domingo, 14 de setembro de 2008

Noticias de Portugal


1 – NOVO CENTRO ESPÍRITA EM AVEIRO

2 – BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA NA ASEB

3 – CALDAS DA RAINHA: COMPREENDENDO A MEDIUNIDADE

4 – II JORNADAS DE CULTURA ESPÍRITA DO PORTO

5 – LEIRIA: XV FORUM ESPÍRITA NACIONAL

6 – JOSÉ CID EM CONCERTO DE BENEFICÊNCIA

7 – LISBOA: WORKSHOP’S NO CEPC


1 - NOVO CENTRO ESPÍRITA EM AVEIRO O Centro de Cultura Espírita “Mar de Esperança” é uma nova Associação sem fins lucrativos, localizada na Rua João de Deus, nº 17 – 3830 Ílhavo (junto ao CASCI). O estacionamento recomendado fica a cerca de 100 metros, na Rua Samuel Maia (junto ao edifício da Segurança Social).


A abertura oficial deste Centro será no próximo dia 25 de Setembro, quinta-feira e terá como palestrante Alexandre Ramalho.


A gestão deste espaço está distribuída como a seguir se indica:Coordenadora: Lurdes Brito de AlmeidaContacto: telefone: 234 326309 - E-mail: fernando.almeida@vaa.pt Secretariado: Isabel FeioContacto: telemóvel: 962887320 - E-mail: isabelfeiopedro@sapo.pt


Entrada livre e gratuita


Fonte: Fernando Almeida (Ílhavo)


2 - BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA NA ASEB


Na sexta-feira, dia 12 de Setembro, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Lei de Liberdade”, baseada no Cap. X de “O Livro dos Espíritos”.


O evento terá lugar na sede da ASEB – Associação Sociocultural Espírita de Braga, na Rua do Espírito Santo nº 38, em Braga. Este centro tem página na Internet em http://www.aseb.com.pt/




As entradas são livres e gratuitas.


Fonte: ASEB (Site)


3 - CALDAS DA RAINHA: COMPREENDENDO A MEDIUNIDADE


Na sexta-feira, dia 12 de Setembro, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema "Porque ir ao Centro Espírita? Os Espíritos curam?".Perante a diversidade de situações difíceis com que somos confrontados, a Doutrina Espírita aponta-nos rumos e abre-nos novos caminhos para o entendimento dos nossos problemas. Quantos de nós não encontrámos alguém que, por nos querer ajudar, nos indicou o Centro Espírita como lugar de conforto?


O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Este centro tem página na Internet em www.caldasrainha.net/cce e e-mail cce@caldasrainha.net


As entradas são livres e gratuitas.

Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)


4 - II JORNADAS DE CULTURA ESPÍRITA DO PORTO


As Associações Espíritas da Região do Porto levam a efeito, nos próximos dias 13 e 14 de Setembro de 2008, as II Jornadas de Cultura Espírita do Porto.O evento decorrerá no Fórum da Maia e terá como tema central “A Génese”, a quinta obra literária da codificação espírita que este ano comemora 140 anos da sua primeira edição.Na perspectiva da vossa presença que estamos certos trará ao evento um maior enriquecimento espiritual e afectivo para consolidação do espírito de União no seio do Movimento desta Região.


O programa das Jornadas de Cultura Espírita do Porto pode ser consultado aqui.


Comissão OrganizadoraAlexandre Ramalho


5 - LEIRIA: XV FORUM ESPÍRITA NACIONALO


habitual Fórum Espírita Nacional, organizado pela Associação Espírita de Leiria, terá lugar nos dias 13 e 14 de Setembro de 2008.Este ano, a temática será Perispírito e Mediunidade e será convidado o Dr. Zalmino Zimmermann, Juiz Desembargador, aposentado, presidente da ABRAME - Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas.


Este evento terá início cerca das 09H15 de 13 de Setembro, sábado, encerrando cerca das 18H30, com intervalos para almoço e a meio da manhã e tarde. No dia seguinte reinicia pelas 09H00, terminando cerca das 16H30.


Os interessados deverão contactar a associação organizadora, sita na Rua das Cervas, 135, Barosa, 2400-013 Leiria, ou pelo telefone 244 - 831 524 / 815 934 ou ainda pelo telemóvel 962 984 388.


Fonte: Circular nº 3/2008 da Associação Espírita de Leiria


6 - JOSÉ CID EM CONCERTO DE BENEFICÊNCIAO


Grupo de Estudos Espíritas Allan Kardec informa de que José Cid & Amigos vão realizar um Concerto de Beneficência no próximo mês de Setembro, dia 19, na Geria, Coimbra, na "Quinta das Janelas" (onde Divaldo palestrou em Outubro do ano passado).


Este concerto reverterá a favor da obra de assistência social "O Ninho da Mariazinha", gerida pelo GEAK.


Informações:Grupo de Estudos Espíritas Allan Kardec Rua Cidade Santos, N.º 63, Cave, Monte Formoso 3000 - 112 COIMBRA Tel. 239491391 – Tm. 917424862E-mail: geeak@msn.com - site: http://www.geeak.pt/


Fonte: GEAK (Coimbra)


7 - LISBOA: WORKSHOP’S NO CEPCO CEPC


– Centro Espírita Perdão e Caridade (às Janelas Verdes), na Rua Presidente Arriaga, 124/125 em Lisboa – (Telefone 21/3975219), vai promover os seguintes Workshop’s


Dia 24 de Setembro – 4ª Feira – das 19H30 às 21H30

Tema: "Os Aspectos Fundamentais do Passe Magnético”Expositor: Carlos Alberto Ferreira e Antero Ricardo


Dia 28 de Setembro – Domingo – das 15H00 às 18H00Tema: “Técnicas de Comunicação para Expositores”Expositores: Antero Ricardo e Filipa FerreiraEntradas


livres e gratuitasInformamos ainda de que se encontram abertas as inscrições para os cursos a iniciar em Outubro.


