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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Encarnação nos diferentes mundos


Encarnação nos Diferentes Mundos

172. Nossas diferentes existências corpóreas se passam todas na Terra?

— Não, mas nos diferentes mundos. As deste globo não são as primeiras nem as últimas, mas as mais materiais e distanciadas da perfeição.

173. A cada nova existência corpórea a alma passa de um mundo a outro, ou pode viver muitas vidas num mesmo globo?

— Pode reviver muitas vezes num mesmo globo, se não estiver bastante adiantada para passar a um mundo superior.

173-a. Podemos então reaparecer muitas vezes na Terra?

— Certamente.

173-b. Podemos voltar a ela depois de ter vivido em outros mundos?

— Seguramente; podeis ter já vivido noutros mundos bem como na Terra.

174. É uma necessidade reviver na Terra?

— Não. Mas se não progredirdes podeis ir para outro mundo que não seja melhor, e que pode mesmo ser pior.

175. Há vantagens em voltar a viver na Terra?

— Nenhuma vantagem particular, a não ser que se venha em missão, pois então se progride, como em qualquer outro mundo.

175-a Não seria melhor continuar como Espírito?

— Não, não! Ficar-se-ia estacionário, e o que se quer é avançar para Deus.

176. Os Espíritos, depois de se haverem encarnado em outros mundos, podem encarnar-se neste, sem jamais terem passado por aqui?

— Sim, como vós em outros globos. Todos os mundos são solidários; o que não se faz num, pode-se fazer noutro.

176-a. Assim, existem homens que estão na Terra pela primeira vez?

— Há muitos, e em diversos graus.

176-b. Pode-se reconhecer, por um sinal qualquer quando um Espírito se encontra pela primeira vez na Terra?

— Isso não teria nenhuma utilidade.

177. Para chegar à perfeição e à felicidade suprema, que é o objectivo final de todos os homens, o Espírito deve passar pela série de todos os mundos que existem no Universo?

— Não, porque há muitos mundos que se encontram no mesmo grau e onde os Espíritos nada aprenderiam de novo.

177-a. Como então explicar a pluralidade de suas existências num mesmo globo?

— Eles podem ali se encontrar de cada vez, em posições bastante diferentes, que serão outras tantas ocasiões de adquirir experiência.

178. Os Espíritos podem renascer corporalmente num mundo relativamente inferior àquele em que já viveram?

— Sim, quando têm uma missão a cumprir, para ajudar o progresso então aceitam com alegria as tribulações dessa existência, porque lhes fornecem um meio de se adiantarem.

178-a. Isso não pode também acontecer como expiação, e Deus não pode enviar os Espíritos rebeldes a mundos inferiores?

— Os Espíritos podem permanecer estacionários, mas nunca retrógradam; sua punição, pois, é a de não avançar e ter de recomeçar as existências mal empregadas, no meio que convém à sua natureza.

178-b. Quais são os que devem recomeçar a mesma existência?

— Os que faliram em sua missão ou em suas provas.

179. Os seres que habitam cada mundo estão todos no mesmo grau de perfeição?

— Não. É como na Terra; há os que estão mais ou menos adiantados.

180. Ao passar deste mundo para outro, o Espírito conserva a inteligência que tinha aqui?

— Sem dúvida, pois a inteligência nunca se perde. Mas ele pode não dispor dos mesmos meios para manifestá-la. Isso depende da sua superioridade e do estado do corpo que adquirir. (Ver Influência do organismo, item 367).

181. Os seres que habitam os diferentes mundos têm corpos semelhantes aos nossos?

— Sem dúvida que têm corpos, porque é necessário que o Espírito se revista de matéria para agir sobre ela; mas esse envoltório é mais ou menos material, segundo o grau de pureza a que chegaram os Espíritos, e é isso que determina as diferenças entre os mundos que temos de percorrer. Porque há muitas moradas na casa de nosso Pai, e muitos graus, portanto. Alguns o sabem, e têm consciência disso aqui na Terra, mas outros nada sabem.

182. Podemos conhecer exactamente o estado físico e moral dos diferentes mundos?

— Nós, Espíritos, não podemos responder senão na medida do vosso grau de evolução. Quer dizer que não devemos revelar estas coisas a todos porque nem todos estão em condições de compreendê-las, e elas os perturbariam.

