dar autoridade às suas leis, todos os
legisladores antigos lhes atribuíam uma origem divina. Pois bem: Moisés, mais que
nenhum outro, tinha necessidade desse recurso, atento o carácter do seu povo; e se, a
despeito disso, ele teve dificuldade em se fazer obedecer, que não sucederia se as leis
fossem promulgadas em seu próprio nome!
Não veio Jesus modificar a lei moisaica, fazendo da sua lei o código dos
cristãos?

Não disse ele: - "Vós sabeis o que foi dito aos antigos, tal e tal coisa, e eu vos
digo tal outra coisa?" Entretanto Jesus não proscreveu, antes sancionou a lei do Sinai,
da qual toda a sua doutrina moral é um desdobramento. Ora, Jesus nunca aludiu em
parte alguma à proibição de evocar os mortos, quando este era um assunto bastante
grave para ser omitido nas suas prédicas, mormente tendo ele tratado de outros
assuntos secundários.

7. - Finalmente convém saber se a Igreja coloca a lei moisaica acima da
evangélica, ou por outra, se é mais judia que cristã. Convém também notar que, de
todas as religiões, precisamente a judia é que faz menos oposição ao Espiritismo,
porquanto não invoca a lei de Moisés contrária às relações com os mortos, como
fazem as seitas cristãs.

8. - Mas temos ainda outra contradição: - Se Moisés proibiu evocar os mortos, é
que estes podiam vir, pois do contrário inútil fora a proibição. Ora, se os mortos
podiam vir naqueles tempos, também o podem hoje; e se são Espíritos de mortos os
que vêm, não são exclusivamente demónios. Demais, Moisés de modo algum fala
nesses últimos.
É duplo, portanto, o motivo pelo qual não se pode aceitar logicamente a
autoridade de Moisés na espécie, a saber: - primeiro, porque a sua lei não rege o Cristianismo; e, segundo, porque é imprópria aos costumes da nossa época. Mas,
suponhamos que essa lei tem a plenitude da autoridade por alguns outorgada, e ainda
assim ela não poderá, como vimos, aplicar-se ao Espiritismo. É verdade que a
proibição de Moisés abrange a interrogação dos mortos, porém de modo secundário,
como acessória às práticas da feitiçaria..
O próprio vocábulo interrogação, junto aos de adivinho e agoureiro, prova que
entre os hebreus as evocações eram um meio de adivinhar; entretanto, os espíritas só
evocam mortos para receber sábios conselhos e obter alivio em favor dos que sofrem,
nunca para conseguir velações ilícitas. Certo, se os hebreus usassem das comunicações como fazem os espíritas, longe de as proibir, Moisés acoroçoá-las-ia, porque o seu povo só teria que lucrar.

9. - É certo que alguns críticos jucundos ou mal-intencionados têm descrito as
reuniões espíritas como assembleias de nigromantes ou feiticeiros, e os médiuns
como astrólogos e ciganos, isto porque talvez quaisquer charlatães tenham afeiçoado
tais nomes às suas práticas, que o Espiritismo não pode, aliás, aprovar.
Em compensação, há também muita gente que faz justiça e testemunha o carácter essencialmente moral e grave das reuniões sérias. Além disso, a Doutrina, em
livros ao alcance de todo o mundo, protesta bem alto contra os abusos, para que a
calúnia recaia sobre quem merece.

10. - A evocação, dizem, é uma falta de consideração para com os mortos, cujas
cinzas devem ser respeitadas. Mas quem é que diz tal? São os antagonistas de dois
campos opostos, isto é, os incrédulos que nas almas não crêem, e os crédulos que
pretendem que só os demónios, e não as almas, podem vir.
Quando a evocação é feita com recolhimento e religiosamente; quando os
Espíritos são chamados, não por curiosidade, mas por um sentimento de afeição e
simpatia, com desejo sincero de instrução e progresso, não vemos nada de irreverente
em apelar-se para as pessoas mortas, como se fizera com os vivos. Há, contudo, uma
outra resposta peremptória a essa objecção, e é que os Espíritos se apresentam
espontaneamente, sem constrangimento, muitas vezes mesmo sem que sejam
chamados. Eles também dão testemunho da satisfação que experimentam por
comunicar-se com os homens, e queixam-se às vezes do esquecimento em que os
deixam. Se os Espíritos se perturbassem ou se agastassem com os nossos chamados,
certo o diriam e não retornariam; porém, nessas evocações, livres como são, se manifestam, é porque lhes convém.

11. - Ainda uma outra razão é alegada: - As almas permanecem na morada que a
justiça divina lhes designa - o que equivale dizer no céu ou no inferno. Assim, as que
estão no inferno, de lá não podem sair, posto que para tanto a mais ampla liberdade
seja outorgada aos demónios. As do céu, inteiramente entregues à sua beatitude, estão
muito superiores aos mortais para deles se ocuparem, e são bastantemente felizes
para não voltarem a esta terra de misérias, no interesse de parentes e amigos que aqui
deixassem. Então essas almas podem ser comparadas aos nababos que dos pobres
desviam a vista com receio de perturbar a digestão? Mas se assim fora essas almas se
mostrariam pouco dignas da suprema bem-aventurança, transformando-se em padrão
de egoísmo!
Restam ainda as almas do purgatório, porém, estas, sofredoras como devem
ser, antes que doutra coisa, devem cuidar da sua salvação. Deste modo, não podendo
nem umas nem outras almas corresponder ao nosso apelo, somente o demónio se
apresenta em seu lugar.
Então é o caso de dizer: se as almas não podem vir, não há de que recear pela
perturbação do seu repouso.

12. - Mas aqui reponta uma outra dificuldade. Se as almas bem-aventuradas não
podem deixar a mansão gloriosa para socorrer os mortais, por que invoca a Igreja a
assistência dos santos que devem fruir ainda maior soma de beatitude? Por que
aconselha invocá-los em casos de moléstia, de aflição, de flagelos? Por que razão e
segundo essa mesma Igreja os santos e a própria Virgem aparecem aos homens e
fazem milagres? Estes deixam o céu para baixar à Terra; entretanto os que estão
menos elevados não o podem fazer!

13. - Que os cépticos neguem a manifestação das almas, vá, visto que nelas
não acreditam; mas o que se torna estranhável é ver encarniçar-se contra os meios de provar a sua existência, esforçando-se por demonstrar a impossibilidade desses meios, aqueles mesmos cujas crenças repousam na existência e no futuro das almas! Parece que seria mais natural acolherem como benefício da Providência os meios de confundir os cépticos com provas irrecusáveis, pois que são os negadores da própria religião. Os que têm interesse na existência da alma deploram constantemente a avalancha da
incredulidade que invade, dizimando-o, o rebanho de fiéis: entretanto, quando se lhes
apresenta o meio mais poderoso de combatê-la, recusam-no com tanta ou mais
obstinação que os próprios incrédulos. Depois, quando as provas avultam de modo a
não deixar dúvidas, eis que procuram como recurso de supremo argumento a
interdição do assunto, buscando, para justificá-la, um artigo da lei moisaica do qual
ninguém cogitara, emprestando-lhe, à força, um sentido e aplicação inexistentes. E tão
felizes se julgam com a descoberta, que não percebem que esse artigo é ainda uma
justificativa da Doutrina Espírita.

14. - Todas as razões alegadas para condenar as relações com os Espíritos não
resistem a um exame sério. Pelo ardor com que se combate nesse sentido é fácil deduzir
o grande interesse ligado ao assunto. Daí a insistência. Em vendo esta cruzada
de todos os cultos contra as manifestações, dir-se-ia que delas se atemorizam.
O verdadeiro motivo poderia bem ser o receio de que os Espíritos muito
esclarecidos viessem instruir os homens sobre pontos que se pretende obscurecer,
dando-lhes conhecimento, ao mesmo tempo, da certeza de um outro mundo, a par das
verdadeiras condições para nele serem felizes ou desgraçados. A razão deve ser a
mesma por que se diz à criança: - "Não vá lá, que há lobisomens." Ao homem dizem: -
"Não chameis os Espíritos: - São o diabo." - Não importa, porém: - impedem os
homens de os evocar, mas não poderão impedi-los de vir aos homens para levantar a
lâmpada de sob o alqueire.
O culto que estiver com a verdade absoluta nada terá que temer da luz, pois a
luz faz brilhar a verdade e o demónio nada pode contra esta.

