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domingo, 21 de outubro de 2007

Perispirito, centro de força e o passe


PERISPIRITO, CENTRO DE FORÇA E O PASSE
(Jairo)

Kardec, pela orientação dos Espíritos, nos diz que o Espírito em si não é matéria. Não temos explicação de sua composição. E que a matéria é utilizada para a evolução do Espírito. Para que o Espírito se utilize dela para essa evolução é necessário que ele crie em torno de si um corpo semimaterial. Esse corpo Kardec chamou de Perispírito. O Perispírito serve ao Espírito em todo o seu contato com a matéria. E é o molde do corpo físico, quando reencarnamos. Nele são gravadas todas as nossas ações. Por ele, que entramos em contato com os espíritos, no fenômeno mediúnico, à noite saímos do corpo físico, com ele; quando o corpo morre é com ele que o espírito sai do corpo e se apresenta. E, no períspírito é que ficam os Centros de Força que entre outras funções, tem a função de metabolizar energias que recebe, principalmente o Fluido Cósmico Universal, do meio ambiente, e transformá-lo em FLUIDO VITAL, que é a força motriz do funcionamento do perispírito e do corpo físico. FORMA A NOSSA AURA E É ELE, O FLUIDO VITAL, QUE TRANSMITIMOS PELO PASSE ÀS PESSOAS, PRESENTES OU DISTANTES.

Como ocorre isto? - O perispirito possui sete Centros de forças principais (ver descrição abaixo).

QUAL A RELAÇÃO ENTRE O PERISPÍRITO, OS CENTROS DE FORÇA COM O PASSE?

Como o Perispírito é o meio de veiculação da vontade do Espírito, cabe a ele o papel transformador e reativo nos fluidos, ESPECIALMENTE QUANDO MOVIMENTADOS NOS TRABALHOS DO PASSE. Daí a necessidade de o passista ser uma pessoa equilibrada, pois, sua vontade, por carecer de uma base firme, não pode, para fornecer saúde e harmonia, calcar-se numa estrutura movediça de moral vacilante e tonicidade intermitente.

Ademais, ”se as paixões baixas e materiais perturbam, obscurecem o organismo fluídico, os pensamentos generosos, e um sentido oposto, as ações nobres apuram e dilatam as moléculas perispiriticas”(Léon Denis, em “Depois da morte, cap. 32, p. 210)

O PERISPÍRITO tem participação ímpar nos fenômenos e nas manifestações mediúnicas e anímicas, sendo ele, PORTANTO, O INTERMEDIÁRIO VITAL E INDISPENSÁVEL DA TRANSMISSÃO FLUÍDICA POR OCASIÃO DO PASSE, da prece em favor dos outros e de nos mesmos. (Jacob de Melo (Livro O Passe, da FEB)

Dizem os espíritos que as pessoas comuns que não tem o hábito de orar, que não se preocupam como bem e são egoístas, só pensando em si, tem o Centro de Força de mais ou menos 5 cm de diâmetro e de cor escura e sem brilho e giram lentamente, metabolizando por isso pouco Fluido Vital, o que é claro não é bom para a saúde. E NÃO SERIAM BONS PASSISTAS.

A BASE DOS TRABALHOS DE PASSES CENTRA-SE NO CONHECIMENTO DESSES CENTROS E NA REAL APLICAÇÃO DAS ENERGIAS RADIANTES.
Distribuem, controlam, dosam as energias que o nosso corpo necessita; Regulam, sustentam os sentimentos e as emoções; Alimentam as células do pensamento; Levam as sensações do corpo físico para o Espírito; Captam as energias e as influências exteriores.

As pessoas espiritualizadas, que têm o hábito de orarão, bons pensamentos e bons sentimentos, boa moral, possuem Centros de Força maiores. Ampliados e de cor brilhante. POR ISSO METABOLIZAM MAIS FLUIDO VITAL, PARA A SUA AURA E É A ENERGIA QUE TRANSMITIMOS NO PASSE. Como isso ocorre?

Os Centros de força metabolizam o Fluido Cósmico Universal em FLUIDO VITAL e este é transmitido para todo o perispírito para mantê-lo funcionando e depois passa, através dos plexos que ficam no organismo físico para o sistema nervoso e assim para todas as células do corpo, cuja função é mantê-lo funcionando também. Assim que o Fluido Vital alcance as células do corpo físico irradiam (com maior ou menor intensidade de acordo com o estado emocional da criatura, porque eles estão subordinados às impulsões da mente) e esta irradiação forma a aura humana E DA AURA É QUE PARTEM AS ENERGIAS FORNECIDAS PELO PASSE.

O passe então é energia passada de aura para aura.
As mãos são apenas os pontos, as extremidades, convencionados no corpo para o direcionamento da energia que doamos exercendo nossa vontade. (No homem de vontade energética, A CORRENTE PRODUZ O EFEITO DE UMA DUCHA (Kardec, Rev.Esp.setembro 1865)

Mas poderíamos passar essa energia, olhando a pessoa, (um olhar basta para que os núcleos potencializados transmitam as forças curativas, favorecendo as pessoais em carências e renovando-as. (Vianna de Carvalho, psicografia de Divaldo Franco,14.4.1989). Jesus curava pelo olhar também. Pode ser enviada pela vontade pelo tórax,(área do coração) direcionando a energia naquele ponto e pelo pensamento e a vontade envia-la para perto ou longe. (O PENSAMENTO PROVOCA UMA EMISSÃO FLUÍDICA (Kardec Rev.Esp. set.1865.

Pensamentos viciados (contaminados,desajustados, desequilibrados) implicam em desarmonia nos Centros de Força e, conseqüentemente, no corpo físico. (Isso prejudica muito a qualidade do passista)

“O que eleva a frequência vibratória do pensamento é o Amor desinteressado. Tudo que seja contrário ao Amor, como raiva, ressentimento, mágoa, tristeza, indiferença, egoísmo, vaidade, separação ou isolamento, faz baixar as vibrações. “ ( Departamento Doutrinário da Federação Espírita Portuguesa )

Podemos curar também pela prece. Kardec diz, Rer. Espírita setembro 1865, que a Prece é um pensamento, quando fervorosa, ardente, feita com fé, produz o efeito de uma magnetização, não só chamando o concurso dos bons Espíritos, mas dirigindo ao doente uma salutar corrente fluídica. (perto ou à distância).

E pode esse energia ser assimilada, RETIRADA de nós pelo desejo ardente e fé verdadeira das pessoas, como a hemorrágica tirou a energia para sua cura ao tocar as vestes de Jesus. Pode também suas emanações pela aura contaminar ou purificar ambientes, dependendo de suas qualidades.(Chico Xavier tinha uma aura de 10 metros, segundo estudos da NASA dos EUA) Assim, uma pessoa sem braços poderia dar passes normalmente, pois direcionaria suas energias pela vontade para o paciente.(Narram os apóstolos que pessoas traziam os seus enfermos e os colocavam à beira dos caminhos por onde passariam Pedro e João, a fim de que a sua sombra, caindo sobre eles os currassem)...(Viana de Carvalho, Psicografia de Divaldo Franco 14.4.1989)

No Centro Espírita foi convencionado a utilização da passagem da energia pelas mãos. É discreto e o suficiente para a transmissão da energia do passe.

E TAMBÉM PORQUE NO CENTRO ESPÍRITA O PASSE É MINISTRADO DE FORMA MISTA, a energia magnética do passista e a energia magnética dos espíritos presentes. E são os espíritos que trabalham essas energias nas partes do corpo enfraquecidas ou doentes. Espíritos que trabalham nas câmaras de passe são especialistas em manipulação de energia (Ver cap., 19 do livro Missionário da Luz) Nesse caso o passista é apenas um doador de energia, devendo ficar em preces e com as mãos estendidas sobre a cabeça do paciente, nada mais.

OS CENTROS DE FORÇA são acumuladores. transformadores e distribuidores de força espiritual, situados no Perispírito. Têm centros equivalentes/correspondentes nos Plexos situados no corpo físico.
No processo de irradiação para os passes transmitimos aos outros, pelo mecanismo da nossa vontade, a carga de força vital que dispomos para doar.

Kardec, nos comentários da pergunta 70 do L.E., nos diz que o corpo é como um aparelho elétrico que tem que ser recarregado para funcionar. Exemplo, quando temos um telefone celular e acaba a energia da bateria, temos que recarregá-la para que ele volte a funcionar. Assim são os Centros de Força, eles agem como carregadores da energia que fazem funcionar o nosso corpo, pois transformam a energia do Fluido Cósmico Universal do meio ambiente em FLUIDO VITAL que age como uma força motriz ( produz os movimentos) Se os Centros força pararem de produzir FLUIDO VITAL o corpo morre, e se produz pouco o corpo fica doente.