À medida que o Espírito se purifica, o corpo que o reveste aproxima-se igualmente da natureza espírita. A matéria se torna menos densa, ele já não se arrasta penosamente pelo solo, suas necessidades físicas são menos grosseiras, os seres vivos não têm mais necessidade de se destruírem para se alimentar. O Espírito é mais livre, e tem, para as coisas distanciadas, percepções que desconhecemos: vê pelos olhos do corpo aquilo que só vemos pelo pensamento.

A purificação dos Espíritos reflecte-se na perfeição moral dos seres em que estão encarnados. As paixões animais se enfraquecem, o egoísmo dá lugar ao sentimento fraternal. É assim que, nos mundos superiores ao nosso, as guerras são desconhecidas, os ódios e as discórdias não têm motivo, porque ninguém pensa em prejudicar o seu semelhante. A intuição do futuro, a segurança que lhes dá uma consciência isenta de remorsos, faz que a morte não lhes cause nenhuma apreensão: eles a recebem sem medo e como uma simples transformação.

A duração da vida, nos diferentes mundos, parece proporcional ao seu grau de superioridade física e moral, e isso é perfeitamente racional. Quanto menos material é o corpo, está menos sujeito às vicissitudes que o desorganizam; quanto mais puro é o Espírito, menos sujeito às paixões que o enfraquecem. Este é ainda um auxílio da Providência, que deseja assim abreviar os sofrimentos.

183. Passando de um mundo para outro, o Espírito passa por nova infância?

— A infância é por toda parte uma transição necessária, mas não é sempre tão ingénua como entre vós.

184. O Espírito pode escolher o novo mundo em que vai habitar?

— Nem sempre; mas pode pedir e obter o que deseja, se o merecer. Porque os mundos só são acessíveis aos Espíritos de acordo com o grau de sua elevação.

184-a. Se o Espírito nada pede, o que determina o mundo onde irá reencarnar?

— O seu grau de elevação.

185. O estado físico e moral dos seres vivos é perpetuamente o mesmo em cada globo?

— Não; os mundos também estão submetidos à lei do progresso. Todos começaram como o vosso em um estado inferior, e a Terra mesma sofrerá uma transformação semelhante, tornando-se um paraíso terrestre, quando os homens se fizerem bons.

É assim que as raças que hoje povoam a Terra desaparecerão um dia e serão substituídas por seres mais e mais perfeitos. Essas raças transformadas sucederão à actual, como esta sucedeu a outras que eram mais grosseiras.

186. Há mundos em que o Espírito, deixando de viver num corpo material, só tem por envoltório o perispírito?

— Sim, e esse envoltório torna-se de tal maneira etéreo, que para vós é como se não existisse; eis então o estado dos Espíritos puros.

186-a. Parece resultar daí que não existe uma demarcação precisa entre o estado das últimas encarnações e do Espírito puro?

— Essa demarcação não existe. A diferença dilui pouco a pouco e se torna insensível, como a noite se dilui ante as primeiras claridades do dia.

187. A substância do perispírito é a mesma em todos os globos?

— Não; é mais eterizada em uns do que em outros. Ao passar de um para o outro mundo, o Espírito se reveste da matéria própria de cada um, com mais rapidez que o relâmpago.

188. Os Espíritos puros habitam mundos especiais ou encontram-se no espaço universal, sem estar ligados especialmente a um globo?

— Os Espíritos puros habitam determinados mundos, mas não estão confinados a eles como os homens à Terra; eles podem, melhor que os outros, estar em toda parte. (1)

(1) De todos os globos que constituem o nosso sistema planetário, segundo os Espíritos, a Terra é daqueles cujos habitantes são menos adiantados, física e moralmente: Marte lhe seria ainda inferior, e Júpiter muito superior em todos os sentidos. O Sol não seria um mundo habitado por seres corpóreos, mas um lugar de encontro de Espíritos superiores, que de lá irradiam seu pensamento para outros mundos, que dirigem por intermédio de Espíritos menos elevados, com os quais se comunicam por meio do fluido universal. Como constituição física, o Sol seria um foco de electricidade. Todos os sóis, ao que parece, estariam nas mesmas condições.

O volume e o afastamento do Sol não tem nenhuma relação necessária com o grau de desenvolvimento dos mundos, pois parece que Vénus está mais adiantado que a Terra e Saturno menos que Júpiter.

