quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Noticias do Brasil




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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Noticias de Portugal


1 – CALDAS DA RAINHA: COMO TRABALHAR OS SENTIMENTOS

2 – BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA

3 – PALESTRAS NA ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA DE LAGOS

4 – DIVALDINHO MATOS DE NOVO EM PORTUGAL

5 – 2º ENCONTRO FRATERNO AUTA DE SOUZA EM PORTUGAL


- CALDAS DA RAINHA: COMO TRABALHAR OS SENTIMENTOS


Na sexta-feira, dia 22 de Agosto, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema "Como trabalhar os sentimentos".A Doutrina Espírita (ou Espiritismo) mostra de modo inequívoco a responsabilidade que todos temos sobre a maneira como pensamos, que se reflecte no modo como agimos e interagimos


O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Este centro tem página na Internet em www.caldasrainha.net/cce e e-mail cce@caldasrainha.net


As entradas são livres e gratuitas.

Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)


2 - BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA


Realiza-se este sábado, dia 23 de Agosto, pelas 21H30, uma conferência espírita, na Associação de Estudos Espirituais Messe de Amor, na Rua das Oliveiras Lote G, Loja 1, Gualtar - Braga, subordinada ao tema: "Pestalozzi e Kardec – Aperfeiçoamento Moral".


Actividades habituais:

Segunda-feira - 21H30 - Estudo da Doutrina

Sexta-feira - 21H45 - Estudo do Evangelho

Sábado - 15H30 - Escola de Evangelho (DIJ)

Sábado - 20H00 - Atendimento Individual

Sábado - 21H30 - Palestra Pública


Fonte: Sérgio Cunha (Braga) (Telemóvel 91 977 77 29) ( smoac54@yahoo.com.br )


3 - PALESTRAS NA ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA DE LAGOS


No próximo mês de Setembro, a Associação Espírita de Lagos, com sede na Rua Infante deSagres, N.º 50, 1.º, em Lagos, leva a efeito as seguintes actividades espíritas:


Dia 04 – 16H00 – Palestra por Divaldinho Matos;

Dia 20 – Palestra – Tema: “A Arte na Evolução do Espírito” – com música


No passado dia 16 de Agosto, pelas 16H00 teve lugar uma palestra sobre “Espiritismo e Criminologia”, que foi proferida por Isabel Martins


Fonte: Luísa Dias


4 - DIVALDINHO MATOS DE NOVO EM PORTUGALO


Núcleo Familiar Espírita do Mentor Amigo vai trazer, no próximo mês de Setembro, para uma digressão de divulgação da doutrina espírita, o médium e orador espírita Divaldo Matos de Oliveira, popularmente conhecido como Divaldinho, que é fundador e dirigente do Grupo Espírita Maria de Nazaré, em Votuporanga, no interior do Estado de São Paulo, Brasil. Durante a sua estadia, Divaldinho realizara as seguintes palestras e seminários:


Dia 02/09 – 21H30– Palestra na Associação Cultural Espírita Helil, na Urb. de Santo António do Alto, Lote 58, Loja B, em Faro

Dia 04/09 – 21H30 – Palestra no N.F.E.M. Amigo, na Casa do Sol, Caixa Postal 485 Z, Sítio da Queijeira, em Pechão

Dia 05/09 – 21H30– Palestra na Associação Espírita O Consolador, no Edifício S. Jorge, Cave, em Quarteira

Dia 06/09 – 16H00 – Palestra na Associação Espírita de Lagos, na Rua Infante de Sagres, N.º 50, 1.º, em Lagos

Dia 06/09 – 18H30 – Palestra na Associação Espírita Boa Vontade, na Rua Luís A. Antão, N.º 31, 4.º, em Portimão

Dia 07/09 – das 10H00 às 18H00 – Seminário – Tema: “O Suicídio e suas consequências à luz do Espiritismo”, no N.F.E.M. Amigo, na Casa do Sol, Caixa Postal 485 Z, Sítio da Queijeira, em Pechão

Dia 09/09 – 21H00 – Palestra – Tema: "Centelha Divina no Ser Humano", no Fórum Municipal, na Rua da Liberdade, em Castro Verde

Dia 10/09 – 21H00 – Palestra na União da Cultura Espiritualista de Olhão, na Rua Dra. Paula Nogueira nº 58, em Olhão

Dia 11/09 – 21H30 – Palestra no N.F.E.M. Amigo, na Casa do Sol, Caixa Postal 485 Z, Sítio da Queijeira, em Pechão

Dia 13/09 – 16H00– Palestra no Núcleo Cultural Espírita Luz e Caridade, no Barreiro

Dia 14/09 – 16H00 – Palestra na Associação Espírita a Caminho da Luz, na Rua Manuel Jacinto, Busina – Sítio da Nazaré, lote 31,na Nazaré

Dia 15/09 – 20H30 – Palestra – Tema: "O Contributo Divino para a Paz e a Felicidade", no Salão do Povo, na Rua Pedro Alvares Cabral, em Sines

Dia 18/09 – 21H30 – Palestra no N.F.E.M. Amigo, na Casa do Sol, Caixa Postal 485 Z, Sítio da Queijeira, em Pechão


