sábado, 31 de janeiro de 2009

Noticias de Portugal


1 - JORNADAS DE CULTURA ESPÍRITA - ADEP


2 - ACTIVIDADES NO ALGARVE


3 - EDUCAÇÃO E EVANGELIZAÇÃO NAS CALDAS


4 - PINTURA MEDIÚNICA EM PORTUGA


5 - ACTIVIDADES EM LAGOS


6 - PALESTRAS EM ÍLHAVO


1 - JORNADAS DE CULTURA ESPÍRITA - ADEP



A Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) vai levar a cabo novamente, este ano as Jornadas de Cultura Espírita, em Óbidos.Este evento terá lugar nos dias 1 e 2 de Maio, no Auditório Municipal "A Casa da Música", em Óbidos.O tema central será "A Vida Continua – Factos Espíritas".Brevemente daremos notícias.Consulte o noso site em http://www.adeportugal.org/newsletter/link.php?M=434&N=36&L=8&F=H Fonte: ADEP



2 - ACTIVIDADES NO ALGARVE



A pedido da União Espírita do Algarve, informamos que nas datas abaixo indicadas, FERNANDO ESPELHO, da FEESP – Federação Espírita do Estado de São Paulo, estará de visita ao Algarve, nos seguintes locais:


PECHÃO 29 Jan, 21:30 – Núcleo Familiar Espírita Mentor AmigoContacto: 965053744/3


QUARTEIRA 30 Jan, 21:30 – Assoc. Esp. Quarteira, O ConsoladorContacto: 919352225


LAGOS 31 Jan, 16:00 – Assoc. Esp. LagosContacto: 282088297


PORTIMÃO 31 Jan, 18:30 – Centro Esp. Boa VontadeContacto: 918390470


E ainda no Algarve, o ENCONTRO DE EVANGELIZADORES, doDepartamento de Infância e Juventude da FEP, sob orientação de MariaEmília Barros:


QUARTEIRA 14 Fevereiro, entre as 09:30 e as 17:30Assoc. Esp. Quarteira, O Consolador


Fonte: FEP



3 - EDUCAÇÃO E EVANGELIZAÇÃO NAS CALDAS



Na sexta-feira, dia 30 de Janeiro, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema " EDUCAÇÃO E EVANGELIZAÇÃO".


A educação do ser humano sempre foi a pedra de toque da essência da Doutrina Espírita (ou Espiritismo). Sem ela, a humanidade caminha para abismos de ordem ético-moral e até material, buscando a sua felicidade na matéria transitória, quando somos espíritos eternos.Pegando na mensagem que Jesus de Nazaré trouxe à Terra, a Doutrina Espírita enfatiza a necessidade da educação ser alicerçada na evangelização, no sentido de dar uma base ético-moral forte, lógica e entendível, para que amanhã os nossos jovens consigam superar os naturais embates da vida.


As entradas são livres e gratuitas.


Este centro tem página na Internet em http://www.adeportugal.org/newsletter/link.php?M=434&N=36&L=3&F=H e e-mail cce@caldasrainha.net Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)



4 - PINTURA MEDIÚNICA EM PORTUGAL



Alegramo-nos em comunicar que Florêncio Anton irá estar de novo entre nós, de 3 a 17 de Fevereiro, zona Norte, Centro e Sul (Lisboa), e de 18 a 26 de Fevereiro, zona Sul (Algarve), com os trabalhos de Pintura Mediúnica, Palestras e Seminários.Brevemente, daremos notícia da Programação detalhada.O nosso abraço de muita Paz.Fonte: Leonor Santos



5 - ACTIVIDADES EM LAGOS



No dia 21/02/09 a Associação Espírita de Lagos receberá a visita de Florêncio Anton, para uma sessão de psicopictografia, que terá lugar pelas 16h.


A entrada é livre e gratuita.


Estarão presentes na Associação Espírita de Lagos, no próximo dia 31/01/09, Fernando Espelho, Director da FEESP, acompanhado do companheiro do país vizinho, Blas, Vice-Presidente da Federação Espírita Espanhola.


A palestra da tarde, que terá lugar às 16H, será proferida por Fernando Espelho.


No próximo dia 7/02/09, a Associação Espírita de Lagos receberá a visita de Manuela Vasconcelos, pelas 16h, para proferir a palestra da tarde, subordinada ao tema "Fernando de Lacerda, o médium português".


Fonte: Isabel Martins



6 - PALESTRAS EM ÍLHAVO



CENTRO DE CULTURA ESPÍRITA MAR DE ESPERANÇA – ÍLHAVOPALESTRAS / FEVEREIROLOCAL: Auditório da Associação, Rua João de Deus, nº. 17, Ílhavo


Ás quintas-feiras, pelas 21 horasSITE: mardesperanca.do.sapo.pt e-mail: mardeeperanca@sapo.pt


Dia 5 - Isabel Feio - Centro de Cultura Espírita Mar de Esperança de ÍlhavoTEMA: “INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS”


Dia 12 - Terroso Martins e João Xavier de Almeida - Associação Cultural Espírita Fernando Lacerda de Rio TintoTEMA: “ NÃO VIM PARA DESTRUIR A LEI “


Dia 19 - Mario João Pedro - Centro de Cultura Espírita Mar de Esperança de ÍlhavoTEMA: “ REENCARNAÇÃO “


Dia 26 - Dr. Helder Alexandre - Associação Cultura de Auxilio e Esclarecimento “NOSSO LAR” de AveiroTEMA: capitulo 23 do Livro dos médiuns, “OBSESSÃO”PASSE MAGNÉTICO INDIVIDUAL


- Ás quintas-feiras, pelas 22 horas, a seguir ás palestrasESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA


- Ás terças-feiras, pelas 21 horasATENDIMENTO FRATERNO


- Ás terças-feiras, pelas 20 horas


Entrada livre e gratuitaAssociação sem fins lucrativos


Fonte: CCEE

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Minha vida noutra vida



O filme retrata, com fidelidade, lógica e respeito, a reencarnação, tema de interesse de milhões de pessoas em todo o mundo. Baseado em fatos reais relatos no livro autobiográfico de Jenny Cockell, Minha Vida na Outra Vida conta a história de Jenny, uma mulher do interior dos Estados Unidos, que tem visões, sonhos e lembranças de sua última encarnação, como Mary, uma mulher irlandesa que faleceu na década de 30. Intrigada, Jenny sai em busca de seus filhos da vida passada. Tem início uma jornada emocionante. Jenny é magistralmente interpretada pela renomada atriz Jane Seymour.




quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Bem- Aventurados os que são brandos e pacíficos


BEM-AVENTURADOS OS QUE SÃO BRANDOS E PACÍFICOS
Injúrias e violências. - Instruções dos Espíritos: A afabilidade e a doçura. - A
paciência. - Obediência e resignação. - A cólera
.
Injúrias e violências

1. Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra.

(S.MATEUS, cap. V, v. 4.)

2. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.

(Id., v.9.)

3. Sabeis que foi dito aos antigos: Não matareis e quem quer que mate merecerá condenação pelo juízo. - Eu, porém, vos digo que quem quer que se puser em cólera contra seu irmão merecerá condenado no juízo; que aquele que disser a seu irmão: Raca, merecerá condenado pelo conselho; e que aquele que lhe disser: És louco, merecerá condenado ao fogo do inferno.
(Id., vv. 21 e 22.)

4. Por estas máximas, Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência, uma lei. Condena, por conseguinte, a violência, a cólera e até toda expressão descortês de que alguém possa usar para com seus semelhantes. Raca, entre os hebreus, era um termo desdenhoso que significava homem que não vale nada, e se pronunciava cuspindo e virando para o lado a cabeça. Vai mesmo mais longe, pois que ameaça com o fogo do inferno aquele que disser a seu irmão: És louco.
Evidente se torna que aqui, como em todas as circunstâncias, a intenção agrava ou atenua a falta; mas, em que pode uma simples palavra revestir-se de tanta gravidade que mereça tão severa reprovação? E que toda palavra ofensiva exprime um sentimento contrário à lei do amor e da caridade que deve presidir às relações entre os homens e manter entre eles a concórdia e a união; é que constitui um golpe desferido na benevolência recíproca e na fraternidade que entretém o ódio e a animosidade; é' enfim, que, depois da humildade para com Deus, a caridade para com o próximo é a lei primeira de todo cristão.

5. Mas, que queria Jesus dizer por estas palavras: "Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra", tendo recomendado aos homens que renunciassem aos bens deste mundo e havendo-lhes prometido os do céu?
Enquanto aguarda os bens do céu, tem o homem necessidade dos da Terra para viver.
Apenas, o que ele lhe recomenda é que não ligue a estes últimos mais importância do que aos
primeiros.
Por aquelas palavras quis dizer que até agora os bens da Terra são açambarcados pelos violentos, em prejuízo dos que são brandos e pacíficos; que a estes falta muitas vezes o
necessário, ao passo que outros têm o supérfluo. Promete que justiça lhes será feita, assim na
Terra como no céu, porque serão chamados filhos de Deus. Quando a Humanidade se submeter à lei de amor e de caridade, deixará de haver egoísmo; o fraco e o pacífico já não serão explorados, nem esmagados pelo forte e pelo violento. Tal a condição da Terra, quando, de acordo com a lei do progresso e a promessa de Jesus, se houver tornado mundo ditoso, por efeito do afastamento dos maus.

A afabilidade e a doçura

6. A benevolência para com os seus semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são as formas de manifestar-se. Entretanto, nem sempre há que fiar nas aparências. A educação e a frequentação do mundo podem dar ao homem o verniz dessas qualidades. Quantos há cuja fingida bonomia não passa de máscara para o exterior, de uma roupagem cujo talhe primoroso dissimula as deformidades interiores! O mundo está cheio dessas criaturas que têm nos lábios o sorriso e no coração o veneno; que aso brandas, desde que nada as agaste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, de ouro quando falam pela frente, se muda em dardo peçonhento, quando estão por detrás.
A essa classe também pertencem esses homens, de exterior benigno, que, tiranos domésticos, fazem que suas famílias e seus subordinados lhes sofram o peso do orgulho e do despotismo, como a quererem desforrar-se do constrangimento que, fora de casa, se impõem a si mesmos. Não se atrevendo a usar de autoridade para com os estranhos, que os chamariam à ordem, acham que pelo menos devem fazer-se temidos daqueles que lhes não podem resistir. Envaidecem-se de poderem dizer: "Aqui mando e sou obedecido", sem lhes ocorrer
que poderiam acrescentar: "E sou detestado."
Não basta que dos lábios manem leite e mel. Se o coração de modo algum lhes está associado, só há hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas nunca se desmente: é o mesmo, tanto em sociedade, como na intimidade. Esse, ao demais, sabe que se, pelas aparências, se consegue enganar os homens, a Deus ninguém engana. - Lázaro. (Paris, 1861.)

A paciência

7. A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus omnipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.
Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, consequentemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.
A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que
são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando
se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.
Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo. - Um Espírito amigo. (Havre, 1862.)

Obediência e resignação

8. A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura e muito activas, se bem os homens erradamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração, forças activas ambas, porquanto carregam
o fardo das provações que a revolta insensata deixa cair. O pusilânime não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. Jesus foi a encarnação dessas virtudes que a antiguidade material desprezava. Ele veio no momento em que a sociedade romana perecia nos desfalecimentos da corrupção. Veio fazer que, no seio da Humanidade deprimida, brilhassem os triunfos do sacrifico e da renúncia carnal.
Cada época é marcada, assim, com o cunho da virtude ou do vício que a tem de salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a actividade intelectual; seu vicio é a indiferença moral. Digo, apenas, actividade, porque o génio se eleva de repente e descobre, por si só, horizontes que a multidão somente mais tarde verá, enquanto que a actividade é a reunião dos esforços de todos para atingir um fim menos brilhante, mas que prova a elevação intelectual de uma época. Submetei-vos à impulsão que vimos dar aos vossos espíritos; obedecei à grande lei do progresso, que é a palavra da vossa geração. Ai do espírito preguiçoso, ai daquele que cerra o seu entendimento! Ai dele! porquanto nós, que somos os guias da Humanidade em marcha, lhe aplicaremos o látego e lhe submeteremos a vontade rebelde, por meio da dupla acção do freio e da espora. Toda resistência orgulhosa terá de, cedo ou tarde, ser vencida. Bem-aventurados, no entanto, os que são brandos, pois prestarão dócil ouvido aos ensinos. - Lázaro. (Paris, 1863.)