OS CENTROS DE FORÇA E SUAS OUTRAS FUNÇÕES
Coronário, frontal, Laríngeo, Cardíaco, Gástrico, esplênico e básico
CENTROS DE FORÇA
(Estudos realizados pelo COEM, Centro Espírita Luz Eterna, Curitiba)

O espírito, encarnado ou desencarnado, assimila energias das mais diversas, automaticamente e/ou conscientemente, de acordo com seu estado de maior ou menor equilíbrio, físico e espiritual. O perispírito, então, metaboliza essas energias nos centros de força e as distribui em nosso organismo. Essas energias se manifestam em nossa aura, formando nosso “hálito mental”.
Os centros de força, também chamados de centros de energia ou força vital, são verdadeiras “usinas” de metabolização de energias e fluidos, distribuindo-se por todo o nosso perispírito, formando verdadeiros “sistemas” na sua estruturação. Existem milhares, sendo que sete deles são de maior importância, por coordenarem a metabolização de energias e fluidos em grandes áreas específicas, respondendo por sistemas e energias particulares.
Quando o espírito está encarnado, os centros de força estão “ajustados” a determinados órgãos ou sistemas do corpo físico, interagindo com este, ou seja, o tipo de energia metabolizado afeta ao corpo físico, órgão ou sistema orgânico correspondente, bem como o estado físico afeta a absorção e metabolização de energias e fluidos.
Os principais centros de força e sua respectiva “localização” são:

1) Centro Coronário: responsável pelas energias oriundas do plano espiritual; relaciona-se materialmente com a epífise.
2) Centro Frontal: responsável pelas energias dos centros superiores da inteligência e do sistema nervoso; relaciona-se materialmente com os lobos frontais do cérebro;
3) Centro Laríngeo: é responsável pelas energias na área da fala. Atua no funcionamento das glândulas do timo, da tireóide. Relaciona-se materialmente com o plexo cervical.
4) Centro Cardíaco: responsável pelas energias das emoções superiores e sentimentos. Atua na área do coração e da circulação. Relaciona-se materialmente com o plexo cardíaco.
5) Centro Esplênico: é o responsável pela eliminação das energias “descartáveis” ou “não afinadas” de nosso perispírito. Atua em toda a área das defesas orgânicas através do sangue. Relaciona-se materialmente com o baço.
6) Centro Gástrico: relaciona-se também com energias das emoções e sentimento, atuando em todo o aparelho digestivo. Está relacionado materialmente com o plexo solar.
7) Centro Genésico ou Básico: responsável pelas energias oriundas da reprodução, da sexualidade e da criatividade. Relaciona-se com o sistema reprodutor.

Infrações às Leis Naturais implicam em registros energéticos no perispírito, com influências decisivas nesta e em outras encarnações. Esses registros são energéticos e constituídos de cargas negativas ligadas a determinados Centros de Força. Estão relacionados com a Lei de Causa e Efeito, sendo conseqüência do uso do Livre Arbítrio.

NOS PROCESSOS DE PASSE OU DE IRRADIAÇÃO, o médium passista, pela ação de sua vontade dirigida, transmite aos outros as sua energias vitais, que são repostas imediatamente pela absorção e metabolização automática das energias do ambiente pelos centros de força. Na irradiação ou no passe, o médium, aplicando a técnica apropriada, acelera essa absorção e metabolização, e movimenta, pela ação da sua vontade, as energias vitais e espirituais para aquele que receberá as energias da irradiação ou passe.

A EPÍFISE, glândula de forma piriforme, é um corpo ovóide, com as dimensões de uma ervilha mediana e repousa sobre o teto mesencefálico.
"Descartes considerava a glândula pineal a sede da Alma". (Anatomia e Fisiologia Humanas, de A. Almeida Júnior; Editora Nacional, 8a parte, cap. 40)
Em "Missionários da Luz", cap. 2, André Luiz observa que no médium, em serviço mediúnico, essa glândula transforma-se em núcleo radiante. Relembra que, segundo os "orientadores clássicos terrestres", as funções da epífise circunscreviam-se ao controle sexual, no período infantil, velador dos instintos até uma certa idade, em que a atividade sexual pudesse deslizar com regularidade. "Não se trata de órgão morto, diz a espiritualidade. É a glândula da vida mental. Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre".
No campo mediúnico, a epífise impulsiona e intensifica o poder de emissão e recepção, de acordo com nossa esfera espiritual - Lei da Sintonia.

O crescimento do influxo mental está na medida da experiência adquirida e arquivada pelo próprio Espírito.
Pensamentos viciados (contaminados,desajustados, desequilibrados) implicam em desarmonia nos Centros de Força e, conseqüentemente, no corpo físico. (Isso prejudica muito a qualidade do passista)

Os Passes
O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes.
Desde que estes se modificam pela projeção dos pensamentos do Espírito, seu invólucro perispirítico, que é parte constituinte do seu ser e que recebe de modo direto e permanente a impressão de seus pensamentos, há de, ainda mais, guardar a de suas qualidades boas ou más. Os fluidos viciados pelos eflúvios dos maus Espíritos podem depurar-se pelo afastamento destes, cujos perispíritos, porém, serão sempre os mesmos, enquanto o Espírito não se modificar por si próprio.
Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e sua irradiação, o perispírito com eles se confunde.
Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com que se acha em contato molecular. Se os fluidos são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos, os fluidos maus podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades.
Os meios onde superabundam os maus Espíritos são, pois, impregnados de maus fluidos que o encarnado absorve pelos poros perispiríticos, como absorve pelos poros do corpo os miasmas pestilenciais.
Parte da questão 18 de A Gênese, capítulo XIV

CONCLUSÃO
André Luiz, em “Missionários da Luz”, cap. XIX (Passes) recomenda aos médiuns passistas que, antes de tudo, é necessário equilibrar o campo das emoções. Não é possível fornecer forças construtivas a alguém, ainda mesmo na condição de instrumento útil, se fazemos sistemático desperdício das irradiações vitais.
Um sistema de nervos esgotado, oprimido é um canal que não responde pelas interrupções havidas. A mágoa excessiva, a paixão desvairada, a inquietude obsidente, constituem barreiras que impedem a passagem das energias auxiliadoras. Por outro lado, é preciso examinar também as necessidades fisiológicas, a par dos requisitos de ordem psíquica.
A fiscalização dos elementos destinados aos armazéns celulares é indispensável, por parte do próprio interessado em atender às tarefas do Bem.
O excesso de alimentação produz odores fétidos, através dos poros, bem como das saídas dos pulmões e do estômago, prejudicando as faculdades radiantes, porquanto provoca dejecções anormais e desarmoniosas de vulto no aparelho gastrointestinal interessando a intimidade das células.
O álcool e outras substâncias tóxicas operam distúrbios nos centros nervosos, modificando certas funções psíquicas e anulando os melhores esforços na transmissão de elementos regeneradores e salutares.

PALESTRA GENTILMENTE CEDIDA POR JAIRO CAPASSO (ORADOR E PALESTRANTE).

A PALESTRA OCORREU NO SEMINÁRIO SONBRE PASSES REALIZADO EM PIRACICABA-BRASIL, EM JUNHO DE 2007

PROMOÇÃO DA USE-UNIÃO DAS SOCIEDADES ESPÍRITAS, INTERMUNICIPAL E REGIONAL DE PIRACICABA.

domingo, 19 de agosto de 2007

perisírito


                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       
Perispírito

93. O Espírito propriamente dito vive a descoberto, ou como pretendem alguns, envolvidos por alguma substância?

— O Espírito é envolvido por uma substância que é vaporosa para ti, mas ainda bastante grosseira para nós; suficientemente vaporosa, entretanto, para que ele possa elevar-se na atmosfera e transportar-se para onde quiser.
Como a semente de um fruto é envolvida pelo perisperma o Espírito propriamente dito é revestido de um envoltório que, por comparação, se pode chamar perispírito.

94. De onde tira o Espírito o seu envoltório semi-material?

— Do fluido universal de cada globo. É por isso que ele não é o mesmo em todos os mundos; passando de um mundo para outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa.

94-a. Dessa maneira, quando os Espíritos de mundos superiores vêm até nós, tomam um perispírito mais grosseiro?

— É necessário que eles se revistam da nossa matéria, como já dissemos.

95. O envoltório semi-material do Espírito tem formas determinadas e pode ser perceptível?

— Sim, uma forma ao arbítrio do Espírito; e é assim que ele vos aparece algumas vezes, seja nos sonhos, seja no estado de vigília, podendo tomar uma forma visível e mesmo palpável.

Referência: O livro dos espíritos

domingo, 27 de maio de 2007

o perispirito e os órgãos psicossomáticos


O perispírito e os órgãos psicossomáticos
(autor desconhecido)

Quando realizou seu trabalho na Codificação, Allan Kardec colocou a existência do corpo espiritual como sendo um dos alicerces no qual se assentava a fenomenologia mediúnica. Chamou esse corpo de ''perispírito'', designando-o como o elo invisível, fluídico, a unir o princípio espiritual ao princípio material. Disse tratar-se do veículo transmissor do desejo do Espírito ao corpo físico, como também das impressões desse último à apreciação do próprio Espírito. Concluiu também, que o corpo espiritual é feito de uma variação do fluido universal, retirada do orbe onde o Espírito está encarnado.

Sem o perispírito, disse o Codificador, o Espírito, fundamentalmente abstracto, não poderia agir sobre a matéria, ficando impossibilitado de encarnar-se para viver suas experiências evolutivas. Explicou ainda, que o corpo espiritual exerce um papel muito importante na saúde física, pois alterações na sua estrutura fluídica são capazes de perturbar a ordem molecular no corpo carnal, podendo levar ao enfraquecimento orgânico e originar doenças.

Em um de seus estudos, publicado na Revista Espírita, ano de 1866, Allan Kardec demonstrou que o corpo material e o espiritual são provenientes da mesma fonte, isto é, do fluido básico universal.