Novo site do CEPC: http://www.ceperdaoecaridade.pt/
Fonte: M. Elisa Viegas (Lisboa)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Independência sonambúlica


Independência sonambúlica
Factos notáveis de lucidez


Muitas pessoas, que hoje aceitam perfeitamente o magnetismo, contestaram durante muito tempo a lucidez sonambúlica; é que, com efeito, essa faculdade veio confundir todas as noções que tínhamos sobre a percepção das coisas do mundo exterior, e, todavia, desde há muito tempo tinha-se o exemplo dos sonâmbulos naturais, que gozam de faculdades análogas e que, por um contraste bizarro, jamais se procurou aprofundar. Hoje, a clarividência sonambúlica é um facto adquirido, e, se ainda é contestado por algumas pessoas, é porque as ideias novas demoram para se enraizar, sobretudo quando é preciso renunciar àquelas por longo tempo nutridas; é também porque muitas pessoas acreditaram, como
ocorre ainda com as manifestações espíritas, que o sonambulismo podia ser experimentado como máquina, sem levar em conta as condições especiais do fenómeno; foi por isso que, não tendo obtido à vontade, e a propósito resultados sempre satisfatórios, disso se concluiu
pela negativa. Fenómenos tão delicados exigem uma observação longa, assídua e perseverante, a fim de apreender-lhes as nuances frequentemente fugitivas. É igualmente em consequência de uma observação incompleta dos factos que certas pessoas, mesmo
admitindo a clarividência dos sonâmbulos, contestam sua independência; segundo elas, sua visão não se estende além do pensamento daquele que os interroga; alguns pretendem mesmo que não há visão, mas simplesmente intuição e transmissão de pensamento, e citam exemplos em apoio. Ninguém duvida que o sonâmbulo, vendo o pensamento, algumas vezes pode traduzi-lo e ser dele o eco; não contestamos mesmo que não possa, em certos casos, influenciá-lo: não ocorresse senão isso no fenómeno, já não seria um facto bem curioso e bem digno de observação? A questão, portanto, não é saber se o sonâmbulo é ou pode ser influenciado por um pensamento estranho, isso não é duvidoso, mas bem saber se é sempre
influenciado: isso é um resultado da experiência. Se o sonâmbulo não diz jamais senão o que sabeis, é incontestável que é o vosso pensamento que ele traduz; mas se, em certos casos, ele diz o que não sabeis, se contradiz vossa opinião, vossa maneira de ver, é evidente que é independente e não segue senão seu próprio impulso. Um único facto desse género, bem caracterizado, bastaria para provar que a sujeição do sonâmbulo ao pensamento de outrem não é uma coisa absoluta; ora, eles existem aos milhares; entre os que são de nosso conhecimento pessoal, citaremos os dois seguintes:
O senhor Marillon, morando em Bercy, rua de Charenton, n9 43, havia desaparecido no dia 13 de Janeiro último. Todas as pesquisas para descobrir seus vestígios foram infrutíferas, nenhuma das pessoas na casa das quais estavam habituado ir, não o haviam visto; nenhum
negócio podia motivar uma ausência prolongada; por outro lado, seu carácter, sua posição pecuniária, seu estado mental descartavam toda ideia de suicídio. Estava-se reduzido a pensar que ele perecera vítima de um crime ou de um acidente; mas, nesta última hipótese, poderia ser facilmente reconhecido e conduzido ao seu domicílio, ou, pelo menos, levado ao Necrotério. Todas as possibilidades eram, pois, para o crime; foi nesse pensamento que se
fixou, tanto melhor porque se pensou que saíra para fazer um pagamento; mas onde e como o crime havia sido cometido? Era o que se ignorava. Sua filha, então, recorreu a uma sonâmbula, a senhora Roger, que em muitas outras circunstâncias semelhantes dera provas de uma lucidez notável, que pudemos constatar por nós mesmos. A senhora Roger seguiu o senhor Morillon desde a sua saída, de sua casa, às 3 horas depois de meio-dia, até lá pelas 7
horas da tarde, no momento em que se dispunha a reentrar, vi-o, então, descer pela margem do Sena por um motivo premente; ali, disse ela, teve um ataque de apoplexia, e o vejo cair sobre uma pedra, fazer-se uma fenda na testa, depois deslizar na água; portanto, isso não foi nem suicídio, nem crime; vejo ainda seu dinheiro e uma chave no bolso de seu paletó. Ela indica o lugar do acidente, mas, acrescenta ela, não é ali que ele está agora, foi facilmente arrastado pela corrente e será encontrado em tal lugar. Foi, com efeito, o que ocorreu; ele tinha a ferida indicada na fronte; a chave e o dinheiro estavam em seu bolso e a posição de suas vestes indicavam, suficientemente, que a sonâmbula não se enganara sobre o motivo que o conduzira às margens do rio. Perguntamos onde, com todos esses detalhes, pode-se ver a transmissão de um pensamento qualquer. Eis um outro facto onde a independência sonambúlica não é menos evidente.