15. - Repelir as comunicações de além-túmulo é repudiar o meio mais poderoso
de instruir-se, já pela iniciação nos conhecimentos da vida futura, já pelos exemplos
que tais comunicações nos fornecem. A experiência nos ensina, além disso, o bem que
podemos fazer, desviando do mal os Espíritos imperfeitos, ajudando os que sofrem a
desprenderem-se da matéria e a se aperfeiçoarem. Interdizer as comunicações é,
portanto, privar as almas sofredoras da assistência que lhes podemos e devemos
dispensar.
As seguintes palavras de um Espírito resumem admiravelmente as
consequências da evocação, quando praticada com fim caritativo:
"Todo Espírito sofredor e desolado vos contará a causa da sua queda, os
desvarios que o perderam. Esperanças, combates e terrores; remorsos, desesperos e
dores, tudo vos dirá, mostrando Deus justamente irritado a punir o culpado com toda a
severidade. Ao ouvi-lo, dois sentimentos vos acometerão: o da compaixão e o do
temor! compaixão por ele, temor por vós mesmos. E se o seguirdes nos seus
queixumes, vereis então que Deus jamais o perde de vista, esperando o pecador
arrependido e estendendo-lhe os braços logo que procure regenerar-se. Do culpado
vereis, enfim, os progressos benéficos para os quais tereis a felicidade e a glória de
contribuir, com a solicitude e o carinho do cirurgião acompanhando a cicatrização da
ferida que pensa diariamente." (Bordéus, 1861.)

referencia: O ceú e o inferno

terça-feira, 25 de março de 2008

Noticias de Portugal











1 - DIVALDO FRANCO EM PORTUGAL NO MÊS DE ABRIL


Divaldo Pereira Franco, o maior conferencista espírita a nível mundial, vai estar de novo em Portugal no próximo mês de Abril, para efectuar diversas Palestras e Seminários, em coordenação com a Federação Espírita Portuguesa e a União Espírita do Algarve.


PROGRAMA:

Dia 08 – 20H00 – Palestra – Terceira: Teatro Hangrense

Dia 09 – 20H00 – Palestra – S. Miguel: Universidade dos Açores - Auditório C

Dia 10 – 21H30 – Mini–Seminário – S. Miguel: Associação Espírita de Ponta Delgada

Dia 11 – 20H30 – Palestra – Barreiro: Soc. Dem. União Barreirense “Os Franceses"


Dia 12 – 17H00 – Palestra – Lagoa: Nave da Fatacil

Dia 13 – 09H30 – 18H00 – Seminário – Faro: Conservatório Regional do Algarve

Dia 15 – 20H30 – Palestra – Castro Verde: Cinema Municipal

Dia 16 – 20H30 – Palestra – Sines: Salão da Música

Dia 17 – 20H00 – Palestra – Funchal: Hotel Tivoli

Dia 18 – 19H00 – 22H00 – Mini–Seminário – Funchal: Associação Espírita do Funchal

Dia 19 – 17H00 – Palestra – Lisboa: Associação dos Comerciantes de Lisboa

Dia 20 – 09H30 – 18H00 – Seminário – Lisboa: Associação dos Comerciantes de Lisboa


Tel.: 214975754 (FEP) 919405981 (Vítor Féria)
Fonte: Vítor Féria


2 - DR. SÉRGIO THIESEN – 10 ANOS EM PORTUGAL


Chega a Terras Lusas, a 24 de Março, o expositor brasileiro Dr. Sérgio Thiesen, para uma série de Palestras e Seminários de divulgação doutrinária.Da região do Douro, ao Norte, até ao Alentejo e Algarve, ao sul, o Dr. Sérgio Thiesen vai levar as sementes do Evangelho do Cristo, celebrando 10 anos de viagens sucessivas, desde o memorável Congresso Mundial de Lisboa em 1998.

PROGRAMAMarço:

Dia 24 (2ª feira) – 20H00 – Palestra “Jesus e Kardec” – Local: Associação Social e Cultural Espiritualista – Viseu

Dia 25 (3ª feira) – 21H00 – Palestra “O Problema do Ser, do Destino e da Dor” (baseado na obra homónima de Léon Denis)– Local: Associação Espírita Alvorada Nova – Aveiro (Contacto: 918761220)

Dia 26 (4ª feira) – 20H00 – Palestra “As Vidas de Allan Kardec, suas Viagens e Auxiliares” – Local: Associação Espírita Consolação e Vida – Águeda

Dia 27 (5ª feira) – Palestra– Local: Associação Espírita de Lagos – Lagos (Contactos: 917636236/ 282792102)

Dia 28 (6ª feira) – Palestra –Local: Associação Espírita de Portimão (Contacto: 918390470))

Dia 29 (Sábado) – 10H00-13H00 / 15H00-18H00 – Seminário “Perispírito”
– Local: Grupo de Estudos Espíritas Allan Kardec – Preço: 10€

Dia 30 (Domingo) – 10H00 – Palestra – Local: Associação Cultural Cristã Espírita – Oliveira de Azeméis

Dia 30 (Domingo) – 15H30 – Palestra “Toxicodependência” – Local: Comunhão Espírita Cristã de Lisboa – Contacto: 217647441)

Dia 30 (Domingo) – 19H00 – Palestra – Local: Espaço Azul em Lisboa Contacto: 918305713)Dia 31 (2ª feira) – 20H00 – Palestra – Local: Associação de Beneficência e Fraternidade – Lisboa (Contacto: 964333387)


Dia 1 de Abril (3ª feira) – 20H00 – Palestra: “Realidade Espiritual” – Local: Associação de Estudos Psíquico-Espirituais – Bragança (Contacto: 936746848)


Fonte: Leonor Santos (Coimbra)


3 - ÁGUEDA: CONFERÊNCIA PELO DR. SÉRGIO THIESEN


A Associação Espírita Consolação e Vida, situada na Rua 15 de Agosto, n.º 30, traseiras, 3750 – 115 Águeda, vai levar a efeito na próxima quarta-feira, dia 26 de Março, pelas 20H30
uma conferência subordinada ao tema “As Vidas de Allan Kardec, suas Viagens e Auxiliares”, que será proferida pelo Dr. Sérgio Thiesen.


A entrada é livre e gratuita.
Fonte: Sílvia Antunes - Águeda (Tm. 93 432 56 48)


4 - RIO TINTO: CONFERÊNCIA ESPÍRITA NA ACE


No próximo dia 27 de Março, quinta-feira, pelas 21H00, a ACE – Associação Cultural Espírita Fernando de Lacerda vai levar a efeito uma conferência espírita, que será proferida por João Xavier de Almeida.


A entrada é livre e gratuita


Associação Cultural Espírita Fernando de Lacerda. Rua da Ferraria, 615 4435 - 250 RIO TINTOE-mail: terrosomartins@clix.pt
Fonte: Terroso Martins (ACE)


5 - CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA: MORTES PREMATURAS À LUZ DO ESPIRITISMO


Na sexta-feira, dia 28 de Março, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Mortes Prematura à Luz do Espiritismo”.Como explicar este tipo de situações dentro da lógica da bondade divina? Como fundamentar estas situações dentro da lógica espiritualista?
O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Este centro tem página na Internet em http://www.caldasrainha.net/ccee e-mail cce@caldasrainha.net


As entradas são livres e gratuitas.
Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)


6 - LISBOA: PALESTRA: A PLURALIDADE DOS MUNDOS HABITADOS


No próximo dia 29 de Março, sábado, vai ter lugar na Galeria Matos Ferreira, situada no Bairro Alto, R. Luz Soriano, 14 e 18 - 1200-247 Lisboa, uma palestra subordinada ao tema “A Pluralidade dos Mundos Habitados”.Esta palestra, cujo tema é abordado sob a perspectiva espírita, será proferida por Antero Ricardo e integra-se no ciclo “As Grandes Doutrinas e Religiões”.


A entrada é livre e gratuita
Fonte: Nuno Emanuel (Lisboa)


7 - LISBOA: CONFERÊNCIA PELO DR. JÚLIO PERES


Organizada pela Associação Médico-Espírita de Portugal (AMEPortugal), vai ter lugar uma conferência destinada a médicos, enfermeiros e psicólogos, subordinada ao tema “Psicoterapia e Reencarnação”, que será proferida pelo psicólogo e doutorando em neurociências, Dr. Júlio Peres, que é ainda Director do Instituto Nacional de Terapia Vivencial Peres (INTVP), de São Paulo (Brasil).O evento vai decorrer no Hotel Barcelona, na rua Laura Alves, 10, em Lisboa, pelas 16H00 do próximo dia 30 de Março (domingo).

Confirme a sua presença através do e-mail ame.portugal@gmail.com ou pelos telefones 93-4474643; 91-9553589 e 96-3948673.