''A natureza íntima da alma, isto é, do princípio inteligente, fonte do pensamento, escapa completamente às nossas investigações. Mas sabe-se agora que a alma é revestida de um envoltório ou corpo fluídico, que dela faz, após a morte do corpo material, como antes, um ser distinto, circunscrito e individual. A alma é o princípio inteligente considerado isoladamente; é a força actuante e pensante, que não podemos conceber isolada da matéria senão como uma abstração. Revestida de seu envoltório fluídico, ou perispírito, a alma constitui o ser chamado Espírito, como quando está revestida do envoltório corporal, constitui o homem. Ora, posto que no estado de Espírito goze de propriedades e faculdades especiais, não cessou de pertencer à humanidade. Os Espíritos são, pois, seres semelhantes a nós, pois cada um de nós torna-se Espírito após a morte do corpo, e cada Espírito torna-se homem pelo nascimento.

"Esse envoltório (o perispírito) não é a alma, pois não pensa: é apenas uma vestimenta; sem alma, o perispírito, assim como o corpo, é uma matéria inerte privada de vida e de sensações. Dizemos matéria porque, com efeito, o perispírito, posto que de uma natureza etérea e subtil, não é menos matéria como os fluidos imponderáveis e, demais, matéria da mesma natureza e da mesma origem que a mais grosseira matéria tangível, como logo veremos - (Revista Espírita, número de Marços de 1866, artigo "Introdução ao estudo dos fluidos espirituais", item 4).

A Codificação espírita revelou os princípios básicos a respeito de todas as questões importantes para quem pratica, estuda e pesquisa o Espiritismo. Consultando "O Livro dos Espíritos " pode-se encontrar instruções capazes de apontar rumos a serem seguidos no estudo das operações espirituais. São perguntas e respostas que dão a entender que o perispírito é algo mais que uma massa fluídica homogénea e que o fluido perispiritual se divide entre os órgãos do corpo físico. Na questão 137, por exemplo, Kardec pergunta aos Espíritos superiores se poderia haver uma divisão do Espírito durante a reencarnação:

Pergunta:
- O mesmo Espírito pode encarnar-se de uma vez em dois corpos diferentes?

Resposta:
"Não. O Espírito é indivisível e não pode animar simultaneamente duas criaturas diferentes".

Na questão 140, logo à frente, indaga:

Pergunta:
- Que pensar da teoria da alma subdividida em tantas partes quantos são os músculos, presidindo cada uma das diferentes funções do corpo?

Resposta:
"Isso depende do sentido que se atribuir à palavra alma. Se por ela se entende o fluido vital, está certo; se o Espírito quando encarnado, está errado. Já dissemos que o Espírito é indivisível: ele transmite o movimento aos órgãos através do fluido intermediário, sem por isso se dividir".

Na questão acima, o Codificador aprofunda a questão 137 e pergunta ao Espírito de Verdade sobre a possibilidade da alma se dividir em tantas partes quantas fossem os órgãos do corpo carnal, durante a encarnação. A entidade responde que tudo dependia do sentido que se atribuía à palavra "alma". Se por ela se entendia o fluido vital, estava certo. Quer dizer, haveria uma divisão fluídica dos fluidos perispirituais (fluido vital) em torno dos órgãos materiais. Se por ela se entendia o "Espírito", estava errado, pois tinha afirmado anteriormente que o Espírito era indivisível.

Na questão 140-A, o Codificador complementa:

"A alma age por meio dos órgãos e estes são animados pelo fluido vital que se reparte entre eles e, com mais abundância, nos que são os centros ou focos do movimento".

As obras subsidiárias do Espiritismo também nos trazem importantes revelações sobre a estrutura do perispírito. Nesse estudo, a opção de pesquisa foram os livros psicografados por Francisco Cândido Xavier, devido à reconhecida idoneidade do médium. Em várias mensagens publicadas nas suas obras, os seus guias espirituais revelaram que o perispírito trata-se de uma organização fluídica complexa e que o corpo carnal seria um grosseiro reflexo dele. Vejamos o que diz, por exemplo, André Luiz, no livro "Evolução em Dois Mundos":

"Para definirmos, de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que ele não é reflexo do corpo físico, porque na realidade, é o corpo físico que o reflecte, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação" - (Capítulo 2, Corpo Espiritual, item Retrato do Corpo Mental).

"Todos os órgãos do corpo espiritual e, consequentemente, do corpo físico foram, portanto, construídos com lentidão, atendendo à necessidade do campo mental em seu condicionamento e exteriorização no meio terrestre" - (Capítulo 4, Automatismo e Corpo Espiritual, item Génese dos Órgãos Psicossomáticos).

Pergunta: Qual a importância existente entre o baço e o centro esplénico, se o baço pode ser extirpado sem maiores prejuízos à continuação da existência do encarnado?
Resposta: Compreendamos que a extirpação do baço em sua expressão física no corpo carnal não significa a anulação desse órgão no corpo espiritual e que, interligado a outras fontes de formação sanguínea no sistema hematopoiético, prossegue funcionando, embora imperfeitamente, no campo somático atento às articulações do binário mente-corpo - (Capítulo Corpo Espiritual e volitação, 7ª questão).

Embora tais revelações mediúnicas não tenham a chancela do Controle Universal dos Espíritos, essas mensagens fornecem indícios lógicos e racionais mostrando que o perispírito é de facto um organismo complexo, dotado de células e de tecidos. E, o que é mais interessante, de órgãos funcionais, como aqueles que se têm no corpo físico. Mas, será que são reais? Sim, tudo indica que são tão verdadeiros como os do corpo carnal, só que constituídos por uma estrutura material menos densa. Tanto um como o outro são obras milenares construídas pelo pensamento do Espírito na sua ascensão para Deus.

Chega-se assim à definição que: o perispírito é o elo fluídico que une o corpo físico ao Espírito, permitindo sua autuação no meio material; que é o veículo das sensações, dando condições ao Espírito de se comunicar com o meio exterior onde existe; que reflecte o corpo mental do Espírito; que o corpo carnal é um reflexo do perispírito; que esse corpo possui órgãos fluídicos criados pela projecção do próprio Espírito, tão reais quanto os órgãos do corpo carnal.

sábado, 5 de maio de 2007

perispírito


Perispírito
Aluney Elferr Albuquerque Silva

Por ter sido o termo criado pelo Espiritismo, ninguém melhor que Kardec para o definir; perispírito (...) É o traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual. É por seu intermédio que o espírito encarnado se acha em relação contínua com os desencarnados; é, em suma, por seu intermédio, que se operam no homem fenómenos especiais, cuja causa fundamental não se encontra na matéria tangível e que, por essa razão, parecem sobrenaturais para alguns.

O perispírito é o órgão sensitivo do Espírito, por meio do qual este percebe coisas espirituais que escapam aos sentidos corpóreos.

Vejamos algumas perguntas contidas em O Livro dos Espíritos:

93 - O Espírito propriamente dito tem alguma cobertura ou está, como pretendem alguns, envolvidos numa substância qualquer?

- O Espírito está revestido de uma substância vaporosa para os teus olhos, mas ainda bem grosseira para nós; muito vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e se transportar para onde queira.
Assim como o germe de um fruto é envolvido pelo perisperma, da mesma forma o Espírito propriamente dito está revestido de um envoltório que, por comparação, pode-se chamar de perispírito.

94 - De onde o Espírito toma o seu invólucro semi-material?

- Do fluido universal de cada globo. Por isso, ele não é o mesmo em todos os mundos. Passando de um mundo para outro, o Espírito troca seu envoltório, como mudais de roupa.

- Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm entre nós, tomam um perispírito mais grosseiro?

- Já o dissemos: é preciso que eles se revistam da vossa matéria.

Do meio onde se encontra é que o espírito extrai o seu perispírito, isto é, esse envoltório ele o forma dos fluidos ambientes do globo onde vai habitar.

A natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do espírito. Os espíritos inferiores não podem mudar de envoltório a seu bel-prazer, pelo que não podem passar, a vontade, de um mundo para o outro. Os espíritos que vão habitar um orbe, tiram daquele meio seus perispírito; porém, conforme mais ou menos depurado o espírito for, o perispírito também se formará das partes mais puras encontradas no orbe, como também se for deveras inferior formar-se-á das partes mais inferiores do orbe onde habitará. O espírito produz, aí, sempre por comparação e não por assimilação, o efeito de um reactivo químico que atrai a si as moléculas que a sua natureza pode assimilar.

Resulta disso um fato de muita importância: a constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os espíritos encarnados ou desencarnados que povoam a Terra ou espaço que a circunda. O mesmo já não se dá com o corpo carnal.

Verificamos também que o progresso perispirítico de um espírito se modifica com o progresso moral que este realiza em cada uma de suas reencarnações, embora ele encarne no mesmo meio.

95 - O envoltório semi-material do Espírito tem formas determinadas e pode ser perceptível?

- Sim; tem uma forma que o Espírito deseja, e é assim que ele se vos apresenta algumas vezes, seja em sonho, seja em estado de vigília, podendo tomar forma visível e mesmo palpável.

Esse laço a que os espíritos se reportam é o perispírito. Ele, também chamado por Kardec de corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou alma. E continua: "já vimos que também o corpo carnal tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível.

54. "Numerosas observações de fatos irrecusáveis, dos quais falaremos mais tarde, conduziram a esta consequência de que há no homem três coisas: 1ª alma ou Espírito, princípio inteligente em que reside o senso moral; 2ª o corpo, envoltório grosseiro, material, do qual está temporariamente revestido para o cumprimento de certos objectivos providenciais; 3ª o perispírito, envoltório fluídico, semi-material, servindo de laço entre a alma e o corpo.
A morte é a destruição, ou melhor, a desagregação do envoltório grosseiro, daquele que a alma abandona; o outro se separa e segue a alma que se encontra, dessa maneira, sempre como um envoltório; este último, se bem que fluídico, etéreo, vaporoso, invisível para nós em seu estado normal, não deixa de ser matéria, embora, até o presente, não pudesse apanhá-la e submetê-la à análise.