O senhor e a senhora Belhomme, agricultores em Rueil, rua Saint-Denis, nº 19, tinham reservado uma soma ao redor de 8 a 900 francos. Para maior segurança, a senhora
Belhomme colocou-a em um armário, do qual uma parte estava reservada para roupa branca velha, a outra para roupa branca nova, e foi nesta última que o dinheiro foi colocado; nesse momento alguém entrou e a senhora Belhomme se apressou em fechar o armário. Algum
tempo depois, tendo necessidade do dinheiro, ela se persuadiu de tê-lo colocado na roupa velha, porque essa fora sua intenção, na ideia de que o velho tentaria menos os ladrões; mas, em sua precipitação, com a chegada do visitante, ela o havia colocado no outro compartimento. Estava de tal modo convencida de tê-lo colocado na roupa branca velha, que a ideia de procurá-lo alhures não lhe ocorreu; encontrando o lugar vazio, e lembrando-se da visita, ela acreditou ter sido notada e roubada, e nessa persuasão, suas suposições, naturalmente, se dirigiam sobre o visitante.

A senhora Belhomme conhecia a senhorita Marillon, da qual falamos mais acima, e lhe contou sua desventura. Esta tendo-lhe ensinado o meio pelo qual seu pai fora encontrado, a exortou dirigir-se à mesma sonâmbula, antes de tomar alguma providência. O senhor e a senhora
Belhomme seguiram para a casa da senhora Roger, bem convencidos de terem sido roubados, e na esperança de que se indicaria o ladrão que, em sua opinião, não podia ser senão o visitante. Tal era, pois, seu pensamento exclusivo; ora, a sonâmbula, depois de uma descrição minuciosa do local, lhes disse: não fostes roubados; vosso dinheiro está intacto em vosso outro armário, somente credes tê-lo colocado no de roupa velha, ao passo que o
colocastes no de nova; retornai para vossa casa e aí o encontrareis; com efeito, foi o que ocorreu.

Nosso objectivo, narrando esses dois factos, e poderíamos deles citar muitos outros também concludentes, foi de provar que a clarividência sonambúlica não é sempre o reflexo de um pensamento estranho; que o sonâmbulo pode ter, assim, uma lucidez própria, inteiramente
independente. Disso resulta consequências de alta gravidade do ponto de vista psicológico; aí encontramos a chave de mais de um problema, que examinaremos ulteriormente, tratando das relações que existem entre o sonambulismo e o Espiritismo, relações que lançam uma luz toda nova sobre a questão.

Revista Espírita, Novembro de 1858

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Noticias de Portugal


1 – ACE: ESPIRITISMO EM AVEIRO

2 – LEÇA DA PALMEIRA: PALESTRAS ESPÍRITAS

3 – BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA NA ASEB

4 – CALDAS DA RAINHA: COMPREENDENDO A MEDIUNIDADE

5 – MALVEIRA: PALESTRA ESPÍRITA

6 – LOURES: ENCONTROS ESPÍRITAS



1 - ACE: ESPIRITISMO EM AVEIRO


A Associação Cultural Espírita de Aveiro, sita na Rua Ciudad Rodrigo, nº 12 r/c, 3800-083 Aveiro (Bairro do Liceu). Tel. 96 271 4000, leva a efeito as seguintes iniciativas no decorrer do mês de Setembro:


Dia 01 – 2ª feira- 20H00 – Atendimento fraterno - 21H00 – Palestra – “O Espírito e a violência” - Manuel Santos- 22H00 – Passe- 22H15 – Atendimento espiritual


Dia 05 – 6ª feira- 21H00 – Estudo da Doutrina – O Livro dos Espíritos


Dia 08 – 2ª feira- 20H00 – Atendimento fraterno- 21H00 – Palestra – Tema Livre – Paulo Fonseca- 22H00 – Passe- 22H15 – Atendimento espiritual


Dia 12 – 6ª feira- 21H00 – Estudo da Doutrina – Curso de Mediunidade


Dia 15 – 2ª feira- 20H00 – Atendimento fraterno- 21H00 – Palestra –- Tema Livre – Luténio Faria- 22H00 – Passe- 22H15 – Atendimento espiritual


Dia 19 – 6ª feira- 21H00 – Estudo da Doutrina – O Livro dos EspíritosDia 22 – 2ª feira- 20H00 – Atendimento fraterno- 21H00 – Palestra musicada – Moacyr Camargo- 22H00 – Passe- 22H15 – Atendimento espiritual


Dia 26 – 6ª feira- 21H00 – Estudo da Doutrina – Curso de Mediunidade


Dia 29 – 2ª feira- 20H00 – Atendimento fraterno- 21H00 – Palestra – “O Ser Humano e as Doenças” – Manuel Santos- 22H00 – Passe- 22H15 – Atendimento espiritual


Mais informações:Associação Cultural Espírita de AveiroRua Ciudad Rodrigo, nº 12 r/c, (Bairro do Liceu)3810 – 083 Aveiro(Tel. 96 271 4000)(E-mail: aceaveiro@mail.com e msantuz@mail.telepac.pt )


Fonte: Manuel Santos (Aveiro)


2 - LEÇA DA PALMEIRA: PALESTRAS ESPÍRITAS


O N.E.R.V. – Núcleo Espírita Rosa dos Ventos, com sede na Travessa Fonte da Muda, 26, 4450 -672 Leça da Palmeira, convida-vos a estarem presente às sextas-feiras do mês de Setembro, pelas 21H00, para o seguinte ciclo de palestras, baseado no Livro “Obras Póstumas”


Dia 05 – Tema: “Profissão de Fé Espírita Raciocinada)” – Conferencista: Maria Áurea Rodrigues


Dia 09 – Tema: “Estudo sobre a Natureza do Cristo” – Conferencista: Francisco Assis


Dia 19 – Tema: “Regeneração das Artes pelo Espiritismo” – Conferencista: António Augusto Fonseca


Dia 26 – Tema: “Alternativas da Humanidade)” – Conferencista: José António Luz


Entrada livre e gratuita.