Fonte: Gonçalo Marques (Algarve)


5 - 2º ENCONTRO FRATERNO AUTA DE SOUZA EM PORTUGAL


Vai realizar-se o 2º EFAS no dia 21 de Setembro de 2008 no Centro Espírita Cristão de Fiães (Chousa de Cima - Fiães - Feira - 4535 – Lourosa -Tel. - Santa Maria da Feira), com o tema “Em defesa da vida”.Neste encontro vão ser debatidas não só as questões referentes ao aborto e à eutanásia, mas também os casos de suicido indirecto (sobretudo vícios: tabaco, álcool, sexo e drogas). Nas oficinas do encontro serão apresentadas soluções didácticas de apresentação destes temas nas diversas classes de estudo dentro doCentro (desde aplicação do tema às crianças, passando pelos jovens até aos adultos).Vamos contar com a companhia, entre nós, de colegas do Brasil, militantes desde à vários anos na doutrina, ligados à editora Auta de Souza, uma editora ligada à criação de compêndios didácticos de apoio aos evangelizadores e trabalhadores dos centros. Estes companheiros desde cedo sentiram a necessidade de ajustar os cursos existentes às necessidades dos seus centros com a chegada constante de novos membros e criaram os cursos básicos com os conhecimentos de colocados de forma simples. O programa vai crescendo de complexidade à medida que os anos dentro da casa vão passando associado a uma parte prática crescente com o objectivo de criar trabalhadores que continuem as tarefas dentro da casa espírita.


É um encontro totalmente grátis mas necessitamos de inscrição para podermos providenciar o número de pessoas presentes no almoço.


Programa 2º do Encontro Auta de Souza :

09H00 – 09H30 – Abertura do Secretariado

09H30 – 10H15 – Palestra de Abertura: “Vícios: Uma Morte Lenta” – pela Dra. Rosemere Neves

10H15 – 10H30 – Intervalo para café

10H30 – 12H30 – Oficinas de Trabalho

12H30 – 14H00 – Almoço14H00 – 16H00 – Oficinas de Trabalho

16H00 – 16H30 – Intervalo para café

16H30 – 18H00 – Práticas

18H00 – 18H30 – Encerramento


Fonte: CECFiães

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Bem- aventurados os pobres de espíritos


BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO

O que se deve entender por pobres de espírito.
- Aquele que se eleva será rebaixado.
- Mistérios ocultos aos doutos e aos prudentes.
- Instruções dos Espíritos: O orgulho e a humildade.
- Missão do homem inteligente na Terra.

O que se deve entender por pobres de espírito

1. Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus. (S. MATEUS, Cap. V, v. 3.)

2. A incredulidade zombou desta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos.

Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecer a atenção. Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus. Essa tendência, de se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que, estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade. Ou, se condescendem em admiti-la, contestam-lhe um dos mais belos atributos: a acção providencial sobre as coisas deste mundo, persuadidos de que eles são suficientes para bem governá-lo. Tomando a inteligência que possuem para medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem crer na possibilidade do que não compreendem. Consideram sem apelação as sentenças que proferem. Se se recusam a admitir o mundo invisível e uma potência extra-humana, não é que isso lhes esteja fora do alcance; é que o orgulho se lhes revolta à ideia de uma coisa acima da qual não possam colocar-se e que os faria descer do pedestal onde se contemplam. Dai o só terem sorrisos de mofa para tudo o que não pertence ao mundo visível e tangível. Eles se atribuem espírito e saber em tão grande cópia, que não podem crer em coisas, segundo pensam, boas apenas para gente simples, tendo por pobres de espírito os que as tomam a sério.
Entretanto, digam o que disserem, forçoso lhes será entrar, como os outros, nesse mundo invisível de que escarnecem. E lá que os olhos se lhes abrirão e eles reconhecerão o erro em que caíram. Deus, porém, que é justo, não pode receber da mesma forma aquele que lhe desconheceu a majestade e outro que humildemente se lhe submeteu às leis, nem os aquinhoar em partes iguais.
Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus. Em todas as circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão multo natural: a de ser a humildade um acto de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais.

OS POBRES DE ESPÍRITO

Aquele que se eleva será rebaixado

3. Por essa ocasião, os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram:
“Quem é o maior no reino dos céus?” - Jesus, chamando a si um menino, o colocou no meio deles e respondeu: “Digo-vos, em verdade, que, se não vos converterdes e tornardes quais crianças, não entrareis no reino dos céus. - Aquele, portanto, que se humilhar e se tornar pequeno como esta criança será o maior no reino dos céus - e aquele que recebe em meu nome a uma criança, tal como acabo de dizer, é a mim mesmo que recebe.” (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 1 a 5.)

