terça-feira, 3 de maio de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Noticias de portugal

Sumário:
1 - TRANSMISSÃO EM DIRECTO DAS JORNADAS DA ADEP
2 - PALESTRA EM DIRECTO VIA INTERNET
3 - CONFERÊNCIAS NO ALGARVE EM ABRIL
4 - ESPIRITISMO E VIDA
1 - TRANSMISSÃO EM DIRECTO DAS JORNADAS DA ADEP
As Jornadas da ADEP vão ser transmitidas em directo nos dias 16 e 17 de Abril. Para além disso vão poder interagir com outras pessoas, colocar questões aos conferencistas e outras novidades! Podem ver a transmissão e instruções de como proceder no site das Jornadas www.adeportugal.org/jornadas
Em alternativa fica disponível o link directo da transmissão: http://www.ustream.tv/channel/
As inscrições para o evento, presencialmente, já se encontram esgotadas, mas pode ver gratuitamente e sem necessidade de se inscrever. Basta aceder ao endereço no respectivo dia para assistir em directo.
Fonte: ADEP
2 - PALESTRA EM DIRECTO VIA INTERNET
Na sexta-feira, dia 15 de Abril de 2011, das 21H às 22h, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Regresso ao Mundo Espíritual”.
O evento terá lugar na sede da ASEB – Associação Sociocultural Espírita de Braga, na Rua do Espírito Santo nº 38, em Braga.
Este centro tem página na Internet em www.aseb.com.pt
Esta palestra será transmitida em directo via Internet aqui: http://www.ustream.tv/channel/
Fonte: ASEB
3 - CONFERÊNCIAS NO ALGARVE EM ABRIL
José Lucas, secretário da Ass. de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) e membro do Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha, irá efectuar uma conferência em Olhão, na União de Cultura Espiritualista de Olhão, na Rua Dr.Paula Nogueira nº58, 8700-466, Olhão-Algarve, Portugal, uceo208@gmail.com (ou) uceo@sapo.pt.
Este evento será na 4ª feira, dia 20 de Abril de 2011, entre as 21H00 e as 22H00, e a conferência será subordinada ao tema "Manifestações espontâneas de Espíritos em Portugal - casos recentes".
No dia 23 de Abril, sábado, pelas 16H00, efectuará uma palestra na Ass. Espírita de Lagos, Rua Infante de Sagres, N.º 50, 1.º, 8600 - 743 LAGOS, Tel. 964118732, E-mail: ael.geral@sapo.pt, http://sites.google.com/site/
Esta palestra será subordinada ao tema "Um Caso de Reencarnação - o piloto James Houston Jr."
As entradas são livres e gratuitas.
Fonte: ADEP Braga
4 - ESPIRITISMO E VIDA
Na sexta-feira, dia 15 de Abril de 2011, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema Espiritismo e Vida, que terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.Este centro tem página na Internet em www.ccespirita.org
As entradas são livres e gratuitas.
Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)
sábado, 2 de abril de 2011
Noticias de Portugal
A ADEP (Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal) irá levar a cabo as suas Jornadas de Cultura Espírita, em Óbidos, nos dias 16 e 17 de Abril de 2011, no Auditório Municipal “A Casa da Música”, na simpática vila de Óbidos, a 5 Km de Caldas da Rainha.Nesse sentido, e na sequência da grande adesão que esta iniciativa tem tido nos anos anteriores, escolhemos para tema central destas jornadas, « EDUCAÇÃO DO FUTURO». Desdobrado em vários painéis, estarão focadas diversas áreas do conhecimento espírita, abordando as várias áreas da educação, que fazendo parte do nosso quotidiano, condicionam inevitavelmente o futuro.