Mais informações em:NERV – Núcleo Espírita Rosa-dos-VentosTravessa Fonte da Muda, nº 264450-672 Leça da Palmeira E-mail nervespiritismo@yahoo.comSite: http://www.adeportugal.org/newsletter/link.php?M=434&N=14&L=1&F=H / Blog espírita: http://www.adeportugal.org/newsletter/link.php?M=434&N=14&L=9&F=H Telf. 229962395 - 965384111


Fonte: José António Luz


3 - BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA NA ASEB


Na sexta-feira, dia 5 de Setembro, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Lei de Igualdade”, baseada no Cap. IX (parte terceira) de “O Livro dos Espíritos”.


O evento terá lugar na sede da ASEB – Associação Sociocultural Espírita de Braga, na Rua do Espírito Santo nº 38, em Braga. Este centro tem página na Internet em http://www.adeportugal.org/newsletter/link.php?M=434&N=14&L=4&F=H e-mail info@aseb.com.pt


As entradas são livres e gratuitas.
Fonte: ASEB (Site)


4 - CALDAS DA RAINHA: COMPREENDENDO A MEDIUNIDADE


Na sexta-feira, dia 5 de Setembro, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema "Compreendendo a Mediunidade".A Doutrina Espírita (ou Espiritismo) vem esclarecer o conceito sobre mediunidade, demonstrando ser uma faculdade inerente ao Ser Humano como qualquer outra, não havendo por isso razão para qualquer tipo de receios. Venha saber mais.


O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Este centro tem página na Internet em http://www.adeportugal.org/newsletter/link.php?M=434&N=14&L=3&F=He e-mail cce@caldasrainha.net


As entradas são livres e gratuitas.


Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)


5 - MALVEIRA: PALESTRA ESPÍRITA


À semelhança do que tem acontecido desde há meses, e sempre na 2ª sexta-feira de cada mês, às 20H30, vai realizar-se uma palestra no próximo dia 12 de Setembro, desta vez subordinada ao tema "A Depressão", na Associação Fraterna Mensageiros do Bem, sita na rua Eurico Rodrigues de Lima, 2B, 2665 – 277 Malveira.


Mais informações através dos telemóveis 96 536 28 55 e/ou 91 771 37 44.


Fonte: Marcelo Oliveira (Tm: 91 771 37 44)


6 - LOURES: ENCONTROS ESPÍRITAS


Como vem acontecendo sempre no segundo domingo de cada mês, pelas 17H00, a Associação de Cultura Espírita Fernando de Lacerda, sita na Rua da República, 116, 2670-471 Loures, comunica que, no próximo dia 14 de Setembro, o tema para reflexão será a “Reencarnação”.



Contacto: 911009524 (Associação) / 919229046 (Elda Silva)


Fonte: Elda Silva (Loures)




A “Contribuição Espiritual na Medicina do Século XXI” é o tema das III Jornadas Portuguesas de Medicina e Espiritualidade, que acontecem dias 18 e 19 de Outubro, no Auditório da Faculdade de Medicina Dentária, da Universidade de Lisboa.Para informações e/ou inscrições, consulte o site do Grupo Espírita Batuíra em Portugal (http://www.adeportugal.org/newsletter/link.php?M=434&N=14&L=35&F=H) ou envie e-mail para jornadas@verdadeluz.pt. Informações também pelos telefones: 214121062 – 214123337 e 916943625 – 962315659 – 934300778.


Programação:


Sábado – Dia 18/1008H30 – Cerimónia de Abertura


09H10 – Palestra de abertura: A Visão Integral do Ser: um Novo Paradigma para a Medicina no Século XXI – Dra. Marlene Nobre


10H00 – O Papel das Associações Médico-Espíritas (AMEs) na Construção da Espiritualidade na Medicina – Dr. Francisco José Viana Ganhão


10H50 – Do Átomo ao Arcanjo – a trajectória do ser espiritual – Dra. Irvénia Di Santis Prada


11H30 – Da Alma ao Corpo Físico - os mecanismos de gestação das doenças – Dr. Décio Iandoli Jr.


12H15 – Perguntas e Respostas (se houver tempo)


12H30 – Intervalo – Almoço


14H00 – Painel: A Alma no Limiar de Uma Nova Vidaa)


14H00 – O Desligar da Alma: Anátomofisiologia da Desencarnação – Dra. Marlene Nobre)


14H40 – Repercussões Espirituais no Coma e na Eutanásia – Dr. José Roberto Pereira dos Santos c)


15H20 – Consequências Espirituais das Drogas – Dr. Carlos Roberto de Souza


16H00 – Intervalo16h20 – Painel: Transtornos Mentais e Espiritualidade


a) 16H20 – A Depressão sob a óptica espiritual – Dra. Sara Vieira Repolho


b) 16H55 – Transtornos Alimentares na Visão Espírita – Dr. Roberto Lúcio V. de Souza


c) 17H35 – Sindroma do Pânico: Aspectos Clínicos, Emocionais e Espirituais – Dr. Sérgio Lopes


18H15 – Perguntas e Respostas


18H25 – A Influência da Espiritualidade no dia a dia de um cirurgião – Dr. João A. Duarte Jacinto


19H05 – O auto-perdão como caminho para a saúde – Dr. Alberto Almeida


19H45 – Encerramento


Domingo – Dia 19/10


08H30 – A Dor: sua Percepção e Modelagem – Dra. Paula Costa e Silva


09H10 – Painel: Genética e Espiritualidade


a) 09H10 – A Mente, a Célula e o Genoma – Dr. Carlos Roberto de Souza


b) 09H50 – O Fim da Ditadura dos Genes – Dr. Décio Iandoli Jr.