Entrada livre.
Fonte: Maria Elisa Viegas (Lisboa)


8 - ACE: ESPIRITISMO EM AVEIRO


A Associação Cultural Espírita de Aveiro, sita na Rua Ciudad Rodrigo, nº 12 R/C, 3800 – 08 Aveiro (Bairro do Liceu). Tel. 96 271 4000, leva a efeito as seguintes iniciativas no decorrer do mês de Abril de 2008:


Dia 04 – sexta-feira – 21H00 – Estudo da Doutrina (O Livro dos Espíritos)

Dia 07 – 2ª feira– 20H00 – Atendimento fraterno– 21H00 – Palestra “A Vida responde: Resposta a Dúvidas e Perguntas” – Manuel Santos– 22H00 – Passe– 22H15 – Atendimento espiritualDia 11 – sexta-feira – 21H00 – Estudo da Doutrina – Curso de Mediunidade


Dia 14 – 2ª feira– 20H00 – Atendimento fraterno– 21H00 – Palestra – Tema livre – Paulo Fonseca– 22H00 – Passe– 22H15 – Atendimento espiritual

Dia 18 – sexta-feira – 21H00 – Estudo da Doutrina – Livro dos Espíritos

Dia 21 – 2ª feira– 20H00 – Atendimento fraterno– 21H00 – Palestra – Liberdade do Espírito – Manuel Santos– 22H00 – Passe– 22H15 – Atendimento espiritual

Dia 25 – sexta-feira – 21H00 – Estudo da Doutrina – Livro dos Espíritos

Dia 28 – 2ª feira– 20H00 – Atendimento fraterno– 21H00 – Palestra – Tema livre – Paulo Fonseca– 22H00 – Passe– 22H15 – Atendimento espiritual


Fonte: Manuel Santos (Aveiro)


9 - BARCELOS: CICLO DE CONFERÊNCIAS ESPÍRITAS


Entre os meses de Março e Julho, o Núcleo de Estudos Espíritas de Barcelos
“Momentos de Sabedoria” promove um ciclo de Conferências Espíritas, com início às 21H00.
No passado dia 22 de Março, teve lugar a conferência de abertura, subordinada ao tema “O Poder do Pensamento”, proferida pelo Major José Lucas, Membro da ADEP e do Centro de Cultura Espírita das Caldas da Rainha.


As próximas conferências terão a seguinte calendarização:

2ª – 05/Abril – “O Modelo Matemático do Espírito”Orador: Luís de Almeida / Astrofísico – Cientista da ESA e da NASA

3ª – 19/Abril – “Reencarnar ou Não? Essa a Questão”Oradora: Raquel Castro / Contabilista

4ª – 10/Maio – “Como é Morrer?”Oradora: Cátia Martins / Psicóloga e Formadora

5ª – 31/Maio – “Espiritismo – Acto de Educar”Orador: Ulisses Lopes / Fotógrafo

6ª – 14/Junho – “Concentração e Memórias Afectivas”Orador: Jorge Gomes / Jornalista

7ª – 28/Junho – “Pequena Biografia de Allan Kardec”Orador:
Luís Pinto / Director Comercial8ª – 12/Julho – Encerramento – “Conceito Espírita de Oração”Orador: Xavier de Almeida / Aposentado da Função Pública


Mais informações:Momentos de Sabedoria – Núcleo de Estudos Espíritas de BarcelosRua Fernando de Magalhães, n.º 53 – Barcelos(Na rua ao fundo da Câmara Municipal; junto ao Museu de Olaria)(Estacionar no Largo da Escadaria do D. António Barroso / Igreja Matriz)(Contactos: 961218494 (António Teixeira)
Cartaz do evento: www.adeportugal.org/downloads/cn/ciciloconferenciasbarcelos2008.pdf


Fonte: António Teixeira (Barcelos)

sexta-feira, 21 de março de 2008

ressureição e reencarnação


NINGUÉM PODERÁ VER O REINO DE DEUS SE NÃO
NASCER DE NOVO

1. Jesus, tendo vindo às cercanias de Cezaréia de Filipe, interrogou assim seus
discípulos: “Que dizem os homens, com relação ao Filho do Homem? Quem dizem que eu sou?” - Eles lhe responderam: “Dizem uns que és João Batista; outros, que Elias; outros, que Jeremias, ou algum dos profetas.” - Perguntou-lhes Jesus: “E vós, quem dizeis que eu sou?” - Simão Pedro, tomando a palavra, respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” - Replicou-lhe Jesus: “Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que isso te revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.” (S. Mateus, Cap. XVI, vv. 13 a 17; S. Marcos, Cap. VIII, vv. 27 a 30.)

2. Nesse ínterim, Herodes, o Tetrarca, ouvira falar de tudo o que fazia Jesus eseu espírito se achava em suspenso - porque uns diziam que João Batista ressuscitara dentre os mortos; outros que aparecera Elias; e outros que uns dos antigos profetas ressuscitara. - Disse então Herodes: “Mandei cortar a cabeça a João Batista; quem é então esse de quem ouço dizer tão grandes coisas?” E ardia por vê-lo. (S. Marcos, Cap. VI, vv. 14 a 16; S. Lucas, Cap. IX, vv. 7 a 9.)

3. (Após a transfiguração.) Seus discípulos então o interrogam desta forma: “Por que dizem os escribas ser preciso que antes volte Elias?” - Jesus lhes respondeu: “É verdade que Elias há de vir e restabelecer todas as coisas: - mas, eu vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve. É assim que farão sofrer o Filho do Homem.” - Então, seus discípulos compreenderam que fora de João Batista que ele falara. (S. Mateus, Cap. XVII, vv. 10 a 13; - S. Marcos, Cap. IX, vv. 11 a 13.)

Ressurreição e reencarnação

4. A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Só
os saduceus, cuja crença era a de que tudo acaba com a morte, não acreditavam nisso. As ideias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o facto poderia dar-se. Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação. Com efeito, a ressurreição dá ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos. A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. A palavra ressurreição podia assim aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas. Se, portanto, segundo a crença deles, João Batista era Elias, o corpo de João não podia ser o de Elias, pois que João fora visto criança e seus pais eram conhecidos. João, pois, podia ser Elias reencarnado, porém, não ressuscitado.

5. Ora, entre os fariseus, havia um homem chamado Nicodememos, senador dos
judeus - que veio à noite ter com Jesus e lhe disse: "Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porquanto ninguém poderia fazer os milagres que fazes, se Deus não estivesse com ele."

Jesus lhe respondeu: "Em verdade, em verdade, digo-te: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo."
Disse-lhe Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?”
Retorquiu-lhe Jesus: "Em verdade, em verdade, digo-te: Se um homem não renasce da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. - O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. - Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. - O Espírito sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem ele, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo homem que é nascido do Espírito."

Respondeu-lhe Nicodemos: "Como pode isso fazer-se?" - Jesus lhe observou:
"Pois quê! és mestre em Israel e ignoras estas coisas? Digo-te em verdade, em verdade, que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. - Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas do céu?" (S. JOÃO, Cap. III, vv. 1 a 12.)

6. A ideia de que João Batista era Elias e de que os profetas podiam reviver na Terra se nos depara em muitas passagens dos Evangelhos, notadamente nas acima reproduzidas (nº 1, nº 2, nº 3). Se fosse errónea essa crença, Jesus não houvera deixado de a combater, como combateu tantas outras. Longe disso, ele a sanciona com toda a sua autoridade e a põe por princípio e como condição necessária, quando diz: "Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo." E insiste, acrescentando: Não te admires de que eu te haja dito ser preciso nasças de novo.

7. Estas palavras: Se um homem não renasce do água e do Espírito foram interpretadas no sentido da regeneração pela água do baptismo. O texto primitivo, porém, rezava simplesmente: não renasce da água e do Espírito, ao passo que nalgumas traduções as palavras - do Espírito - foram substituídas pelas seguintes: do Santo Espírito, o que já não corresponde ao mesmo pensamento. Esse ponto capital ressalta dos primeiros comentários a que os Evangelhos deram lugar, como se comprovará um dia, sem equívoco possível. (1)

8. Para se apanhar o verdadeiro sentido dessas palavras, cumpre também se atente na
significação do termo água que ali não fora empregado na acepção que lhe é própria.
Muito imperfeitos eram os conhecimentos dos antigos sobre as ciências físicas. Eles acreditavam que a Terra saíra das águas e, por isso, consideravam a água como elemento gerador absoluto. Assim é que na Génese se lê: "O Espírito de Deus era levado sobre as águas; flutuava sobre as águas; - Que o firmamento seja feito no meio das águas; - Que as águas que estão debaixo do céu se reúnam em um só lugar e que apareça o elemento árido; - Que as águas produzam animais vivos que nadem na água e pássaros que voem sobre a terra e sob o firmamento."
Segundo essa crença, a água se tornara o símbolo da natureza material, como o Espírito era o da natureza inteligente. Estas palavras: "Se o homem não renasce da água e do Espírito, ou em água e em Espírito", significam pois: "Se o homem não renasce com seu corpo e sua alma." E nesse sentido que a principio as compreenderam.
Tal interpretação se justifica, aliás, por estas outras palavras: O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. Jesus estabelece aí uma distinção positiva entre o Espírito e o corpo. O que é nascido da carne é carne indica claramente que só o corpo procede do corpo e que o Espírito independe deste.