Clique aqui para se inscrever: http://adeportugal.org/
Sumário:
1 - DIVALDO FRANCO EM PORTUGAL
2 - DR. RICARDO DI BERNARDI NAS JORNADAS DE CULTURA ESPÍRITA - ÓBIDOS
3 - MEDIUNIDADE: DOS PRIMÓRDIOS À ACTUALIDADE
4 - PALESTRA EM BRAGA
5 - PALESTRAS EM SETÚBAL
6 - COMUNICADOS NOTICIOSOS ANTERIORES
1 - DIVALDO FRANCO EM PORTUGAL
Divaldo Pereira Franco, o maior conferencista espírita a nível mundial, pessoa simples mas com uma vida notável (centenas de livros editados em várias línguas, milhares de conferências espíritas em mais de 50 países, ONDE SE DESLOCA GRATUITAMENTE A CONVITE DE ESPÍRITAS LOCAIS), professor "Honoris Cause" por várias universidades (apesar de não ter estudos superiores), já palestrou por 3 vezes na ONU, fundador de uma obra social notável (Mansão do Caminho, em Salvador, Baía, Brasil) que tem sido referência para muitas outras e reconhecida pelo governo brasileiro, irá estar em Portugal num curto périplo, a convite da Federação Espírita Portuguesa (FEP):
09 de Abril - 21H00 - Lisboa - Conferência na sede da Federação Espírita Portuguesa, Amadora.
10 de Abril - 09H30 - 17H30 - Lisboa - Seminário na sede da Federação Espírita Portuguesa, Amadora.
11 de Abril - 21H00 - Braga - Conferência na Associação Espírita Luz Caminho.
12 de Abril - 21H00 - Coimbra - Conferência na Quinta das Lágrimas.
13 de Abril - 21H00 - Faro - Conferência sobre "Encontro com a Saúde e a Paz" no Auditório da Universidade - Penha.
14 de Abril - 21H00 - Évora - Conferência sobre "Provas da Reencarnação" - Hotel D. Fernando.
15 de Abril - 20H30 - Leiria - Conferência sobre "Transição Planetária" - sede da Ass. Espírita de Leiria.
16 de Abril - 09H30 - 17H30 - Seminário sobre "Regresso do Filho Pródigo" na Associação Espiritualista de Viseu.
17 de Abril - 10H30 - 18H30 - Seminário / Homenagem - Fórum da Maia, Maia.
Para mais informações contactar a FEP pelo telefone 351 - 21 497 57 54
Fonte: José Lucas (Óbidos)
2 - DR. RICARDO DI BERNARDI NAS JORNADAS DE CULTURA ESPÍRITA - ÓBIDOS
O Dr. Ricardo di Bernardi, Médico Homeopata, Clínico Geral e Pediatra, Ex-Presidente da Associação Médico-Espírita de Santa Catarina e Presidente do ICEF - Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis, Santa Catarina - Brasil, articulista espírita, conferencista e autor de diversos livros espíritas, irá estar presente nas Jornadas de Cultura Espírita, em Óbidos, dias 16 e 17 de Abril de 2011, subordinadas ao tema "Educação do Futuro", onde efectuará o encerramento das mesmas.
Não deixe de visitar a página da ADEP em www.adeportugal.org/jornadas onde encontra toda a informação necessária sobre este evento.
Não se atrase nas inscrições, pois já restam poucos lugares.
Fonte: ADEP (Braga)
3 - MEDIUNIDADE: DOS PRIMÓRDIOS À ACTUALIDADE
Na sexta-feira, dia 1 de Abril de 2011, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema Mediunidade: dos primórdios à actualidade, que terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Numa altura em que a mediunidade entra pela porta dentro de todos os lares, este trabalho afigura-se como importante contributo para a sua compreensão.
Este centro tem página na Internet em www.ccespirita.org
As entradas são livres e gratuitas.
Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)
4 - PALESTRA EM BRAGA
Realiza-se este sábado, dia 2 de Abril, pelas 21H30, uma conferência espírita, na Associação de Estudos Espirituais Messe de Amor, na Rua das Oliveiras Lote G, Loja 1, Gualtar - Braga, proferida pelo nosso amigo Luciano Dinis (Associação de Estudos Espirituais de Chaves) subordinada ao tema: "A Mediunidade e o Livro dos Médiuns" .