10H30 – Intervalo


10H50 – O Cérebro como Órgão de Expressão da Mente: funções não locais da consciência – Dra. Irvénia Di Santis Prada


11H35 – Esquizofrenia e Transtornos Espirituais: como entender e tratar – Dr. Roberto Lúcio V. de Souza


12H15 – Suicídio e Transtornos Depressivos – Dr. Sérgio Lopes


13H00 – Intervalo – Almoço


14H30 – O Espiritismo e a Interface TVP/Agente Teta/Obsessão – Dr. Alberto Almeida


15H10 – O Valor Terapêutico da Prece – Dr. Décio Iandoli Jr.


15H45 – Doença de Alzheimer, Leis Morais e Saúde Mental – Dr. Sérgio Lopes


16H30 – Intervalo


16H50 – A Missão do Médico – Dr. José Roberto Pereira dos Santos e Dr. Alberto Almeida


18H00 – Perguntas e respostas


18H40 – Cerimónia de Encerramento das III Jornadas


Fonte: Nuno Emanuel


sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Das contradições e das mistificações


DAS CONTRADIÇÕES E DAS MISTIFICAÇÕES

Das contradições

297. Os adversários do Espiritismo não deixam de objectar que seus adeptos não se acham entre si de acordo; que nem todos partilham das mesmas crenças; numa palavra: que se contradizem. Ponderam eles: se o ensino vos é dado pelos espíritos, como não se apresenta idêntico? Só um estudo sério e aprofundado da ciência pode reduzir estes argumentos ao seu justo valor.
Apressemo-nos em dizer desde logo que essas contradições, de que algumas pessoas fazem grande cabedal, são, em regra, mais aparentes que reais; que elas quase sempre existem mais na superfície do que no fundo mesmo das coisas e que, por consequência, carecem de importância. De duas fontes provêm: dos homens e dos Espíritos.

298. As contradições de origem humana já foram suficientemente explicadas no capítulo referente aos Sistemas, n. 36, ao qual nos reportamos. Todos compreenderão que, no princípio, quando as observações ainda eram incompletas, hajam surgido opiniões divergentes sobre as causas e as consequências dos fenómenos espíritas, opiniões cujos três quartos já caíram diante de um estudo mais sério e mais aprofundado. Com poucas excepções e postas de lado certas pessoas que não se desprendem facilmente das ideias que hão acariciado ou engendrado, pode dizer-se que hoje há unidade de vistas na imensa maioria dos espíritas, ao menos quanto aos princípios gerais, salvo pequenos detalhes insignificantes.

299. Para se compreenderem a causa e o valor das contradições de origem espírita, é preciso estar-se identificado com a natureza do mundo invisível e tê-lo estudado por todas as suas faces. A primeira vista, parecerá talvez estranho que os Espíritos não pensem todos da mesma maneira, mas isso não pode surpreender a quem quer que se haja compenetrado de que infinitos são os degraus que eles têm de percorrer antes de chegarem ao alto da escada. Supor-lhes igual apreciação das coisas fora imaginá-los todos no mesmo nível; pensar que todos devam ver com justeza fora admitir que todos já chegaram à perfeição, o que não é exacto e não o pode ser, desde que se considere que eles não são mais do que a Humanidade despida do envoltório corporal.
Podendo manifestar-se Espíritos de todas as categorias, resulta que suas comunicações trazem o cunho da ignorância ou do saber que lhes seja peculiar no momento, o da inferioridade, ou da superioridade moral que alcançaram. A distinguir o verdadeiro do falso, o bom do mau, é a que devem conduzir as instruções que temos dado.
Cumpre não esqueçamos que, entre os Espíritos, há, como entre os homens, falsos sábios e semi-sábios, orgulhosos, presunçosos e sistemáticos. Como só aos Espíritos perfeitos é dado conhecerem tudo, para os outros há, do mesmo modo que para nós, mistérios que eles explicam à sua maneira, segundo suas ideias, e a cujo respeito podem formar opiniões mais ou menos exactas, que se empenham, levados pelo amor-próprio, por que prevaleçam e que gostam de reproduzir em suas comunicações. O erro está em terem alguns de seus intérpretes esposado muito levianamente opiniões contrárias ao bom-senso e se haverem feito os editores responsáveis delas. Assim, as contradições de origem espírita não derivam de outra causa, senão da diversidade, quanto à inteligência, aos conhecimentos, ao juízo e à moralidade, de alguns Espíritos que ainda não estão aptos a tudo conhecerem e a tudo compreenderem. (Veja-se: O Livro dos Espíritos -
"Introdução", § XIII; "Conclusão", § IX.)

300. De que serve o ensino dos Espíritos, dirão alguns, se não nos oferece mais certeza do que o ensino humano? Fácil é a resposta. Não aceitamos com igual confiança o ensino de todos os homens e, entre duas doutrinas, preferimos aquela cujo autor nos parece mais esclarecido, mais capaz, mais judicioso, menos acessível às paixões. Do mesmo modo se deve proceder com os Espíritos. Se entre eles há os que não estão acima da Humanidade, muitos há que a ultrapassaram e estes nos podem dar ensinamentos que em vão buscaríamos com os homens mais instruídos. De distingui-los é do que deve tratar com cuidado quem queira esclarecer-se e a fazer essa distinção é o a que conduz o Espiritismo. Porém, mesmo esses ensinamentos têm um limite e, se aos Espíritos não é dado saberem tudo, com mais forte razão isso se verifica relativamente aos homens. Há coisas, portanto, sobre as quais será inútil interrogar os Espíritos, ou porque lhes seja defeso revelá-las, ou porque eles próprios as ignoram e a cujo respeito apenas podem expender suas opiniões pessoais. Ora, são essas opiniões pessoais que os
Espíritos orgulhosos apresentam como verdades absolutas. Sobretudo, acerca do que deva permanecer oculto, como o futuro e o principio das coisas, é que eles mais insistem, a fim de insinuarem que se acham de posse dos segredos de Deus. Por isso mesmo, sobre esses pontos é que mais contradições se observam. (Veja-se o capítulo precedente.)