______________
(1) A tradução de Osterwald está conforme o texto primitivo. Diz: “Não renasce da água e do
Espírito”; a de Sacy diz: do Santo Espírito; a de Lamennais: do Espírito Santo.
À nota de Allan Kardec, podemos hoje acrescentar que as modernas traduções já restituíram o
texto primitivo, pois que só imprimem “Espírito” e não Espírito Santo. Examinamos a tradução
brasileira, a inglesa, a em esperanto, a de Ferreira de Almeida, e todas elas está somente “Espírito”.
Além dessas modernas, encontramos a confirmação numa latina de Theodoro de Beza, de 1642,
que diz: “...genitus ex aqua et Spiritu...” “...et quod genitum est ex Spiritu, spiritus est.” É fora de dúvida que a palavra “Santo” foi interpolada, como diz Kardec. - A Editora da FEB, 1947.


9. O Espírito sopra onde quer; ouves-lhe a voz, mas não sabes nem donde ele vem, nem para onde vai: pode-se entender que se trata do Espírito de Deus, que dá vida a quem ele quer, ou da alma do homem. Nesta última acepção - “não sabes donde ele vem, nem para onde vai - significa que ninguém sabe o que foi, nem o que será o Espírito. Se o Espírito, ou alma, fosse criado ao mesmo tempo que o corpo, saber-se-ia donde ele veio, pois que se lhe conheceria o começo. Como quer que seja, essa passagem consagra o princípio da preexistência da alma e, por conseguinte, o da pluralidade das existências.

10. Ora, desde o tempo de João Batista até o presente, o reino dos céus é tomado pela violência e são os violentos que o arrebatam; - pois que assim o profetizaram todos os profetas até João, e também a lei. - Se quiserdes compreender o que vos digo, ele mesmo é o EIias que há de vir. - Ouça-o aquele que tiver ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, Cap. XI, vv. 12 a 15.)

11. Se o princípio da reencarnação, conforme se acha expresso em S. João, podia, a
rigor, ser interpretado em sentido puramente místico, o mesmo já não acontece com esta
passagem de S. Mateus, que não permite equívoco: ELE MESMO é o Elias que há de vir.
Não há aí figura, nem alegoria: é uma afirmação positiva. -"Desde o tempo de João Batista até o presente o reino dos céus é tomado pela violência." Que significam essas palavras, uma vez que João Batista ainda vivia naquele momento? Jesus as explica, dizendo: "Se quiserdes compreender o que digo, ele mesmo é o Elias que há de vir." Ora, sendo João o próprio Elias, Jesus alude à época em que João vivia com o nome de Elias. "Até ao presente o reino dos céus é tomado pela violência": outra alusão à violência da lei moisaica, que ordenava o extermínio dos infiéis, para que os demais ganhassem a Terra Prometida, Paraíso dos hebreus, ao passo que, segundo a nova lei, o céu se ganha pela caridade e pela brandura.
E acrescentou: Ouça aquele que tiver ouvidos de ouvir. Essas palavras, que Jesus
tanto repetiu, claramente dizem que nem todos estavam em condições de compreender certas verdades.

12. Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo; aqueles que estavam mortos em meio a mim ressuscitarão. Despertai do vosso sono e entoai louvores a Deus, vós que habitais no pó; porque o orvalho que cai sobre vós é um orvalho de luz e porque arruinareis a Terra e o reino dos gigantes. (ISAÍAS, Cap. XXVI, v. 19.)

13. E também muito explícita esta passagem de lsaías: "Aqueles do vosso povo a
quem a morte foi dada viverão de novo." Se o profeta houvera querido falar da vida espiritual, se houvera pretendido dizer que aqueles que tinham sido executados não estavam mortos em Espírito, teria dito: ainda vivem, e não: viverão de novo. No sentido espiritual, essas palavras seriam um contra-senso, pois que implicariam uma interrupção na vida da alma. No sentido de regeneração moral, seriam a negação das penas eternas, pois que estabelecem, em princípio, que todos os que estão mortos reviverão.

14. Mas, quando o homem há morrido uma vez, quando seu corpo, separado de seu espírito, foi consumido, que é feito dele? -Tendo morrido uma vez, poderia o homem reviver de novo? Nesta guerra em que me acho todos os dias da minha vida, espero que chegue a minha mutação. (JOB, Cap. XIV, v. 10,14. Tradução de Le Maistre de Sacy.)
Quando o homem morre, perde toda a sua força. expira. Depois, onde está ele? -
Se o homem morre, viverá de novo? Esperarei todos os dias de meu combate, até que venha alguma mutação? (ID. Tradução protestante de Osterwald.)
Quando o homem está morto, vive sempre; acabando os dias da minha existência
terrestre, esperarei, porquanto a ela voltarei de novo. (ID. Versão da Igreja grega.)

15. Nessas três versões, o princípio da pluralidade das existências se acha claramente
expresso. Ninguém poderá supor que Job haja querido falar da regeneração pela água do
baptismo, que ele de certo não conhecia. "Tendo o homem morrido uma vez, poderia reviver de novo?" A ideia de morrer uma vez, e de reviver implica a de morrer e reviver muitas vezes. A versão da Igreja grega ainda é mais explícita, se é que isso é possível: "Acabando os dias da minha existência terrena, esperarei, porquanto a ela voltarei", ou, voltarei à existência terrestre. Isso é tão claro, como se alguém dissesse: "Saio de minha casa, mas a ela tornarei."
"Nesta guerra em que me encontro todos os dias de minha vida, espero que se dê a
minha mutação." Job, evidentemente, pretendeu referir-se à luta que sustentava contra as misérias da vida. Espera a sua mutação, isto é, resigna-se. Na versão grega, esperarei parece aplicar-se, preferentemente, a uma nova existência: "Quando a minha existência estiver acabada, esperarei, porquanto a ela voltarei." Job como que se coloca, após a morte, no intervalo que separa uma existência de outra e diz que lá aguardará o momento de voltar.

16. Não há, pois, duvidar de que, sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação era ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo formal; donde se segue que negar a reencarnação é negar as palavras do Cristo. Um dia, porém, suas palavras, quando forem meditadas sem ideias preconcebidas, reconhecer-se-ão autorizadas quanto a esse ponto, bem como em relação a muitos outros.

17. A essa autoridade, do ponto de vista religioso, se adita, do ponto de vista filosófico, a das provas que resultam da observação dos factos. Quando se trata de remontar dos efeitos às causas, a reencarnação surge como de necessidade absoluta, como condição inerente à Humanidade; numa palavra: como lei da Natureza. Pelos seus resultados, ela se evidencia, de modo, por assim dizer, material, da mesma forma que o motor oculto se revela pelo movimento. Só ela pode dizer ao homem donde ele vem, para onde vai, por que está na Terra, e justificar todas as anomalias e todas as aparentes injustiças que a vida apresenta. (1)
Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências, são ininteligíveis, em sua maioria, as máximas do Evangelho, razão por que hão dado lugar a tão contraditórias interpretações. Está nesse princípio a chave que lhes restituirá o sentido verdadeiro.

Referencia. O evangelho segundo o espiritismo

quarta-feira, 19 de março de 2008

Visão espírita da páscoa


Visão espírita da páscoa


Eis-nos, uma vez mais, às vésperas de mais uma Páscoa. Nosso pensamento e nossa emoção, ambos cristãos, manifestam nossa sensibilidade psíquica. Deixando de lado o apelo comercial da data, e o carácter de festividade familiar, a exemplo do Natal, nossa atenção e consciência espíritas requerem uma explicação plausível do significado da data e de sua representação perante o contexto filosófico-científico-moral da Doutrina Espírita.

Deve-se comemorar a Páscoa? Que tipo de celebração, evento ou homenagem é permitida nas instituições espíritas? Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus?

Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou filosofias “cristãs”. Todavia, o sentimento de religiosidade que é particular de cada ser-Espírito, é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou, mesmo, colectiva, acerca da Páscoa não é proibida, nem desaconselhada.

O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo. Assim, como as pessoas, via de regra, são lembradas, em nossa cultura, pelo que fizeram e reverenciadas nas datas principais de sua existência corpórea (nascimento e morte), é absolutamente comum e verdadeiro lembrarmo-nos das pessoas que nos são caras ou importantes nestas datas. Não há, francamente, nenhum mal nisso.

Mas, como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a forma de encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação bastante peculiar. Antes de mencionarmos a significação espírita da Páscoa, faz-se necessário buscar, no tempo, na História da Humanidade, as referências ao acontecimento.