A cólera

9. O orgulho vos induz a julgar-vos mais do que sois; a não suportardes uma comparação que vos possa rebaixar; a vos considerardes, ao contrário, tão acima dos vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. Que sucede então? - Entregais-vos à cólera.
Pesquisai a origem desses acessos de demência passageira que vos assemelham ao bruto, fazendo-vos perder o sangue-frio e a razão; pesquisai e, quase sempre, deparareis com
o orgulho ferido. Que é o que vos faz repelir, coléricos, os mais ponderados conselhos, senão
o orgulho ferido por uma contradição? Até mesmo as impaciências, que se originam de
contrariedades muitas vezes pueris, decorrem da importância que cada um liga à sua
personalidade, diante da qual entende que todos se devem dobrar.
Em seu frenesi, o homem colérico a tudo se atira: à natureza bruta, aos objectos inanimados, quebrando-os porque lhe não obedecem. Ah! se nesses momentos pudesse ele observar-se a sangue-frio, ou teria medo de si próprio, ou bem ridículo se acharia! Imagine ele por aí que impressão produzirá nos outros. Quando não fosse pelo respeito que deve a si mesmo, cumpria-lhe esforçar-se por vencer um pendor que o torna objecto de piedade.
Se ponderasse que a cólera a nada remedeia, que lhe altera a saúde e compromete até a
vida, reconheceria ser ele próprio a sua primeira vítima. Mas, outra consideração, sobretudo,
devera contê-lo, a de que torna infelizes todos os que o cercam. Se tem coração, não lhe será
motivo de remorso fazer que sofram os entes a quem mais ama? E que pesar mortal se, num
acesso de fúria, praticasse um acto que houvesse de deplorar toda a sua vida!
Em suma, a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede se faça muito bem e pode levar à prática de muito mal. Isto deve bastar para induzir o homem a esforçar-se pela dominar. O espírita, ao demais, é concitado a isso por outro motivo: o de que a cólera é contrária à caridade e à humildade cristãs. - Um Espírito protector. (Bordéus, 1863.)

10. Segundo a ideia falsíssima de que lhe não é possível reformar a sua própria natureza, o homem se julga dispensado de empregar esforços para se corrigir dos defeitos em que de boa-vontade se compraz, ou que exigiriam muita perseverança para serem extirpados.
E assim, por exemplo, que o indivíduo, propenso a encolerizar-se, quase sempre se desculpa
com o seu temperamento. Em vez de se confessar culpado, lança a culpa ao seu organismo,
acusando a Deus, dessa forma, de suas próprias faltas. E ainda uma consequência do orgulho
que se encontra de permeio a todas as suas imperfeições.
Indubitavelmente, temperamentos há que se prestam mais que outros a actos violentos, como há músculos mais flexíveis que se prestam melhor aos actos de força. Não acrediteis, porém, que aí resida a causa primordial da cólera e persuadi-vos de que um Espírito pacífico, ainda que num corpo bilioso, será sempre pacífico, e que um Espírito violento, mesmo num corpo linfático, não será brando; somente, a violência tomará outro carácter. Não dispondo de um organismo próprio a lhe secundar a violência, a cólera tornar-se-á concentrada, enquanto no outro caso será expansiva.
O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade? O homem deformado não pode tornar-se direito, porque o Espírito nisso não pode actuar; mas, pode modificar o que é do Espírito, quando o quer com vontade firme. Não vos mostra a experiência, a vós espíritas, até onde é capaz de ir o poder da vontade, pelas transformações verdadeiramente miraculosas que se operam sob as vossas vistas? Compenetrai-vos, pois, de que o homem não se conserva vicioso, senão porque quer permanecer vicioso; de que aquele que queira corrigir-se sempre o pode. De outro modo, não existiria para o homem a lei do progresso. - Hahnemann. (Paris, 1863)

NOTICIAS DO BRASIL


- Preparativos para o 3º Congresso Espírita Brasileiro
- 14º Congresso Estadual de Espiritismo
- Curso para Educadores da Infância- Raul Teixeira em Pernambuco- Encontros Regionais de Juventude
- COMEAN 2009
- Congresso Estadual em Goiás
- MIEP


Preparativos para o 3º Congresso Espírita Brasileiro


Nos dias 7 e 8 de fevereiro reúne-se, na sede da FEB, a Comissão Central do “Projeto Centenário de Chico Xavier”, a saber: diretores da FEB - Antonio Cesar Perri de Carvalho e João Pinto Rabelo, respectivamente, coordenador e subcoordenador; Secretários das Comissões Regionais do CFN: Norte – Manuel Felipe Menezes da Silva Júnior; Nordeste – Olga Lúcia Espíndola Freire Maia; Centro – Aston Brian Leão; e Sul – Francisco Ferraz Batista; presidente da União Espírita Mineira, Marival Veloso de Matos e presidente da Federação Espírita do Distrito Federal, César de Jesus Moutinho. Na oportunidade, após constituída a Comissão Operacional do 3º Congresso, serão definidas estratégias de divulgação e de inscrições. O “Projeto Centenário de Chico Xavier” foi aprovado pelo CFN, em novembro de 2008, e já foi apresentado em eventos da FEB e do CEI, em Brasília. O 3º Congresso Espírita Brasileiro será realizado pela FEB, em Brasília, nos dias 16, 17 e 18 de abril de 2010, tendo como tema central: “Chico Xavier: Mediunidade e Caridade com Jesus e Kardec”.


14º Congresso Estadual de Espiritismo


Estão abertas as inscrições para o 14º Congresso Estadual de Espiritismo, programado pela USE Estadual, a ser realizado nos dias 19, 20 e 21 de Junho de 2009, em Serra Negra (SP), no Centro de Convenções. O evento tem por tema central: "Vivência no amor, pelos caminhos da educação", com a participação de Divaldo Pereira Franco, José Raul Teixeira, Sandra Borba e Alberto Almeida. Mais informações pelo endereço na internet:http://www.serranegra.com.br/convencoes.asp


Curso para Educadores da Infância


O Departamento de Infância da USE Estadual ministrará o Curso de Formação de Educadores Espíritas da infância, no dia 8 de fevereiro, das 8h às 18h, na sede da USE (União das Sociedades Espíritas) do Estado de São Paulo (R. Dr. Gabriel Piza, 433 – Santana – perto do metrô). No curso serão enfocados os seguintes temas: o que é, quais os objetivos e benefícios da atividade de infância espírita; os componentes no processo de educação espírita (educandos, educadores, dirigentes e pais); estruturando o departamento; planejamento; recursos didáticos; elaboração de aulas. Mais informações, pelo e-mail já citado e/ou pelo telefone (11) 9765.1881, com Marthinha.


Raul Teixeira em Pernambuco


O Sentido da vida familiar será o tema debatido pelo orador espírita Raul Teixeira, no seminário no dia 8 de fevereiro, em Pernambuco, no Teatro dos Guararapes. Antes desse seminário, Raul Teixeira fará um ciclo de palestras nos dias 4, 5, 6 e 7 de fevereiro respectivamente nos seguintes locais: Petrolina, Juazeiro (BA), Vitória de Santo Antão, Carpina. Informações sobre horários pelo telefone (81) 3342-3971 Encontros Regionais de Juventude
O Departamento de Infância e Juventude da Federação Espírita do Paraná promove no período do “carnaval” quatro Regionais de Juventudes, simultâneos, em regiões do Estado. Informações sobre horários e inscrições no site : http://www.feparana.com.br/, ou pelo e-mail fep@feparana.com.br


COMEAN 2009


A XXVII Confraternização das Mocidades Espíritas do Amazonas está confirmada para acontecer no período de 21 a 25 de fevereiro de 2009, na Escola Estadual José B. Lindoso. Com o tema “Do outro lado da vida, a vida continua”, o evento contará com a participação do expositor Aluisio Almeida e terá a prévia para os jovens e trabalhadores inscritos, no dia 17 de janeiro, com o orador espírita Alberto Almeida. Informações: http://www.feamazonas.org.br/ Congresso Estadual em Goiás
Será realizado nos dias 21, 22, 23 e 24 de fevereiro de 2009, o XXV Congresso Espírita Estadual, que em 2009 comemora seu Jubileu de Prata. São 25 anos consecutivos de realização desse evento que já se tornou referência do Movimento Espírita goiano para o Brasil e o exterior. Como nos anos anteriores, o congresso será transmitido aos internautas de todo o mundo pelo site da TVCEI http://www.tvcei.com/


MIEP


O 36º Movimento de Intregração do Espírita Pernambucano (MIEP) ocorre este ano entre os dias 21 e 24 de fevereiro, no Centro de Convenções Divaldo Pereira Franco, em Campina Grande. O evento é uma realização da Associação Municipal de Campina Grande, Coordenadoria Espírita de Borborema e Instituições Espírita de Campina Grande. Mais informações no site http://www.miep.com.br/

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Noticias de Portugal


1 - ESPIRITISMO: VALORES MORAIS vs VALORES SOCIAIS

2 - ESPIRITISMO EM AVEIRO

3 - PALESTRAS EM LEÇA DA PALMEIRA

4 - 1ºSEMINÁRIO DE PEDAGOGIA ESPÍRITA


1 - ESPIRITISMO: VALORES MORAIS vs VALORES SOCIAIS

Na sexta-feira, dia 16 de Dezembro, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema " VALORES MORAIS vs VALORES SOCIAIS".Esta conferência, integrada no 6º aniversário do Centro de Cultura Espírita (CCE) será levada a cabo pelo prof. Reinaldo Barros, licenciado em Artes Plásticas, Mestre em Gestão do Património Cultural, Professor de Artes, dirigente espírita, colaborador do Jornal de Espiritismo e membro da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP).

Numa época em que o mundo parece estar do avesso, esta conferência irá abordar uma questão que é primordial para a solução dos problemas sociais: quais são os nossos valores existenciais?As entradas são livres e gratuitas.Este centro tem página na Internet em www.caldasrainha.net/cce e e-mail cce@caldasrainha.net Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)


2 - ESPIRITISMO EM AVEIRO

A Associação Cultural Espírita de Aveiro, sita na Rua Ciudad Rodrigo, nº 12 R/C, 3800-083 Aveiro (Bairro do Liceu). Tel.: 96 271 4000, leva a efeito, no Mês de Janeiro de 2009, as seguintes iniciativas:

Dia 19/01/2009 - 2ª feira

- 20,00 h - Atendimento fraterno

- 21,00 h - Palestra – Tema Livre – Manuel Santos

- 22,00 h - Passes

- 22,15 h - Atendimento espiritual


Dia 23/01/2009 – 6ª feira

- 20,00 h - Atendimento fraterno

- 21,00 h - Estudo da Doutrina – Livro dos Espíritos

- 22,15 h - Passes


Dia 26/01/2009

- 2ª feira- 20,00 h - Atendimento fraterno

- 21,00 h - Palestra – A Caridade – Dra. Mª Paula Silva (Médica no IPO - Porto)

- 22,00 h - Passes- 22,15 h - Atendimento espiritual


Dia 30/01/2009 – 6ª feira

- 20,00 h - Atendimento fraterno

- 21,00 h - Estudo da Doutrina – Curso de Mediunidade

- 22,15 h - Passes

Fonte: ACEA

3 - PALESTRAS EM LEÇA DA PALMEIRA

O N.E.R.V. – Núcleo Espírita Rosa dos Ventos – Travessa Fonte da Muda, 26 – 4450-672 Leça da Palmeira, com e-mail nervespiritismo@yahoo.com . e página na Internet em http://www.adeportugal.org/newsletter/link.php?M=434&N=34&L=45&F=H Tef.229962395/965384111.