Este segundo envoltório da alma ou perispírito existe, pois, durante a vida corporal; é o intermediário de todas as sensações que o Espírito percebe, aquele pelo qual o Espírito transmite sua vontade ao exterior e age sobre os órgãos. Para nos servir de uma comparação material, é o fio eléctrico condutor que serve para a recepção e a transmissão do pensamento; é, enfim, esse agente misterioso, inacessível, designado sob o nome de fluido nervoso, que desempenha um grande papel na economia e do qual não de dá bastante conta nos fenómenos fisiológicos e patológicos. A Medicina, não considerando senão o elemento material ponderável, se priva, na apreciação dos fatos, de uma causa incessante, de acção. Mas não é aqui o lugar de examinar essa questão; faremos somente notar que o conhecimento do perispírito é a chave de uma multidão de problemas até agora inexplicados". (O Livro dos Médiuns)

Aura Humana

Somos conforme já sabemos de natureza electromagnética, e por isso possuímos um campo magnético próprio, poderíamos até em formas didácticas, considerar como se fosse uma lâmpada acesa, com um campo luminoso formado pelos fótons irradiados ao seu redor.

Este campo, conforme dissemos, que se assemelha a uma lâmpada acesa, contém, realmente, a irradiação luminosa de nossa individualidade espiritual, de nosso próprio espírito, a reflectir as irradiações de nosso corpo físico, de nosso perispírito e de nosso corpo mental, de nossa identidade eterna, formando assim, este conjunto que chamamos de AURA. Em síntese, são emanações de nossas células orgânicas e de nosso perispírito em uma simbiose comandada por nossa onda mental. Se localizarmos em rápidas palavras o envolvimento do perispírito sob o corpo somático poderemos de uma forma mais profunda analisar estes detalhes:
Corpo ("Considerando-se toda célula em acção por unidade viva, qual motor microscópico, em conexão com a fabrica mental, é claramente compreensível que todas as agregações celulares emitam radiações e que essas radiações se articulem, constituindo-se tecidos de forças" André Luiz, em Evolução em Dois Mundos, pág. 129)

Duplo etérico (“O perispírito ao se colar às organizações somáticas, faz às expensas de zona energética bem definida, chamada o Duplo – Etérico, cujas efusões, de mistura com aquelas da organização física, determinam um halo energético em volta do corpo; halo este , de configuração ovóide em seu todo, variável de indivíduo a indivíduo, não só com suas expansões, mas também de múltipla coloração”- Jorge Andréa Psicologia Espírita Vol II - parte do perispírito mais grosseira e próxima do corpo). Reservatório de vitalidade, necessário, durante a vida física, à reposição de energias gastas ou perdidas. Com o desencarne, essa estrutura se desintegra com a própria organização física, perdendo, pois, o perispírito, em grande parte essa túnica de vitalidade, essencial para o equilíbrio Espírito-corpo.

O Duplo etérico forma-se com a encarnação do Espírito e não possui existência própria como o perispírito, desintegrando-se com a morte física como dissemos acima. É considerado o cerne da electricidade biológica humana, por ter função de absorver energias vitais do ambiente distribuindo-as equitativamente, envolvendo órgãos e sistemas em eflúvios próprios, permitindo, inclusive, o diagnóstico precoce de males que futuramente venham a acometer o indivíduo. Nos suicidas, o duplo ainda pleno de energias vitais, permanece ligado ao perispírito e ao cadáver fazendo com que o Espírito sinta uma espécie de repercussão daquilo que está a ocorrer na matéria, ou seja, a decomposição provocada pelos vermos na terra. Tudo indica, a propósito, que a carga de energia vital contida no duplo condiciona, basicamente, a maior ou menor longevidade do ser humano. Entende-se então, que os medianeiros curadores, em geral, e os aptos à produção de fenómenos ectoplásmicos particularmente ostensivos, já trazem, em seu duplo etérico, reserva maior de energia vital.

Compreendemos, também, como uma vida na carne pode, eventualmente, ser prolongada, como nos mostram inúmeros relatos, bem conhecidos. Em caso de prolongamento da vida física, por razões evidentemente especiais, avaliadas pelos Espíritos Superiores, surge o revigoramento fisiológico, graças a um suplemento de recursos no duplo etérico da pessoa contemplada com tal benefício. Existe uma relação muito estreita do duplo etérico e o corpo físico, uma deficiência energética de um, repercute no outro com nítida queda de vitalidade.

O fenómeno da insensibilização poderá ser lembrado aqui, pois, a insensibilidade resultaria de um bloqueio induzido fisicamente, parcial ou não, localizado ou não, na passagem da energia do duplo etérico para o corpo, com a possibilidade inclusive, de um afrouxamento dos próprios liames perispirituais, que, no caso de anestesia geral, poderia até favorecer o seu desprendimento.

Nos casos de materialização completa, um outro efeito se verifica nessa circunstância quando por qualquer agressão ao corpo materializado repercute imediatamente no corpo denso do médium doador de recursos ectoplásmicos, através do duplo, chegando a produzir ferimentos no corpo do medianeiro. Pois o fluxo do ectoplasma, do duplo etérico do médium doador ao psicossoma do Espírito em materialização, revestindo-o e possibilitando-lhe expressão física. Efeitos esses lembram os fenómenos de estigmatização, em que o duplo etérico do médium é influenciado por tais acções mentais que a fisiologia se altera, tecidos podem se romper, feridas aparecer e o sangue fluir , para passado o momento de influencia, restabelecer-se o estado de normalidade.
Basicamente todos os fenómenos de efeitos físicos, definidos e muitos bem definidos no compêndio kardeciano, por dependerem basicamente do ectoplasma, guardam relação com o duplo etérico.

No desdobramento, visando a uma diminuição na sua densidade com consequente aumento da velocidade e na mobilidade, o perispírito devolve ao físico, largas cotas de energia com as quais se encontra impregnado quando justaposto a este, tal qual um balão, que para alçar maior altitude desvencilha-se do lastro que o torna lento.

Nos desdobramento em que se faz acompanhar do duplo etérico, ou eflúvios vitais, o perispírito não consegue um afastamento maior da organização terrestre, pois essa energia adensa um pouco mais o perispírito.

Perispírito ( Também com suas moléculas, condensador de emissões do espírito para com o corpo, funcionando como uma esponja e verdadeiro intermediário para com o corpo e o espírito de natureza electromagnética). Elaborado desde milhões de anos, nos laboratórios da natureza, o perispírito herdou o automatismo permanente que o mantém actuante, transmitindo ao Espírito as impressões dos sentidos e comunicando ao corpo as vontades deste. Graças a este automatismo perispiritual, o homem não precisa programar-se ou pensar para respirar, dormir, promover os efeitos digestivos, excretar, fazer circular o sangue e as hormonas e um sem número de funções que lhe passam desapercebidas.

O corpo físico obedece ao automatismo perispirítico até mesmo quando o perispírito se afasta. Aquele, formado célula a célula em invasão perispiritual, entranha-se neste, unindo-se molécula a molécula, resultando de tal intimidade completo intercambio, adaptação e aprendizagem perfeita, tal como se o físico recebesse como herança perispirítica os automatismos que lhe são peculiares.

Por isso, nos desdobramentos, onde o complexo Espírito-perispírito se afasta do corpo ficando a ele ligado por um laço fluídico, suas funções permanecem, sem prejuízo da economia celular. O mesmo ocorre no coma, onde às vezes, por milhares de dias, Espírito e perispírito podem estar distantes, mas não desligados completamente com o físico animado à espera da volta de ambos.
Afirmamos ainda, que neste corpo se encontra a génese patológica das mais variadas enfermidades, que são drenadas para o físico, graças ao favorecimento de uma sintonia com os microorganismos patogénicos, gerada por seu adensamento.

Alimentado pelo fluido vital o corpo permanece com suas funções celulares, mesmo com a saída do Espírito, qual motor que fica ligado sem o operador estar presente, embebecido pelo duplo etérico, que contem, ou melhor é formado por eflúvios vitais na compensação e manutenção do organismo físico.

Todos os corpos da natureza, irradiam de si mesmos uma energia, pois todos são em essência energia. Todavia o ser humano encarnado, por possuir inteligência livre apresenta uma radiação mais variável possível e com uma complexidade enorme. Semelhante projecção surge profundamente enriquecida e modificada pelos factores do pensamento contínuo que, em se ajustando às emanações do campo celular, lhe modelam, em redor da personalidade, o conhecido corpo vital ou duplo etéreo.

Conforme Delanne em A Evolução Anímica, nos diz: " Nos primórdios da vida, o fluido perispiritual está misturado aos fluidos mais grosseiros do mundo imponderável. Podemos compará-lo a uma vapor fuliginoso a empanar as radiações da alma."

A nossa aura, quando equilibrada, saudável, brilhante, se constitui num escudo que poderá nos defender das irradiações inferiores, como, por exemplo, pensamentos de inveja, ciúme, vingança, ódio, etc. que estão contidos no espaço que nos circunda, em forma de ondas mentais, já projectadas pelas irradiações de outros, prontas a alimentarem poderosamente o nosso campo energético, se sintonizarmos com elas.