A Páscoa, primeiramente, não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. Veja-se, por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e 16), a menção, do próprio Cristo, ao evento: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus.” Evidente, aí, a referência de que a Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural e, portanto, o que fez a Igreja foi “aproveitar-se” do sentido da festa, para adaptá-la, dando-lhe um novo significado, associando-o à “imolação” de Jesus, no pós-julgamento, na execução da sentença de Pilatos.

Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança cultural, representando a vida dos povos nómadas, numa fase em que a vinculação à terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egipto), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia.


Logo após a celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes adormeceram, tendo sido o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno.

Mas há outros elementos “evangélicos” que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de Páscoa. Os primeiros relacionam-se ao “martírio”, ao sofrimento de Jesus – tão bem retratado neste último filme hollywoodiano (A Paixão de Cristo, segundo Mel Gibson) –, e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus.

No que concerne à ressurreição, podemos dizer que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da mantança da estrutura corporal do Cristo, no post-mortem, situação totalmente rechaçada pela ciência, em virtude do apodrecimento e deterioração do envoltório físico. As Igrejas cristãs insistem na hipótese do Cristo ter “subido aos Céus” em corpo e alma, e fará o mesmo em relação a todos os “eleitos” no chamado “juízo final”. Isto é, pessoas que morreram, pelos séculos afora, cujos corpos já foram decompostos e reaproveitados pela terra, ressurgirão, perfeitos, reconstituindo as estruturas orgânicas, do dia do julgamento, onde o Cristo, separá justos e ímpios.

A lógica e o bom-senso espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela injustiça moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério mais justo para aferir a “competência” ou a “qualificação” de todos os Espíritos. Com “tantas oportunidades quanto sejam necessárias”, no “nascer de novo”, é possível a todos progredirem.


Mas, como explicar, então as “aparições” de Jesus, nos quarenta dias póstumos, mencionadas pelos religiosos na alusão à Páscoa?

A fenomenologia espírita (mediúnica) aponta para as manifestações psíquicas descritas como mediunidades. Em algumas ocasiões, como a conversa com Maria de Magdala, que havia ido até o sepulcro para depositar algumas flores e orar, perguntando a Jesus – como se fosse o jardineiro – após ver a lápide removida, “para onde levaram o corpo do Raboni”, podemos estar diante da “materialização”, isto é, a utilização de fluido ectoplásmico – de seres encarnados – para possibilitar que o Espírito seja visto (por todos). Igual circunstância se dá, também, no colóquio de Tomé com os demais discípulos, que já haviam “visto” Jesus, de que ele só acreditaria, se “colocasse as mãos nas chagas do Cristo”. E isto, em verdade, pelos relatos bíblicos, acontece. Noutras situações, estamos diante de uma outra manifestação psíquica conhecida, a mediunidade de vidência, quando, pelo uso de faculdades mediúnicas, alguém pode ver os Espíritos.

A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial, os “bíblicos” Adão e Eva, no Paraíso. A presença do “cordeiro imolado”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases da via sacra.


Esta tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe. Em verdade, nós espíritas devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande – e última lição – de Jesus, que vence as iniquidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica, para asseverar que “permaneceria eternamente connosco”, na direção bussolar de nossos passos, doravante.

Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, a vera evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo depurativo de nosso orbe. Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada por nós, espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.

Nesta Páscoa, assim, quando estiveres junto aos teus mais caros, lembra-te de reverenciar os belos exemplos de Jesus, que o imortalizam e que nos guiam para, um dia, também estarmos na condição experimentada por ele, qual seja a de “sermos deuses”, “fazendo brilhar a nossa luz”.


Comemore, então, meu amigo, uma “outra” Páscoa. A sua Páscoa, a da sua transformação, rumo a uma vida plena.

por : Marcelo Henrique Pereira, Mestre em Ciência Jurídica, Presidente da Associação de Divulgadores do Espiritismo de Santa Catarina e Delegado da Confederação Espírita Pan-Americana para a Grande Florianópolis (SC)

Noticias de Portugal









1 - DR. SÉRGIO THIESEN EM PORTUGAL


Vai estar em Portugal, de 22 de Março a 1 de Abril o Dr. Sérgio Thiesen, Médico Cardiologista, Físico e Espírita.O GEAK – Grupo de Estudos Espíritas Allan Kardec informa os interessados em receber este palestrante de que deverão, para o efeito, entrar em contacto com Leonor Santos 917424862Sérgio Thiesen, nascido em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, é filho de pais espíritas. Francisco Thiesen, seu pai, foi presidente da FEB de 1975 a 1990, quando desencarnou. Formado em Medicina e Física, especializou-se em Cardiologia em 1982, e em Física da Matéria Condensada, (Solid State Physics), Magnetismo e Supercondutividade. É Médico Cardiologista do Instituto Nacional de Cardiologia, do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, desde 1989 e Professor de Medicina, responsável por Cursos de Extensão Universitária, no Instituto Nacional de Cardiologia e no Hospital Geral de Ipanema, do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Município do RJ, respectivamente.Fundador e Presidente da Sociedade Espírita Reencontro e do Grupo Espírita Francisco Thiesen, ambos no Rio de Janeiro. É Membro Efectivo do Conselho Fiscal e Superior da Federação Espírita Brasileira há 18 anos, sendo ainda articulista e colaborador da revista Reformador, órgão de divulgação da FEB. Palestrante/expositor, com actividades em diversos estados brasileiros e no exterior (Argentina, Equador, República Dominicana, Cuba, Panamá, Espanha, França, Inglaterra, Portugal, Angola, Estados Unidos e Austrália)
Fonte: José Lucas (Óbidos)



2 - BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA NA ASEB


A ASEB – Associação Sociocultural Espírita de Braga convida-os a estarem presentes no dia 21 de Março, pelas 21H00, para assistirem a uma conferência que estará a cargo de José Lucas e cujo tema será: “Fluidoterapia - Provas Científicas”.


José Lucas é um divulgador espírita português. Fez parte dos órgãos sociais da FEP. É colaborador do Jornal de Espiritismo da ADEP e do jornal das Caldas, Diário de Aveiro e Bora te Beio, com crónicas espíritas. É membro do Centro de Cultura Espírita, nas Caldas da Rainha.


O evento terá lugar na sede da ASEB, na Rua Espírito Santo nº 38, em Braga.Este centro tem página na Internet em http://www.aseb.com.pt/ e-mail info@aseb.com.pt


As entradas são livres e gratuitas.
Fonte: ASEB (Paulo)


3 - CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA: JESUS: O PSICOTERAPEUTA DA HUMANIDADE


Na sexta-feira, dia 21 de Março, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Jesus: O Psicoterapeuta da Humanidade”.Quando tanto se fala de Jesus pelo mundo fora, poucos têm a noção de quem foi esse personagem. Para o Espiritismo, Jesus afigura-se como o grande psicoterapeuta da humanidade. Venha saber porquê.


O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Este centro tem página na Internet em http://www.caldasrainha.net/ccee e-mail cce@caldasrainha.net


As entradas são livres e gratuitas.
Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)



4 - BARCELOS: CONFERÊNCIA ESPÍRITA


No próximo sábado, dia 22 de Março, pelas 21H00, vai ter início a primeira de um ciclo de conferência, no Núcleo de Estudos Espíritas de Barcelos – Momentos de Sabedoria.
A conferência, subordinada ao tema “O Poder do Pensamento”, estará a cargo de José Lucas, Militar (Major) da Força Aérea e Membro da ADEP – Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal


Mais Informações:Momentos de Sabedoria - Núcleo de Estudos Espíritas de BarcelosRua Fernando de Magalhães, n.º 53 – Barcelos(Na rua ao fundo da Câmara Municipal; junto ao Museu de Olaria)(Estacionar no Largo da Escadaria do D. António Barroso / Igreja Matriz)Telef.: 96 121 84 94 (António Teixeira)


Cartaz do evento: www.adeportugal.org/downloads/cn/ciciloconferenciasbarcelos2008.pdf
Entrada Livre e gratuita
Fonte: António Teixeira (Barcelos)



5 - ACE: ESPIRITISMO EM AVEIRO


A Associação Cultural Espírita de Aveiro, sita na Rua Ciudad Rodrigo, nº 12 r/c, 3800-083 Aveiro (Bairro do Liceu). Tel. 96 271 4000, leva a efeito as seguintes iniciativas:


Dia 24/03/2008 – 2ª feira- 20H00 – Atendimento fraterno

- 21H00 – Palestra – “As Bem-Aventuranças” – pela Dra. Diana Costeira

- 22H00 – Passe- 22H15 – Atendimento espiritual

Dia 28/03/2008 – sexta-feira- 21H00 – Estudo da Doutrina – Curso de Mediunidade
Dia 31/03/2008 – 2ª feira- 20H00 – Atendimento fraterno- 21H00 – Palestra – “Onde existe Deus?” – por Manuel Santos- 22H00 – Passe- 22H15 – Atendimento espiritual