Convida-vos a estar presente às Sextas-Feiras pelas 21h00, para o seguinte ciclo de palestras. LIVRO EM ESTUDO/NASCENTE DE BENÇÃOS DIVALDO FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS


DIA 2 DE JANEIRO 2009

ÁS 21H00 "VENDA DE ORGÃOS HUMANOS" Conferencista: Maria Áurea Rodrigues


DIA 9 DE JANEIRO 2009

ÁS 21H00 LANÇAMENTO DO LIVRO " A GÉNESE " Conferencista: Casimiro Ramos (Lar Esp. Esperança)


DIA 16 DE JANEIRO 2009

ÁS 21H00 " CIRURGIAS ESPIRITUAIS " Conferencista: António Augusto Fonseca


DIA 23 DE JANEIRO 2009

ÁS 21H00 " ALTERAÇÕES DO DESTINO " Conferencista: José António Luz


DIA 30 DE JANEIRO 2009

ÁS 21H00 " DEFINIÇÕES " Conferencista: Francisco Assis


DIA 31 DE JANEIRO 2009

DAS 15HOO ÁS 18H00 VIII- ENCONTRO DE LITERATURA ESPÍRITA ROSA DOS VENTOS " A GÉNESE " Conferencista: José António Luz Conferencista convidado: Professor Hugo Gonçalves AUDITÓRIO: Junta Freguesia Leça da Palmeira

Fonte: NERV

4 - 1ºSEMINÁRIO DE PEDAGOGIA ESPÍRITA

Vai realizar-se o 1º Seminário de Pedagogia Espírita, no dia 24 de Janeiro de 2009, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

As inscrições podem ser feitas directamente pelo nosso site.
Para ver o programa clique aqui. Para saber mais sobre os conferencistas clique aqui.Fonte:http://www.adeportugal.org/newsletter/link.php?M=434&N=34&L=52&F=H

Variedades - Aparições do general Marceau


Variedades - Aparições do general Marceau


A Gazette de Cologne publicou a história seguinte, que lhe foi comunicada por seu correspondente em Coblentz, e que é actualmente o assunto de todas as conversações. O facto foi narrado pela Patrie de 10 de Outubro de 1858.
"Sabe-se que, abaixo do forte do Imperador François, perto da estrada de Cologne, encontra-se
um monumento do general francês Marceau, que tombou em Altenkirchen e foi sepultado
em Coblentz, no monte Saint-Pierre, onde se acha agora a parte principal do forte. O monumento do general, que é uma pirâmide mutilada, foi mais tarde tirado quando começaram as fortificações de Coblentz. Todavia, por ordem expressa do brilhante rei Frédéric III, foi reconstruído no lugar onde se acha actualmente.
"O senhor de Stramberg, que em seu Reinischen antiquarius, dá uma biografia muito detalhada de Marceau, conta que pessoas pretendem ter visto o general, à noite, por várias vezes, montado sobre um cavalo branco e levando o casaco branco dos caçadores franceses.
Há algum tempo, dizia-se em Coblentz que Marceau deixava seu túmulo, e que numerosas
pessoas asseguravam tê-lo visto. Há alguns dias, um soldado, de guarda sobre o Petersberg
(o monte Saint-Pierre), viu chegar a ele um cavaleiro branco, montado sobre um cavalo
branco. Ele grita: Quem vêm lá? Não tendo recebido resposta, a três interpelações, ele atira,
e desmaia. Uma patrulha precipita-se ao tiro e encontra o sentinela sem sentidos. Levado ao
hospital, onde caiu perigosamente enfermo, pôde, entretanto, relatar o que vira Uma outra
versão disse que ele morreu em consequência da aventura. Eis a historieta tal qual pode ser
certificada por toda a cidade de Coblentz."

ALLAN KARDEC

Revista Espírita, Novembro de 1858

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Noticias de Portugal



1 - INGRATIDÃO NA FEIRA
2 - PALESTRAS EM ÍLHAVO

1 - INGRATIDÃO NA FEIRA

Informamos que no dia 4 de Janeiro, domingo - 10 Horas teremos na nossa associação a presença do Dr. Jefferson Jurema de Manaus- Brasil, para a apresentação de um trabalho sobre: "Ingratidão".
O Dr. Jefferson, é um amigo de longa data e ligado por laços de familiares a alguns elementos de nossa associação. Ocupa no Brasil cargos a nivel da Educação bem como no movimenta Espírita.

Aproveitamos a oportunidade para apresentar os nossos votos de Bom ano 2009, pleno de realizações.

Escola Beneficência Caridade Espírita
S. João de Ver - St. Maria da Feira

web: www.ebce.net

Fonte:EBCE


2 - PALESTRAS EM ÍLHAVO

CENTRO DE CULTURA ESPÍRITA MAR DE ESPERANÇA – ÍLHAVO
LOCAL: Auditório da Associação, na Rua João de Deus, nº. 17 – Ílhavo
Às Quintas-feiras, pelas 21 horas


Dia 8 - Mario João Pedro - Centro de Cultura Espírita Mar de Esperança de Ílhavo
TEMA: “ O SUICIDIO “


Dia 15 - José Santos - Associação Espírita Maria de Nazaré de Águeda
TEMA: “LIVRE”


Dia 22 - Isabel Feio - Centro de Cultura Espírita Mar de Esperança de Ílhavo
TEMA: “ O PASSE “


Dia 29 - Elizabeth Azevedo - Associação Cultural de Auxílio e Esclarecimento “NOSSO LAR”
TEMA: “ PAULO E ESTEVÃO “


NOTA: Todas as palestras, haverá 15 minutos para perguntas e respostas ( dúvidas )

PASSE INDIVIDUAL: Às quintas-feiras, pelas 22 horas, imediatamente a seguir ás palestras

ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA: Às terças-feiras, pelas 21 horas

ATENDIMENTO FRATERNO: Às terças-feiras, pelas 20 horas

SITE: http://mardeesperanca.do.sapo.pt/

Entrada livre e gratuita
Associação sem fins lucrativos


Fonte:CCEME

Noticias do Brasil


- Preparativos para o 6º Congresso Espírita Mundial
- Semana Espírita de Guarapari - COMEAN 2009

- Congresso Espírita em Goiás

- Encontro com a paz - 93 anos da Federação e Encontro Estadual

- TVCEI pesquisa
- Ex-ministro da Justiça escreve sobre Espiritismo

Preparativos para o 6º Congresso Espírita Mundial
s

A Comissão Executiva do Conselho Espírita Internacional reuniu-se nos dias 6, 7 e 8 de dezembro em Calpe (Espanha), no mesmo local onde se desenvolvia o XVI Congresso Espírita Nacional, promovido pela Federação Espírita Espanhola.
Durante o evento, a Comissão Executiva do CEI definiu projetos de organização administrativa e de apoio a atividades federativas do Conselho; proposta de inclusão de novos membros observadores; realização de cursos para preparação de trabalhadores. Além disso, se reuniu com a Comissão Executiva local do 6º Congresso Espírita Mundial, uma promoção e organização do CEI e realização da Federação Espírita Espanhola, programado para os dias 10 a 12 de outubro de 2010, em Valencia (Espanha), tendo como tema central “Somos Espíritos Imortais”. Na reunião houve ainda visita às dependências da sede do futuro evento – o Centro de Eventos da Feira de Valencia.
As inscrições para o 6º Congresso Espírita Mundial já se encontram abertas e podem ser feitas nas páginas eletrônicas: www.2010.kardec.es e www.viajeshispania.com Informações: spiritist@spiritist.com, jhuete@viajeshispania.es e info@espiritismo.cc

Semana Espírita de Guarapari
s

A 14ª Semana Espírita de Guarapari (ES) acontece entre os dias 18 e 24 de janeiro com palestras e seminário com temas como “O que é o Espiritismo”, “Reencarnação”, “Mediunidade através dos tempos” e “Estamos sós no Universo”?, todo dentro da temática principal: “Espiritismo e as questões da alma”. A Semana contará com palestrantes do Espírito Santo e de Minais Gerais. Informações: www.geakguarapari.org.br

COMEAN 2009
s

A XXVII Confraternização das Mocidades Espíritas do Amazonas está confirmada para acontecer no período de 21 a 25 de fevereiro de 2009, na Escola Estadual José B. Lindoso. Com o tema “Do outro lado da vida, a vida continua”, o evento contará com a participação do expositor Aluisio Almeida e terá a prévia para os jovens e trabalhadores inscritos, no dia 17 de janeiro, com o orador espírita Alberto Almeida. Informações: www.feamazonas.org.br

Congresso Espírita em Goiás
s

Será realizado entre os dias 21 a 24 de fevereiro de 2009, o XXV Congresso Espírita Estadual, que em 2009 comemora seu Jubileu de Prata. São 25 anos consecutivos de realização desse evento que já se tornou referência do movimento espírita goiano para o Brasil e o Mundo. Como nos anos anteriores, o congresso será transmitido aos internautas de todo o mundo pelo site da TVCEI- www.tvcei.com
Esse é um recurso para aqueles que não podem estar presentes ao Centro de Cultura e Convenções de Goiânia, onde além da programação de palestras e seminários ocorre oportunidade impar de confraternização. Quaisquer dúvidas sobre as inscrições, podem ser enviadas para a Federação Espírita do Estado de Goiás, pelo e-mail congresso@feego.org.br ou pelo telefone (62) 3281-0200

Encontro com a paz
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Com a palestra "Encontro com a Paz” Divaldo Franco é esperado em Belém no dia 3 de janeiro de 2009, no Mangueirão, às 16h. O evento é promovido pela União Espírita Paraense e conta com apoio da Federação Espírita Brasileira. Continuando seu trabalho ao norte do País, também fará palestra em Rio Branco (AC), no dia 7 do mesmo mês. Informações: (91) 3226-1095

93 anos da Federação e Encontro Estadual
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A Federação Espírita Paraibana comemora 93 anos de fundação com palestra de Divaldo Pereira Franco que também desenvolverá seminário sobre "Constelação Familiar", nos dias 17 e 18 de janeiro.
A Federação também promove o Encontro Espírita da Paraíba (Enesp), nos dias 21, 22, 23 e 24 de fevereiro, em sua sede. Os expositores, entre eles o presidente da FEB Nestor João Masotti e Maria Euny Masotti, desenvolverão palestras sobre o tema central: "O Espiritismo na Contemporaneidade", desdobrando-se em: "A difusão do Espiritismo no Brasil e no Mundo", “A Juventude e seus Desafios Atuais”, “Atendimento Espiritual na Casa Espírita”, “Obsessão e os Transtornos Mentais”, “Atendimento Fraterno e Mediunidade: espaços para Educação dos Sentimentos”. Paralelamente ao evento haverá o Enesp-Jovem, voltado para o público infanto-juvenil, com atividades especiais recreativas e artístico-culturais para crianças a partir de sete anos. Informações: www.fepb.org.br

TVCEI pesquisa
s

Participe da pesquisa da TVCEI e ajude a escolher os melhores temas para exibição em 2009. Vídeo-aulas, cursos, documentários, biografias, DVD-books e muito mais. Acesse o site (www.tvcei.com ) e deixe seu voto.

Ex-ministro da Justiça escreve sobre Espiritismo
s

O tradicional jornal "O Estado de São Paulo" (edição do dia 3/01/2009, p.2), trouxe artigo sobre Espiritismo, assinado por Miguel Reale Júnior. O autor é professor titular da Faculdade de Direito da USP; foi um dos autores do Código Civil, secretário de Justiça do Governo de São Paulo e ministro da Justiça. No artigo "Razão Religião" Reale Jr. comenta o centenário de Cesare Lombroso e sua convicção nos fatos espíritas, cita O Livro dos Espíritos e defende o princípio do livre-arbítrio: "Sem liberdade perdem sentido a dignidade do homem e a imortalidade do espírito".