4. Então, a mãe dos filhos de Zebedeu se aproximou dele com seus dois filhos e o adorou, dando a entender que lhe queria pedir alguma coisa. - Disse-lhe ele: “Que queres?” “Manda, disse ela, que estes meus dois filhos tenham assento no teu reino, um à sua direita e o outro à sua esquerda.” - Mas, Jesus respondeu, “Não sabes o que pedes; podeis vós ambos beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos.” -
Jesus lhes replicou: “É certo que bebereis o cálice que eu beber; mas, pelo que respeita a vos sentardes à minha direita ou à minha esquerda, não me cabe a mim vo-lo conceder; isso será para aqueles a quem meu Pai o tem preparado.” - Ouvindo isso, os dez outros apóstolos se encheram de indignação contra os dois irmãos. - Jesus, chamando-os para perto de si, lhes disse: “Sabeis que os príncipes das nações as dominam e que os grandes os tratam com império. - Assim não deve ser entre vós; ao contrário, aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo; - e, aquele que quiser ser o primeiro entre vós seja vosso escravo; - do mesmo modo que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos.” (S. MATEUS, capítulo XX, vv. 20 a 28.)

5. Jesus entrou em dia de sábado na casa de um dos principais fariseus para aí fazer a sua refeição. Os que lá estavam o observaram. - Então, notando que os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola, dizendo:
“Quando fordes convidados para bodas, não tomeis o primeiro lugar, para que não suceda que, havendo entre os convidados uma pessoa mais considerada do que vós, aquele que vos haja convidado venha a dizer-vos: dai o vosso lugar a este, e vos vejais constrangidos a ocupar, cheios de vergonha, o último lugar. - Quando fordes convidados, ide colocar-vos no último lugar, a fim de que, quando aquele que vos convidou chegar, vos diga: meu amigo, venha mais para cima. Isso então será para vós um motivo de glória, diante de todos os que estiverem convosco à mesa; - porquanto todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado." (S. LUCAS, cap. XIV, vv. 1 e 7 a 11.)

6. Estas máximas decorrem do princípio de humildade que Jesus não cessa de apresentar como condição essencial da felicidade prometida aos eleitos do Senhor e que ele formulou assim: "Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que o reino dos céus lhes pertence." Ele toma uma criança como tipo da simplicidade de coração e diz: "Será o maior no reino dos céus aquele que se humilhar e se fizer pequeno como uma criança, isto é, que nenhuma pretensão alimentar à superioridade ou à infalibilidade.
A mesma ideia fundamental se nos depara nesta outra máxima: Seja vosso servidor aquele que quiser tornar-se o maior, e nesta outra: Aquele que se humilhar será exaltado e aquele que se elevar será rebaixado.
O Espiritismo sanciona pelo exemplo a teoria, mostrando-nos na posição de grandes no mundo dos Espíritos os que eram pequenos na Terra; e bem pequenos, muitas vezes, os que na Terra eram os maiores e os mais poderosos. E que os primeiros, ao morrerem, levaram consigo aquilo que faz a verdadeira grandeza no céu e que não se perde nunca: as virtudes, ao passo que os outros tiveram de deixar aqui o que lhes constituía a grandeza terrena e que se não leva para a outra vida: a riqueza, os títulos, a glória, a nobreza do nascimento. Nada mais possuindo senão isso, chegam ao outro mundo privados de tudo, como náufragos que tudo perderam, até as próprias roupas. Conservaram apenas o orgulho que mais humilhante lhes torna a nova posição, porquanto vêem colocados acima de si e resplandecentes de glória os que eles na Terra espezinharam.
O Espiritismo aponta-nos outra aplicação do mesmo princípio nas encarnações sucessivas, mediante as quais os que, numa existência, ocuparam as mais elevadas posições, descem, em existência seguinte, às mais ínfimas condições, desde que os tenham dominado o orgulho e a ambição. Não procureis, pois, na Terra, os primeiros lugares, nem vos colocar acima dos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer. Buscai, ao contrário, o lugar mais humilde e mais modesto, porquanto Deus saberá dar-vos um mais elevado no céu, se o merecerdes.

Mistérios ocultos aos doutos e aos prudentes

7. Disse, então, Jesus estas palavras: "Graças te rendo, meu Pai, Senhor do céu e da Terra, por haveres ocultado estas coisas aos doutos e aos prudentes e por as teres revelado aos simples e aos pequenos." (S. MATEUS, cap. XI, v. 25.)

8. Pode parecer singular que Jesus renda graças a Deus, por haver revelado estas coisas aos simples e aos pequenos, que são os pobres de espírito, e por as ter ocultado aos doutos e aos prudentes, mais aptos, na aparência, a compreendê-las. E que cumpre se entenda que os primeiros são os humildes, são os que se humilham diante de Deus e não se consideram superiores a toda a gente. Os segundos são os orgulhosos, envaidecidos do seu saber mundano, os quais se julgam prudentes porque negam e tratam a Deus de igual para igual, quando não se recusam a admiti-lo, porquanto, na antiguidade, douto era sinónimo de sábio. Por isso é que Deus lhes deixa a pesquisa dos segredos da Terra e revela os do céu aos simples e aos humildes que diante dEle se prostram.