Actividades habituais:
Segunda-feira - 21H30 - Estudo da Doutrina
Sexta-feira - 21H45 - Estudo do Evangelho
Sábado - 15H30 - Escola de Evangelho (DIJ)
Sábado - 20H00 - Atendimento Individual
Sábado - 21H30 - Palestra Pública
Fonte: Sérgio Cunha (Braga)
5 - PALESTRAS EM SETÚBAL
Indicamos a agenda de Abril, das Palestras Públicas na AELA, todas as 2ªs feiras.
04 - O ESPIRITISMO E A BÍBLIA
11 - Codificação Espírita - A GÉNESE de ALLAN KARDEC
18 - VIVEMOS EM PROPÓSITO OU DESPROPÓSITO?
25 - O DIREITO À VIDA
Fonte: www.aela.pt
quarta-feira, 9 de março de 2011
Bem-aventurados os misericordiosos

Perdoai Para Que Deus Vos Perdoe
1. Bem-aventurados os misericordiosos porque eles alcançarão misericórdia. (Mateus, V:7).
2. Se perdoardes aos homens as ofensas que vos fazem, também vosso Pai celestial vos perdoará os vossos pecados. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará os vossos pecados. (Mateus, VI:14-15).
3. Se teu irmão pecar contra ti, vai, e corrige-o entre ti e ele somente; se te ouvir, ganhado terás a teu irmão. Então, chegando-se Pedro a ele, perguntou: Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Será até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes. (Mateus, XVIII: 15, 21, 22).
4. A misericórdia é o complemento da brandura, pois os que não são misericordiosos também não são mansos e pacíficos. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam uma alma sem elevação e sem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio das almas elevadas, que pairam acima do mal que lhe quiseram fazer. Uma está sempre inquieta, é de uma sensibilidade sombria e amargurada. A outra é calma, cheia de brandura e caridade.
Infeliz daquele que diz: Eu jamais perdoarei! Porque, se não for condenado pelos homens, o será certamente por Deus. Com que direito pedirá perdão de suas próprias faltas, se ele mesmo não perdoa aos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que se deve perdoar ao irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete.
Mas há duas maneiras bem diferentes de perdoar. Uma é grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem segunda intenção, tratando com delicadeza o amor-próprio e a susceptibilidade do adversário, mesmo quando a culpa foi inteiramente dele. A outra é quando o ofendido, ou aquele que assim se julga, impõe condições humilhantes ao adversário, fazendo-o sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar. Se estende a mão, não é por benevolência, mas por ostentação, a fim de poder dizer a todos: vede quanto sou generoso!
Nessas circunstâncias, é impossível que a reconciliação seja sincera, de uma e de outra parte. Não, isso não é generosidade, mas apenas uma maneira de satisfazer o orgulho. Em todas as contendas, aquele que se mostra mais conciliador, que revela mais desinteresse próprio, mais caridade e verdadeira grandeza de alma, conquistará sempre a simpatia das pessoas imparciais.
Reconciliar-se com os Adversários
5. Concerta-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele, para que não suceda que ele te entregue ao juiz e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia. Em verdade te digo que não sairás de lá, enquanto não pagares o último ceitil. (Mateus, V:25-26).
6. Há, na prática do perdão, e na prática do bem, em geral, além de um efeito moral, um efeito também material. A morte, como se sabe, não nos livra dos nossos inimigos. Os Espíritos vingativos perseguem sempre com o seu ódio, além da sepultura, aqueles que ainda são objecto do seu rancor. Daí ser falso, quando aplicado ao homem, o provérbio: "Morto o cão, acaba a raiva." O Espírito mau espera que aquele a quem quer mal esteja encerrado em seu corpo, e assim menos livre, para mais facilmente o atormentar, atingindo-o nos seus interesses ou nas suas mais caras afeições. É necessário ver nesse facto a causa da maioria dos casos de obsessão, sobretudo daqueles que apresentam certa gravidade, como a subjugação e a possessão. O obsidiado e o possesso são, pois, quase sempre, vítimas de uma vingança anterior, a que provavelmente deram motivo por sua conduta. Deus permite a situação actual, para os punir do mal que fizeram, ou se não o fizeram, por haverem faltado com a indulgência e a caridade, deixando de perdoar. Importa, pois, com vistas à tranquilidade futura, reparar o mais cedo possível os males que se tenham praticado em relação ao próximo, e perdoar aos inimigos, para assim se extinguirem, antes da morte, todos os motivos de desavença, toda causa profunda de animosidade posterior. Dessa maneira se pode fazer, de um inimigo encarnado neste mundo, um amigo no outro, ou pelo menos ficar com a boa causa, e Deus não deixa ao sabor da vingança aquele que soube perdoar. Quando Jesus recomenda que nos reconciliemos o mais cedo possível com o nosso adversário, não quer apenas evitar as discórdias na vida presente, mas também evitar que elas se perpetuem nas existências futuras. Não sairás de lá, disse ele, enquanto não pagares o último ceitil, ou seja, até que a justiça divina não esteja completamente satisfeita.