301. Eis as respostas que os Espíritos deram a perguntas feitas acerca das contradições:

1ª Comunicando-se em dois centros diferentes, pode um Espírito dar-lhes, sobre o mesmo ponto, respostas contraditórias?

"Se nos dois centros as opiniões e as ideias diferirem, as respostas poderão chegar-lhes desfiguradas, por se acharem eles sob a influência de diferentes colunas de Espíritos. Então, não é a resposta que é contraditória, mas a maneira por que é dada."

2ª Concebe-se que uma resposta possa ser alterada; mas, quando as qualidades do médium excluem toda ideia de má influência, como se explica que Espíritos superiores usem de linguagens diferentes e contraditórias sobre o mesmo assunto, para com pessoas perfeitamente sérias?

"Os Espíritos realmente superiores jamais se contradizem e a linguagem de que usam é sempre a mesma, com as mesmas pessoas. Pode, entretanto, diferir, de acordo com as pessoas e os lugares, Cumpre, porém, se atenda a que a contradição, às vezes, é apenas aparente; está mais nas palavras do que nas ideias; porquanto, quem reflicta verificará que a ideia fundamental é a mesma. Acresce que o mesmo Espírito pode responder diversamente sobre a mesma questão, segundo o grau de adiantamento dos que o evocam, pois nem sempre convém que todos recebam a mesma resposta, por não estarem todos igualmente adiantados. É exactamente como se uma criança e um sábio te fizessem a mesma pergunta. De certo, responderíeis a uma e a outro de modo que te compreendessem e ficassem satisfeitos. As respostas, nesse caso, embora diferentes, seriam fundamentalmente idênticas."

3ª Com que fim Espíritos sérios, junto de certas pessoas, parecem aceitar ideias e preconceitos que combatem junto de outras?

"Cumpre nos façamos compreensíveis. Se alguém tem uma convicção bem firmada sobre uma doutrina, ainda que falsa, necessário é lhe tiremos essa convicção, mas pouco a pouco. Por isso é que muitas vezes nos servimos de seus termos e aparentamos abundar nas suas ideias: é para que não fique de súbito ofuscado e não deixe de se instruir connosco.
"Aliás, não é de bom aviso atacar bruscamente os preconceitos. Esse o melhor meio de não se ser ouvido. Por essa razão é que os Espíritos muitas vezes falam no sentido da opinião dos que os ouvem: é para os trazer pouco a pouco à verdade.
Apropriam sua linguagem às pessoas, como tu mesmo farás, se fores um orador mais ou menos hábil. Daí o não falarem a um chinês, ou a um maometano, como falarão a um francês, ou a um cristão. E que têm a certeza de que seriam repelidos.
"Não se deve tomar como contradição o que muitas vezes não é senão parte da elaboração da verdade. Todos os Espíritos têm a sua tarefa designada por Deus.
Desempenham-na dentro das condições que julgam convenientes ao bem dos que lhes recebem as comunicações."

4ª As contradições, mesmo aparentes, podem lançar dúvidas no Espíritos de algumas pessoas. Que meio de verificação se pode ter, para conhecer a verdade?

"Para se discernir do erro a verdade, preciso se faz que as respostas sejam aprofundadas e meditadas longa e seriamente. E um estudo completo a fazer-se. Para isso, é necessário tempo, como para estudar todas as coisas.
"Estudai, comparai, aprofundai. Incessantemente vos dizemos que o conhecimento da verdade só a esse preço se obtém. Como quereríeis chegar à verdade, quando tudo interpretais segundo as vossas ideias acanhadas, que, no entanto, tomais por grandes ideias? Longe, porém, não está o dia em que o ensino dos Espíritos será por toda parte uniforme, assim nas minúcias, como nos pontos principais. A missão deles é destruir o erro, mas isso não se pode efectuar senão gradativamente."

5ª Pessoas há que não têm nem tempo, nem a aptidão necessária para um estudo sério e aprofundado e que aceitam sem exame o que se lhes ensina. Não haverá para elas inconveniente em esposar erros?

"Que pratiquem o bem e não façam o mal é o essencial. Para isso, não há duas doutrinas. O bem é sempre o bem, quer feito em nome de Allah, quer em nome de Jeová, visto que um só Deus há para o Universo."

6ª Como é que Espíritos, que parecem desenvolvidos em inteligência, podem ter ideias evidentemente falsas sobre certas coisas?

"E que têm suas doutrinas. Os que não são bastante adiantados, e julgam que o são, tomam suas ideias pela própria verdade. Tal qual entre vós."

7ª Que se deve pensar de doutrinas segundo as quais um só Espírito poderia comunicar-se e que esse Espírito seria Deus ou Jesus?

"O que isto ensina é um Espírito que quer dominar, pelo que procura fazer crer que é o único a comunicar-se. Mas, o infeliz que ousa tomar o nome de Deus duramente expiará o seu orgulho. Quanto a essas doutrinas, elas se refutam a si mesmas, porque estão em contradição com os factos mais bem averiguados. Não merecem exame sério, pois que carecem de raízes.
"A razão vos diz que o bem procede de uma fonte boa e o mal de uma fonte má; por que haveríeis de querer que uma boa árvore desse maus frutos? Já colhestes uvas em macieira? A diversidade das comunicações é a prova mais patente da variedade das fontes donde elas precedem. Aliás, os Espíritos que pretendem ser eles os únicos que se podem comunicar esquecem-se de dizer por que não o podem os outros fazê-lo. A pretensão que manifestam é a negação do que o Espiritismo tem de mais belo e de mais consolador: as relações do mundo visível com o mundo invisível, dos homens com os seres que lhes são caros e que assim estariam para eles sem remissão perdidos. São essas relações que identificam o homem com o seu futuro, que o desprendem do mundo material. Suprimi-las é remergulhá-lo na dúvida, que constitui o seu tormento; é alimentar-lhe o egoísmo. Examinando-se com cuidado a doutrina de tais Espíritos, nela se descobrirão a cada passo contradições injustificáveis, marcas da ignorância deles sobre as coisas mais evidentes e, por conseguinte, sinais certos da sua inferioridade" -O Espírito de Verdade.