9. O mesmo se dá hoje com as grandes verdades que o Espiritismo revelou, Alguns incrédulos se admiram de que os Espíritos tão poucos esforços façam para os convencer. A razão está em que estes últimos cuidam preferentemente dos que procuram, de boa fé e com humildade, a luz, do que daqueles que se supõem na posse de toda a luz e imaginam, talvez, que Deus deveria dar-se por muito feliz em atraí-los a si, provando-lhes a sua existência.
O poder de Deus se manifesta nas mais pequeninas coisas, como nas maiores. Ele não põe a luz debaixo do alqueire, por isso que a derrama em ondas por toda a parte, de tal sorte que só cegos não a vêem. A esses não quer Deus abrir à força os olhos, dado que lhes apraz tê-los fechados. A vez deles chegará, mas é preciso que, antes, sintam as angústias das trevas e reconheçam que é a Divindade e não o acaso quem lhes fere o orgulho.
Para vencer a incredulidade, Deus emprega os meios mais convenientes, conforme os indivíduos. Não é à incredulidade que compete prescrever-lhe o que deva fazer, nem lhe cabe dizer: “Se me queres convencer, tens de proceder dessa ou daquela maneira, em tal ocasião e não em tal outra, porque essa ocasião é a que mais me convém."
Não se espantem, pois, os incrédulos de que nem Deus, nem os Espíritos, que são os executores da sua vontade, se lhes submetam às exigências. Inquiram de si mesmos o que diriam, se o último de seus servidores se lembrasse de lhes prescrever fosse o que fosse. Deus impõe condições e não aceita as que lhe queiram impor. Escuta, bondoso, os que a Ele se dirigem humildemente e não os que se julgam mais do que Ele.

10. Perguntar-se-á: não poderia Deus tocá-los pessoalmente, por meio de
manifestações retumbantes, diante das quais se inclinassem os mais obstinados incrédulos? E fora de toda dúvida que o poderia; mas, então, que mérito teriam eles e, ao demais, de que serviria? Não se vêem todos os dias criaturas que não cedem nem à evidência, chegando até a dizer: "Ainda que eu visse, não acreditaria, porque sei que é impossível?" Esses, se se negam assim a reconhecer a verdade, é que ainda não trazem maduro o espírito para compreendê-la, nem o coração para senti-la. O orgulho é a catarata que lhes tolda a visão. De que vale apresentar a luz a um cego? Necessário é que, antes, se lhe destrua a causa do mal. Daí vem que, médico hábil, Deus primeiramente corrige o orgulho. Ele não deixa ao abandono aqueles de seus filhos que se acham perdidos, porquanto sabe que cedo ou tarde os olhos se lhes abrirão. Quer, porém, que isso se dê de moto-próprio, quando, vencidos pelos tormentos da incredulidade, eles venham de si mesmos lançar-se-lhe nos braços e pedir-lhe perdão, quais
filhos pródigos.