O Sacrifício Mais Agradável a Deus
7. Portanto, se estás fazendo a tua oferta diante do altar, e te lembrar aí que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali a tua oferta diante do altar, e vai te reconciliar primeiro com teu irmão, e depois virás fazer a tua oferta. (Mateus, V:23-24).
8. Quando Jesus disse: "Vai te reconciliar primeiro com teu irmão, e depois virás fazer a tua oferta", ensinou que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o dos próprios ressentimentos; que antes de pedir perdão ao Senhor, é preciso que se perdoe aos outros, e que, se algum mal se tiver feito contra um irmão, é necessário tê-lo reparado. Somente assim a oferenda será agradável, porque é proveniente de um coração puro de qualquer mau pensamento. Ele materializa esse preceito, porque os judeus ofereciam sacrifícios materiais, e era necessário conformar as suas palavras aos costumes do povo. O cristão não oferece prendas materiais, pois que espiritualizou o sacrifício, mas o preceito não tem menos força para ele. Oferecendo sua alma a Deus, deve apresentá-la purificada. Ao entrar no templo do Senhor, deve deixar lá fora todo sentimento de ódio e de animosidade, todo mau pensamento contra seu irmão. Só então sua prece será levada pelos anjos aos pés do Eterno. Eis o que ensina Jesus por essas palavras: "Deixai ali a tua oferta diante do altar, e vai te reconciliar primeiro com teu irmão", se queres ser agradável a Deus.
O Argueiro e a Trave no Olho
9. Por que vês tu, pois, o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou como dizes a teu irmão: Deixa-me tirar do teu olho o argueiro, quando tens no teu uma trave? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verá como hás de tirar o argueiro do olho de teu irmão. (Mateus, VII:3-5).
10. Um dos caprichos da humanidade é ver cada qual o mal alheio antes do próprio. Para julgar-se a si mesmo, seria necessário poder mirar-se num espelho, transportar-se de qualquer maneira fora de si mesmo, e considerar-se como outra pessoa, perguntando: Que pensaria eu, se visse alguém fazendo o que faço? É o orgulho, incontestavelmente, o que leva o homem a disfarçar os seus próprios defeitos, tanto morais como físicos. Esse capricho é essencialmente contrário à caridade, pois a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente. A caridade orgulhosa é um contra-senso, pois esses dois sentimentos se neutralizam mutuamente. Como, de fato, um homem bastante fútil para crer na importância de sua personalidade e na supremacia de suas qualidades, poderia ter ao mesmo tempo, bastante abnegação para ressaltar nos outros o bem que poderia eclipsá-lo, em lugar do mal que poderia pô-lo em destaque? Se o orgulho é a fonte de muitos vícios, é também a negação de muitas virtudes. Encontramo-lo no fundo e como móvel de quase todas as acções. Foi por isso que Jesus se empenhou em combatê-lo, como o principal obstáculo ao progresso.
Não Julgueis Para Não Serdes Julgados.
Aquele Que Estiver Sem Pecado Que Atire a Primeira Pedra
11. Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII:1-2).