8ª De todas as contradições que se notam nas comunicações dos Espíritos, uma das mais frisantes é a que diz respeito à reencarnação. Se a reencarnação é uma necessidade da vida espírita, como se explica que nem todos os Espíritos a ensinem?

"Não sabeis que há Espíritos cujas ideias se acham limitadas ao presente, como se dá com muitos homens na Terra? Julgam que a condição em que se encontram tem que durar sempre: nada vêem além do circulo de suas percepções e não se preocupam com o saberem donde vêm, nem para onde vão e, no entanto, devem sofrer a acção da lei da necessidade. A reencarnação é, para eles, uma necessidade em que não pensam, senão quando lhes chega. Sabem que o Espírito progride, mas de que maneira?
Têm isso como um problema. Então, se os interrogardes a respeito, falar-vos-ão dos sete céus superpostos como andares. Alguns mesmo vos falarão da esfera do fogo, da esfera das estrelas, depois da cidade das flores, da dos eleitos."

9ª Concebemos que os Espíritos pouco adiantados possam deixar de compreender esta questão; mas, como é que Espíritos de uma inferioridade moral e intelectual notória falam espontaneamente de suas diferentes existências e do desejo que têm de reencarnar, para resgatarem o passado?
"Passam-se no mundo dos Espíritos coisas bem difíceis de compreenderdes. Não tendes entre vós pessoas multo ignorantes sobre certos assuntos e esclarecidas acerca de outros; pessoas que têm mais juízo do que instrução e outras que têm mais espírito que juízo? Não sabeis também que alguns Espíritos se comprazem em conservar os homens na ignorância, aparentando instruí-los, e que aproveitam da facilidade com que suas palavras são acreditadas? Podem seduzir os que não descem ao fundo das coisas; mas, quando pelo raciocínio são levados à parede, não sustentam por muito tempo o papel."
"Cumpre, além disso, se tenha em conta a prudência de que, em geral, os Espíritos usam na promulgação da verdade: uma luz muito viva e muito súbita ofusca, não esclarece. Podem eles, pois, em certos casos, julgar conveniente não a espalharem senão gradativamente, de acordo com os tempos, os lugares e as pessoas.
Moisés não ensinou tudo o que o Cristo ensinou e o próprio Cristo muitas coisas disse, cuja inteligência ficou reservada às gerações futuras. Falais da reencarnação e vos admirais de que este princípio não tenha sido ensinado em alguns países. Lembrai-vos, porém, de que num país onde o preconceito da cor impera soberanamente, onde a escravidão criou raízes nos costumes, o Espiritismo teria sido repelido só por proclamar a reencarnação, pois que monstruosa pareceria, ao que é senhor, a ideia de vir a ser escravo e reciprocamente. Não era melhor tomar aceito primeiro o princípio geral, para mais tarde se lhe tirarem as consequências? Oh! homens! como é curta a vossa vista, para apreciar os desígnios de Deus! Sabei que nada se faz sem a sua permissão e sem um fim que as mais das vezes não podeis penetrar. Tenho-vos dito que a unidade se fará na crença espírita; ficai certos de que assim será; que as dissidências, já menos profundas, se apagarão pouco a pouco, à medida que os homens se esclarecerem e que
acabarão por desaparecer completamente. Essa é a vontade de Deus, contra a qual não pode prevalecer o erro." - O Espírito de Verdade.

10ª As doutrinas erróneas, que certos Espíritos podem ensinar, não têm por efeito retardar o progresso da verdadeira ciência?

"Desejais tudo obter sem trabalho. Sabei, pois, que não há campo onde não cresçam as ervas más, cuja extirpação cabe ao lavrador. Essas doutrinas erróneas são uma consequência da inferioridade do vosso mundo. Se os homens fossem perfeitos, só aceitariam o que é verdadeiro.
Os erros são como as pedras falsas, que só um olhar experiente pode distinguir.
Precisais, portanto, de um aprendizado, para distinguirdes o verdadeiro do falso. Pois bem! as falsas doutrinas têm a utilidade de vos exercitarem em fazerdes a distinção entre o erro e a verdade."

a) - Os que adoptam o erro não retardam o seu adiantamento?

"Se adoptam o erro, é que não estão bastante adiantados para compreender a verdade."

302. A espera de que a unidade se faça, cada um julga ter consigo a verdade e sustenta que o verdadeiro é só o que ele sabe, ilusão que os Espíritos enganadores não se descuidam de entreter. Assim sendo, em que pode o homem imparcial e desinteressado basear-se, para formar juízo?

"Nenhuma nuvem obscurece a luz mais pura; o diamante sem mácula é o que tem mais valor; julgai, pois, os Espíritos pela pureza de seus ensinos. A unidade se fará do lado onde ao bem jamais se haja misturado o mal; desse lado é que os homens se ligarão, pela força mesma das coisas, porquanto considerarão que aí está a verdade.
Notai, ao demais, que os princípios fundamentais são por toda parte os mesmos e têm que vos unir numa ideia comum: o amor de Deus e a prática do bem. Qualquer que seja, consequentemente, o modo de progressão que se imagine para as almas, o objectivo final é um só e um só o meio de alcançá-lo: fazer o bem. Ora, não há duas maneiras de fazê-lo.
Se dissidências capitais se levantam, quanto ao principio mesmo da Doutrina, de uma regra certa dispondes para as apreciar, esta: a melhor doutrina é a que melhor satisfaz ao coração e à razão e a que mais elementos encerra para levar os homens ao bem. Essa, eu vo-lo afirmo, a que prevalecerá." - O Espírito de Verdade.