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

O orgulho e a humildade

11. Que a paz do Senhor seja convosco, meus queridos amigos! Aqui venho para encorajar-vos a seguir o bom caminho.
Aos pobres Espíritos que habitaram outrora a Terra, conferiu Deus a missão de vos esclarecer. Bendito seja Ele, pela graça que nos concede: a de podermos auxiliar o vosso aperfeiçoamento. Que o Espírito Santo me ilumine e ajude a tomar compreensível a minha palavra, outorgando-me o favor de pô-la ao alcance de todos! Oh! vós, encarnados, que vos achais em prova e buscais a luz, que a vontade de Deus venha em meu auxílio para fazê-la brilhar aos vossos olhos!
A humildade é virtude muito esquecida entre vós. Bem pouco seguidos são os exemplos que dela se vos têm dado. Entretanto, sem humildade, podeis ser caridosos com o vosso próximo? Oh! não, pois que este sentimento nivela os homens, dizendo-lhes que todos são irmãos, que se devem auxiliar mutuamente, e os induz ao bem. Sem a humildade, apenas vos adornais de virtudes que não possuís, como se trouxésseis um vestuário para ocultar as deformidades do vosso corpo. Lembrai-vos daquele que nos salvou; lembrai-vos da sua humildade, que tão grande o fez, colocando-o acima de todos os profetas.
O orgulho é o terrível adversário da humildade. Se o Cristo prometia o reino dos céus aos mais pobres, é porque os grandes da Terra imaginam que os títulos e as riquezas são recompensas deferidas aos seus méritos e se consideram de essência mais pura do que a do pobre. Julgam que os títulos e as riquezas lhes são deferidas; pelo que, quando Deus lhos retira, o acusam de injustiça. Oh! irrisão e cegueira! Pois, então, Deus vos distingue pelos corpos? O envoltório do pobre não é o mesmo que o do rico? Terá o Criador feito duas espécies de homens? Tudo o que Deus faz é grande e sábio; não lhe atribuais nunca as ideias que os vossos cérebros orgulhosos engendram.
Ó rico! Enquanto dormes sob dourados tetos, ao abrigo do frio, ignoras que jazem sobre a palha milhares de irmãos teus, que valem tanto quanto tu? Não é teu igual o infeliz que passa fome? Ao ouvires isso, bem o sei, revolta-se o teu orgulho. Concordarás em dar-lhe uma esmola, mas em lhe apertar fraternalmente a mão, nunca. "Pois quê! dirás, eu, de sangue nobre, grande da Terra, igual a este miserável coberto de andrajos! Vã utopia de pseudofilósofos! Se fôssemos iguais, por que o teria Deus colocado tão baixo e a mim tão alto?" E exacto que as vossas vestes não se assemelham; mas, despi-vos ambos: que diferença haverá entre vós? A nobreza do sangue, dirás; a química, porém, ainda nenhuma diferença descobriu entre o sangue de um grão-senhor e o de um plebeu; entre o do senhor e o do escravo. Quem te garante que também tu já não tenhas sido miserável e desgraçado como ele?
Que também não hajas pedido esmola? Que não a pedirás um dia a esse mesmo a quem hoje desprezas? São eternas as riquezas? Não desaparecem quando se extingue o corpo, envoltório perecível do teu Espírito? Ah! lança sobre ti um pouco de humildade! Põe os olhos, afinal, na realidade das coisas deste mundo, sobre o que dá lugar ao engrandecimento e ao rebaixamento no outro; lembra-te de que a morte não te poupará, como a nenhum homem; que os teus títulos não te preservarão do seu golpe; que ela te poderá ferir amanhã, hoje, a qualquer hora. Se te enterras no teu orgulho, oh! quanto então te lamento, pois bem digno de compaixão serás.
Orgulhosos! Que éreis antes de serdes nobres e poderosos? Talvez estivésseis abaixo do último dos vossos criados. Curvai, portanto, as vossas frontes altaneiras, que Deus pode fazer se abaixem, justo no momento em que mais as elevardes. Na balança divina, são iguais todos os homens; só as virtudes os distinguem aos olhos de Deus. São da mesma essência todos os Espíritos e formados de igual massa todos os corpos.
Em nada os modificam os vossos títulos e os vossos nomes. Eles permanecerão no túmulo e de modo nenhum contribuirão para que gozeis da ventura dos eleitos. Estes, na caridade e na humildade é que tem seus títulos de nobreza.
Pobre criatura! és mãe, teus filhos sofrem; sentem frio; tem fome, e tu vais, curvada ao peso da tua cruz, humilhar-te, para lhes conseguires um pedaço de pão! Oh! inclino-me diante de ti. Quão nobremente santa és e quão grande aos meus olhos! Espera e ora; a felicidade ainda não é deste mundo. Aos pobres oprimidos que nele confiam, concede Deus o reino dos céus.
E tu, donzela, pobre criança lançada ao trabalho, às privações, por que esses tristes pensamentos? Por que choras? Dirige a Deus, piedoso e sereno, o teu olhar: ele dá alimento aos passarinhos; tem-lhe confiança: ele não te abandonará. O ruído das festas, dos prazeres do mundo, faz bater-te o coração; também desejaras adornar de flores os teus cabelos e misturaste
com os venturosos da Terra. Dizes de ti para contigo que, como essas mulheres que vês passar, despreocupadas e risonhas, também poderias ser rica. Oh! caia-te, criança! Se soubesses quantas lágrimas e dores inomináveis se ocultam sob esses vestidos recamados, quantos soluços são abafados pelos sons dessa orquestra rumorosa, preferirias o teu humilde retiro e a tua pobreza. Conserva-te pura aos olhos de Deus, se não queres que o teu anjo guardião para o seu seio volte, cobrindo o semblante com as suas brancas asas e deixando-te com os teus remorsos, sem guia, sem amparo, neste mundo, onde ficarias perdida, a aguardar a punição no outro.
Todos vós que dos homens sofreis injustiças, sede indulgentes para as faltas dos vossos irmãos, ponderando que também vós não vos achais isentos de culpas; é isso caridade, mas é igualmente humildade. Se sofreis pelas calúnias, abaixai a cabeça sob essa prova. Que vos importam as calúnias do mundo? Se é puro o vosso proceder, não pode Deus vo-las compensar? Suportar com coragem as humilhações dos homens é ser humilde e reconhecer que somente Deus é grande e poderoso.
Oh! meu Deus, será preciso que o Cristo volte segunda vez à Terra para ensinar aos homens as tuas leis, que eles olvidam? Terá que de novo expulsar do templo os vendedores que conspurcam a tua casa, casa que é unicamente de oração? E, quem sabe? ó homens! se o não renegaríeis como outrora, caso Deus vos concedesse essa graça! Chamar-lhe-íeis blasfemador, porque abateria o orgulho dos modernos fariseus. E bem possível que o fizésseis perlustrar novamente o caminho do Gólgota.
Quando Moisés subiu ao monte Sinai para receber os mandamentos de Deus, o povo de Israel, entregue a si mesmo, abandonou o Deus verdadeiro. Homens e mulheres deram o ouro e as jóias que possuíam, para que se construísse um ídolo que entraram a adorar. Vós outros, homens civilizados, os imitais. O Cristo vos legou a sua doutrina; deu-vos o exemplo de todas as virtudes e tudo abandonastes, exemplos e preceitos. Concorrendo para isso com as vossas paixões, fizestes um Deus a vosso jeito: segundo uns, terrível e sanguinário; segundo outros, alheado dos interesses do mundo. O Deus que fabricastes é ainda o bezerro de ouro que cada um adapta aos seus gostos e às suas ideias.
Despertai, meus irmãos, meus amigos. Que a voz dos Espíritos ecoe nos vossos corações. Sede generosos e caridosos, sem ostentação, isto é, fazei o bem com humildade.
Que cada um proceda pouco a pouco à demolição dos altares que todos ergueram ao orgulho.
Numa palavra: sede verdadeiros cristãos e tereis o reino da verdade. Não continueis a duvidar da bondade de Deus, quando dela vos dá ele tantas provas. Vimos preparar os caminhos para que as profecias se cumpram. Quando o Senhor vos der uma manifestação mais retumbante da sua demência, que o enviado celeste já vos encontre formando uma grande família; que os vossos corações, mansos e humildes, sejam dignos de ouvir a palavra divina que ele vos vem trazer; que ao eleito somente se deparem em seu caminho as palmas que aí tenhais deposto, volvendo ao bem, à caridade, à fraternidade. Então, o vosso mundo se tornará o paraíso terrestre. Mas, se permanecerdes insensíveis à voz dos Espíritos enviados para depurar e renovar a vossa sociedade civilizada, rica de ciências, mas, no entanto, tão pobre de bons sentimentos, ah! então não nos restará senão chorar e gemer pela vossa sorte. Mas, não, assim não será. Voltai para Deus, vosso pai, e todos nós que houvermos contribuído para o cumprimento da sua vontade entoaremos o cântico de acção de graças, agradecendo-lhe a inesgotável bondade e glorificando-o por todos os séculos dos séculos. Assim seja. Lacordaire. (Constantina, 1863.)