Muitos Espíritos que animaram pessoas conhecidas na Terra disseram estar reencarnados em Júpiter, um dos mundos mais próximos da perfeição, e é de admirar que num globo tão adiantado se encontrem homens que a opinião terrena não considerava tão elevados. Isto, porém, nada tem de surpreendente, se considerarmos que certos Espíritos, que habitam aquele planeta, podiam ter sido enviados à Terra, em cumprimento de uma missão que, aos nossos olhos, não os colocaria no primeiro plano; em segundo lugar, entre a sua existência terrena e a de Júpiter, podiam ter tido outras, intermediárias, nas quais se tivessem melhorado; em terceiro lugar, naquele mundo, como no nosso, há diferentes graus de desenvolvimento, e entre esses graus pode haver a distância que separa entre nós o selvagem do homem civilizado. Assim, do facto de habitarem Júpiter, não se segue que estejam no nível dos seres mais evoluídos, da mesma maneira que uma pessoa não está no nível de um sábio do Instituto, pela simples razão de morar em Paris.

As condições de longevidade não são, por toda a parte, as mesmas da Terra, não sendo possível a comparação de idades. Uma pessoa, falecida há alguns anos, quando evocada, disse haver encarnado, seis meses antes, num mundo cujo nome nos é desconhecido. Interpelada sobre a idade que tinha nesse mundo, respondeu: "Não posso calcular, porque não contamos o tempo como vós; além disso, o nosso meio de vida não é o mesmo; desenvolvemo-nos muito mais rapidamente; tanto assim, que há apenas seis dos vossos meses nele me encontro, e posso dizer que, quanto à inteligência, tenho trinta anos de idade terrena."

Muitas respostas semelhantes foram dadas por outros Espíritos e nada há nisso de inverossímil. Não vemos na Terra tantos animais adquirirem em poucos meses um desenvolvimento normal? Porque não poderia dar-se o mesmo com o homem, em outras esferas? Notemos por outro lado, que o desenvolvimento alcançado pelo homem na Terra, na idade de trinta anos, talvez não seja mais que uma espécie de infância, comparada ao que ele deve atingir. É preciso ter uma visão bem curta para nos considerarmos os protótipos da criação, e seria rebaixar a Divindade, acreditar que além de nós, ela nada mais poderia criar.

Referência: O livro dos espíritos

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Justiça da reencarnação


Justiça da Reencarnação

171. Sobre o que se funda o dogma da reencarnação?

— Sobre a justiça de Deus e a revelação, pois não nos cansamos de repetir; um bom pai deixa sempre aos filhos uma porta aberta ao arrependimento. A razão não diz que seria injusto privar para sempre da felicidade eterna aqueles cujo melhoramento não dependeu deles mesmos? Todos os homens não são filhos de Deus? Somente entre os homens egoístas é que se encontram a iniquidade, o ódio implacável e os castigos sem perdão.

Todos os Espíritos também tendem à perfeição, e Deus lhes proporciona os meios de consegui-la, com as provas da vida corpórea. Mas, na sua justiça, permite-lhes realizar, em novas existências, aquilo que não puderam fazer ou acabar numa primeira prova.

Não estaria de acordo com a equidade, nem segundo a bondade de Deus, castigar para sempre aqueles que encontraram obstáculos ao seu melhoramento, independentemente de sua vontade, no próprio meio em que foram colocados. Se a sorte do homem fosse irrevogavelmente fixada após a sua morte, Deus não teria pesado as acções de todos na mesma balança e não os teria tratado com imparcialidade.

A doutrina da reencarnação, que consiste em admitir para o homem muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à ideia da justiça de Deus, com respeito aos homens de condição moral inferior; a única que pode explicar o nosso futuro e fundamentar as nossas esperanças, pois oferece-nos o meio de resgatarmos os nossos erros através de novas provas. A razão assim nos diz, e é o que os Espíritos nos ensinam.

O homem que tem a consciência da sua inferioridade, encontra na doutrina da reencarnação uma consoladora esperança. Se crê na justiça de Deus, não pode esperar que, por toda a eternidade, haja de ser igual aos que agiram melhor do que ele. O pensamento de que essa inferioridade não o deserdará para sempre do bem supremo, e que ele poderá conquistá-lo através de novos esforços, o ampara e lhe reanima a coragem. Qual é aquele que, no fim da sua carreira, não lamenta ter adquirido demasiado tarde uma experiência que já não pode aproveitar? Pois esta experiência tardia não estará perdida: ele a aproveitará numa nova existência.