NOTA. Das causas seguintes podem derivar as contradições que se notam nas comunicações espíritas: da ignorância de certos Espíritos; do embuste dos Espíritos inferiores que, por malícia ou maldade, dizem o contrário do que disse algures o Espírito cujo nome eles usurpam; da vontade do próprio Espírito, que fala segundo os tempos, os lugares e as pessoas, e que pode julgar conveniente não dizer tudo a toda gente; da insuficiência da linguagem humana, para exprimir as coisas do mundo incorpóreo; da insuficiência dos meios de comunicação, que nem sempre permitem ao Espírito expressar todo o seu pensamento; enfim, da interpretação que cada um pode dar a uma palavra ou a uma explicação, segundo suas ideias, seus preconceitos, ou o ponto de vista donde considere o assunto. Só o estudo, a observação, a experiência e a isenção de todo sentimento de amor-próprio podem ensinar a distinguir estes diversos matizes.

Das mistificações


303. Se o ser enganado é desagradável, ainda mais o é ser mistificado. Esse, aliás, um dos inconvenientes de que mais facilmente nos podemos preservar. De todas as instruções precedentes ressaltam os meios de se frustrarem as tramas dos Espíritos enganadores. Por essa razão, pouca coisa diremos a tal respeito. Sobre o assunto, foram estas as respostas que nos deram os Espíritos:

1ª As mistificações constituem um dos escolhos mais desagradáveis do Espiritismo prático. Haverá meio de nos preservarmos deles?

"Parece-me que podeis achar a resposta em tudo quanto vos tem sido ensinado.
Certamente que há para isso um meio simples: o de não pedirdes ao Espiritismo senão o que ele vos possa dar. Seu fim é o melhoramento moral da Humanidade; se vos não afastardes desse objectivo, jamais sereis enganados, porquanto não há duas maneiras de se compreender a verdadeira moral, a que todo homem de bom-senso pode admitir.
"Os Espíritos vos vêm instruir e guiar no caminho do bem e não no das honras e das riquezas, nem vêm para atender às vossas paixões mesquinhas. Se nunca lhes pedissem nada de fútil, ou que esteja fora de suas atribuições, nenhum ascendente encontrariam jamais os enganadores; donde deveis concluir que aquele que é mistificado só o é porque o merece.

"O papel dos Espíritos não consiste em vos informar sobre as coisas desse mundo, mas em vos guiar com segurança no que vos possa ser útil para o outro mundo.
Quando vos falam do que a esse concerne, é que o julgam necessário, porém não porque o peçais. Se vedes nos Espíritos os substitutos dos adivinhos e dos feiticeiros, então é certo que sereis enganados.
"Se os homens não tivessem mais do que se dirigirem aos Espíritos para tudo saberem, estariam privados do livre-arbítrio e fora do caminho traçado por Deus à Humanidade. O homem deve agir por si mesmo. Deus não manda os Espíritos para que lhe achanem a estrada material da vida, mas para que lhe preparem a do futuro."

a) Porém, há pessoas que nada perguntam e que são indignamente enganadas por Espíritos que vêm espontaneamente, sem serem chamados.
"Elas nada perguntam, mas se comprazem em ouvir, o que dá no mesmo. Se acolhessem com reserva e desconfiança tudo o que se afasta do objectivo essencial do Espiritismo, os Espíritos levianos não as tomariam tão facilmente para joguete."

2ª Por que permite Deus que pessoas sinceras e que aceitam o Espiritismo de boa-fé sejam mistificadas? Não poderia isto ter o inconveniente de lhes abalar a crença?

"Se isso lhes abalasse a crença, é que não tinham muito sólida a fé. Os que renunciassem ao Espiritismo, por um simples desapontamento., provariam não o haverem compreendido e não lhe terem atentado na parte séria. Deus permite as mistificações, para experimentar a perseverança dos verdadeiros adeptos e punir os que do Espiritismo fazem objecto de divertimento."


NOTA. A astúcia dos Espíritos mistificadores ultrapassa às vezes tudo o que se possa imaginar. A arte, com que dispõem as suas baterias e combinam os meios de persuadir, seria uma coisa curiosa, se eles nunca passassem dos simples gracejos; porém, as mistificações podem ter consequências desagradáveis para os que não se achem em guarda. Sentimo-nos felizes por termos podido abrir a tempo os olhos a muitas pessoas que se dignaram de pedir o nosso parecer e por lhes havermos poupado acções ridículas e comprometedoras. Entre os meios que esses Espíritos empregam, devem colocar-se na primeira linha, como sendo os mais frequentes, os que têm por fim tentar a cobiça, como a revelação de pretendidos tesouros ocultos, o anuncio de heranças, ou outras fontes de riquezas. Devem, além disso, considerar-se suspeitas, logo à primeira
vista, as predições com época determinada, assim como todas as indicações precisas, relativas a interesses materiais. Cumpre não se dêem os passos prescritos ou aconselhados pelos Espíritos, quando o fim não seja eminentemente racional; que ninguém nunca se deixe deslumbrar pelos nomes que os Espíritos tomam para dar aparência de veracidade às suas palavras; desconfiar das teorias e sistemas científicos ousados; enfim, de tudo o que se afaste do objectivo moral das manifestações.
Encheríamos um volume dos mais curiosos, se houvéramos de referir todas as mistificações de que temos tido conhecimento.

Referencia: O livro dos Médiuns

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

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