12. Então lhe trouxeram os escribas e os fariseus uma mulher que fora apanhada em adultério, e a puseram no meio, e lhe disseram: Mestre, esta mulher foi agora mesmo apanhada em adultério; e Moisés, na Lei, mandou apedrejar a estas tais. Qual é a vossa opinião sobre isto: Diziam pois os judeus, tentando-o, para o poderem acusar. Jesus, porém, abaixando-se, pôs-se a escrever com o dedo na terra. E como eles perseveraram em fazer-lhes perguntas, ergueu-se Jesus e disse-lhes: Aquele dentre vós que estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra. E tornando a abaixar-se, escrevia na terra. Mas eles, ouvindo-o, foram saindo um a um, sendo os mais velhos os primeiros. E ficou só Jesus com a mulher, que estava no meio, em pé. Então, erguendo-se, Jesus lhe disse: Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. Então Jesus lhe disse: Nem eu tampouco te condenarei; vai, e não peques mais. (João, VIII:3-11).
13. "Aquele que estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra", disse Jesus. Esta máxima faz da indulgência um dever, pois não há quem dela não necessite para si mesmo. Ensina que não devemos julgar os outros mais severamente do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar nos outros o que nos desculpamos em nós. Antes de reprovar uma falta de alguém, consideremos se a mesma reprovação não nos pode ser aplicada.
A censura de conduta alheia pode ter dois motivos: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos actos criticamos. Este último motivo jamais tem escusa, pois decorre da maledicência e da maldade. O primeiro pode ser louvável, e torna-se mesmo um dever em certos casos, pois dele pode resultar um bem, e porque sem ele o mal jamais será reprimido na sociedade. Aliás, não deve o homem ajudar o progresso dos seus semelhantes? Não se deve, pois, tomar no sentido absoluto este princípio: "Não julgueis para não serdes julgados", porque a letra mata e o espírito vivifica.
Jesus não podia proibir de se reprovar o mal, pois ele mesmo nos deu o exemplo disso, e o fez em termos enérgicos. Mas quis dizer que a autoridade da censura está na razão da autoridade moral daquele que a pronuncia. Tornar-se culpável daquilo que se condena nos outros é abdicar dessa autoridade, e mais ainda, arrogar-se arbitrariamente o direito de repressão. A consciência íntima, de resto, recusa qualquer respeito e toda submissão voluntária àquele que, investido de algum poder, viola as leis e os princípios que está encarregado de aplicar. A única autoridade legítima, aos olhos de Deus, é a que se apoia no bom exemplo. É o que resulta evidentemente das palavras de Jesus.
Instruções dos Espíritos
Perdão das Ofensas
Simeon
Bordeaux, 1862
14. Quantas vezes perdoarei ao meu irmão? Perdoá-lo-eis, não sete vezes, mas setenta vezes sete. Eis um desses ensinos de Jesus que devem calar em vossa inteligência e falar bem alto ao vosso coração. Comparai essas palavras misericordiosas com a oração tão simples, tão resumida, e ao mesmo tempo tão grande nas suas aspirações, que Jesus ensinou aos discípulos, e encontrareis sempre o mesmo pensamento. Jesus, o justo por excelência, responde a Pedro: Perdoarás, mas sem limites; perdoarás cada ofensa, tantas vezes quantas ela vos for feita; ensinarás a teus irmãos esse esquecimento de si mesmo, que nos torna invulneráveis às agressões, aos maus-tratos e às injúrias, serás doce e humilde de coração, não medindo jamais a brandura; e farás, enfim, para os outros, o que desejas o que o Pai celeste faça por ti. Não tem Ele de te perdoar sempre, e acaso conta o número de vezes que o seu perdão vem apagar as tuas faltas?
Ouvi, pois, essa resposta de Jesus, e como Pedro, aplicai-a a vós mesmos. Perdoai, usai a indulgência, sede caridosos, generosos, e até mesmo pródigos no vosso amor. Dai, porque o Senhor vos dará; abaixai-vos, que o Senhor vos levantará; humilhai-vos, que o Senhor vos fará sentar à sua direita.