É ainda André Luiz que nos diz, em Seu Livro Evolução em Dois Mundos, pág 129 - " A aura é, portanto a nossa plataforma omnipresente em toda comunicação com as rotas alheias, antecâmara do espírito, em todas as nossas actividades de intercâmbio com a vida que nos rodeia, através da qual somos vistos e examinados pelas inteligências Superiores, sentidos e reconhecidos pelos nossos afins, e temidos e hostilizados ou amados e auxiliados pelos irmãos que caminham em posição inferior à nossa.

Isso porque exteriorizamos, de maneira invariável, o reflexo de nós mesmos, nos contactos de pensamentos a pensamentos, sem necessidade das palavras para as simpatias ou repulsões fundamentais".

Esclarece ainda, no mesmo livro - " É por essa couraça vibratória, espécie de carapaça fluídica, em que cada consciência constrói o seu ninho ideal, que começaram todos os serviços da mediunidade na Terra, considerando-se a mediunidade como atributo do homem encarnado para corresponder-se com os homens liberados do corpo físico".
Poderemos verificar acima que, reflectimos o que sentimos e pensamos em nós mesmos e é essa aura que nos apresenta como verdadeiramente somos. Principalmente reforçando um ditado - a raiva é um veneno que tomamos e esperamos que outros morram, ou seja, esta mesma raiva ficará impregnada em nós transparecendo aquilo que sentimos e afectando principalmente o nosso próprio tónus vibratório.

É um campo resultante de emanações de natureza electromagnética, a envolver todo o ser humano, encarnado ou desencarnado. Reflecte, não só sua realidade evolutiva, seu padrão psíquico, como sua situação emocional e o estado físico, espelha, pois, o ser integral: alma-perispírito- duplo etérico corpo e no desencarnado: Espírito – perispírito.

A nossa desarmonia íntima provoca uma alteração sensível na aura, no ponto correspondente à situação do órgão ou região desarmonizada. Assim é que a aura poderá apresentar pontos frágeis e doentes que, com intervenção magnética poderão ser corrigidos. É também por essas descontinuidades de nossa aura desarmonizada que espíritos malfazejos podem alcançar o nosso perispírito e provocar, desarmonia que, como vimos vai gerar perturbações e esta a doença (vide figura).


Funções do Perispírito
Bem como já sabemos, é uma expressão criada por Allan Kardec para designar o envoltório fluídico semimaterial do espírito, definido inicialmente de maneira muito simples como laço fluídico mas que, na verdade, exerce papéis de fundamentais importâncias na estrutura orgânica e no intercâmbio com as forças invisíveis.

André Luiz, em seu Livro intitulado Evolução em dois Mundos, nos apresenta importantes informações acerca das funções do perispírito, iniciando por dizer que este "não é um reflexo do corpo físico, porque em realidade, o corpo físico que o reflecte, tanto quanto ele próprio, e o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação. Do ponto de vista da constituição e função em que se caracteriza na esfera imediata ao trabalho do homem, após a morte, é o corpo espiritual o veículo físico por excelência, com sua estrutura electromagnética.
Claro está portanto, que ele é santuário vivo em que a consciência imortal prossegue em manifestação incessante, além do sepulcro, formação subtil, urdida de recursos dinâmicos, extremamente poroso e plástica.

Allan Kardec em A Gênese Cap. XI, nos assevera que; "Pela sua essência espiritual, o Espírito é um ser indefinido, abstracto, que não pode ter acção directa sobre a matéria, sendo-lhe indispensável um intermediário, que é o envoltório fluídico, o qual, de certo modo, faz parte integrante dele. Tomado ainda, as palavras de André Luiz, tiradas do livro supracitado, "o corpo espiritual preside no campo físico a todas as actividades nervosas, resultantes da entrosamento de sinergias funcionais diversas pois, do enunciando por Kardec, o espírito administra a formação do perispírito, apropriando-o às suas novas necessidades", entre as quais podemos inserir: de arquivos das memórias biológicas; de modelador da organização fisiobiológica; de forma reflexa dos arquivos pretéritos.

Notemos ainda a expressão espírito propriamente dito. No comum das vezes, consideramos espírito e perispírito como um todo.
Neste breve estudo do perispírito, é bom também não confundirmos o mesmo com o fluido vital, embora resultem um e outro de transformações do Plasma ou Fluido Cósmico Universal, substrato material ou substância matriz, em sua forma mais primitiva. O fluido vital, de que se pode estar mais ou menos saturado, mais ou menos carente, absorvível e transferível de um indivíduo ao outro, responsável pela vitalidade dos órgãos, não é propriamente um elemento constitutivo do ser, mas o fruto do próprio dinamismo orgânico, que por sua vez alimenta. Diríamos então, e isto é elementar, todavia é sempre muito válido relembrar, que o homem é um grande composto formado de

corpo (animado pelo princípio vital)
alma (espírito no estado de encarnado)
perispírito (agente de intermediação).

Diante das variadas informações contidas nas Obras Básicas codificadas por Kardec, a respeito da mediunidade, não se pode entender a fenomenologia mediúnica sem a presença do perispírito. Ele representará sempre o campo por onde o fenómeno se instala e onde as diversas operações se realizam.

Deste modo, o trabalho mediúnico, com todas as suas diversidades, estará na dependência da interferência do perispírito; este sempre atrelado ao terreno físico, no caso dos encarnados, às expensas da região energética do duplo-etérico. Nesta acoplagem três regiões estarão envolvidas: Perispírito, Duplo-etérico, e corpo físico, conforme acima dissemos.

A maior ou menor sensibilidade mediúnica, seguramente estaria na dependência do modo pelo qual o perispírito acopla-se na zona física. Quanto mais atado à matéria menor será a sensibilidade mediúnica. No desacoplamento do perispírito em relação ao corpo, o campo perceptivo se alarga e o médium participará de percepções que transcendem os conhecidos cinco sentidos. O perispírito, quando atrelado ao corpo somático, é como se sofresse uma espécie de absorção, abafamento do campo energético, limitado, como nos diz Jorge Andréa (Psicologia Espírita Vol. II), a sua influência à zona consciente, e os fluidos densificados da matéria física.
Quando os campos energéticos do perispírito e, naturalmente, boa parte do duplo-etérico se desenlaçam do corpo material, diante de certas condições de específica sensibilidade, ainda mais com maior ou menor facilidade, permitem o desenvolvimento das conhecidas projecções espirituais, perfeitamente enquadradas nos processos de mediunidade. Diante disso, as energias espirituais do homem projectam-se procurando seus afins e que, pelos exercícios repetitivos, vão se tornando cada vez mais frequentes, a ponto também de serem transferidos para o estado de vigília.

Plasmamos seguramente em nosso próprio ser, representado pela agregação de perispírito/Duplo-etérico/Corpo físico (Aura), o que realmente somos e com quem poderemos sintonizar, tanto emitindo, como também recebendo energias do mesmo padrão vibratório, ou seja, afins. Nesta simbiose, natural das coisas vamos começando a entender e avaliando os passes magnéticos, as simpatias e as antipatias inexplicáveis doações outras, de uma fonte para a outra, ligadas a imensos factores, mais especificamente o objecto de nosso estudo que é o passe, quando o paciente recebe na posição de verdadeiro receptivo as vibrações positivas do passista harmonizado, incentivando assim, o restabelecimento do mesmo.
Todavia, a melhora deste reflexo que somos todos nós de nós mesmos, deverá ser paulatinamente mudado, melhorando os comportamentos e pensamentos, daí ser imprescindível a busca da moralização do ser.

Ao dizermos que o perispírito tem natureza fluídica, etérea, poderemos neste particular especificar melhor: mais ou menos etérea, na conformidade desses mundos habitados e na dependência, em cada um deles, da depuração maior ou menor dos respectivos espíritos ou das inteligências a que servem de base espiritual.
E ele próprio se densifica na medida em que se relaciona mais estreitamente com a constituição fisiológica, orgânica, neuronal.

De uma forma bastante simplória, diríamos: o espírito quer, o perispírito transmite e o corpo executa, sobressaindo, claramente neste particular a característica de intermediário conhecida por todos nós.

“O espírito é o ser inteligente e sensível, então é o perispírito que transmite as sensações do corpo ao espírito e deste as respostas à organização somática, valendo-se é bem verdade, do riquíssimo sistema de transmissões de estrutura neuronal, o nosso sistema nervoso”. (Alberto de Souza Rocha – Além da Matéria Densa).

O desconhecimento do perispírito ou a não aceitação de sua existência dificulta ao homem conceber, imaginar o espírito, senão como algo abstracto, impreciso (“imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exacto”- questão 82 de “O Livro dos Espíritos”).
A idéia do homem trino é muito antiga. A religião judaica e com ela outras tantas consideravam no homem corpo, alma e espírito, que os judeus chamavam respectivamente neshamah, nefesh e huach.

O próprio Kardec, antes de conceituar alma, para efeito de suas considerações, mencionou esses diferentes conceitos da palavra.
Kardec afirma em O Livro dos Médiuns, 2º parte, Cap. I – 58 – “A natureza íntima do Espírito propriamente dito, ou seja, do ser pensante, é para nós inteiramente desconhecida” e continua “Ele se nos revela pelos seus actos e esses actos só podem tocar os nosso sentidos por um intermediário material”.

“Em qualquer de seus graus o Espírito está sempre revestido de um invólucro ou perispírito, cuja natureza se eteriza à medida em que ele se purifica e se eleva na hierarquia” (O Livro dos Médiuns, 2º parte, Cap. I – 55)

Estudos desenvolvidos por autores tanto de nosso plano material e do plano espiritual, já com bastante propriedade e nitidez, idetificam certas propriedades e qualidades do perispírito, podendo ser assim catalogadas: plasticidade, densidade, ponderabilidade, luminosidade, penetrabilidade, visibilidade, tangibilidade, sensibilidade global, sensibilidade magnética, expansibilidade, biocorpereidade, unicidade, perenidade, mutabilidade, capacidade reflectora, odor, temperatura.

