domingo, 25 de novembro de 2007

Um espirito no enterro de seu corpo


Um Espírito no enterro de seu
Corpo

Estado da alma no momento da morte.
Os Espíritos sempre nos disseram que a separação da alma e do corpo não se faz
instantaneamente; ela começa, algumas vezes, antes da morte real, durante a agonia,
quando a última pulsação se faz sentir, o desligamento não está ainda completo; ele se opera
mais ou menos lentamente segundo as circunstâncias, e até a sua inteira liberdade a alma
experimenta uma perturbação, uma confusão que não lhe permite tomar consciência de sua
situação; está no estado de uma pessoa que desperta e cujas ideias são confusas. Esse
estado nada tem de penoso para o homem cuja consciência é pura; sem muito se explicar do
que vê, é calmo e espera sem medo o despertar completo; ao contrário, é cheio de angústias
e de terror para aquele que teme o futuro. A duração dessa perturbação, dizemos nós, é
variável; é muito menos longa naquele que, durante a vida, já elevou seus pensamentos e
purificou sua alma; dois ou três dias lhe bastam, ao passo que, em outros, é preciso,
algumas vezes, oito ou mais. Frequentemente, assistimos a esse momento solene, e sempre
vimos a mesma coisa; isso não é, pois, uma teoria, mas um resultado da observação, uma
vez que é o Espírito quem fala e quem pinta sua própria situação. Eis aqui um exemplo mais
característico e tanto mais interessante para o observador, que não se trata mais de um
Espírito invisível escrevendo por um médium, mas bem de um Espírito visto e ouvido na
presença de seu corpo, seja na câmara mortuária, seja na igreja durante o serviço fúnebre.

O senhor X... vinha de ser atingido por um ataque de apoplexia; algumas horas depois de sua
morte, o senhor Adrien, um de seus amigos, se encontrava em seu quarto com a mulher do
defunto; ele viu distintamente o Espírito deste passear em todos os sentidos, olhar
alternativamente seu corpo e as pessoas presentes, depois sentar-se numa poltrona; tinha
exactamente a mesma aparência de quando vivo; estava vestido do mesmo modo, sobrecasaca
preta, calça preta; tinha as mãos nos bolsos e o ar preocupado.
Durante esse tempo, a mulher procurava um papel na escrivaninha, seu marido a olha e diz:
Procuras inutilmente, não encontrarás nada. Ela não desconfiava nada do que se passava,
porque o senhor X... não era visível senão para o senhor Adrien.

No dia seguinte, durante o serviço fúnebre, o senhor Adrien viu de novo o Espírito de seu
amigo preambular ao lado do caixão, mas não tinha mais o vestuário da véspera; estava
envolvido com uma espécie de roupagem. A conversação seguinte se iniciou entre eles.
Notemos, de passagem, que o senhor Adrien não é sonâmbulo; que nesse momento, como
no dia precedente, estava perfeitamente desperto, e que o Espírito lhe aparecia como se
fosse um dos assistentes do enterro.

- P. Diga um pouco, caro Espírito, que sentes agora?
- R. Do bem e do sofrimento.
- P. Não compreendo isso.
- R. Sinto que estou vivo, com minha verdadeira vida e, entretanto, sinto
que vivo, que existo: sou, pois, dois seres? Ah! deixai-me sair desta noite, tenho pesadelo.

Referencia: Revista espírita Dezembro 1958

Um comentário:

Jeanne disse...

Parabéns pelo blog, é mt importante a divulgação da doutrina.
A situação descrita nos post acontece bastante pelo que tenho lido, mas não deve ser fácil de enfrentar...
Beijos

http://espiritizar.zip.net/