(Acesse o artigo na página eletrônica da FEB: www.febnet.org.br)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Dissertações Espíritas


DISSERTAÇÕES ESPÍRITAS

Reunimos neste capítulo alguns ditados espontâneos, que completam e confirmam os princípios exarados nesta obra. Poderíamos inseri-los em muito maior número; limitamo-nos, porém, aos que, de modo mais particular, dizem respeito ao porvir do Espiritismo, aos médiuns e às reuniões. Damo-los também como instrução e como tipos das comunicações verdadeiramente sérias. Encerramos o capítulo com algumas comunicações apócrifas, seguidas de notas apropriadas a torná-las reconhecíveis.

Acerca do Espiritismo I

Confiai na bondade de Deus e sede bastante clarividentes para perceberdes os preparativos da nova vida que ele vos destina.

Não vos será dado, é certo, gozá-la nesta existência; porém, não sereis ditosos, se não tomardes a viver neste globo, por poderdes considerar do alto que a obra, que houverdes começado, se desenvolve sob as vossas vistas?

Couraçai-vos de fé firme e inabalável contra os obstáculos que, ao que parece, hão de levantar-se contra o edifício cujos fundamentos pondes. São sólidas as bases em que ele assenta: a primeira pedra colocou-a o Cristo. Coragem, pois, arquitectos do divino Mestre! Trabalhai construí! Deus vos coroará a obra.

Mas, lembrai-vos bem de que o Cristo renega, como seu discípulo, todo aquele que só nos lábios tem a caridade.

Não basta crer; é preciso, sobretudo, dar exemplos de bondade, de tolerância e de desinteresse, sem o que estéril será a vossa fé.

Santo Agostinho.


II

O próprio Cristo preside aos trabalhos de toda sorte que se acham em via de execução, para vos abrirem a era de renovação e de aperfeiçoamento, que os vossos guias espirituais vos predizem.

Se, com efeito, afora as manifestações espíritas lançardes os olhos sobre os acontecimentos contemporâneos, reconhecereis, sem hesitação, os sinais precursores, que vos provarão, de maneira indubitável, serem chegados os tempos preditos.

Estabelecem-se comunicações entre todos os povos. Derrubadas as barreiras materiais, os obstáculos morais que se lhes opõem à união, os preconceitos políticos e religiosos rapidamente se apagarão e o reinado da fraternidade se implantará, afinal, de forma sólida e durável. Observai que já os próprios soberanos, impelidos por invisível mão, tomam, coisa para vós inacreditável! a iniciativa das reformas. E as reformas, quando partem de cima e espontaneamente, são muito mais rápidas e duráveis, do que as que partem de baixo e são arrancadas pela força.

Eu pressentira, mau grado a prejuízos de infância e de educação, mau grado ao culto da lembrança, a época actual. Sou feliz por isso e mais feliz ainda por vos vir dizer: Irmãos, coragem! Trabalhai por vós e pelo futuro dos vossos; trabalhai, sobretudo, por vos melhorardes pessoalmente e gozareis, na vossa primeira existência, de uma ventura de que tão difícil vos é fazer ideia, quanto a mim vo-la fazer compreender.

Chateaubriand.

III

Penso que o Espiritismo é um estudo todo filosófico das causas secretas dos movimentos interiores da alma, até agora nada ou pouco definidos.

Explica, mais do que desvenda, horizontes novos.

A reencarnação e as provas, sofridas antes de atingir o Espírito a meta suprema, não são revelações, porém uma confirmação importante. Tocam-me ao vivo as verdades que por esse meio são postas em foco. Digo intencionalmente - meio - porquanto, a meu ver, o Espiritismo é uma alavanca que afasta as barreiras da cegueira.

Está toda por criar-se a preocupação das questões morais. Discute-se a política, que agita os interesses gerais; discutem-se os interesses particulares; o ataque ou a defesa das personalidades apaixonam; os sistemas têm seus partidários e seus detractores.

Entretanto, as verdades morais, as que são o pão da alma, o pão de vida, ficam abandonadas sob o pó que os séculos hão acumulado.

Aos olhos das multidões, todos os aperfeiçoamentos são úteis, excepto o da alma.

Sua educação, sua elevação não passam de quimeras, próprias, quando muito, para ocupar os lazeres dos padres, dos poetas, das mulheres, quer como moda, quer como ensino.

Ressuscitando o espiritualismo, o Espiritismo restituirá à sociedade o surto, que a uns dará a dignidade interior, a outros a resignação, a todos a necessidade de se elevarem para o Ente supremo, olvidado e desconhecido pelas suas ingratas criaturas.

J. J. Rousseau.


IV

Se Deus envia os Espíritos a instruir os homens, é para que estes se esclareçam sobre seus deveres, é para lhes mostrarem o caminho por onde poderão abreviar suas provas e, consequentemente apressar o seu progresso. Ora, do mesmo modo que o fruto chega à madureza, também o homem chegará à perfeição. Porém, de par com Espíritos bons, que desejam o vosso bem, há igualmente os Espíritos imperfeitos, que desejam o vosso mal. Ao passo que uns vos impelem para a frente, outros vos puxam para trás. A saber distingui-los é que deve aplicar-se toda a vossa atenção. E fácil o meio: trata-se unicamente de compreenderdes que o que vem de um Espírito bom não pode prejudicar a quem quer que seja e que tudo o que seja mal só de um mau Espírito pode provir. Se não escutardes os sábios conselhos dos Espíritos que vos querem bem, se vos ofenderdes pelas verdades, que eles vos digam, evidente é que são maus os Espíritos que vos inspiram. Só o orgulho pode impedir que vos vejais quais realmente sois. Mas, se vós mesmos não o vedes, outros o vêem por vós. De sorte que, então, sois censurados pelos homens, que de vós se riem por detrás, e pelos Espíritos.

Um Espírito Familiar.


V

É bela e santa a vossa Doutrina. O primeiro marco está plantado e plantado solidamente. Agora, só tendes que caminhar. A estrada que vos está aberta é grande e majestosa. Feliz daquele que chegar ao porto; quanto mais prosélitos houver feito, tanto mais lhe será contado. Mas, para isso, cumpre não abraçar friamente a Doutrina; é preciso fazê-lo com ardor e esse ardor será duplicado, porquanto Deus está convosco, sempre que fazeis o bem. Todos os que atraírdes serão outras tantas ovelhas que voltaram ao aprisco. Pobres ovelhas meio transviadas! Crede que o mais céptico, o mais ateu, o mais incrédulo, enfim, tem sempre no coração um cantinho que ele desejara poder ocultar a si mesmo. Esse cantinho é que é preciso procurar, é que é preciso achar.

E o lado vulnerável que se deve atacar. É uma brechazinha que Deus intencionalmente deixa aberta, para facilitar à sua criatura o meio de lhe voltar ao seio.

São Benedito.

VI

Não vos arreceeis de certos obstáculos, de certas controvérsias.

A ninguém atormenteis com qualquer insistência. Aos incrédulos, a persuasão não virá, senão pelo vosso desinteresse, senão pela vossa tolerância e pela vossa caridade para com todos, sem excepção.

Guardai-vos, sobretudo, de violar a opinião, mesmo por palavras, ou por demonstrações públicas. Quanto mais modestos fordes, tanto mais conseguireis tornar-vos apreciados. Nenhum móvel pessoal vos faça agir e encontrareis nas vossas consciências uma força de atracção que só o bem proporciona.

Por ordem de Deus, os Espíritos trabalham pelo progresso de todos, sem excepção. Fazei o mesmo, vós outros, espíritas.


São Luís.


VII

Qual a instituição humana, ou mesmo divina, que não encontrou obstáculos a vencer, cismas contra que lutar? Se apenas tivésseis uma existência triste e lânguida, ninguém vos atacaria, sabendo perfeitamente que havíeis de sucumbir de um momento para outro. Mas, como a vossa vitalidade é forte e activa, como a árvore espírita tem fortes raízes, admitem que ela poderá viver longo tempo e tentam golpeá-la a machado.

Que conseguirão esses invejosos? Quando muito, deceparão alguns galhos, que renascerão com seiva nova e serão mais robustos do que nunca.

Channing.


VIII

Vou falar-vos da firmeza que deveis possuir nos vossos trabalhos espíritas. Uma citação sobre este ponto já vos foi feita. Aconselho-vos que a estudeis de coração e que lhe apliqueis o espírito a vós mesmos, porquanto, como São Paulo, sereis perseguidos, não em carne e em osso, mas em espírito. Os incrédulos, os fariseus da época vos hão de vituperar e escarnecer. Nada temais: será uma prova que vos fortalecerá, se a souberdes entregar a Deus e mais tarde vereis coroados de êxito os vossos esforços.

Será para vós um grande triunfo no dia da eternidade, sem esquecer que, neste mundo,já é um consolo, para os que hão perdido parentes e amigos. Saber que estes são ditosos, que se podem comunicar com eles é uma felicidade. Caminhai, pois, para a frente; cumpri a missão que Deus vos dá e ela será contada no dia em que comparecerdes ante o Omnipotente.

Channing.

IX

Venho, eu, vosso Salvador e vosso juiz; venho, como outrora, aos filhos transviados de Israel; venho trazer a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como outrora a minha palavra, tem que lembrar aos materialistas que acima deles reina a imutável verdade: o Deus bom, o Deus grande, que faz germinar a planta e que levanta as ondas. Revelei a Doutrina Divina; como o ceifeiro, atei em feixes o bem esparso na Humanidade e disse: Vinde a mim, vós todos que sofreis!

Mas, ingratos, os homens se desviaram do caminho recto e largo que conduz ao reino de meu Pai e se perderam nas ásperas veredas da impiedade. Meu Pai não quer aniquilar a raça humana; quer, não mais por meio de profetas, não mais por meio de apóstolos, porem, que, ajudando-vos uns aos outros, mortos e vivos, isto é, mortos segundo a carne, porquanto a morte não existe, vos socorrais e que a voz dos que já não existem ainda se faça ouvir, clamando-vos: Orai e crede! por isso que a morte é a ressurreição, e a vida - a prova escolhida, durante a qual, cultivadas, as vossas virtudes têm que crescer e desenvolver-se como o cedro.

Crede nas vozes que vos respondem: são as próprias almas dos que evocais. Só muito raramente me comunico. Meus amigos, os que hão assistido à minha vida e à minha morte são os intérpretes divinos das vontades de meu Pai.

Homens fracos, que acreditais no erro das vossas inteligências obscuras, não apagueis o facho que a clemência divina vos coloca nas mãos, para vos clarear a estrada e reconduzir-vos, filhos perdidos, ao regaço de vosso Pai.

Em verdade vos digo: crede na diversidade, na multiplicidade dos Espíritos que vos cercam. Estou infinitamente tocado de compaixão pelas vossas misérias, pela vossa imensa fraqueza, para deixar de estender mão protectora aos infelizes transviados que, vendo o céu, caem no abismo do erro. Crede, amai, compreendei as verdades que vos são reveladas; não mistureis o joio com o bom grão, os sistemas com as verdades.

Espíritas! amai-vos, eis o primeiro ensino; instruí-vos, eis o segundo. Todas as verdades se encontram no Cristianismo; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgais o nada, vos clamam vozes: Irmãos! nada perece; Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade.

NOTA. Esta comunicação, obtida por um dos melhores médiuns da Sociedade Espírita de Paris, foi assinada com um nome que o respeito nos não permite reproduzir, senão sob todas as reservas, tão grande seria o insigne favor da sua autenticidade e porque dele se há muitas vezes abusado demais, em comunicações evidentemente apócrifas. Esse nome é o de Jesus de Nazaré. De modo algum duvidamos de que ele possa manifestar-se; mas, se os Espíritos verdadeiramente superiores não o fazem, senão em circunstâncias excepcionais, a razão nos inibe de acreditar que o Espírito por excelência puro responda ao chamado do primeiro que apareça. Em todo caso, haveria profanação, no se lhe atribuir uma linguagem indigna dele.