Assinalaremos abaixo um pequeno resuma de cada uma delas para poder assim compreender melhor as capacidades de nossas próprias potencialidades, todavia estudo mais profundo poderá ser encontrado em outras belíssimas obras e em outra que também colocaremos a disposição dentro em breve.

Plasticidade – O perispírito sendo o espelho da alma e eterna extensão da mente, molda-se de acordo com seu comando plasticizante, pois como já dissemos é formado também por fluidos ainda que não sejam totalmente eterizados, também não são totalmente materiais. De fato o corpo espiritual mostra um extremo poder plástico, como assinala EMMANUEL, adaptando-se automaticamente às ordens mentais que brotam continuadamente da alma. Forma essa que assume, pode, às vezes, e em certos limites, dizer muito a capacidade do próprio ser em intelectualidade, com o desenvolvimento da vontade, com o treino mental próprio, enfim, independentemente do aperfeiçoamento moral. O crescimento intelectual da criatura, com intensa capacidade de ação, pode pertencer a inteligências de mentes perversas. Daí a razão de encontrarmos, em grande número, compactas falanges de entidades libertas dos laços fisiológicos, operando nos círculos da perturbação e da crueldade, com espectaculares recursos de modificação nos aspectos em que se exprimem para causar suas influencias malévolas.
Tal fato, também poderá explicar o rejuvenescimento que experimentam os Espíritos desencarnados, conscientes de seu estado. Mesmo tendo desencarnado com idade física avançada, sentindo-se mais jovens, apresentam-se com tal, totalmente livre dos condicionamentos humanos do corpo físico, o espírito humano não sofre o envelhecimento corporal, assim como não morre. Quando se manifestam envelhecidos, o fazem artificialmente por poder mental, para a comprovação de sua identidade terrena, quando ainda estava encarnado.

Contudo, tal possibilidade de alterar a indumentária perispiritual é limitada ao padrão evolutivo, intrínseco a cada alma. A depender em profundidade de sua, poderíamos dizer, “organização interna”, emocional. Pois, muitas vezes o espírito mergulha em tão severo desequilíbrio afectivo que, imerso em um monoideísmo avassalador, chega a entrar em processo de retracção das tessituras perispirituais, comprometendo assim, dolorosamente suas funções e potencialidades. Poderíamos aqui falar dos casos de zoantropia (capacidade ideoplástica em feições animalescas que o perispírito se reveste, devido às condições mentais dos Espíritos envolvidos em tal processo, passando por enormes transformações morfológicas do veículo perispiritual, porquanto, os órgãos psicossomáticos retraídos, por falta de funções benéficas, assemelham-se a ovóides. É essa propriedade do perispírito que explica diversas manifestações que ocorrem tanto na dimensão espiritual, como física, dentre os quais, adaptação perispiritual, comumente utilizada pelos Espíritos Superiores, os quais, alteram a forma de sus corpos espirituais, reduzindo a própria luminosidade e assumindo aspectos que possam com as regiões e as almas que merecem seus serviços socorristas, moldando dessa forma, suas condições vibracionais. O contrário ocorre com aqueles Espíritos que envolvidos com o mal são socorridos e necessitam de uma modificação ou minorização de suas dificuldades para serem melhor atendidos, nesse caso, sendo o Espírito ainda incapaz de modificar seu tónus vibratório, Mentes Superiores, ostentam um alto poder, que possibilitam maiores operações de adaptação plástica.

Já nos processos reencarnatórios, o perispírito em um processo de modelagem, molda a organização física, informam os Mestres Espirituais, que aproximando o momento da reencarnação, o Espírito reencarnante, comumente, entra em gradativo processo de redução psicossômica, o qual acontece simultaneamente com a diminuição da consciência de si, então, até nos processos acima citados o perispírito demonstra seu poder de plasticidade.

Densidade – Como dissemos no início, o perispírito é formado também por fluidos ainda que não sejam totalmente eterizados, também não são totalmente materiais. E não deixando de ser matéria, ainda que quintessenciado, e como tal apresenta em si uma densidade, que se relaciona com o grau de evolução da alma.

A variedade de densidade do perispírito varia também de indivíduo para indivíduo, em Espíritos Moralmente adiantados, é mais sutil e se aproxima da dos Espíritos Elevados; nos espíritos inferiores, ao contrário, aproxima-se da matéria e é o que faz os Espíritos inferiores de baixa condição conservam por muito tempo as ilusões da vida terrestre. A densidade psicossômica varia, de acordo com a evolução do Espírito, ditando, então, seu peso e, também, sua luminosidade, pois quanto menor a densidade do perispírito, menor seu peso e maior a luminosidade.

Ponderabilidade – Sob os aspectos físicos a matéria subtil, o corpo espiritual, em si, não apresentaria um peso possível de ser detectado por meio de qualquer instrumentação até agora conhecida.

Não obstante, na dimensão espiritual, cada organização perispirítica tem seu peso específico, que varia de acordo com sua densidade, ditada, sobretudo, como visto, pelo estado de moralidade do Espírito. Nossa posição determina o peso específico do nosso envoltório espiritual e, consequentemente, o habitat que lhe compete. Significa que, embora possa parecer fisicamente imponderável – porque não é matéria densa -, não deixa de apresentar certo peso, variável em cada região ou esfera, visto que, de qualquer forma, sendo matéria, ainda que ténue, submete-se aos princípios gravitacionais imperantes no meio em que se situa e do qual se nutre.
Luminosidade - Como muitas outras características assim como a luminosidade, também desponta como característica particular de cada Espírito e seus condicionamentos morais evolutivos. A intensidade da Luz está na razão da pureza do Espírito: as menores imperfeições morais atenuam e enfraquecem a condição de luminosidade do Espírito. Sabemos que quando o Espírito mais evolui, mais etérea e pura transforma-se naturalmente sua condição vibracional energética, e sabendo que energia em diversos níveis vibracionais ou velocidade de movimento, produzem luminosidade a depender da frequência em que se encontram operando, quando mais evoluído a entidade maior frequência vibracional e por conseguinte maior luminosidade e tanto menos evoluído a criatura, menor frequência vibracional e luminosidade.
A luz irradiada por um Espírito será, tanto mais viva, quanto maior o seu adiantamento. Assim, sendo o Espírito, de alguma sorte, é o seu próprio farol luminescente, verá proporcionalmente à intensidade da luz que produz, do que resulta que os Espíritos que não a produzem em grande capacidade acham-se na obscuridade.

Note-se que a luz espiritual nada tem com a luz conhecida em Física – radiação electromagnética, pois, luz emitida por fontes como lâmpada fluorescente ou de mercúrio, por exemplo, chega a parecer, diante de uma presença espiritual superior, mera claridade emitida por uma vela.

Penetrabilidade – Volvendo nossas atenções a natureza etérea do perispírito que permite ao Espírito, caso presente as necessárias condições mentais, atravessar qualquer barreira física, pois matéria alguma lhe opõe obstáculo, ele atravessa todos, assim como a luz atravessa os corpos transparentes. Todavia, verifiquemos que existem Espíritos que não conseguem atravessar alguns obstáculos, pelo simples motivo de não saberem que podem fazê-lo. A ignorância ou até mesmo a incerteza diminuem suas aptidões e potenciais, e, consequentemente seu poder de acção nas mais diversas áreas. “Todos os corpos são porosos; não se tocando, suas moléculas podem dar passagem a um corpo estranho. Os académicos de Florença tinham demonstrado este ponto, fazendo violenta pressão sobre a água encerrada em uma esfera de ouro; ao fim de pouco tempo via-se o líquido transudar por pequenas gotas, na superfície da esfera. Verificamos, por esses diferentes exemplos, qual a matéria pode atravessar a matéria. É preciso empregar a pressão ou calor para dilatar as substâncias que se quer fazer atravessar outras. Isso é possível e necessário, porque as moléculas do corpo que atravessa, não adquirindo o grau suficiente de dilatação, ficam encerradas uma contras as outras. Mas, se pusermos um estado da matéria em que as moléculas sejam muito menos aproximadas e eminentemente ténues, poderá ela atravessar toas as substâncias, sem necessidade de manipulação. É o que acontece com o perispírito que, formado de moléculas menos condensadas que a matéria que conhecemos, não pode ser detido por nenhum Obstáculo”. (Gabriel DELANNE)

Compreensível, assim, a inexistência de barreiras físicas para o espírito fato que, como visto, poderia ser explicado pelo princípio da porosidade, observável em toda estrutura material, embora, nos dias actuais, também possa ser entendido pelo princípio da incompatibilidade de frequências, segundo o qual, por exemplo, um raio luminoso azul e outro amarelo, ainda que se incidirem, simultaneamente, sobre uma superfície branca, façam com que esta se torne verde , se cruzarem, interpenetrando-se, não mostrarão qualquer alteração, permanecendo, cada qual em sua frequências e com sua coloração.