Referência: O livro dos espíritos

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Da reencarnação



Da Reencarnação


166. A alma que não atingiu a perfeição durante a vida corpórea, como acaba de depurar-se?


— Submetendo-se à prova de uma nova existência.


166-a. Como ela realiza essa nova existência? Pela sua transformação como Espírito?


— Ao se depurar, a alma sofre sem dúvida uma transformação, mas para isso necessita da prova da vida corpórea.


166-b. A alma tem muitas existências corpóreas?


— Sim, todos nós temos muitas existências. Os que dizem o contrário querem manter-vos na ignorância em que eles mesmos se encontram; esse é o seu desejo.
166-c. Parece resultar, desse princípio, que após ter deixado o corpo a alma toma outro. Dito de outra maneira, que ela se reencarna em novo corpo. É assim que se deve entender?


— É evidente.


167. Qual é a finalidade da reencarnação?


— Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isso, onde estaria a justiça?


168. O número das existências corpóreas é limitado ou o Espírito se reencarna perpetuamente?


— A cada nova existência o Espírito dá um passo na senda do progresso; quando se despojou de todas as impurezas, não precisa mais das provas da vida corpórea.


169. O número das encarnações é o mesmo para todos os Espíritos em geral?


— Não. Aquele que avança rapidamente se poupa das provas. Não obstante, as encarnações sucessivas são sempre muito numerosas porque o progresso é quase infinito.


170. Em que se transforma o Espírito depois de sua última encarnação?


— Espírito bem-aventurado; um Espírito puro.


Referência: O LIVRO DOS ESPÍRITOS

sexta-feira, 4 de maio de 2007

reencarnação


Reencarnação

Sendo Deus infinitamente sábio, prudente previdente justo é equitativo e bom, como compreender, porque nascem milionários e mendigos, virtuosos e viciados, génio e cretinos, bons e maus?

Porque se sofre e goza, porque prantos e risos, qual a razão de todas as anomalias da vida?
Nas religiões oficializadas não encontramos a solução desejada, porque, elas desprezaram a chave do evangelho que tudo isto explica, trocando-a pelos dogmas que as impede de compreender Deus e senti-lo.

O espiritismo, ou seja o Paráclito prometido por Jesus, vem outorgar-nos a chave do evangelho com a qual compreendemos Deus em suas obras definindo-o com simplicidade. Dizendo: - Deus é a inteligência suprema do Universo e a causa primária de todas as coisas. Deus nunca esteve inactivo; Deus tem criado desde toda a eternidade, e está criando incessantemente, mundos e almas; Deus cria as almas em seu começo todas iguais cheias de simplicidade e ignorância, e destinou-as ao mesmo fim, a Perfeição.

Para atingirmos a perfeição, temos de conquistar saber e virtude, para tal, Deus fez a lei da reencarnação, ou seja, nascer, viver, morrer, tornar a nascer progredindo sempre, para que tenhamos o mérito ou demérito de nossas obras Deus deu-nos o livre arbítrio.
É dentro desta lei, que tudo progride avança e evolui.

A reencarnação não é ensino novo: a encontramos em Job, cap 1º v 22 quando diz; Senhor, eu sei; nu sai do ventre de minha mãe, nu voltarei para lá.
Em Jacob, quando sonha que estava com a cabeça sobre uma pedra e via uma escada que saia da terra, e penetrava no céu, os anjos subiam e desciam por ela. Este sonho, mostra-nos a vida começando na pedra em formas cristalizadas, passar ao reino vegetal, animal, hominal e celestial.
No cego de nascença, os discípulos perguntam a Jesus: quem pecou, foi ele ou seus pais?
Se era cego de nascença, para existir o pecado ou causa, que deu motivo a cegueira, devia ter sido cometido em existência anterior: os apóstolos nesta pergunta mostra conhecerem a reencarnação, sem o que não poderiam assim se exprimirem.