12. Homens, por que vos queixais das calamidades que vós mesmos amontoastes sobre as vossas cabeças? Desprezastes a santa e divina moral do Cristo; não vos espanteis, pois, de que a taça da iniquidade haja transbordado de todos os lados.
Generaliza-se o mal-estar. A quem inculpar, senão a vós que incessantemente procurais esmagar-vos uns aos outros? Não podeis ser felizes, sem mútua benevolência; mas, como pode a benevolência coexistir com o orgulho? O orgulho, eis a fonte de todos os vossos males. Aplicai-vos, portanto, em destruí-lo, se não lhe quiserdes perpetuar as funestas consequências. Um único meio se vos oferece para isso, mas infalível: tomardes para regra invariável do vosso proceder a lei do Cristo, lei que tendes repelido ou falseado em sua interpretação.
Por que haveis de ter em maior estima o que brilha e encanta os olhos, do que o que toca o coração? Por que fazeis do vício na opulência objecto das vossas adulações, ao passo que desdenhais do verdadeiro mérito na obscuridade? Apresente-se em qualquer parte um rico debochado, perdido de corpo e alma, e todas as portas se lhe abrem, todas as atenções são
para ele, enquanto ao homem de bem, que vive do seu trabalho, mal se dignam todos de saudá-lo com ar de protecção. Quando a consideração dispensada aos outros se mede pelo ouro que possuem ou pelo nome de que usam, que interesse podem eles ter em se corrigirem de seus defeitos?
Dar-se-ia o inverso, se a opinião geral fustigasse o vicio dourado, tanto quanto o vicio em andrajos; mas, o orgulho se mostra indulgente para com tudo o que o lisonjeia. Século de cupidez e de dinheiro, dizeis. Sem dúvida; mas por que deixastes que as necessidades materiais sobrepujassem o bom senso e a razão? Por que há de cada um querer elevar-se acima de seu irmão? Desse fato sofre hoje a sociedade as consequências.
Não esqueçais que tal estado de coisas é sempre sinal certo de decadência moral.
Quando o orgulho chega ao extremo, tem-se um indicio de queda próxima, porquanto Deus nunca deixa de castigar os soberbos. Se por vezes consente que eles subam, é para lhes dar tempo a reflexão e a que se emendem, sob os golpes que de quando em quando lhes desfere no orgulho para os advertir. Mas, em lugar de se humilharem, eles se revoltam. Então, cheia a
medida, Deus os abate completamente e tanto mais horrível lhes é a queda, quanto mais alto hajam subido.
Pobre raça humana, cujo egoísmo corrompeu todas as sendas, toma novamente coragem, apesar de tudo. Em sua misericórdia infinita, Deus te envia poderoso remédio para os teus males, um inesperado socorro à tua miséria. Abre os olhos à luz: aqui estão as almas dos que já não vivem na Terra e que te vêm chamar ao cumprimento dos deveres reais. Eles te dirão, com a autoridade da experiência, quanto as vaidades e as grandezas da vossa passageira existência são mesquinhas a par da eternidade. Dir-te-ão que, lá, o maior é aquele que haja sido o mais humilde entre os pequenos deste mundo; que aquele que mais amou os seus irmãos será também o mais amado no céu; que os poderosos da Terra, se abusaram da sua autoridade, ver-se-ão reduzidos a obedecer aos seus servos; que, finalmente, a humildade e a caridade, irmãs que andam sempre de mãos dadas, são os meios mais eficazes de se obter graça diante do Eterno. - Adolfo, bispo de Argel. (Marmande, 1862.)