Mais informações:Associação Cultural Espírita de AveiroRua Ciudad Rodrigo, nº 12 r/c, (Bairro do Liceu)3810 – 083 AVEIRO(Tel. 96 271 4000)(E-mail: aceaveiro@mail.com e msantuz@mail.telepac.pt )


Fonte: Manuel Santos (Aveiro)

sábado, 15 de março de 2008

Adão não foi o primeiro homem,mas apenas o primeiro Hebreu


ADÃO NÃO O FOI O PRIMEIRO HOMEM, MAS APENAS O PRIMEIRO
HEBREU

O versículo quarto do capítulo sexto do Génesis informa: "Ora, naquele tempo havia gigantes na Terra". O tempo referido é o da criação do homem. Se havia gigantes, Adão não era o primeiro homem, tanto mais que a própria Bíblia nos diz que os "filhos de Deus", que eram Adão e sua descendência, casavam-se com as "filhas dos homens". É o que vemos no versículo dois do Cap. VI: "Vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres", e ainda no versículo quarto, já acima citado: "e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos".
Verifica-se no texto uma dubiedade, parecendo haver uma diferença entre os gigantes e os homens, mas não se poderia explicar as "filhas dos homens", se não fossem filhas dos gigantes. Essa dubiedade se explica pela Mitologia. Os gigantes, na verdade, são figuras mitológicas que aparecem no texto bíblico, da mesma maneira que nos textos hindus, egípcios e na "Gigantemaquia", poema que se considera como fragmento extraviado da "Teogonia" de Hesiodo. A Bíblia herdou dos antigos livros mesopotâmicos a lenda mitológica dos gigantes. Esse facto comprova a tese espírita da raça adâmica, que na verdade nada mais é do que o povo hebreu.
O exame do texto bíblico, à luz da Antropologia Cultural e da Mitologia, prova que Adão é apenas o primeiro hebreu e não o primeiro homem. A lenda de Adão e Eva é o capítulo mitológico da História dos Judeus, como a lenda grega de Deucalião e Pirra é o da História dos Hebreus. As duas histórias se confundem, de tão semelhantes, no caso do
dilúvio. Assim como Heleno foi o primeiro homem para os gregos, Adão foi o primeiro para os judeus. A falta de conhecimento histórico e a falsa interpretação teológica da Bíblia transformaram uma antiga lenda mitológica em verdade revelada. O Espiritismo não endossa esse absurdo. Curioso notar que Deucalião, o Noé grego, e Pirra, sua mulher, tiveram três filhos, como aconteceu com Adão e Eva e depois com Noé. Em todas essas coincidências comprova-se a origem mitológica e a presença dos arquétipos colectivos nas passagens supostamente históricas da Bíblia. Querer sustentar a realidade desses relatos ingénuos e impô-los ao povo como verdade divina é querer confundir religião com superstição. O
Espiritismo prefere esclarecer esses problemas à luz da razão.

Referencia:J. Herculano Pires em Visão Espírita da Bíblia

Noticias de Portugal


1 – MALVEIRA: PALESTRA ESPÍRITA
2 – BRAGA: CONFERÊNCIA SOBRE “O PRAZER DE FAZER O BEM”
3 – CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA: "OPTIMISMO: REMÉDIO PARA O ESPÍRITO"
4 – AVEIRO: ACTIVIDADES DA ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA ALVORADA NOVA
5 – BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA


1 - MALVEIRA: PALESTRA ESPÍRITA

À semelhança do que tem acontecido desde há meses, e sempre na 2ª sexta-feira de cada mês, às 20H30, vai realizar-se uma palestra no próximo dia 14 de Março, desta vez subordinada ao tema "Harmonização Psíquica - O Conhecimento de Nós Mesmos", na Associação Fraterna Mensageiros do Bem, sita na rua Eurico Rodrigues de Lima, 2B, 2665 - 277 Malveira.
Mais informações através dos telemóveis 965362855 e/ou 91 7713744 .

Fonte: Marcelo Oliveira (Tm: 917713744 )


2 - BRAGA: CONFERÊNCIA SOBRE “O PRAZER DE FAZER O BEM”

Na sexta-feira, dia 14 de Março, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “O Prazer de fazer o Bem”
O evento terá lugar na sede da ASEB - Associação Sociocultural Espírita de Braga, na Rua do Espírito Santo nº 38, em Braga. Este centro tem página na Internet em http://www.aseb.com.pt/ e e-mail info@aseb.com.pt

As entradas são livres e gratuitas.
Fonte: ASEB - Tel: 967026217 (Paulo)


3 - CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA: "OPTIMISMO: REMÉDIO PARA O ESPÍRITO"

Na sexta-feira, dia 14 de Março, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Optimismo: Remédio para o Espírito”.Sendo o homem um conjunto de ser inteligente, corpo espiritual e corpo físico, a atitude mental que tenhamos no quotidiano influi determinantemente nesse corpos. Numa época em que o pessimismo é semeado diariamente, veja o que a Doutrina Espírita aponta relativamente ao optimismo e seu impacto na saúde espiritual e física.
O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Este centro tem página na Internet em http://www.caldasrainha.net/ccee e-mail cce@caldasrainha.net
As entradas são livres e gratuitas.

Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)


4 - AVEIRO: ACTIVIDADES DA ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA ALVORADA NOVA

A Associação Espírita Alvorada Nova vai realizar, no próximo dia 15 de Março, pelas 14H00 um Seminário com o tema: “Mediunidade: Uma Abordagem Prática”. Este seminário encontra-se aberto a todos os interessados e visa, através de exemplos encenados, mostrar a dinâmica de uma sala mediúnica e da própria mediunidade em particular, quer na preparação na espiritualidade, como no ambiente da própria sala.

Para mais informações utilizar o nosso e-mail a.e.alvoradanova@gmail.com ou os telefones : 919 671140 (Frederico Honório) ou 918 761 220 (Eva Costa) p.f.

Também estará entre nós no dia 25 de Março, pelas 21H00 o Dr. Sérgio Thiesen, que trará o tema “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, baseado no livro de Léon Dennis.
Podem consultar ou fazer o download dos cartazes para divulgação no nosso site http://a.e.alvoradanova.googlepages.com/ no link das actividades.

Fonte: Alvorada Nova (Aveiro)

5 - BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA

Realiza-se este sábado, dia 15 de Março, pelas 21H30, uma conferência espírita, na Associação de Estudos Espirituais Messe de Amor, na Rua das Oliveiras Lote G, Loja 1, Gualtar - Braga, subordinada ao tema: "A Imortalidade".

Actividades habituais: Segunda-feira - 21H30 - Estudo da Doutrina
Sexta-feira - 21H45 - Estudo do Evangelho
Sábado - 15H30 - Escola de Evangelho (DIJ)
Sábado - 20H00 - Atendimento Individual
Sábado - 21H30 - Palestra Pública

Fonte: Sérgio Cunha (Braga) - (Telemóvel 919777729 ) ( smoac54@yahoo.com.br )

Noticias do Brasil



1-Ato Público em Defesa da Vida
2-Seminários sobre o “Plano de Trabalho”
3-Fundada a Associação Jurídico-Espírita do Estado de SP
4-Seminários e Palestras no Maranhão
5-Sociedade Espírita comemora 95 anos
6-Divulgar o Espiritismo: uma paixão
7-XXVI Encontro de Juventudes Espíritas de Pernambuco
8-São José dos Campos recebe encontro esperantista
9-Os poderes da mente
10-Exposição e palestra com Marlene Nobre
11-CEI: Salão do Livro de Paris

Amigos,
Seminários, ato público, palestras são alguns convites para os interessados em participar das atividades do Movimento Espírita no mês de março. Boa leitura!


1-Ato Público em Defesa da Vida


Em defesa da vida, milhares de pessoas estarão reunidas, no dia 29 de março, sábado, às 10 horas, na Praça da Sé, em São Paulo, pelo segundo ano consecutivo, em um grande ato de cidadania, suprapartidário, supra religioso, para reafirmar que a população brasileira, em sua maioria, é contra a legalização do aborto no país. Continua tramitando no Congresso o projeto de lei 1135/91 que legaliza o aborto até o nono mês da gravidez. O Ato Público em Defesa da Vida é organizado pelo Comitê Estadual do Movimento Nacional em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto, e contará com o apoio e participação de diversas entidades representativas da sociedade civil e lideranças religiosas.


2-Seminários sobre o “Plano de Trabalho”


Prosseguem os seminários sobre o “Plano de Trabalho para o Movimento Espírita Brasileiro (2007-2012)”, com apoio e participação da equipe da Secretaria Geral do CFN. Recentes realizações em Entidades Federativas Estaduais: Federação Espírita do Estado de Mato Grosso, em Cuiabá, no dia 15 de março; Federação Espírita do Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, nos dias 15 e 16 de março; e, na Federação Espírita do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, no dia 29 de março.