Em João, Cap 3 v 5, Jesus diz a Nicodemos que o procurava de noite, na verdade e em verdade vos digo, que quem não renascer da água e do Espírito não pode entrar no reino dos Céus.
V 6, O que é nascido da carne, é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
V 7, Não te maravilhes de eu te dizer: Importa-vos nascer outra vez.
V 8, O espírito assopra onde quer, e tu não ouves a sua voz, nem para onde vai, assim é todo aquele que é nascido do espírito.
V 9, Perguntou Nicodemos: Como se pode fazer isto?
V 10, Respondeu Jesus, e disse-lhe: Tu és mestre em Israel, e não sabes estas coisas?
V 11, Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e que damos testemunho.
V 12, Se quando eu vos tenho falado nas coisas terrenas, ainda assim vós me não credes, como me crereis vós, se eu vos falar das celestiais?
Jesus confirma a reencarnação como indispensável ao progresso do espírito, quando diz: renascer da água e do espírito. Naquele tempo, a água simbolizava a matéria.
Jesus assim ensinava a volta do espírito a viver em um corpo de carne, afirmação essa feita no V 6 quando diz: o que é nascido da carne, é carne, e o que é nascido do espírito é espírito.
Quando nasce uma criança primeiramente rompe-se uma bolsa de água que precede ao parto; assim Jesus diz deixar bem claro, que a reencarnação é feita em novo corpo onde aprenderá a conhecer as necessidades do espírito. O espírito assopra onde quer e tu não ouves a sua voz nem para onde vai. Em outros tradutores, diz o vento assopra não sabes donde vem nem para onde vai assim é todo o que é nascido da água e do espírito. Em qualquer das traduções é para ensinar-nos que, assim como não sabemos donde vem o vento, nem para onde vai, também quando nasce um criança, não sabemos o que ela foi na existência passada, nem o que ela vai ser na presente. Apesar de toda esta clareza, Nicodemos fica surpreendidos, como ainda acontece com muita gente, em quem o censo moral ainda não está suficientemente desenvolvido.
Jesus afirmando que o que é nascido da carne, é carne, e o que é nascido do espírito é espírito, é para não confundirmos o corpo com a alma, o que volta a nascer é a alma, que vem em novo corpo trabalhar no seu progresso.

O corpo físico, é para a alma como uma roupa é para o corpo quando uma roupa está velha e não corresponde as necessidades do corpo, trocamo-la por outra, o mesmo acontece com a alma, quando o corpo não satisfaz as necessidades do espírito para o seu progresso, abandona-o e troca-o por outro.

Tenho encontrado muitas pessoas que dizem: não creio, é impossível, para os que dizem impossível, diga-lhes para que uma pessoa possa dizer impossível é preciso que saiba tudo a esses, peço que faça uma semente pequenina, que uma vez lançada a terra germine, cresça floresça e dê frutos; que faça um ovoluninho, donde saia uma lagarta e se transforme em borboleta. Meu amigo, se não sabes fazer isto, falta-te autoridade para dizer impossível, o que te resta como pessoa criteriosa, é pesquisar até encontrar a verdade alicerçada na razão lógica e confirmada em fatos.
Aos que dizem simplesmente não creio, diga-lhes: a terra gira em torno do sol e no entanto parece que é o sol que anda ao redor da terra; se querem acreditar que a terra anda ao redor do sol, ela continua andando; e se não acreditam, ela continua andando da mesma forma.
Assim é a reencarnação; se quem acreditar, reencarnasse os que não querem acreditar, reencarnam-se da mesma forma.

Dizer impossível, é querer na ignorância, por um limite as leis Divinas.
Jesus, conhecia muito bem e teimosia da ignorância, quando diz a Nicodemos. Se quando eu vos tenho falhado nas coisas terrenas, ainda assim vós me não credes, como me crereis se eu vos falar das coisas celestiais?

Este diálogo foi par confirmar mais uma vez o renascimento em um novo corpo e não confundir com a reforma moral do indivíduo que domina um vício e extingue uma paixão.
Se tivéssemos uma só vida terrena como compreendermos a justiça divina e sua equidade, quando nasce um milionário e um mendigo, um génio e um cretino.

Qual seria o pai, que tendo em suas mãos o poder de fazer milionários todos os seus filhos, fizesse alguns mendigos? que podendo fazer génios, fizesse cretinos? Nenhum pai, realmente pai, faria isso.
Que Deus é sábio justo equitativo e bom, as suas obras o atestamos.
Negar a reencarnação em novos corpos, é o mesmo que negar a justiça divina.
Deus tem criado desde toda a eternidade, e está criando incessantemente, mundos e almas. Assim se explica dentro da justiça Divina, que os sábios são as almas criadas há muitos séculos, que através das reencarnações em lugares diversos e em diversos planos materiais, conquistaram o saber.