Ide, meus bem-amados, estudai e comentai essas palavras que vos dirijo, de parte d'Aquele que, do alto dos esplendores celestes, tem sempre os olhos voltados para vós, e continua com amor a tarefa ingrata que começou há dezoito séculos. Perdoai, pois, os vossos irmãos, como tendes necessidade de ser perdoados. Se os seus actos vos prejudicaram pessoalmente, eis um motivo a mais para serdes indulgentes, porque o mérito do perdão é proporcional à gravidade do mal, e não haveria nenhum em passar por alto os erros de vossos irmãos, se estes apenas vos incomodassem de leve.
Espíritas, não vos olvideis de que, tanto em palavras como em actos, o perdão das injúrias nunca deve reduzir-se a uma expressão vazia. Se vos dizeis espíritas, sede-o de fato: esquecei o mal que vos tenham feito, e pensai apenas numa coisa: no bem que possais fazer. Aquele que entrou nesse caminho não deve afastar-se dele, nem mesmo em pensamento, pois sois responsáveis pelos vossos pensamentos, que Deus conhece. Fazei, pois, que eles sejam desprovidos de qualquer sentimento de rancor. Deus sabe o que existe no fundo do coração de cada um. Feliz aquele que pode dizer cada noite, ao dormir: nada tenho contra o meu próximo.
Paulo
Apóstolo, Lyon, 1861
15. Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo; perdoar aos amigos é dar prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar que se melhora. Perdoai, pois, meus amigos, para que Deus vos perdoe. Porque, se fordes duros, exigentes, inflexíveis, se guardardes até mesmo uma ligeira ofensa, como quereis que Deus esqueça que todos os dias tendes grande necessidade de indulgência? Oh, infeliz daquele que diz: eu jamais perdoarei, porque pronuncia a sua própria condenação! Quem sabe se, mergulhando em vós mesmos, não descobrireis que fostes o agressor? Quem sabe se, nessa luta que começa por um simples aborrecimento e acaba pela desavença, não fostes vós a dar o primeiro golpe? Se não vos escapou uma palavra ferina? Se usastes de toda a moderação necessária? Sem dúvida o vosso adversário está errado ao se mostrar tão suscetível, mas essa é ainda uma razão para serdes indulgente, e para não merecer ele a vossa reprovação. Admitamos que fosseis realmente o ofendido, em certa circunstância. Quem sabe se não envenenastes o caso com represálias, fazendo degenerar numa disputa grave aquilo que facilmente poderia cair no esquecimento? Se dependeu de vós impedir as consequências, e não o fizestes, sois realmente culpado. Admitamos ainda que nada tendes a reprovar na vossa conduta e, nesse caso, maior será o vosso mérito, se vos mostrardes clemente.
Mas há duas maneiras bem diferentes de perdoar: há o perdão dos lábios e o perdão do coração. Muitos dizem do adversário: "Eu o perdôo", enquanto que, interiormente, experimentam um secreto prazer pelo mal que lhe acontece, dizendo-se a si mesmo que foi bem merecido. Quantos dizem: "Perdôo", e acrescentam: "mas jamais me reconciliarei; não quero vê-lo pelo resto da vida!" É esse o perdão segundo o Evangelho? Não. O verdadeiro perdão, o perdão cristão, é aquele que lança um véu sobre o passado. E o único que vos será levado em conta, pois Deus não se contenta com as aparências: sonda o fundo dos corações e os mais secretos pensamentos, e não se satisfaz com palavras e simples fingimentos. O esquecimento completo e absoluto das ofensas é próprio das grandes almas; o rancor é sempre um sinal de baixeza e de inferioridade. Não esqueçais que o verdadeiro perdão se reconhece pelos actos, muito mais que pelas palavras.
A Indulgência
José
Espírito protector, Bordeaux, 1863
16. Espíritas, queremos hoje falar-vos da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam.
A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta-os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.
A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios actos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?
Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em última instância, que vê os secretos pensamentos de cada coração, e que, em consequência, desculpa frequentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as acções. Pensai que vós, que clamais tão alto: "Anátema!" talvez tenhais cometido faltas mais graves.
Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.
João
Bispo de Bordeaux, 1862
17. Sede indulgentes para as faltas alheias, quaisquer que sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias acções, e o Senhor usará de indulgência para convosco, como usastes para com os outros.