3-Fundada a Associação Jurídico-Espírita do Estado de SP


No último dia 8 de março, na sede da USE/SP (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo), foi fundada a Associação Jurídico-Espírita do Estado de São Paulo – AJE/SP, com o objetivo de contribuir para o aprimoramento espiritual dos operadores do Direito espíritas e interessados em questões jurídico-sociais, unificação destes, melhoria da legislação vigente, defesa legal de assuntos que esbarrem em princípios essenciais da filosofia espírita, divulgação do pensamento espírita sobre questões jurídico-sociais para os meios jurídicos e sociedade em geral.
O evento contou com a presença de 52 pessoas, dentre elas delegados de polícia, representantes do Ministério Público do Estado de São Paulo, advogados, servidores estudantes e demais interessados. A assembléia formada por todos os presentes deliberou pela fundação da AJE/SP naquele ato, constituindo comissão provisória formada por 16 pessoas, com o fim de redigir o estatuto no prazo de 60 dias. Para mais informações: julianezu@terra.com.br e ajesp.sp@gmail.com


4-Seminários e Palestras no Maranhão


A Federação Espírita do Maranhão promove em sua sede, em São Luís, um Seminário sobre Centro Espírita, nos dias 4 a 6 de abril, tendo como expositores os diretores da FEB Antonio Cesar Perri de Carvalho e João Pinto Rabelo. Também ocorrem palestras pelos convidados em Centros Espíritas da capital, nos mesmos dias. Informações: femar@femar.org.br


5-Sociedade Espírita comemora 95 anos


A Sociedade Espírita Dom Thomé, de Porto Alegre (RS), completa 95 anos. Para comemorar a data, uma série de palestras foi programada para os meses de março e abril. No dia 12 de março ocorreu exposição do tema “Lições para a felicidade”, no dia 15 será apresentado o tema “Harmonização e Prece”; nos dias 17 e 19, respectivamente, os temas “Evolução” e “Educação, a chave moral do progresso”. No dia 26, Jason de Camargo abordará o tema "O Sermão da Montanha". Encerrando a programação, no dia 2 de abril, está programado o desenvolvimento do tema “Desencarnações Coletivas”. Mais informações, na página eletrônica da Federação Espírita do Rio Grande do Sul: http://www.fergs.org.br/


6-Divulgar o Espiritismo: uma paixão


A União Municipal Espírita de Volta Redonda (Umevor) realizará, no dia 30 de março. o primeiro encontro de divulgadores deste ano. Será um debate tendo como tema central “Divulgar o Espiritismo: uma paixão”. Serão subtemas: o que é preciso para divulgar? quais as dificuldades, por que você divulga? O Encontro contará com a participação de dezenas de palestrantes locais e da região. Mais informações pelo telefone (24) 3342-7420, pelo e-mail neide.chaves@umevor.org.br ou ainda plo site http://www.umevor.org.br/


7-XXVI Encontro de Juventudes Espíritas de Pernambuco


Com o tema “Juventude Espírita, aprendiz do amor”, ocorrerá, no dia 23 de março, o XXVI Encontro de Juventudes Espíritas de Pernambuco, o EJEPE. O evento acontecerá no Lar Fabiano de Cristo, na Várzea. Mais Informações na Federação Espírita Pernambucana (Av. João de Barros, 1629, Espinheiro, Recife. Fones: 3241.2157 e 3427.6904


8-São José dos Campos recebe encontro esperantista


O próximo Encontro Regional de Esperanto do Vale do Paraíba ocorrerá dos Campos, no dia 30 de março. Haverá palestras simultâneas em português e entre os expositores confirmados estão José Roberto Tenório, James Píton e David Bianchini. As atividades terão lugar nas dependências da Faculdade de Direito da Universidade do Vale do Paraíba, em parceria com a Faculdade de Educação. O endereço: é Praça Cândido Dias Castejón, 116, no Centro da cidade.


9-Os poderes da mente


De 14 a 16 de março acontecerá no Rio Grande do Norte, o 8º ENDOARTE cujo tema “Os poderes da mente”, será exposto nos três dias, pela oradora espírita Suely Caldas Schubert. Dia 14, às 19h30min, no Auditório Francisco Leandro (Sociedade Espírita de Mossoró) haverá palestra de abertura. Já no dia 15, no Auditório do SESI, acontecerá seminário iniciando-se às 14h30min e no dia 16, às 8h30min, no Auditório de reuniões da Sociedade Espírita de Mossoró, ocorrerá apresentação de mais um seminário pela oradora, voltado para trabalhadores espíritas com o tema “Dimensões espirituais do Centro Espírita”. O evento contará com exibições teatrais e musicais. A Sociedade Espírita de Mossoró – SEM, situa-se à Rua Olivacy R. de Freitas, 08 – Aeroporto e o SESI na Rua Benjamim Constant, 123 -Mossoró (RN).


10-Exposição e palestra com Marlene Nobre


Em comemoração ao 1º aniversário da Associação Médico-Espírita – AME-DF, a Comunhão Espírita de Brasília receberá, no dia 15 de março, a médica-espírita Marlene Nobre. A palestrante explanará a respeito de “O dom da mediunidade”, seguido de debate, às 16h30. Após, falará sobre o tema “Construindo a Espiritualidade na Saúde do Século XXI”. Endereço: Avenida L2 Sul, Quadra 604, Lote 27. Mais informações: Telefone (61) 3225-2083 ou (61) 3225-2505


11-CEI: Salão do Livro de Paris


O Conselho Espírita Internacional participa, com um estande, do Salão do Livro de Paris, de 14 a 19 de março, em Porte de Versailles, expondo dezesseis livros de sua edição em francês, como “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec, “O Educador e o Codificador” e obras psicográficas de Francisco Cândido Xavier, de autoria dos espíritos Emmanuel e André Luiz. Na oportunidade está sendo lançada a mais recente edição em francês do CEI “Je te Pardonne!” (Perdôo-te), de Amália Domingo Soler. Informações: http://febnet.org/mala/lt.php?id=LhkAD15VUlIPH1QARQAKUAJW, ou pelo correio eletrônico: spiritist@spiritist.org






quarta-feira, 12 de março de 2008

A bela cordoeira


A Bela Cordoeira

Notícia. - Louise Charly, apelidada Labé, cognominada a Belle Cordière, nascida em Lyon, sob François I. Ela era de uma beleza perfeita e recebeu uma educação muito cuidadosa; sabia o grego e o latim, falava o espanhol e o italiano com uma pureza perfeita, e fazia, nessas duas línguas, poesias que não teriam renegado os escritores nacionais. Formada em todos os exercícios do corpo, conhecia a equitação, a ginástica e o manejo das armas. Dotada de um
carácter muito enérgico, distinguia-se, ao lado de seu pai, entre os mais valentes combatentes, no cerco de Perpignan, em 1542, sob o nome do capitão Loys. Esse cerco não tendo sido bem sucedido, ela renunciou ao ofício das armas e retornou a Lyon com seu pai.
Casou com um rico fabricante de cordames, de nome Ennemond Perrin, e logo ela não foi conhecida senão sob o nome de a Belle Cordière, nome que permaneceu na rua em que ela residia, e sobre o local no qual estavam as oficinas de seu marido. Ela instituiu em sua casa reuniões literárias, onde eram convidados os espíritos mais esclarecidos da província. Tem-se dela uma colecção de poesias. Sua reputação de beleza e de mulher de espírito, atraindo para sua casa a elite dos homens, excitou o ciúme das senhoras lionesas que procuraram vingar-se dela pela calúnia; mas sua conduta sempre foi irrepreensível.
Tendo-a evocado, na sessão da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, de 26 de Outubro de 1858, nos foi dito que ela não podia vir ainda, por motivos que não foram explicados. No dia 9 de Novembro atendeu ao nosso chamado, e eis o retrato que dela fez o senhor Adrien, nosso médium vidente: Cabeça oval; tez pálida, mate; olhos negros, belos e notáveis, sobrancelhas arqueadas; fronte desenvolvida e inteligente, nariz grego, fino; boca média, lábios indicando a bondade de espírito; dentes muitos bonitos, pequenos, bem enfileirados; cabelos negros de azeviche, ligeiramente crespos. Belo porte da cabeça; talhe grande e bem solto. Vestuário de rouparias brancas.

Nota. - Sem dúvida, nada prova que esse retrato, e o precedente, não estavam na imaginação do médium, porque não temos controle; mas quando o faz com detalhes tão precisos de pessoas contemporâneas, que jamais viu, e que são reconhecidas por parentes ou amigos, não se pode duvidar da realidade; de onde se pode concluir que, uma vez que ele vê uns com uma verdade incontestável, pode vê-la em outros. Uma outra circunstância, que
deve ser tomada em consideração, é que ele vê sempre o mesmo Espírito sob a mesma forma, e que, ainda que o fosse com vários meses de intervalo, o retrato não varia. Seria preciso supor nele uma memória fenomenal, para crer que ele possa se lembrar assim dos
menores traços de todos os Espíritos, dos quais Fez a descrição e que se contam por centenas.