Por estas considerações, é que nos temos abstido sempre de publicar o que traga esse nome. E julgamos que ninguém será circunspecto em excesso no tocante a publicações deste género, que apenas para o amor-próprio têm autenticidade e cujo menor inconveniente é fornecer armas aos adversários do Espiritismo.

Como já dissemos, quanto mais elevados são os Espíritos na hierarquia, com tanto mais desconfiança devem os seus nomes ser acolhidos nos ditados. Fora mister ser dotado de bem grande dose de orgulho, para poder alguém vangloriar-se de ter o privilégio das comunicações por eles dadas e considerar-se digno de com eles confabular, como com os que lhe são iguais.

Na comunicação acima apenas uma coisa reconhecemos: é a superioridade incontestável da linguagem e das ideias, deixando que cada um julgue por si mesmo se aquele de quem ela traz o nome não a renegaria.

Sobre os médiuns

X

Todos os homens são médium, todos têm um Espírito que os dirige para o bem, quando sabem escutá-lo. Agora, que uns se comuniquem directamente com ele, valendo-se de uma mediunidade especial, que outros não o escutem senão com o coração e com a inteligência, pouco importa: não deixa de ser um Espírito familiar quem os aconselha.

Chamai-lhe espírito, razão, inteligência, é sempre uma voz que responde à vossa alma, pronunciando boas palavras. Apenas, nem sempre as compreendeis.

Nem todos sabem agir de acordo com os conselhos da razão, não dessa razão que antes se arrasta e rasteja do que caminha, dessa razão que se perde no emaranhado dos interesses materiais e grosseiros, mas dessa razão que eleva o homem acima de si mesmo, que o transporta a regiões desconhecidas, chama sagrada que inspira o artista e o poeta, pensamento divino que exalta o filósofo, arroubo que arrebata os indivíduos e povos, razão que o vulgo não pode compreender, porém que ergue o homem e o aproxima de Deus, mais que nenhuma outra criatura, entendimento que o conduz do conhecido ao desconhecido e lhe faz executar as coisas mais sublimes.

Escutai essa voz interior, esse bom génio, que incessantemente vos fala, e chegareis progressivamente a ouvir o vosso anjo guardião, que do alto dos céus vos estende as mãos. Repito: a voz íntima que fala ao coração é a dos bons Espíritos e é deste ponto de vista que todos os homens são médiuns.

Channing.

XI

O dom da mediunidade é tão antigo quanto o mundo. Os profetas eram médiuns.

Os mistérios de Elêusis se fundavam na mediunidade. Os Caldeus, os Assírios tinham médiuns. Sócrates era dirigido por um Espírito que lhe inspirava os admiráveis princípios da sua filosofia; ele lhe ouvia a voz. Todos os povos tiveram seus médiuns e as inspirações de Joana d'Arc não eram mais do que vozes de Espíritos benfazejos que a dirigiam.

Esse dom, que agora se espalha, raro se tornara nos séculos medievos; porém, nunca desapareceu. Swedenborg e seus adeptos constituíram numerosa escola. A França dos últimos séculos, zombeteira e preocupada com uma filosofia que, pretendendo extinguir os abusos da intolerância religiosa, abafava sob o ridículo tudo o que era ideal, a França tinha que afastar o Espiritismo, que progredia sem cessar ao Norte.

Permitira Deus essa luta das ideias positivas contra as ideias espiritualistas, porque o fanatismo se constituíra a arma destas últimas. Agora, que os progressos da indústria e da ciência desenvolveram a arte de bem viver, a tal ponto que as tendências materiais se tornaram dominantes, quer Deus que os Espíritos sejam reconduzidos aos interesses da alma. Quer que o aperfeiçoamento do homem moral se torne o que deve ser, isto é, o fim e o objectivo da vida.

O Espírito humano segue em marcha necessária, imagem da graduação que experimenta tudo o que povoa o Universo visível e invisível. Todo progresso vem na sua hora: a da elevação moral soou para a Humanidade. Ela não se operará ainda nos vossos dias; mas, agradecei ao Senhor o haver permitido assistais à aurora bendita.

Pedro Jouty (pai do médium).

XII

Deus me encarregou de desempenhar uma missão junto dos crentes a quem ele favorece com o mediumato. Quanto mais graça recebem eles do Altíssimo, mais perigos correm e tanto maiores são esses perigos, quando se originam dos favores mesmos que Deus lhes concede.

As faculdades de que gozam os médiuns lhes granjeiam os elogios dos homens.

As felicitações, as adulações, eis, para eles, o escolho. Rápido esquecem a anterior incapacidade que lhes devia estar sempre presente à lembrança. Fazem mais: o que só devem a Deus atribuem-no a seus próprios méritos. Que acontece então? Os bons Espíritos os abandonam, eles se tornam joguete dos maus e ficam sem bússola para se guiarem. Quanto mais capazes se tornam, mais impelidos são a se atribuírem um mérito que lhes não pertence, até que Deus os puna, afinal, retirando-lhes uma faculdade que, desde então, somente fatal lhes pode ser.

Nunca me cansarei de recomendar-vos que vos confieis ao vosso anjo guardião, para que vos ajude a estar sempre em guarda contra o vosso mais cruel inimigo, que é o orgulho. Lembrai-vos bem, vós que tendes a ventura de ser intérpretes dos Espíritos para os homens, de que severamente punidos sereis, porque mais favorecidos fostes.

Espero que esta comunicação produza frutos e desejo que ela possa ajudar os médiuns a se terem em guarda contra o escolho que os faria naufragar. Esse escolho, já o disse, é o orgulho.

Joana dArc.

XIII

Quando quiserdes receber comunicações de bons Espíritos, importa vos prepareis para esse favor pelo recolhimento, por intenções puras e pelo desejo de fazer o bem, tendo em vista o progresso geral. Porque, lembrai-vos de que o egoísmo é causa de retardamento a todo progresso.

Lembrai-vos de que se Deus permite que alguns dentre vós recebam o sopro daqueles de seus filhos que, pela sua conduta, souberam fazer-se merecedores de lhe compreender a infinita bondade, é que ele quer, por solicitação nossa e atendendo às vossas boas intenções, dar-vos os meios de avançardes no caminho que a ele conduz.

Assim, pois, médiuns! aproveitai dessa faculdade que Deus houve por bem conceder-vos. Tende fé na mansuetude do nosso Mestre; ponde sempre em prática a caridade; não vos canseis jamais de exercitar essa virtude sublime, assim como a tolerância. Estejam sempre as vossas acções de harmonia com a vossa consciência e tereis nisso um meio certo de centuplicardes a vossa felicidade nessa vida passageira e de preparardes para vós mesmos uma existência mil vezes ainda mais suave.

Que, dentre vós, o médium que não se sinta com forças para perseverar no ensino espírita, se abstenha; porquanto, não fazendo proveitosa a luz que o ilumina, será menos escusável do que outro qualquer e terá que expiar a sua cegueira.

Pascal.


XIV

Falar-vos-ei hoje do desinteresse, que deve ser uma das qualidades essenciais dos médiuns, tanto quanto a modéstia e o devotamento.

Deus lhes outorgou a faculdade mediúnica, para que auxiliem a propagação da verdade e não para que trafiquem com ela. E, falando de tráfico, não me refiro apenas aos que entendessem de explora-la, como o fariam com um dom qualquer da inteligência, aos que se fizessem médiuns, como outros se fazem dançarinos ou cantores, mas também a todos os que pretendessem dela servir-se com o fito em interesses quaisquer.

Será racional crer-se que Espíritos bons e, ainda menos, Espíritos superiores, que condenam a cobiça, consintam em prestar-se a espectáculos e, como comparsas, se ponham à disposição de um empresário de manifestações espíritas?

Não é racional se suponha que Espíritos bons possam auxiliar quem vise satisfazer ao orgulho, ou à ambição. Deus permite que eles se comuniquem com os homens para os tirarem do paul terrestre e não para servirem de instrumentos às paixões mundanas. Logo, não pode Ele ver com bons olhos os que desviam do seu verdadeiro objectivo o dom que lhes concedeu e vos asseguro que esses serão punidos, mesmo aí nesse mundo, pelas mais amargas decepções.

Delfina de Girardin.

XV

Todos os médiuns são, incontestavelmente, chamados a servir à causa do Espiritismo, na medida de suas faculdades, mas bem poucos há que não se deixem prender nas armadilhas do amor-próprio. E uma pedra de toque, que raramente deixa de produzir efeito. Assim é que, sobre cem médiuns, um, se tanto, encontrareis que, por muito ínfimo que seja, não se tenha julgado, nos primeiros tempos da sua mediunidade, fadado a obter coisas superiores e predestinado a grandes missões. Os que sucumbem a essa vaidosa esperança, e grande é o número deles, se tornam inevitavelmente presas de Espíritos obsessores, que não tardam a subjugá-los, lisonjeando-lhes o orgulho e apanhando-os pelo seu fraco. Quanto mais pretenderem eles elevar-se, tanto mais ridícula lhes será a queda, quando não desastrosa.

As grandes missões só aos homens de escol são confiadas e Deus mesmo os coloca, sem que eles o procurem, no meio e na posição em que possam prestar concurso eficaz. Nunca será demais eu recomende aos médiuns inexperientes que desconfiem do que lhes podem certos espíritos dizer, com relação ao suposto papel que eles são chamados a desempenhar, porquanto, se o tomarem a sério, só desapontamentos colherão nesse mundo, e, no outro, severo castigo.

Persuadam-se bem de que, na esfera modesta e obscura onde se acham colocados, podem prestar grandes serviços, auxiliando a conversão dos incrédulos, prodigalizando consolação aos aflitos. Se daí deverem sair, serão conduzidos por mão invisível, que lhes preparará os caminhos, e serão postos em evidência, por assim dizer, a seu mau grado.

Lembrem-se sempre destas palavras: "Aquele que se exaltar será humilhado e o que se humilhar será exaltado

."O Espírito de Verdade.


Sobre as Sociedades Espíritas

NOTA. Das comunicações que se seguem, algumas foram dadas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, ou em sua intenção. Outras, que nos foram transmitidas por diversos médiuns, encerram conselhos gerais sobre os grupos, sua formação e obstáculos que podem encontrar.

Por que não começais as vossas sessões por uma invocação geral, uma como prece, que disponha ao recolhimento? Porque, ficai sabendo, sem o recolhimento, só tereis comunicações levianas; os bons Espíritos só vão aonde os chamam com fervor e sinceridade. É o que ainda os homens não compreendem bastante. Cabe-vos, pois, dar o exemplo, vós que, se o quiserdes, podereis tomar-vos uma das colunas do novo edifício.

Observamos com prazer os vossos trabalhos e vos ajudamos, porém, sob a condição de que também, de vosso lado, nos secundeis e vos mostreis à altura da missão que fostes chamados a desempenhar.

Formai, portanto, um feixe e sereis fortes e os maus Espíritos não prevalecerão contra vós. Deus ama os simples de espírito, O que não quer dizer os tolos, mas Os que se renunciam a si mesmos e que, sem orgulho, para ele se encaminham. Podeis tornar-vos um foco de luz para a humanidade. Sabei, logo, distinguir o joio do trigo; semeai unicamente o bom grão e preservai-vos de espalhar o joio, por isso que este impedirá que aquele germine e sereis responsáveis por todo o mal que daí resulte; de igual modo, sereis responsáveis pelas doutrinas más que porventura propagueis

Lembrai-vos de que um dia pode vir em que O mundo tenha postos sobre vós os olhos. Fazei, conseguintemente, que nada empane o brilho das boas coisas que saírem do vosso seio. Por isso é que vos recomendamos pedirdes a Deus que vos assista.