Sustentai os fortes: estimulai-os à perseverança; fortificai os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento; mostrai a todos o anjo da contrição, estendendo suas brancas asas sobre as faltas humanas, e assim ocultando-as aos olhos daqueles que não podem ver o que é impuro. Compreendei toda a misericórdia infinita de vosso Pai, e nunca vos esqueçais de lhe dizer em pensamento, mas sobretudo pelas vossas acções: "Perdoai as nossas ofensas, como perdoamos aos nossos ofensores". Compreendei bem o valor destas sublimes palavras; pois não são admiráveis apenas pela letra, mas também pelo espírito que elas encerram.
Que solicitais ao Senhor quando lhe pedis perdão? Somente o esquecimento de vossas faltas? Esquecimento de que nada vos deixa, pois se Deus se contentasse de esquecer as vossas faltas, não vos puniria, mas também não vos recompensaria. A recompensa não pode ser pelo bem que não fez, e menos ainda pelo mal que se tenha feito, mesmo que esse mal fosse esquecido. Pedindo perdão para as vossas transgressões, pedis o favor de sua graça, para não cairdes de novo, e a força necessária para entrardes numa nova senda, numa senda de submissão e de amor, na qual podereis juntar a reparação ao arrependimento.
Quando perdoardes os vossos irmãos, não vos contenteis com estender o véu do esquecimento sobre as suas faltas. Esse véu é quase sempre muito transparente aos vossos olhos. Acrescentai o amor ao vosso perdão, fazendo por ele o que pedis a vosso Pai Celeste que faça por vós. Substituí a cólera que mancha, pelo amor que purifica. Pregai pelo exemplo essa caridade activa, infatigável, que Jesus vos ensinou. Pregai-a como ele mesmo o fez por todo o tempo em que viveu na Terra, visível para os olhos do corpo, e como ainda prega, sem cessar, depois que se fez visível apenas para os olhos do espírito. Segui esse divino modelo, marchai sobre as suas pegadas: elas vos conduzirão ao refúgio onde encontrareis o descanso após a luta. Como ele, tomai a vossa cruz e subi penosamente, mas corajosamente, o vosso calvário: no seu cume está a glorificação.
Dufétre
Bispo de Nevers, Bordeaux
18. Queridos amigos, sede severos para vós mesmos e indulgentes para as fraquezas alheias. Essa é também uma forma de praticar a santa caridade, que bem poucos observam. Todos vós tendes más tendências a vencer, defeitos a corrigir, hábitos a modificar. Todos vós tendes um fardo mais ou menos pesado que alijar, para subir ao cume da montanha do progresso. Por que, pois, ser tão clarividentes quando se trata do próximo, e tão cegos quando se trata de vós mesmos? Quando deixareis de notar, no olho de vosso irmão, um argueiro que o fere, sem perceber a trave que vos cega e vos faz caminhar de queda em queda? Crede nos Espíritos, vossos irmãos. Todo homem bastante orgulhoso para se julgar superior, em virtudes e méritos, aos seus irmãos encarnados, é insensato e culpado, e Deus o castigará, no dia da sua justiça. O verdadeiro carácter da caridade é a modéstia e a humildade, e consiste em não se verem superficialmente os defeitos alheios, mas em se procurar destacar o que há de bom e virtuoso no próximo. Porque, se o coração humano é um abismo de corrupção, existem sempre, nos seus mais ocultos refolhos, os germes de alguns bons sentimentos, centelhas ardentes da essência espiritual.
Espiritismo, doutrina consoladora e bendita, felizes os que te conhecem e empregam proveitosamente os salutares ensinos dos Espíritos do Senhor! Para esses, o ensino é claro, e ao longo de todo o caminho eles podem ler estas palavras, que lhes indicam a maneira de atingir o alvo: caridade prática, caridade para o próximo como para si mesmo. Em uma palavra, caridade para com todos e amor de Deus sobre todas as coisas, porque o amor de Deus resume todos os deveres, e porque é impossível amar a Deus sem praticar a caridade, da qual Ele faz uma lei para todas as criaturas.
É permitido Repreender os Outros?