Missão do homem inteligente na Terra

13. Não vos ensoberbeçais do que sabeis, porquanto esse saber tem limites muito estreitos no mundo em que habitais. Suponhamos sejais sumidades em inteligência neste planeta: nenhum direito tendes de envaidecer-vos. Se Deus, em seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, é que quer a utilizeis para o bem de todos; é uma missão que vos dá, pondo-vos nas mãos o instrumento com que podeis desenvolver, por vossa vez, as inteligências retardatárias e conduzi-las a ele. A natureza do instrumento não está a indicar a que utilização deve prestar-se? A enxada que o jardineiro entrega a seu ajudante não mostra a este último que lhe cumpre cavar a terra? Que diríeis, se esse ajudante, em vez de trabalhar, erguesse a enxada para ferir o seu patrão? Diríeis que é horrível e que ele merece expulso. Pois bem: não se dá o mesmo com aquele que se serve da sua inteligência para destruir a ideia de Deus e da Providência entre seus irmãos? Não levanta ele contra o seu senhor a enxada que lhe foi confiada para arrotear o terreno? Tem ele direito ao salário prometido? Não merece, ao contrário, ser expulso do jardim? Sê-lo-á, não duvideis, e atravessará existências miseráveis e cheias de humilhações, até que se curve diante daquele a quem tudo deve.
A inteligência é rica de méritos para o futuro, mas, sob a condição de ser bem empregada. Se todos os homens que a possuem dela se servissem de conformidade com a vontade de Deus, fácil seria, para os Espíritos, a tarefa de fazer que a Humanidade avance.
Infelizmente, muitos a tomam instrumento de orgulho e de perdição contra si mesmos. O homem abusa da inteligência como de todas as suas outras faculdades e, no entanto, não lhe faltam ensinamentos que o advirtam de que uma poderosa mão pode retirar o que lhe concedeu. - Ferdinando, Espírito protector. (Bordéus, 1862.)

Referencia: O evangelho segundo o espiritismo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Médium pintor na América


Médium pintor na América

Revista Espírita, Novembro de 1858

(Extraído do Spiritualiste de Nova Orteans.)

Não podendo todo mundo ser convencido pelo mesmo género de manifestações espirituais,
foi preciso se desenvolverem médiuns de muitas espécies. Há, nos Estados Unidos, os que fazem retratos de pessoas mortas há muito tempo, e que jamais conheceram; e como a semelhança é logo constatada, poucas pessoas sensatas, que testemunham esses factos, não deixam de se converterem. O mais notável desses médiuns é talvez o senhor Roger, que já citamos (vol. l, p. 239), e que habitava, então, Columbus, onde exercia sua profissão de alfaiate; poderíamos acrescentar que não teve outra educação, além daquela do seu estado.
Aos homens instruídos que disseram ou repetiram, a propósito da teoria espiritualista: "O recurso aos Espíritos não é senão uma hipótese; um exame atento prova que ela não é nem a mais racional, nem a mais verossímil," a eles, sobretudo, oferecemos a tradução seguinte, que abreviamos, de um artigo escrito em 27 de Julho último, pelo senhor Fayette R. Gridley, de Attica (Indiana), aos editores do Spiritual Age, que o publicou por inteiro em sua folha de 14 de Agosto:

No mês de Maio último, o senhor E. Roger, de Cardington (Ohio), que, como sabeis, é médium pintor e faz retratos de pessoas que não estão mais neste mundo, veio passar alguns dias em minha casa. Durante essa curta estada, foi arrebatado por um artista invisível que se deu por Benjamin West, e ele pintou alguns belos retratos, de tamanho natural, assim como outros menos satisfatórios.
Eis algumas particularidades relativas a dois desses retratos.
Foram pintados pelo dito E. Roger, em um quarto escuro, em minha casa, no curto intervalo de uma hora e trinta minutos, dos quais em torno de uma meia-hora se passou sem que o médium fosse influenciado, e eu a aproveitei para examinar seu trabalho, que não estava ainda acabado. Roger foi arrebatado de novo e terminou esses retratos. Então, e sem nenhuma indicação quanto aos sujeitos assim representados, um dos retratos foi em seguida reconhecido como sendo de meu avô, Elisha Gridley; minha mulher, minha irmã, a senhora Chaney, e depois meu pai e minha mãe, todos foram unânimes em acharem a semelhança
boa; é um fac-símile do velho, com todas as particularidades de sua cabeleira, de seu
colarinho de camisa, etc. Quanto ao outro retrato, nenhum de nós o reconhecendo, pendurei-o
em minha loja, à vista dos passantes, e permaneceu uma semana sem ser reconhecido por
ninguém. Esperávamos que alguém nos dissesse que representava um antigo habitante de Attica. Perdia a esperança em saber quem se quis pintar, quando uma noite, tendo formado um círculo espiritualista em minha casa, um Espírito se manifestou e me fez a comunicação que aqui está:

"Meu nome é Horace Gridley. Há mais de cinco anos deixei meu despojo. Morei vários anos em Natchez (Mississipi), onde ocupei o lugar de xerife. Meu único filho mora lá. Sou primo do vosso pai. Podereis ter outras informações sobre mim, dirigindo-vos ao vosso tio, senhor Gridley, de Brownsville (Tennessee). O retrato que tendes em vossa loja é o meu, à época em que vivia na Terra, pouco tempo antes de passar para esta nova existência, mais elevada, mais feliz e melhor, ele se me assemelha, tanto ao menos quanto pude retomar minha fisionomia de então, porque isso é indispensável quando nos pintam, e o fazemos o melhor que podemos em lembrança e segundo as condições que o momento o permite. O retrato em
questão não está acabado como o teria desejado; há algumas ligeiras imperfeições que o senhor West disse provirem das condições nas quais se achava o médium. Entretanto, enviai esse retrato a Natchez, para que seja examinado; creio que será reconhecido."