Assim como um raio laser odontológico, sendo direccionado num nervo, actuará de forma indolor, porque este vibrará em frequência diferente da do laser, assim, o perispírito, vibrando em certa frequência, não se afectando pelos obstáculos materiais, de natureza mais densa e, consequentemente, de vibração diferente, porque de frequência menor. Outro tema parece crescer em complexidade, que quando se cogita a passagem do Espírito através do corpo de um encarnado e seu perispírito, conforme já se vê na literatura Espírita. Nessa linha, por extensão de raciocínio, pode-se admitir que, quando encarnado, o espírito se acopla ao corpo somático adquirindo sua gama de frequência, o que explicaria o fato de o espírito desencarnado atravessar o encarnado sem incompatibilidades de interpenetração, que ocorreria se ambos estivessem volitando no mesmo domínio. Vejamos que ainda aqui, há diferenças de frequências vibracionais.
Visibilidade - Aos olhos físicos o perispírito é totalmente invisível, todavia não o é para os Espíritos, nos casos dos menos evoluídos só percebem os seus pares, captando-lhes o aspecto geral. Já os Espíritos Superiores, podem perscrutar a intimidade perispiritual de desencarnados de menor grau de elevação, bem como a dos encarnados, observando-lhes as desarmonias e as necessidades. Mostram-no bem, por exemplo, os trabalhos de esclarecimento espiritual, em que os Espíritos Superiores responsáveis revelam, por meio dos dialogadores encarnados, a realidade do sofredor conduzindo ao entendimento, auscultado seu perispírito, também, as sessões de cura, em que os médicos espirituais detectam os sinais patológicos presentes no psicossoma do enfermo. Finalmente, quanto à possibilidade de alguns médiuns videntes verem o perispírito, muito raro são os que, em verdade, possuem as necessárias condições para distingui-lo, ainda, que eventualmente, entre as projecções que formam a aura.

Tangibilidade – Sendo o perispírito também matéria, poderá com o devido apoio ectoplásmicos, tornar-se materialmente tangível, no todo ou em parte. Sendo também esse fenómeno, chama do de teleplastia, onde o perispírito do desencarnado ou até mesmo do encarnado, envolve-se por assim dizer com as condições energéticas do ambiente e de algum médium capaz de emprestar recursos energéticos através do duplo etérico, fomentando matéria necessária para revestir o perispírito na energia necessária para o aparecimento.
“Sob a influência de certos médiuns, tem-se visto aparecerem mãos com todas as propriedades de mãos vivas, que, como estas, denotam calor, podem ser apalpadas, oferecem a resistência de uma corpo sólido, agarram os circunstantes e, de súbito, se dissipam, quais sombras.” (Allan Kardec em o Livro dos Médiuns, cap I, II Parte, n. 57)

Sensibilidade Global – Quando encarnado o Espírito registra impressões exteriores por meio de vias especializadas identificadas no corpo somático e que compõem os órgãos dos sentidos, sem o corpo físico, sua capacidade de perceber amplia-se extraordinariamente, pois livre das peias somáticas, a percepção do meio que o envolve já não depende dos canais nervosos materiais, acontecendo como um registro global do perispírito, ou seja, uma percepção, que o Espírito realiza com todo o seu ser. Assim, vê, ouve, sente, enfim, com o corpo espiritual inteiro, uma vez em que as sedes dos sentidos não se encontram numa localização específica e limitada, que se observa no estado de encarnação, os sentidos e capacidades ampliam-se.

Neste capítulo, ganham destaques os fenómenos chamados por nós de – transposição de sentidos - , que mostram a possibilidade de algumas pessoas mais sensíveis, perceberem os estímulos por vias físicas totalmente impróprias para isso, explicando, assim, que a sensibilidade global do perispírito pode exteriorizar-se mesmo estando o Espírito encarnado, ainda que em casos excepcionais.

Sensibilidade Magnética – Sendo o perispírito um campo de força que é, a sustentar uma estrutura semimaterial, apresenta-se impressionável pela acção magnética, pois sendo ele mesmo uma criação vibratória do Espírito. Sabemos que somos criados pela mesma matéria, no seu sentido original e, essa matéria que em diferentes estados dá origem a tudo, é energia pura, e sendo o perispírito também oriundo dessa matéria que é o Fluido Cósmico Universal ( FCU ), torna-se o Espírito susceptível às influências da energia ambiental que o envolve (psicosfera) e é essa propriedade que lhe permite absorver, assimilar e, também transmitir a energia espiritual que capta ou recebe. A exemplo disso, temos o precioso processo do passe: o Espírito, acumulando energias e estimulando a sensibilidade do médium, conjuga suas forças com a deste, psíquicas e vitais, para a transmissão dos recursos de cura.

Expansibilidade – Já nos diz Kardec em O Livro do Espíritos na questão 400 – que o “Espírito aspira incessantemente a libertação.”
O perispírito pode, entretanto, conforme suas condições, expandir-se, aumentando, inclusive, o campo de percepção sensorial. É a expansibilidade do perispírito que faculta, a processo de emancipação da alma. Expandindo-se, o perispírito pode chegar a um estado inicial de desprendimento, em que a percepção se torna acentuadamente mais aguda, podendo, a partir daí, se for o caso, evoluir para o desdobramento, a envolver, uma outra propriedade do perispírito, que é a bio- corporeidade.

A expansibilidade perispirítica, aliás, está na base dos principais processos mediúnico; haja vista, por exemplo, que ‘a exteriorização do psicossoma que permite ao vidente a captação da realidade espiritual e que, também, graças a essa propriedade, é que se torna possível o contrato perispírito a perispírito, que marca o fenómeno chamado de incorporação, seja Psicofonia ou psicografia.

Bio-corporeidade – Termos este criado pelo grande codificador Kardec, relacionando-o ao fenómeno de desdobramento, embora, de certa forma, expressão mais adiantada da expansibilidade, define-se, particularmente, como notável faculdade do perispírito, que possibilita, em condições especiais, o seu desdobramento, poderíamos dizer com muita cautela “fazer-se em dois”, no mesmo lugar ou em lugares diferentes. Processo que ainda chegaremos a descobrir com mais claridade, mas graças a essa propriedade, o perispírito pode apresentar-se bio-corpóreo, ou seja, com um corpo, de igual ao físico da actualidade, fluídico, com maior ou menor densidade, mas susceptível de ser visto e, até tocado, como sói acontecer em muitos casos.

Fenómeno absolutamente natural, nos dizeres de Kardec: “tal fenómeno, como todos os outros, se compreende na ordem dos fenómenos naturais, pois que decorre das propriedades do perispírito e de uma lei natural.”( Obras Póstumas, pp. 56 e 57).

Unicidade – A estrutura perispirítica, como reflexo da alma que é, não é igual a outros perispíritos, como a rigor não existem almas idênticas.
Obviamente, no decorrer do processo evolutivo diminuem as diferenças e cresce a harmonização entre as almas, sem que entretanto a individualidade, deixe de ser preservada.

“A ideia do grande todo não implica, necessariamente, a fusão dos seres em um só. Um soldado que volta ao seu regimento, entra em um todo colectivo, mas não deixa, por isso, de conservar sua individualidade. O mesmo se dá com as almas que entram no mundo dos espíritos, que para elas é, igualmente um todo colectivo: o todo universal.” (Kardec, Allan. Iniciação Espírita. 13 Ed., Sobradinho, DF: Edicel, 1995, p 213. Trad. Caibar Schutel)

Nessa direcção, registrado esta em O Livro dos Espíritos nas questões 149 a 152, mostrando que a alma sempre conserva sua individualidade, a reflectir em seu perispírito.
Mutabilidade – O perispírito, no decorrer do processo evolutivo, se não é susceptível de modificar-se no que se refere à sua substância, o é com relação à sua estrutura íntima e forma. Sabemos que, por meio da acção plastizante, pode o Espírito mudar, por exemplo, seu aspecto, porém, tal fenómeno envolve, apenas, modificação transitória e superficial, sustentada transitoriamente pela mente.

Desde as formas dos seres antigos, até o homem e o anjo, uma longa escala é percorrida. E quanto mais progride a alma, através das sucessivas transformações, mais apurado vai se tornando seu veículo espiritual e, consequentemente, mais delicada a sua forma.
Poder-se-ia assentar que o desenvolvimento do perispírito, através dos milénios incontáveis, passa, como formação rudimentar, pelo estágio vegetal, viaja pelo reino animal, como uma proto-estrutura psicossomática, chegando, então, à dimensão hominal como veículo elaborado, sensível e complexo, a reflectir as próprias condições da alma que surge vitoriosa, tocada pelo Pensamento Divino.

O tempo, pois, constrói, com a evolução da alma, neste e em outros mundos, a própria eterização do perispírito. O item 186 de O Livro dos Espíritos, nos esclarece a respeito da condição do perispírito mais aperfeiçoado que chega a confundir-se com a própria alma, como segue:
“Haverá mundos onde o Espírito, deixando de revestir corpos materiais, sé tenha por envoltório o perispírito?”.
- “Há e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse. Esse o estado dos Espíritos puros.”

Capacidade Reflectora – O corpo espiritual, extensão da alma que é, reflecte contínua e instantaneamente os estados mentais.
O perispírito, é susceptível de reflectir, a glória ou viciação da mente. Por isso, a actividade mental nos marca o perispírito, identificando nossa real posição evolutiva.
Todo pensamento encontra imediata ressonância na delicada tessitura perispiritual, produzindo dois tipos de efeitos: 1) gera na aura a sua imagem, conhecida hoje, como forma-pensamento – variável, de acordo com a carga emocional, inclusive sob o aspecto cromático, como demonstram técnicas e testemunhos incontestáveis e, também, na 2) dimensão física, influindo na fisiologia dos centros vitais, repercute nos sistemas nervoso, endócrino, sanguíneo, e demais vias de sustentação do edifício celular, marcando-lhe o desempenho regular ou não, na economia vital.