Os ignorantes, são almas novas que estão começando a sua evolução. Para atingir a perfeição, tem de conquistar saber e virtude.
Há almas que procuram primeiramente evoluir pelo saber; razão porque muitas vezes, encontramos criaturas de um desenvolvimento intelectual muito elevado e moralmente elevados, e ignorantes quanto ao saber, quer uns, quer outros, é através das muitas reencarnações que adquirirão o saber e virtude, para poderem ingressar em mundos superiores, onde o saber e moral são mais elevados.

Na luta pela perfeição, erramos muitas vezes: Temos erros intelectuais e erros morais, quer uns, quer outros, temos que rectificar: quem fez o mal, tem de fazer um bem correspondente, depois de sofrer um mal igual ao que praticou; razão porque Jesus ensinou, quem com ferro fere, com ferro será ferido, assim quem roubou, será roubado, quem caluniou e perseguiu, será perseguido e caluniado, e assim por diante, teremos de passar por tudo o que fizemos os nossos irmãos passar.

A pobreza, nem sempre é um castigo, como a riqueza não é um prémio; são provações ou expiações. As almas infantis em quem saber é pouco, são geralmente ocupados em trabalhos grosseiros e pesados, onde a remuneração é pouca, mas as almas quando encarnadas, todas tem as mesmas necessidades; comer beber vestir e formar seu lar.
As almas infantis, pela natureza do trabalho que fazem são geralmente escassamente remuneradas, ao passarem pelas lojas, vêem lustrosas sedas, finas casimiras, saborosas conservas, que desejariam levar para sue lar, mas, ao recordar-se, que o senhorio, o merceeiro, o padeiro e outros confiaram na sua palavra, renuncia a satisfação da posse e gozo de tudo o que viram e vão resgatas a sua palavra, poucos ou nada lhe restando, mas ficaram satisfeitos consigo mesmo porque cumpriram com o seu dever, cumprindo com o seu dever, está cultivando o seu dever, está cultivando o carácter. O homem, voltando quanto vale o seu carácter: Um boi quando morre por ter comido erva venenosa, tiram-lhe o couro que dá bom dinheiro, mas um homem sem carácter, não tem valor algum. A pobreza não é um castigo, mas plano de aprendizagem onde a alma se exercita na renúncia paciência, modéstia e honestidade, se em uma existência falhar na outra, obterá êxito.

A riqueza é uma provação das mais difíceis se o rico paga todas as suas obrigações, isso lhe é fácil, enquanto para o pobre é difícil, mas a provação do rico, está em não abusar da sua riqueza para explorar e oprimir o pobre, não gastar o seu tempo e haveres na satisfação dos vícios e das paixões.
Pode com sua riqueza, levar o conforto e bem estar para si e para os seus, e com o resto desenvolver actividades em benefício dos menos aquinhoados, assim procedendo, subirá a planos cada vez mais elevados facilitando o seu progresso.

Os espíritos não tem sexo, umas vezes encarnam-se em corpos masculinos, outras vezes em femininos. Nos corpos masculinos pela natureza do meio a que são chamados, é mais fácil desenvolver o saber; nos corpos femininos, lhe é mais fácil cultivar a moral, a prova disto, está quando uma moça se casa se ela exigisse do moço a mesma pureza que ele exigisse dela, será difícil casar-se. Há homens que dizem: se a mulher lhe for infiel, lavarão sua honra com o sangue da mulher, se todas as mulheres casadas quisessem fazer o mesmo não sei quantos homens ficariam.

Quantos fogem ao sagrado dever da maternidade, utilizando-se de vários recursos: em novas existências, desejarão ter filhos e não o conseguem, quantas esposas portadoras de beleza e encanto, de uma moral sublimada com dotes domésticos de alto valor, são abandonadas de seus esposos? é que na existência passada, em consequência da ignorância das leis divinas, abandonaram o esposo que verdadeiramente a adorava.
Muitas pessoas dizem: como é que não nos recordamos das vidas passadas? A essas perguntas eu pergunto: se elas se lembram de serem alimentadas aos seios maternos, se recordam de tudo o que disseram nos dias anteriores, nem muita coisa alguma.