Santo Agostinho.

Instado para ditar uma fórmula de invocação geral, Santo Agostinho respondeu:

Sabeis que não há fórmula absoluta. Deus é infinitamente grande para dar mais importância às palavras do que ao pensamento. Ora, não creiais baste pronuncieis algumas palavras, para que os maus Espíritos se afastem. Fugi, sobretudo, de vos servirdes de uma dessas fórmulas banais que se recitam por desencargo de consciência.

Sua eficácia reside na sinceridade do sentimento que a dita; está, sobretudo, na unanimidade da intenção, porquanto aquele que se lhe não associe de coração não poderá beneficiar dela, nem fazer que os outros beneficiem. Redigi-a, pois, vós mesmos e submetei-ma, se quiserdes. Eu vos ajudarei.

NOTA. A seguinte fórmula de invocação geral foi redigida com o concurso do Espírito, que a completou em muitos pontos:

"Deus omnipotente, nós te rogamos envies bons Espíritos a nos assistirem e afastes os que nos possam induzir em erro. Dá-nos a luz necessária, para da impostura distinguir a verdade.

"Afasta, igualmente, os Espíritos malfazejos, capazes e lançar entre nós a desunião, suscitando-nos a inveja, o orgulho e o ciúme. Se alguns tentarem introduzir-se aqui, em teu nome, Senhor, os adjuramos a que se retirem.

"Bons Espíritos, que presidis aos nossos trabalhos, dignai-vos de vir instruir-nos e tornai-nos dóceis aos vossos conselhos. Fazei que em nós se apague todo sentimento pessoal, ante o propósito do bem de todos.

"Pedimos, particularmente, a..., nosso protector especial, que assinta em nos trazer hoje o seu concurso."

XVII

Meus amigos, deixai que vos de um conselho, visto que palmilhais um terreno novo e que, se seguirdes a rota que vos indicamos, não vos transviareis.

Tem-se-vos dito uma coisa muito verdadeira, que desejamos relembrar-vos: que o Espiritismo é simplesmente uma moral e que não deverá sair, nem muito, nem pouco, dos limites da filosofia, se não quiser cair no domínio da curiosidade.

Deixai de lado as questões de ciência: a missão dos Espíritos não é resolvê-las, poupando-vos ao trabalho das pesquisas; mas, procurai tornar-vos melhores, porquanto é assim que realmente progredireis.

São Luís.

XVIII

Zombaram das mesas girantes, nunca zombarão da filosofia, da sabedoria e da caridade que brilham nas comunicações sérias. Aquelas foram o vestíbulo da ciência; aí, todo aquele que entra tem que deixar seus prejuízos, como deixa a capa.

Jamais terei por demasiado concitar-vos a que façais do vosso um centro sério.

Que alhures se façam demonstrações físicas, que alhures se observe, que alhures se ouça: entre vós, compreenda-se e ame-se .

Que supondes sois, aos olhos dos Espíritos superiores, quando fazeis que uma mesa gire, ou se levante? Simples colegiais. Passa o sábio o tempo a repetir o a b c da ciência? Entretanto, ao ver-vos buscar as comunicações sérias, eles vos consideram como homens sérios, à procura da verdade.

São Luís.

Perguntando nós a São Luís se, com essas palavras, tinha o intento de condenar as manifestações físicas, respondeu ele:

"Eu não poderia condenar as manifestações físicas, pois que se elas se produzem, é com permissão de Deus e para um fim proveitoso. Dizendo que foram o vestíbulo da ciência, assino-lhes a categoria que verdadeiramente lhes compete e lhes comprovo a utilidade. Condeno tão-somente os que fazem disso objecto de divertimento e de curiosidade, sem tirarem o ensinamento que dai decorre. Elas são, para a filosofia do Espiritismo, o que a gramática é para a literatura, e quem haja chegado a certo grau de conhecimento numa ciência, já não perde o tempo em lhe repassar os elementos."

XIX

Meus amigos e fiéis crentes, ditoso me sinto sempre que vos posso dirigir pela senda do bem. E uma suave missão que Deus me confia e de que me desvaneço, porque ser útil é sempre uma recompensa.

Que o espírito de caridade vos reúna, tanto da caridade que dá, como da que ama. Mostrai-vos pacientes ante as injúrias dos vossos detractores; sede firmes no bem e, sobretudo, humildes diante de Deus. Somente a humildade eleva. Essa a grandeza única que Deus reconhece. Só então os bons Espíritos virão a vós; do contrário o do mal se apossaria de vossa alma. Sede benditos em nome do Criador e crescereis aos olhos dos

homens, ao mesmo tempo que aos olhos de Deus.

São Luís.

XX

A união faz a força. Sede unidos, para serdes fortes.

O Espiritismo germinou, deitou raízes profundas. Vai estender por sobre a terra sua ramagem benfazeja. E preciso vos tomeis invulneráveis aos dardos envenenados da calúnia e da negra falange dos Espíritos ignorantes, egoístas e hipócritas. Para chegardes a isso, mister se faz que uma indulgência e uma tolerância recíprocas presidam às vossas relações; que os vossos defeitos passem despercebidos; que somente as vossas

qualidades sejam notórias; que o facho da amizade santa vos funda, ilumine e aqueça os corações. Assim resistireis aos ataques impotentes do mal, como o rochedo inabalável à vaga furiosa.

São Vicente de Paulo.

XXI

Meus amigos, quereis formar um grupo espírita e eu o aprovo, porque os Espíritos não podem ver com satisfação que se conservem no insulamento os médiuns.

Deus não lhes outorgou para seu uso exclusivo a sublime faculdade que possuem, mas para o bem de todos. Comunicando-se com outros, terão eles mil ensejos de se esclarecerem sobre o mérito das comunicações que recebem, ao passo que, isolados, estão muito melhor sob o domínio dos Espíritos mentirosos, que encantados ficam com o não sofrerem nenhuma fiscalização. Aí está para vós e, se o orgulho vos não subjuga,

compreendê-lo-eis e aproveitareis. Aqui vai agora para os outros.

Estais bem certos do que deve ser uma reunião espírita? Não, porquanto, no vosso zelo, julgais que o que de melhor tendes a fazer é reunir o maior número possível de pessoas, a fim de as convencerdes. Desenganai-vos. Quanto menos fordes, tanto mais obtereis. Sobretudo, pelo ascendente moral que exercerdes é que atraireis os incrédulos, muito mais do que pelos fenómenos que obtiverdes.

Se só pelos fenómenos atrairdes. os que vos procurarem o farão pela curiosidade e topareis com curiosos que vos não acreditarão e que rirão de vós. Se unicamente pessoas dignas de apreço se encontrarem entre vós, muitos talvez vos não acreditem, mas respeitar-vos-ão e o respeito inspira sempre a confiança.

Estais convencidos de que o Espiritismo acarretará uma reforma moral. Seja, pois, o vosso grupo o primeiro a dar exemplo das virtudes cristãs, visto que, nesta época de egoísmo, é nas Sociedades espíritas que a verdadeira caridade há de encontrar refúgio (1).

Tal deve ser, meus amigos, um grupo de verdadeiros espíritas. Doutra feita, dar-vos-ei novos conselhos.

Fénelon.

XXII

Perguntastes se a multiplicidade dos grupos, em uma mesma localidade, não seria de molde a gerar rivalidades prejudiciais à Doutrina. Responderei que os que se acham imbuídos dos verdadeiros princípios desta Doutrina vêem unicamente irmãos em todos os espíritas, e não rivais. Os que se mostrassem ciosos de outros grupos

provariam existir-lhes no íntimo uma segunda intenção, ou o sentimento do amor próprio, e que não os guia o amor da verdade. Afirmo que, se essas pessoas se achassem entre vós, logo semeariam no vosso grupo a discórdia e a desunião.

O verdadeiro Espiritismo tem por divisa benevolência e caridade. Não admite qualquer rivalidade, a não ser a do bem que todos podem fazer. Todos os grupos que inscreverem essa divisa em suas bandeiras estenderão uns aos outros as mãos, como bons vizinhos, que não são menos amigos pelo facto de não habitarem a mesma casa.

Os que pretendam que os seus guias são Espíritos melhores que os dos outros deverão prová-lo, mostrando melhores sentimentos. Haja, pois, luta entre eles, mas luta de grandeza da alma, de abnegação, de bondade e de humildade. O que atirar pedra a outro provará, por esse simples facto, que se acha influenciado por maus Espíritos. A natureza dos sentimentos recíprocos que dois homens manifestem é a pedra de toque para se conhecer a natureza dos Espíritos que os assistem.

(1) Conhecemos um senhor que foi aceito para um emprego de confiança, numa casa importante, porque era espírita sincero. Entenderam que as suas crenças eram uma garantia da sua moralidade.

Fénelon.

XXIII

O silêncio e o recolhimento são condições essenciais para todas as comunicações sérias. Nunca obtereis preencham essas condições os que somente pela curiosidade sejam conduzidos às vossas reuniões. Convidai, pois, os curiosos a procurar outros lugares, por isso que a distracção deles constituiria uma causa de perturbação.

Nenhuma conversa deveis tolerar, enquanto os Espíritos estão sendo questionados. Recebeis, às vezes, comunicações que exigem de vós uma réplica séria e respostas não menos sérias da parte dos Espíritos evocados, aos quais muito desagradam, crede-o, os cochichos contínuos de certos assistentes. Daí, em consequência, nada obterdes por completo, nem de verdadeiramente sério. Também o médium que escreve experimenta distracções muito prejudiciais ao seu ministério.

São Luís.

XXIV

Falar-vos-ei da necessidade de observardes, nas vossas sessões, a maior regularidade, isto é, de evitardes toda confusão, toda divergência de ideias. A divergência favorece a substituição dos Espíritos bons pelos maus e quase sempre são estes que respondem às questões propostas.

Por outro lado, numa reunião composta de elementos diversos e desconhecidos uns dos outros, por que meio se hão de evitar as ideias contraditórias, a distracção, ou, ainda pior, uma vaga indiferença zombeteira? Esse meio quisera eu achá-lo eficaz e certo. Talvez esteja na concentração dos fluidos esparsos em torno dos médiuns. Unicamente eles, mas, sobretudo, os que são estimados, retêm na reunião os bons Espíritos. Porém, a influência deles mal chega para dispersar a turba dos Espíritos levianos.

É excelente o trabalho de exame das comunicações. Nunca será demais aprofundarem-se as questões e, principalmente, as respostas. O erro é fácil, mesmo para os Espíritos animados das melhores intenções. A lentidão da escrita, durante a qual o Espírito se afasta do assunto, que ele esgota logo que o concebeu, a mobilidade e a indiferença para com certas formas convencionais, todas estas razões e muitas outras vos criam o dever de só limitada confiança dispensardes ao que obtiverdes, subordinando-o sempre ao exame, ainda quando se trate das mais autênticas comunicações.

Jorge (Espírito Familiar).

XXV

Com que fim, as mais das vezes, pedis comunicações aos Espíritos? Para terdes belos trechos de prosa, que mostrareis às pessoas das vossas relações como amostras do nosso talento? Preciosamente as conservais nas vossas pastas, porém, nos vossos corações não há lugar para elas. Julgais porventura que muito nos lisonjeia o

comparecermos às vossas assembleias, como a um concurso, para fazermos torneios de eloquência, a fim de que possais dizer que a sessão foi muito interessante? Que vos resta, depois de haverdes achado admirável uma comunicação? Supondes que vimos em busca dos vossos aplausos? Desenganai-vos. Não nos agrada divertir-vos mais de um modo que doutro. Ainda aí o que há, em vós, é curiosidade, que debalde procurais dissimular.