Odor – O perispírito, a reflectir-se na aura, caracteriza-se, também por odor particular, facilmente perceptível pelos Espíritos.
Contém a literatura mediúnica, com particularidade, as obras de ANDRÉ LUIZ, descrição de regiões infestadas de miasmas pestilentos, a exalarem odores tão fétidos que se tornam quase insuportáveis para os Espíritos mais sensíveis. Tais odores brotariam da podridão fluídica características desses ambientes e, ao que se sabe, dos próprios perispírito de seus habitantes. Todas as criaturas vivem cercadas pelo seu próprio halo vital das energias que lhes vibram no íntimo do ser e esse halo é constituído por partículas de força a se irradiarem por todos os lados e direcções de si para o ambiente, impressionando-nos o olfacto, de modo agradável ou desagradável, segundo a natureza do indivíduo que as irradia, cada criatura se caracteriza pela vibração, exalação que lhe é peculiar, aqui e em todos os mundos.

Alguns trabalhos, no campo do labor mediúnico e da fluidoterapia, que, no decorrer médiuns chegam a captar odores, agradáveis ou não, indicativos, inclusive, da evolução dos Espíritos presentes. Odores esses que não se confundem com aqueles oriundos da manipulação ectoplásmica e que chegam a impressionar uma assistência por inteiro, característica essa que nós mesmos já experimentamos na presença de Dr. Bezerra de Menezes, em momentos de suas comunicações.

Temperatura – Como, no desenvolvimento da actividade mediúnica, certos médiuns registram, por exemplo, uma espécie de gélido torpor, com a avizinhação de alguma alma sofredora, ou, ao contrário, uma cálida sensação de bem-estar, quando da aproximação de um Espírito superior, é lícito cogitar-se da possibilidade de que o Espírito também mostre através de seu perispírito uma espécie de temperatura própria, relacionada, naturalmente, com o grau de evolução do Espírito.

Trata-se com certeza de tema que nos trará num futuro breve maiores detalhes a respeito das mais variadas funções do perispírito.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

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- Espírito, Corpo, Perispírito

1 - Deus - Espírito - Matéria - Fluido Cósmico:

Para melhor compreensão do fenómeno mediúnico, é importante se estabeleça a interdependência entre o corpo, o perispírito e o Espírito. Para tanto, imprescindível aceitemos seguramente a existência e sobrevivência deste.
Allan Kardec afirma: Antes de travarmos qualquer discussão espírita importa indaguemos se o nosso interlocutor conta com esta base:

· CRER EM DEUS
· CRER NA IMORTALIDADE DA ALMA
· CRER NA SOBREVIVÊNCIA DA VIDA APÓS A MORTE

Sem isso seria tão inútil ir além, com querer demonstrar as propriedades da luz a um cego que não a admitisse. (1)

Assim sendo, relembremos, com a Doutrina Espírita:

DEUS - Inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. Nosso pai e criador.

ESPÍRITO - Princípio inteligente do universo. O elemento espiritual individualizado constitui os seres chamados ESPÍRITOS; do mesmo modo que o elemento material individualizado constitui os diversos corpos da natureza, orgânicos e inorgânicos.

MATÉRIA - Princípio que dá origem e formação aos corpos. Instrumento de que se serve o Espírito e sobre o qual ao mesmo tempo exerce a sua acção.

FLUIDO CÓSMICO - Desempenha papel de intermediário entre o espírito e a matéria, propriamente ditas, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer directamente acção sobre ela.

É fluido, como a matéria é matéria, e susceptível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a acção do espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conhecemos uma parte mínima. Este fluido universal, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio, sem o qual, a matéria estaria em perpétuo estado de desagregação e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá. (2)

Abstraindo-se o Espírito, tudo o que existe no Universo é oriundo do fluido cósmico, não só o princípio material, quanto as leis que o regulam, tudo nele se alicerça. O fluido magnético e o fluido vital são apenas algumas das inúmeras modificações do fluido cósmico.

Pela sua característica de extrema maneabilidade e variadas funções, podemos dizer que se a matéria é manipulada pelo homem, as criaturas fluídicas são elaboradas mentalmente pelos Espíritos (encarnados ou desencarnados), uma vez que o fluido obedece ao seu comando mental.
André Luiz assim o conceitua: “O Fluido cósmico é o plasma divino, hausto do criador ou força nervosa do Todo-Sábio. Neste elemento primordial vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano”. (3)

- CORPO - ESPÍRITO - PERISPÍRITO:

Quando encarnado, o homem constitui-se de:

CORPO FÍSICO- Componente material análogo ao dos animais.

· É, ao mesmo tempo, invólucro e instrumento de que se serve o Espírito.
· De vida efémera, sujeita-se às transformações da matéria.
· À medida que o Espírito adquire novas aptidões, pelas reencarnações, utiliza-se de corpos físicos mais aperfeiçoados, condizentes com suas novas necessidades.

ESPÍRITO- Alma ou componente imaterial.

· O progresso é a sua condição normal e a perfeição a meta a que se destina.
· Imortal, preexiste e subsiste ao corpo físico que lhe serve de instrumento.
· Retornando ao Plano Espiritual, após o desencarne, conserva a sua individualidade, preparando-se para novas metas em sua ascensão evolutiva.

PERISPÍRITO- Envoltório fluídico de que se serve o Espírito em suas manifestações extra-físicas.

· Semi-material, participa ao mesmo tempo da matéria pela sua origem e da espiritualidade pela sua natureza etérea.
· Corpo espiritual que durante a reencarnação serve de elo entre o corpo físico e o Espírito.

- O PERISPÍRITO:

O perispírito, ou corpo fluídico, também conhecido como corpo astral, psicossoma, corpo celeste e outras denominações, é o corpo de que se serve o Espírito como veículo de sua manifestação no Plano Espiritual e como intermediário entre o corpo e o espírito quando encarnado.
Para melhor entendimento do perispírito, analisaremos este assunto sob os seguintes prismas: constituição, função, apresentação e propriedades.

CONSTITUIÇÃO

· De natureza subtil, o perispírito é constituído do FLUIDO UNIVERSAL inerente ao globo em que estagia, razão porque não é idêntico em todos os mundos.
· Sua natureza está em relação directa com o grau de adiantamento moral do Espírito; daí decorre que o mesmo se modifica e se aprimora com o progresso moral que conquiste.
· Enquanto as entidades superiores formam o seu perispírito com os fluidos mais etéreos do plano em que estagiam, as inferiores formam dos fluidos mais densos, ou grosseiros, pelo que, seu perispírito chega a confundir-se, na aparência com o corpo físico.

FUNÇÃO

· O Espírito pela sua essência é um ser abstracto, que não pode exercer acção directa sobre a matéria bruta. Precisa de um elemento intermediário (fluido universal), daí a necessidade do envoltório fluídico - o perispírito.
· O perispírito faz do Espírito um ser definido, tornando-o capaz de actuar sobre a matéria tangível. É, assim, o traço de união entre o Espírito e a matéria.
· Quando encarnado, o Espírito se vale do perispírito para actuar sobre o corpo e sobre o meio ambiente e, por seu intermédio, recebe sensações dos mesmos.
· Despojado do corpo físico, pela desencarnado, o Espírito permanece com o perispírito, veículo de sua manifestação no Plano Espiritual.

APRESENTAÇÃO

· O perispírito toma a forma que o Espírito queira.
· Actuando sobre os fluidos espirituais, por meio do pensamento, e da vontade, os Espíritos imprimem a esses fluidos tal ou qual direcção: Aglomeram-nos, combinam ou dispersam, forma conjuntos de aparência, forma e cor determinadas.
· Essas transformações, obedecendo a vontade do Espírito, permitem-lhe ter ou apresentar-se com a forma que mais lhe agrade. Podendo, num dado momento, alterar sua aparência instantaneamente.

· Essas transformações podem ser o resultado de uma intenção ou o produto de um pensamento inconsciente. Se num ambiente o Espírito apresenta-se com a aparência de sua última existência, pode, inconscientemente, modificar-se no recinto; algo, ou alguém o faz recordar-se de uma precedente reencarnação. Tão logo desliga o seu pensamento do passado, retorna à aparência actual.

PROPRIEDADES

· Um Espírito pode, portanto, apresentar-se ao médium com a aparência de uma existência remota (vestuário ou outros sinais característicos da época, inclusive cicatrizes, etc), embora isto não signifique que ele conserve normalmente essa aparência, mas sim a de vidas posteriores (geralmente a última experiência na Terra).
· Mesmo um Espírito apenas intelectualmente desenvolvido, embora moralmente atrasado, pode apresentar-se ao médium sob a aparência que deseje (pela disposição do seu pensamento), até mesmo de uma outra entidade, num processo de mistificação espiritual.
· Normalmente, no entanto, o perispírito retrata a condição íntima do Espírito, razão pela qual, premido por um estado consciencial de culpa, este se apresenta portando inibições, defeitos, aleijões, ou problemas outros, dos quais, embora o desejasse, não se pode furtar.

- REFERÊNCIAS:

(1) “O Livro dos Médiuns” - FEB - Rio de Janeiro - 29ª edição.
(2) “O Livro dos Espíritos” - FEB - Rio de Janeiro - 30ª edição.
(3) “Evolução em Dois Mundos” - FEB - Rio de Janeiro - 1ª edição.
(4) “A Gênese Segundo o Espiritismo” - FEB - Rio de Janeiro - 9ª edição.