1. Evocação.
- R. Estou aqui.

2. Teríeis a bondade de nos responder a algumas perguntas que gostaríamos de vos
endereçar?
- R. Com prazer.

3. Lembrai-vos da época em que fostes conhecida sob o nome de a Belle Cordière?
- R. Sim.

4. De onde poderiam provir as qualidades viris que vos levou a abraçar a profissão das armas que, segundo as leis da Natureza, está antes nas atribuições dos homens?
- R. Isso sorria ao meu espírito ávido de grandes coisas; mais tarde ele se voltou para um outro género de ideias mais sérias. As ideias com as quais se nasce, certamente, vêm de existências anteriores, das quais são o reflexo, todavia, elas se modificam muito, seja por novas resoluções, seja pela vontade de Deus.

5. Por que esses gostos militares não persistiram em vós, e como puderam, tão prontamente, ceder o lugar aos da mulher?
- R. Vi coisas que não vos desejaria ver.

6. Fostes contemporânea de François e de Charles-Quinto; poderíeis dar-nos vossa opinião sobre esses dois homens e traçar-lhes o paralelo?
- R. Não quero julgar; tinham defeitos, vós os conheceis; suas virtudes foram pouco numerosas: alguns traços de generosidade e eis
tudo. Deixai isso, seu coração poderia sangrar ainda; eles sofrem bastante!

7. Qual era a fonte dessa alta inteligência que vos tornou apta a receber uma educação tão superior à das mulheres do vosso tempo? - R. Existências penosas e a vontade de Deus!

8. Havia, pois, em vós um progresso anterior?
- R. Isso não pode ser de outro modo.

9. Essa instrução vos fez progredir como Espírito?
- R. Sim.

10. Pareceis haver sido feliz sobre a Terra: o sois mais agora?
- R. Que pergunta! Tão feliz que se seja na Terra, a felicidade do Céu é bem outra coisa! Quantos tesouros e quantas riquezas, que conhecereis um dia, e dos quais não suspeitais ou ignorais completamente!

11. Que entendeis por Céu?
- R. Entendo por Céu os outros mundos.

12. Que mundo habitais agora?
- R. Resido num mundo que não conheceis; mas sou pouco
ligada a ele: a matéria nos liga pouco.

13. É Júpiter?
- R. Júpiter é um mundo feliz; mas pensais que só ele, entre todos, seja favorecido por Deus? São tão numerosos quanto os grãos de areia do Oceano.

14. Conservastes o génio poético que tínheis neste mundo?
-R. Responder-vos-ia com prazer, mas temo chocar outros Espíritos, ou colocar-me abaixo do que sou: o que faria que minha
resposta se tornasse inútil, tomando-se sem razão.

15. Poderíeis nos dizer qual classe poderíamos vos consignar entre os Espíritos?
- Sem resposta.

(A São Luís.) São Luís poderia nos responder a esse respeito?
-R. Ela está aqui: não posso dizer o que ela não quer dizer. Não vedes que ela é das mais elevadas, entre os Espíritos que evocais comumente? De resto, nossos Espíritos não podem apreciar exactamente as distâncias que os separam: elas são incompreensíveis para vós, e todavia são imensas!

16. (A Louise Charly). Sob qual forma estais entre nós?
- R. Adrien acaba de me pintar.

17. Por que essa forma antes que uma outra, por que, enfim, no mundo em que estais, não sois tal qual éreis na Terra?
- R. Evocastes-me poeta, vim poeta.

18. Poderíeis nos ditar algumas poesias ou um trecho qualquer de literatura? Estaríamos felizes tendo alguma coisa vossa.
- R. Procurai vos proporcionar meus antigos escritos. Não gostamos dessas provas, sobretudo em público: fá-lo-ei, todavia, de outra vez.

Nota. - Sabe-se que os Espíritos não gostam das provas, e as perguntas dessa natureza têm sempre, mais ou menos, esse carácter, sem dúvida, é por isso que eles não se submetem a
elas quase nunca. Espontaneamente, e no momento em que menos esperamos, frequentemente, nos dão as coisas mais surpreendentes, as provas que teríamos solicitado em vão; mas basta, quase sempre, que se lhes peça uma coisa para que se não a obtenha, sobretudo, se ela denota um sentimento de curiosidade. Os Espíritos, e principalmente os Espíritos elevados, querem nos provar que não estão às nossas ordens.
A Belle Cordière, espontaneamente, no dia seguinte, fez escrever pelo médium escrevente, que lhe serviu de intérprete.
"Vou ditar-te o que prometi; não são versos, que não os quero mais fazer; aliás, não me lembro mais dos que fiz, e não gostarias deles: será a mais modesta prosa.

"Na Terra, gabei o amor, a doçura e os bons sentimentos: falei um pouco daquilo que não conhecia. Aqui, não é o amor que é preciso, é uma caridade grande, austera, esclarecida; uma caridade forte e constante que não há senão um exemplo na Terra.
"Pensai, ó homens! que de vós depende serdes felizes e fazerdes o vosso mundo um dos mais avançados do céu: não tendes que fazer senão calarem ódios e inimizades, senão
esquecer rancores e cóleras, senão perder o orgulho e a vaidade. Deixai tudo isso como um fardo que vos será preciso abandonar, cedo ou tarde. Esse fardo é para vós um tesouro na Terra, eu o sei; por isso teríeis o mérito em abandoná-lo e perdê-lo, mas no céu esse fardo toma-se um obstáculo para a vossa felicidade. Crede-me, pois: apressai vosso progresso, a felicidade que vem de Deus é a verdadeira felicidade. Onde encontrareis os prazeres que
valham as alegrias que dá aos seus eleitos, aos seus anjos?
"Deus ama os homens que procuram avançar em seu caminho, contai, pois, com seu apoio.
Não tendes confiança nele? Crede-o seja perjuro, porque não vos entregais a ele inteiramente, sem restrição? Infelizmente não quereis ouvir, ou poucos dentre vós, ouvem; preferis o hoje ao dia de amanhã; vossa visão limitada limita vossos sentimentos, vosso
coração e vossa alma, e sofreis para avançar, em lugar de avançar natural e facilmente pelo caminho do bem, por vossa própria vontade, porque o sofrimento é o meio que Deus emprega para vos moralizar. Que não eviteis vossa rota segura, mas terrível para o viajante.
Terminarei vos exortando a não mais olhar a morte como um flagelo, mas como a porta da verdadeira vida e da verdadeira felicidade.

LOUISE CHARLY.

Revista Espírita, dezembro de 1858

sábado, 8 de março de 2008

Dia da mulher

8 DE MARÇO É DA MULHER As mulheres do Século XVIII eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais O Dia Internacional da Mulher, 8 de Março, está intimamente ligado aos movimentos feministas que buscavam mais dignidade para as mulheres e sociedades mais justas e igualitárias. É a partir da Revolução Industrial, em 1789, que estas reivindicações tomam maior vulto com a exigência de melhores condições de trabalho, acesso à cultura e igualdade entre os sexos. As operárias desta época eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais. Dentro deste contexto, 129 tecelãs da fábrica de tecidos Cotton, de Nova Iorque, decidiram paralisar seus trabalhos, reivindicando o direito à jornada de 10 horas. Era 8 de março de 1857, data da primeira greve norte-americana conduzida somente por mulheres. A polícia reprimiu violentamente a manifestação fazendo com que as operárias refugiassem-se dentro da fábrica. Os donos da empresa, junto com os policiais, trancaram-nas no local e atearam fogo, matando carbonizadas todas as tecelãs. Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, foi proposto que o dia 8 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às operárias de Nova Iorque. A partir de então esta data começou a ser comemorada no mundo inteiro como homenagem as mulheres.



Você que busca no dia a dia suaindependência,

sua liberdade, sua identidade própria;


Você que luta profissional e emocionalmente,

para ser valorizada e compreendida;


Você que a cada momento tenta ser acompanheira,

a amiga, a "rainha do lar";


Você que batalha incansavelmente por seus próprios direitos e também por um mundomais justo e por uma sociedade semviolências;


Você que resiste aos sarcasmos daquelesque a chamam de, pejorativamente,

defeminista liberal e que já ocupa um espaço na fábrica, na escola, na empresa e na política;


Você, eu, nós que temos a capacidade degerar outro ser, temos também o dever degerar alternativas para que a nossa Ação criadora, realmente ajude outrasmulheres a conquistarema liberdade de Ser...


Ilsa da Luz Barbosa