O nosso objectivo é tomar-vos melhores. Ora, quando verificamos que as nossas palavras nenhum fruto produzem, que, da vossa parte, tudo se resume numa estéril aprovação, vamos em busca de almas mais dóceis. Cedemos então o lugar aos Espíritos que só fazem questão de falar e esses não faltam. Causa-vos espanto que deixemos tomem eles os nossos nomes. Que vos importa, uma vez que, para vós, não há nisso nem mais, nem menos? Ficai, porém, sabendo que não o permitimos em se tratando daqueles por quem realmente nos interessamos, isto é, daqueles com quem o nosso tempo não é perdido. Esses são os que preferimos e cuidadosamente os preservamos da mentira. Se, portanto, sois tão frequentemente enganados, queixai-vos tão-só de vós mesmos. Para nós, o homem sério não é aquele que se abstém de rir, mas aquele cujo coração as nossas palavras tocam, que as medita e tira delas proveito. (Veja-se o n. 268, perguntas 19 e 20.)

Massillon.

XXVI

O Espiritismo devera ser uma égide contra o espírito de discórdia e de dissensão; mas, esse espírito, desde todos os tempos, vem brandindo o seu facho sobre os humanos, porque cioso ele é da ventura que a paz e a união proporcionam. Espíritas!

bem pode ele, portanto, penetrar nas vossas assembleias e, não duvideis, procurará semear entre vós a inimizade. Impotente, porém, será contra os que tenham a animá-los o sentimento da verdadeira caridade.

Estai, pois, em guarda e vigiai incessantemente à porta do vosso coração, como à das vossas reuniões, para que o inimigo não a penetre. Se forem vãos os vossos esforços contra o de fora, sempre de vós dependerá impedir-lhe o acesso em vossa alma.

Se dissensões entre vós se produzirem, só por maus Espíritos poderão ser suscitadas.

Mostrem-se, por conseguinte, mais pacientes, mais dignos e mais conciliadores aqueles que no mais alto grau se achem penetrados dos sentimentos dos deveres que lhes impõe a urbanidade, tanto quanto o vero Espiritismo. Pode dar-se que, às vezes, os bons Espíritos permitam essas lutas, para facultarem, assim aos bons, como aos maus sentimentos, ensejo de se revelarem, a fim de separar-se o trigo do joio. Eles, porém, estarão sempre do lado onde houver mais humildade e verdadeira caridade.

São Vicente de Paulo.

XXVII

Repeli impiedosamente todos esses Espíritos que reclamam o exclusivismo de seus conselhos, pregando a divisão e o isolamento. São quase sempre Espíritos vaidosos e medíocres, que procuram impor-se a homens fracos e crédulos,

prodigalizando-lhes louvores exagerados, a fim de os fascinar e ter sob seu domínio. São geralmente Espíritos famintos de poder que, déspotas, públicos ou privados, quando vivos, ainda se esforçam, depois de mortos, por ter vítimas para tiranizarem.

Em geral, desconfiai das comunicações que tragam carácter de misticismo e de singularidade, ou que prescrevam cerimonias e actos extravagantes. Sempre haverá, nesses casos, motivo legítimo de suspeição.

Por outro lado, crede que, quando uma verdade tenha de ser revelada aos homens, ela é comunicada, por assim dizer, instantaneamente, a todos os grupos sérios que disponham de médiuns sérios, e não a tais ou quais, com exclusão de todos os outros. Ninguém é perfeito médium, se está subsidiado, e há obsessão manifesta, quando

um médium só se mostra apto a receber as comunicações de determinado Espírito, por maior que seja a altura em que este procure colocar-se.

Consequentemente, todo médium, todo grupo que julguem ter o privilégio de comunicações que só eles podem receber e que, por outro lado, estejam adstritos a práticas que orçam pela superstição, indubitavelmente se acham sob uma obsessão bem caracterizadas, sobretudo quando o Espírito dominador se pavoneia com um nome que todos, Espíritos encarnados, devemos honrar e respeitar e não consentir seja profanado a qualquer propósito.

É incontestável que, submetendo ao cadinho da razão e da lógica todos os dados e todas as comunicações dos Espíritos, fácil será descobrir-se o absurdo e o erro. Pode um médium ser fascinado, como pode um grupo ser mistificado. Mas, a verificação severa dos outros grupos, o conhecimento adquirido e a alta autoridade moral dos directores de grupos, as comunicações dos principais médiuns, com um cunho de lógica e de autenticidade dos melhores Espíritos, farão justiça rapidamente a esses ditados mentirosos e astuciosos, emanados de uma turba de Espíritos enganadores e malignos.

Erasto (discípulo de São Paulo).

NOTA. Um dos caracteres distintivos desses Espíritos, que procuram impor-se e fazer que sejam aceitas suas ideias extravagantes e sistemáticas, é o pretenderem (bom seria fossem eles os únicos dessa opinião) ter razão contra todo o mundo. Consiste a táctica de que usam em evitar a discussão e, quando se vêem vitoriosamente combatidos com as armas irresistíveis da lógica, negam-se desdenhosamente a responder e prescrevem a seus médiuns que se afastem dos centros onde suas ideias não são aceitas. Esse isolamento é o que há de mais fatal para os médiuns, porque, assim, sofrem eles o jugo dos Espíritos obsessores que os guiam, como cegos, e os levam frequentemente aos maus caminhos.

XXVIII

Os falsos profetas não se encontram apenas entre os encarnados; há-os, igualmente, e em número muito maior, entre os Espíritos orgulhosos que, sob falsas aparências de amor e caridade, semeiam a desunião e retardam a obra de emancipação da Humanidade, lançando-lhe de través sistemas absurdos, que fazem sejam aceitos

pelos seus médiuns. E, para melhor fascinarem os que eles hajam escolhido para serem enganados, a fim de darem maior peso às teorias, eles enfeitam-se sem escrúpulos de nomes que só com muito respeito os homens pronunciam: os de santos com razão venerados, os de Jesus, de Maria, mesmo o de Deus.

São eles que atiram o fermento dos antagonismos entre os grupos, que os impelem a se isolarem uns dos outros e a se olharem com animosidade. Só isto bastaria para os desmascarar, porquanto, procedendo assim, eles próprios dão o mais formal desmentido ao que pretendem ser. Cegos, pois, são os homens que se deixam apanhar em tão grosseira armadilha.

Há, porém, muitos outros meios de serem reconhecidos. Espíritos da ordem a que esses dizem ter ascendido devem ser não somente bons, mas, além disso, eminentemente lógicos e racionais. Pois bem! submetei-lhes os sistemas ao cadinho da razão e do bom senso e vereis o que restará. Convinde, portanto, comigo em que, todas as vezes que um Espírito indique, como remédio aos males da Humanidade, ou como meios de chegar-se à sua transformação, coisas utópicas e impraticáveis, providencias pueris e ridículas; quando formule um sistema que as mais vulgares noções da ciência contradigam, não pode tal Espírito deixar de ser ignorante e mentiroso.

Por outro lado, tende a certeza de que, se a verdade nem sempre é apreciada pelos indivíduos, sempre o é pelo bom senso das massas e nisso se vos oferece mais um critério de opinardes. Se dois princípios se contradizem, tereis a medida do valor intrínseco de um e outro, procurando saber qual o que mais eco produz e mais simpatia

encontra. Seria, com efeito, ilógico que uma doutrina, cujo número de partidários diminua gradualmente, fosse mais verdadeira do que outra, cujos adeptos se vão tornando cada vez mais numerosos. Deus, pois, que quer que a verdade chegue a todos, não a confina em um círculo acanhado e restrito: fá-la surgir em diferentes pontos, a fim de que por toda parte a luz esteja ao lado das trevas.

NOTA. A melhor garantia de que um princípio é a expressar da verdade se encontra em ser ensinado e revelado por diferentes Espíritos, com o concurso de médiuns diversos, desconhecidos uns dos outros e em lugares vários, e em ser, ao demais, confirmado pela razão e sancionado pela adesão do maior número. Só a

verdade pode fornecer raízes a uma doutrina. Um Sistema erróneo pode, sem dúvida, reunir alguns aderentes; mas, como lhe falta a primeira condição de vitalidade, efémera será a sua existência.

Não há, pois, motivo para que com ele nos inquietemos. Seus próprios erros o matam e a sua queda será inevitável aos golpes da poderosa arma que é a lógica.

Comunicações apócrifas

Muitas comunicações há, de tal modo absurdas, que, embora assinadas com os mais respeitáveis nomes, o senso comum basta para lhes tornar patente a falsidade.

Outras, porém, há, em que o erro, dissimulado entre coisas aproveitáveis, chega a iludir, impedindo às vezes se possa apreendê-lo â primeira vista. Essas comunicações, no entanto, não resistem a um exame sério. Vamos, como amostra, reproduzir aqui algumas.

XXIX

A criação perpétua e incessante dos mundos é, para Deus, um como gozo perpétuo, porque ele vê incessantemente seus raios se tornarem cada dia mais luminosos em felicidade. Para Deus, não há número, do mesmo modo que não há tempo. Eis por que centenas ou milhares não são, para ele, mais nem menos uns do que outros. E um pai, cuja felicidade se forma da felicidade colectiva de seus filhos e que, a cada segundo

da criação, vê uma nova felicidade vir fundir-se na felicidade geral. Não há parada, nem suspensão, nesse movimento perpétuo, nessa grande felicidade incessante que fecunda a terra e o céu. Do mundo, não se conhece mais do que uma pequena fracção e tendes irmãos que vivem em latitudes onde o homem ainda não chegou a penetrar. Que significam esses calores de torrar e esses frios mortais, que detêm os esforços dos mais

ousados? Julgais, com simplicidade, haver chegado ao limite do vosso mundo, quando não podeis mais avançar com os insignificantes meios de que dispondes? Poderíeis então medir exactamente o vosso planeta? Não creiais isso. Há no vosso planeta mais lugares ignorados do que lugares conhecidos. Porém, como é inútil que se propaguem ainda mais todas as vossas instituições más, todas as vossas leis más, acções e existências, há um limite que vos detém aqui e ali e que vos deterá até que tenhais de transportar as boas sementes que o vosso livre-arbítrio fez. Oh! não, não conheceis esse mundo, a que chamais Terra.

Vereis na vossa existência um grande começo de provas desta comunicação. Eis que vai soar a hora em que haverá uma outra descoberta diferente da última que foi feita; eis que se vai alargar o círculo da vossa Terra conhecida e, quando toda a imprensa cantar esse Hosana em todas as línguas, vós, pobres filhos, que amais a Deus e que procurais sua voz, o tereis sabido antes daqueles mesmos que darão nome à nova Terra.

Vicente de Paulo.

NOTA. Do ponto de vista do estilo, esta comunicação não resiste à crítica. As incorrecções, os pleonasmos, os torneios viciosos saltam aos olhos de qualquer um, por menos letrado que seja. Isso, porém, nada provaria contra o nome que a firma, dado que tais imperfeições poderiam decorrer da incapacidade do médium, conforme já o demonstramos. O que é do Espírito é a ideia. Ora, dizer, como ele diz, que no nosso

planeta há mais lugares ignorados, do que lugares conhecidos, que um novo continente vai ser descoberto é, para um Espírito que se qualifica de superior, dar prova da mais profunda ignorância. Sem dúvida, é possível que, para além das regiões glaciais, se descubram alguns cantos de terra desconhecidos, mas dizer que essas terras são povoadas e que Deus as conserva ocultas dos homens, a fim de que estes não levem

para lá suas más instituições, é acreditar demasiado na confiança cega daqueles a quem semelhantes absurdos são propinados.