O esquecimento das existência passadas, é uma lei de misericórdia Divina.
Se nos lembrássemos das existência passadas, seria difícil perdoar uma ofensa e reparar um dano, quando de novo tivéssemos de enfrentar ou conviver com o inimigo da existência passada.
Seria difícil suportar a existência actual em um plano inferior a aqueles que em existências idas ocuparam posições de destaque, como sejam reis e governadores, que tendo abusado da sua autoridade, vêem agora em planos inferiores expiar suas faltas.


Os portadores de brilhante inteligência, que serviram-se dela para oprimir e humilhar os seus irmãos fazendo da mentira uma verdade, e nesta vida vêem surdos e mudos.
Se se lembrassem de suas vidas passadas não seria fácil vencer.
A reencarnação é a porta da esperança que nos alente e encoraja para vencermos nas lutas de rectificação e aprendizado, e a justiça e equidade Divina. Negar a reencarnação é invalidar todo o poder divino.
Só os cérebros erradamente esclarecidos, só os educados pelo avesso a negam.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

A reencarnação na história


A Reencarnação na história

A doutrina das vidas sucessivas ou reencarnação é chamada também de Palingenesia, de duas palavras gregas, Palin, de novo, gênese, nascimento. Ela foi formulada desde a aurora da civilização na Índia. Encontra-se nos Vedas: " Da mesma forma que nos desfazemos de uma roupa usada para pegar uma nova, assim a alma se descarta de um corpo usado para se revestir de novos corpos."

Pitágoras foi o primeiro a introduzir na Grécia a doutrina dos renascimentos da alma que tinha conhecido em suas viagens no Egito e na Pérsia. Platão adoptou a ideie pitagoriana da Palingenesia: "É certo que os vivos nascem dos mortos; que as almas dos mortos renascem ainda." (Phèdre)

A escola néo-platônica da Alexandria ensinava a reencarnação precisando a vantagem desta evolução progressiva para as condições da alma. Plotino, o primeiro de todos, a revê várias vezes no curso de suas Eneidas. É um dogma, disse ele, muita antigo e universalmente ensinado que, se a alma comete faltas, é condenada a expiá-las submetendo-se a punições nos infernos tenebrosos, depois do que é admitida a voltar em um novo corpo para recomeçar suas provas.

"A providência de Deus, escreveu Plotino, assegura a cada um de nós a sorte que lhe convém e que é harmónica com seus antecedentes, segundo suas existências sucessivas." Jamblico acrescenta: "Assim as penas que nos afligem são frequentemente castigos de um pecado do qual a alma se rende culpada em sua vida anterior. Algumas vezes, a razão do castigo nos é ocultada por Deus, mas nós não devemos duvidar de sua justiça."

Entre os romanos que adquiriram a maior parte de seus conhecimentos na Grécia, Virgílio exprime claramente a idéia da Palingenesia neste termos: " Todas as almas, ainda que por milhares de anos tenham retornado à roda desta existência (no Elísios ou no Tartaro), Deus as chama em numerosos enxames ao rio Léthé, a fim de que, privadas de recordações, revejam os lugares superiores e convexos e comecem a querer voltar ao corpo."

Os Gauleses acreditavam nas vidas sucessivas. César escreveu na Guerra de Gales: "Uma crença que eles buscam sempre estabelecer, é que as almas não perecem de forma alguma e que após a morte elas passam de um corpo para outro."

Em suas obras, o historiador Joseph fez profissão de sua fé na reencarnação; relata que essa era a crença dos Fariseus. O Pe. Didon o confirma nestes termos, em sus "Vida de Jesus: "Então crê-se, entre o povo (judeu) e mesmo nas escolas, no retorno à vida da alma dos mortos." O sábio beneditino Dom Calmet se exprime assim em seus Comentário, sobre essa passagem das Escxrituras: "Vários doutores judeus crêm que as almas de Adão, Abrâo, Phinées, animaram sucessivamente vários homens de sua nação." O Talmud ensina que a alma de Abel passou ao corpo de Seth e mais tarde ao de Moisés. O Zoar diz: "Todas as almas são submetidas às provas da transmigração" e a Cabala: "São os renascimentos que permitem aos homens se purificar."
Os judeus acreditavam que o retorno de Elias sobre a Terra devia preceder o do Messias. Isto porque, no Evangelho, quando seus discípulos perguntaram a Jesus se ele voltaria, Ele respondeu afirmativamente dizendo: "Elias já veio e não o reconheceram, mas eles lhe tem feito tudo o que havia sido predito." E seus discípulos compreenderam, diz o Evangelista, que era de João que lhes falava.