19. Ninguém sendo perfeito, não se segue que ninguém tem o direito de repreender o próximo?
São Luís
Paris, 1860
Certamente que não, pois cada um de vós deve trabalhar para o progresso de todos, e sobretudo dos que estão sob a vossa tutela. Mas isso é também uma razão para o fazerdes com moderação, com uma intenção útil, e não como geralmente se faz, pelo prazer de denegrir. Neste último caso, a censura é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda cumprir com todas as cautelas possíveis; e ainda assim, a censura que se faz do outro deve ser endereçada também a nós mesmos, para vermos se não a merecemos.
20. Será repreensível observar as imperfeições dos outros, quando disso não possa resultar nenhum benefício para eles, e mesmo que não as divulguemos?
São Luís
Paris,1860
Tudo depende da intenção. Certamente que não é proibido ver o mal, quando o mal existe. Seria mesmo inconveniente ver-se por toda a parte somente o bem: essa ilusão prejudicaria o progresso. O erro está em fazer essa observação em prejuízo do próximo, desacreditando-o sem necessidade na opinião pública. Seria ainda repreensível fazê-la com um sentimento de malevolência, e de satisfação por encontrar os outros em falta. Mas dá-se inteiramente o contrário, quando, lançando um véu sobre o mal, para ocultá-lo do público, limitamo-nos a observá-lo para proveito pessoal, ou seja, para estudá-lo e evitar aquilo que censuramos nos outros. Essa observação, aliás, não é útil ao moralista? Como descreveria ele as extravagâncias humanas, se não estudasse os seus exemplos?
21. Há casos em que seja útil descobrir o mal alheio?
São Luís
Paris, 1860
Esta questão é muito delicada, e precisamos recorrer à caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só prejudicam a ela mesma, não há jamais utilidade em divulgá-las. Mas se elas podem prejudicar a outros, é necessário preferir o interesse do maior número ao de um só. Conforme as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode ser um dever, pois é melhor que um homem caia, do que muitos serem enganados e se tornarem suas vítimas. Em semelhante caso, é necessário balancear as vantagens e os inconvenientes.
Ref.: O evangelho segundo o espiritismo
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Noticias de Portugal

Sumário:
1 - TRANSIÇÃO PLANETÁRIA
2 - PINTURA MEDIÚNICA NO ALGARVE
1 - TRANSIÇÃO PLANETÁRIA
Na sexta-feira, dia 21 de Janeiro de 2011, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema TRANSIÇÃO PLANETÁRIA, proferida por Antero Ricardo, espírita, colaborador do Centro Espírita Perdão e Caridade (Lisboa), Especialista de Medicina Tradicional Chinesa. Esta conferência enquadra-se no 8º aniversário do Centro de Cultura Espírita, de Caldas da rainha, e terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Este centro tem página na Internet em www.ccespirita.org e e-mail
As entradas são livres e gratuitas.
Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)
2 - PINTURA MEDIÚNICA NO ALGARVE
No próximo mês de Fevereiro estará no Algarve o Médium Florêncio Anton que irá fazer a divulgação da doutrina espírita através da realização de sessões de Pintura Mediunica. Florêncio Anton é licenciado em Pedagogia e Enfermagem e têm uma obra social em um dos bairros mais pobres da cidade de Salvador da Baia, o bairro de Mussurunga, onde é prestado apoio espiritual e alimentar às famílias carenciadas do bairro.O programa é o seguinte:
Dia 15 às 21:30 Pintura Mediúnica na União Cultural Espírita Helil na Urbanização Santo António do Alto Lote 58, Loja B em Faro
Dia 16 às 21:00 Pintura Mediúnica na União Espiritualista de Olhão na Rua Dra Paula Nogueira nº 58 em Olhão
Dia 17 às 21:30 Pintura Mediúnica no Núcleo Familiar Espírita Mentor Amigo na Casa do Sol, Sítio da Queijeira em Pechão
Dia 18 às 21:30 Pintura Mediúnica na Associação Espírita de Lagos na Rua Infante de Sagres nº 50 em Lagos
Fonte: G. Marques