XXX

Meus filhos, o nosso mundo material e o mundo espiritual, que bem poucos ainda conhecem, formam como que os dois pratos da balança perpétua. Até aqui, as nossas religiões, as nossas leis, os nossos costumes e as nossas paixões tem feito de tal modo descer o prato do mal e subir o do bem, que se há visto o mal reinar

soberanamente na Terra. Desde séculos, é sempre a mesma a queixa que se desprende da boca do homem e a conclusão fatal é a injustiça de Deus. Alguns há mesmo que vão até à negação da existência de Deus. Vedes tudo aqui e nada lá; vedes o supérfluo que choca a necessidade, o ouro que brilha junto da lama; todos os mais chocantes contrastes que vos deveriam provar a vossa dupla natureza. Donde vem isto? De quem a falta? Eis o que é preciso pesquisar com tranquilidade e com imparcialidade. Quando sinceramente se deseja achar um bom remédio, acha-se. Pois bem! mau grado a essa dominação do mal sobre o bem, por culpa vossa, por que não vedes o resto ir direito pela linha traçada por Deus? Vedes as estações se desarranjarem? os calores e os frios se chocarem inconsideradamente? a luz do Sol esquecer-se de iluminar a Terra? a terra esquecer em seu seio as sementes que o homem aí depositou? Vedes a cessação dos mil milagres perpétuos que se produzem sob nossos olhos, desde o nascimento do arbusto até o nascimento da criança, o homem futuro? Mas, tudo vai bem do lado de Deus, tudo vai mal do lado do homem. Qual o remédio para isto? E multo simples: aproximarem-se de Deus, amarem-se, unirem-se, entenderem-se e seguirem tranquilamente a estrada cujos marcos se vêem com os olhos da fé e da consciência.

Vicente de Paulo.

NOTA. Esta comunicação foi obtida no mesmo círculo; mas, quanto difere da precedente, não só pelas ideias, como também pelo estilo! Tudo aí é justo, profundo, sensato e certamente São Vicente de Paulo não a desdenharia, pelo que se lhe pode atribuí-la sem receio.

XXXI

Vamos, filhos, cerrai as vossas fileiras, isto é, que a boa união faça a vossa força.

Vós, que trabalhais na fundação do grande edifício, vigiai e trabalhai sempre por lhe consolidar a base; então, podereis elevá-lo bem alto, bem alto! A progressão é imensa sobre todo o nosso globo; uma quantidade inumerável de prosélitos se enfileiram sob o nosso estandarte; muitos cépticos e até dos mais incrédulos também se aproximam.

Ide, filhos; marchai, com o coração elevado, cheio de fé; o caminho que percorreis é belo; não esmoreçais; segui sempre a linha recta, servi de guias aos que vêm depois de vós. Eles serão felizes, muito felizes!

Caminhai, filhos! Não precisais da força das baionetas para sustentar a vossa causa, não precisais senão de fé. A crença, a fraternidade e a união, tais as vossas armas; com elas, sois fortes, mais poderosos do que todos os grandes potentados do Universo, reunidos, apesar de suas forças vivas, de suas frotas, de seus canhões e de sua metralha!

Vós, que combateis pela liberdade dos povos e pela regeneração da grande família humana, ide, filhos, coragem e perseverança. Deus vos ajudará. Boa noite; até à vista.

Napoleão.

NOTA. Napoleão era, em vida, um homem grave e sério. Toda gente lhe conhece o estilo breve e conciso. Teria degenerado singularmente se, depois de morto, se houvesse tornado verboso e burlesco. Esta comunicação talvez seja do Espírito de algum soldado que se chamava Napoleão.

Não, não se pode mudar de religião, quando não se tem uma que possa, ao mesmo tempo, satisfazer ao senso comum e â inteligência que se tem e que possa, sobretudo, dar ao homem consolações presentes. Não, não se muda de religião, cai-se da inépcia e da dominação na sabedoria e na liberdade. Ide, ide, pequeno exército nosso! ide e não temais as balas inimigas; as que vos hão de matar ainda não foram feitas, se estiverdes sempre, do fundo do coração, na senda do Senhor, isto é, se quiserdes sempre combater pacificamente e vitoriosamente pelo bem-estar e pela liberdade.

Vicente de Paulo.

NOTA. Quem reconheceria são Vicente de Paulo por esta linguagem, por estes pensamentos desalinhavados e baldos de senso? Que significam estas palavras: Não, não se muda de religião, cai-se da inépcia e da dominação na sabedoria e na liberdade? Com as suas balas, que ainda não estão feitas, muito suspeitamos que este Espírito é o mesmo que acima se assinou Napoleão.

XXXIII

Filhos da minha fé, cristãos da minha doutrina esquecida pelos interesses das ondas da filosofia dos materialistas, segui-me no caminho da Judeia, segui a paixão da minha vida, contemplai meus inimigos agora, vede os meus sofrimentos, meus tormentos e meu sangue derramado.

Filhos espiritualistas da minha nova doutrina, estai prontos a suportar, a afrontar as ondas da adversidade, os sarcasmos de vossos inimigos. A fé caminhará sem cessar seguindo a vossa estrela, que vos conduzirá ao caminho da felicidade eterna, tal como a estrela conduziu pela fé os Magos do Oriente à manjedoura. Quaisquer que sejam as vossas adversidades, quaisquer que sejam as vossas penas e as lágrimas que houverdes

derramado nessa esfera de exílio, tomai coragem, ficai persuadidos de que a alegria que

vos inundará no mundo dos Espíritos estará muito acima dos tormentos da vossa existência passageira. O vale de lágrimas é um vale que há de desaparecer para dar lugar à brilhante morada de alegria, de fraternidade e de união, onde chegareis pela vossa boa obediência à santa revelação. A vida, meus caros irmãos, nesta esfera terrestre, toda preparatória, não pode durar senão o tempo necessário para viver bem preparado para

essa vida que não poderá jamais acabar. Amai-vos, amai-vos, como eu vos amei e como vos amo ainda; irmãos, coragem, irmãos! Eu vos abençoo; no céu vos espero.

Jesus.

Nestas brilhantes e luminosas regiões onde o pensamento humano mal pode chegar, o eco de vossas palavras e das minhas veio tocar o meu coração. Oh! de que alegria me sinto inundado, vendo-vos, a vós, continuadores da minha doutrina. Não, nada se aproxima do testemunho dos vossos bons pensamentos! Vede, filhos: a ideia regeneradora lançada por mim outrora no mundo, perseguida, detida um momento, sob a pressão dos tiranos, vai doravante sem obstáculos, iluminando os caminhos â Humanidade por tanto tempo mergulhada nas trevas.

Todo sacrifício, grande e desinteressado, meus filhos, cedo ou tarde produziu frutos. Meu martírio vo-lo provou; meu sangue derramado pela minha doutrina salvará a Humanidade e apagará as faltas dos grandes culpados!

Sede benditos vós, que hoje tomais lugar na família regenerada! Ide, coragem,

filhos!

Jesus.

NOTA. Indubitavelmente, nada há de mau nestas duas comunicações; porém, teve o Cristo alguma vez essa linguagem pretensiosa, enfática e empolada? Faça-se a sua comparação com a que citamos acima, firmada pelo mesmo nome, e ver-se-á de que lado está o cunho da autenticidade.

Todas estas comunicações foram obtidas no mesmo círculo. Nota-se, no estilo, um certo tom familiar, idênticos torneios de frases, as mesmas expressões repetidas com frequência, como, por exemplo, ide, ide, filhos, etc., donde se pode concluir que é o mesmo Espírito que as deu todas, sob nomes diferentes. Entretanto, nesse círculo, aliás consciencioso, se bem que um tanto crédulo demais, não se faziam evocações, nem

perguntas; tudo se esperava das comunicações espontâneas, o que, como se vê, não constitui certamente uma garantia de identidade. Com algumas perguntas um pouco insistentes e forradas de lógica, teriam facilmente reposto esse Espírito no seu lugar.

Ele, porém, sabia que nada tinha a temer, porquanto nada lhe perguntavam e aceitavam sem verificação e de olhos fechados tudo o que ele dizia. (Veja-se o n. 269.)

XXXIV

Como é bela a Natureza! Como é prudente a providência, na sua previdência!

Mas, a vossa cegueira e as vossas paixões humanas impedem que tireis paciência da prudência e da bondade de Deus. A menor nuvem, ao menor atraso nas vossas previsões, vós vos lamentais. Sabei, impacientes vacilantes impacientes, que nada acontece sem um motivo sempre previsto, sempre premeditado em proveito de todos. A razão do que precede é para reduzir a nada, homens de temores hipócritas, todas as 'vossas previsões de ano mau para as vossas colheitas.

Deus frequentemente inspira aos homens a inquietação pelo futuro, para os impelir à previdência; e vede como grandes são os meios para dar a última demão aos vossos temores intencionalmente espalhados e que, as mais das vezes, ocultam pensamentos ávidos, antes que uma ideia de cauteloso aprovisionamento, inspirado por

um sentimento de humanidade a favor dos pequenos. Vede as relações de nações a nações que daí resultarão; vede que transacções deverão efectuar-se; quantos meios virão concorrer a reprimir os vossos temores! pois, como sabeis, tudo se encadeia; por isso, grandes e pequenos virão à obra.

Então, não vedes já em todo esse movimento uma fonte de certo bem-estar para a classe mais laboriosa dos Estados, classe verdadeiramente interessante, que, vós os grandes, os omnipotentes dessa terra, considerais gente tosquiáveis à vontade, criada para as vossas satisfações?

Ora bem, que acontece depois de todo esse vaivém de um pólo a outro? E que, uma vez bem providos, muitas vezes o tempo mudou; o Sol, obedecendo ao pensamento de seu criador, amadureceu em alguns dias as vossas sementeiras; Deus pôs a abundância onde a vossa cobiça meditava sobre a escassez e, mau grado vosso, os

pequenos poderão viver; e, sem suspeitardes disso, fostes, a vosso mau grado, causa de uma abundância.

Entretanto, sucede - Deus o permite algumas vezes - que os maus tenham êxito em seus projectos cúpidos, mas então é um ensinamento que Deus quer dar a todos; é a previdência humana que ele quer estimular: é a ordem infinita que reina na Natureza, é a coragem contra os acontecimentos que os homens devem imitar, que devem suportar com resignação.

Quanto aos que, por cálculo, aproveitam dos desastres, crede-o, serão punidos.

Deus quer que todos os seus seres vivam; o homem não deve brincar com a necessidade, nem traficar com o supérfluo. Justo em seus benefícios, grande na sua demência, demasiado bom para com a nossa ingratidão, Deus, em seus desígnios, é impenetrável.

Bossuet. Alfredo de Marignac.

NOTA. Esta comunicação, certo, nada contém de mau. Encerra mesmo profundas ideias filosóficas e conselhos muito avisados, que poderiam levar os poucos versados em literatura a equivocar-se relativamente à identidade do autor. Tendo-a o médium, que a obtivera, submetido ao exame da Sociedade Espírita de Paris, foram unânimes os votos declarando que ela não podia ser de Bossuet. São Luís, consultado, respondeu: "Esta comunicação, em si mesma, é boa; mas, não acrediteis tenha sido Bossuet quem a ditou. Escreveu-a um Espírito, talvez um pouco sob a inspiração daquele outro, e lhe pôs por baixo o nome do grande bispo, para torná-la mais facilmente aceitável. Praticou-a o Espírito que colocou o seu nome, em seguida ao de Bossuet."

Interrogado sobre o motivo que o levara a proceder assim, disse esse Espírito:

"Eu desejava escrever alguma coisa, a fim de me fazer lembrado dos homens. Vendo que sou fraco, entendi de apadrinhar o meu escrito com o prestigio de um grande nome.

- Mas, não imaginaste que se reconheceria não ser de Bossuet a comunicação? - Quem

sabe lá, ao certo? Poderíeis enganar-vos. Outros menos perspicazes a teriam aceitado."

De facto, a facilidade com que algumas pessoas aceitam tudo o que vem do mundo invisível, sob o palio de um grande nome, é que anima os Espíritos embusteiros.

A frustrar os embustes é que todos devem consagrar a máxima atenção; mas, a tanto ninguém pode chegar, senão com a ajuda da experiência adquirida por meio de um estudo sério. Daí o repetirmos incessantemente: Estudai, antes de praticardes,

porquanto é esse o único meio de não adquirirdes experiência à vossa própria custa.

referencia: O livro dos médiuns