Um dia, Jesus perguntou a seus discípulos o que diziam dele no povo. Eles respondem1: "Uns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros Jeremias, ou qualquer um dos antigos profetas que vieram ao mundo." Jesus, longe de os dissuadir, como se eles estivessem falando coisas imaginárias, se contenta em acrescentar: " E vós, quem acreditam que sou?" Quando encontram o cego de nascença, seus discípulos lhe perguntam se esse homem nasceu cego por causa dos pecados de seus pais ou dos pecados que ele tinha cometido antes de nascer. Eles acreditavam então na possibilidade da reencarnação e na possível preexistência da alma. Sua linguagem fazia mesmo crer que essa ideia estava difundida entre o povo, e Jesus parecia autorizá-la, em vez de combatê-la; Ele fala das numerosas moradas de que se compõe a casa do Pai.

Lemos no Evangelho de João: " Havia um homem entre os fariseus, chamado Nicodemos, um dos principais judeus. Esse homem veio de noite encontrar Jesus e lhe disse: "Mestre, sabemos que tu és um doutor vindo da parte de deus, porque ninguém poderia fazer os milagres que tu fazes se Deus não estivesse com ele." Jesus lhe respondeu: "Em verdade, eu te digo que se um homem não nascer da água e do espírito. ele não pode entrar no reino de Deus. Aquele que nasceu da carne é carne, e aquele que nasceu do espírito é espírito. Não se espante de nada disso que te digo; é preciso que vós nasçais de novo. O vento sopra onde quer, e tu ouves o ruído, mas não sabes donde ele vem nem para onde ele vai. O mesmo ocorre de todo homem que nasceu do espírito."

Entre os Hebreus, a água representava a essência da matéria, e quando Jesus adianta que o homem deve renascer da água e do espírito, não é como se dissesse que deve renascer da matéria e do espírito, quer dizer em corpo e em alma?

De todos os Padres da Igreja, Origines é o que afirmou de forma mais precisa, em numerosas passagens de seu Princípios (livro 1°), a reencarnação ou renascimento das almas. Sua tese é esta: "A justiça do Criador deve aparecer em todas as coisas." São Jerônimo, por seu lado, afirma que a transmigração das almas fazia parte dos ensinamentos revelados a um certo número de iniciados. Em suas Confissões, santo Agostinho nos diz: "Minha infância não sucedeu a uma outro idoso morto antes dela?... Mesmo antes desse tempo, tinha já estado em qualquer parte? Fui alguma pessoa qualquer?"

Ainda no século quinze, o cardeal Nicolas de Cusa "sustentava em pleno Vaticano a teoria da pluralidade das existências da alma e dos mundos habitados, não somente com o assentimento, mas com os encorajamentos sucessivos de dois papas: Eugênio IV e Nicolau V." Malgrado esta excepção, a doutrina das vidas sucessivas permaneceu velada por toda a duração da idade média, porque estava severamente proscrita pela Igreja.

É preciso esperar os tempos modernos e a liberdade de pensar e discutir para que isso reaparecesse. Leibnitz, estudando o problema da origem da alma, admitiu que o princípio inteligente, sob a forma de mônada, tinha podido se desenvolver no reino animal. Numerosos pensadores se reuniram à reencarnação: Dupont de Nemours, Charles Bonnet, Lessing, Constant Savy, Pierre Leroux, Fourier, Jean Reynaud. A doutrina das vidas sucessivas foi vulgarizada para o grande público por autores como Balzac, Théophile Gautier, George Sand e Victor Hugo.

Para saber mais:
Christianisme et Spiritisme de Léon Denis (notes complémentaires, n° 5. Sur la Réincarnation)
La Réincarnation de Gabriel Delanne (ch. I, Coup d’œil historique sur la théorie des vies successives)
O Problema do Ser e do Destino Léon Denis (2ª parte, cap. XVII, As Vidas sucessivas. Provas históricas)
Le Génie Celtique et le monde invisible de Léon Denis (2e partie, ch. VIII, Palingénésie : Préexistences et vies successives. La loi des Réincarnations)