Os factos mencionados nessa comunicação eram perfeitamente ignorados por mim, tanto quanto de todos os habitantes de nosso lugar. Entretanto, uma vez, há alguns anos, ouvi dizer que meu pai tinha um parente em algum local dessa parte do vale do Mississipi; mas nenhum de nós sabia o nome desse parente, nem o lugar onde vivera, nem mesmo se estava morto, e não foi senão vários dias depois que tomei com meu pai (que habitava Delphi, a
quarenta milhas daqui), qual havia sido o lugar de residência de seu primo, do qual não ouvira falar quase nada há sessenta anos. Não havíamos pensado em pedir os retratos de família; eu tinha simplesmente colocado, diante do médium, uma nota escrita contendo os nomes de uma vintena de antigos habitantes de Attica, partidos deste mundo, e desejamos obter o retrato de algum dentre eles. Penso, pois, que todas as pessoas racionais admitirão que o retrato, nem a comunicação de Horace Gridley, não puderam resultar de uma
transmissão de pensamento de nós para o médium; aliás, é certo que o senhor Roger jamais conheceu nenhum dos dois homens, dos quais fez os retratos, e muito provavelmente, deles, jamais ouviu falar, porque é Inglês de nascimento; ele veio para a América, há dez anos, e nunca foi mais ao sul que Cincinnati, ao passo que Horace Gridley, pelo que sei, não veio jamais mais norte que Memphis (Tenn), nos últimos trinta ou trinta e cinco anos de sua vida terrestre. Ignoro se jamais visitou a Inglaterra; mas isso não poderia ter sido senão antes do nascimento de Roger, porque este não tem mais que vinte e oito a trinta anos. Quanto ao
meu avô, morto há mais ou menos dezanove anos, jamais saiu dos Estados Unidos, e jamais fizera seu retrato, de qualquer maneira desde que recebi a comunicação que transcrevi mais acima, escrevi ao senhor Gridley, de Brownsville, e sua resposta veio corroborar o que ensinara a comunicação do Espírito; além do mais, com ele encontrei o nome do único filho de Horace Gridley, que é a senhora L. M. Patterson, ainda residente em Natchez, onde seu pai morou muito tempo, e que morreu, ao
que pensa meu tio, há mais ou menos seis anos, em Houston (Texas).

Escrevi, então, à senhora Patterson, minha prima recém-descoberta, e lhe enviei uma cópia daguerreotipada do retrato, que nos disseram ser de seu pai. Em minha carta ao meu tio, de
Brownsville, não havia dito nada do objectivo principal de minhas pesquisas, e dai nada
disse mais à senhora Patterson; nem por que enviava esse retrato, nem como o havia adquirido, nem qual era a pessoa que ele representava; perguntei simplesmente à minha prima se ela nele reconhecia alguém. Ela me respondeu que não podia certamente dizer de quem era esse retrato, porém ela me assegurava que se assemelhava a seu pai à época de sua morte. Escrevi-lhe em seguida que o tomáramos também pelo retrato de seu pai, mas sem lhe dizer como o havia obtido. A réplica de minha prima trazia, em substância, que no ambrotipo que eu lhe enviara, todos haviam reconhecido seu pai, antes que eu lhe dissesse
que era ele o representado. Minha prima testemunhou muita surpresa de que eu tivesse um
retrato de seu pai, quando ela mesma jamais tivera, e que seu pai jamais dissera que fizera seu retrato, não importa por quem. Não acreditava que dele existisse algum. Mostrou-se bem satisfeita com a minha remessa, sobretudo por causa de seus filhos, que têm muita veneração pela memória de seu pai.
Então enviei-lhe o retrato original, autorizando-a a guardá-lo, se lhe aprouvesse; mas ainda não lhe disse como o havia obtido. As principais passagens do que ela me escreveu, em retorno, são as seguintes:

"Recebi vossa carta, assim como o retrato de meu pai, que me permitis guardar, se for assaz semelhante. É o certamente muito; e como jamais tive outro retrato dele, guardo-o, uma vez que com isso consentis; aceito-o com muito reconhecimento, embora me pareça que meu pai foi melhor que isso, quando se achava com boa saúde."
Antes do recebimento das duas últimas cartas da senhora Patterson, o acaso quis que o senhor Hedges, hoje de Delphi, mas outrora de Natchez, e o senhor Ewing, vindo recentemente de Vicksburg (Mississipi), vissem o retrato em questão e o reconhecessem como sendo de Horace Gridley, com quem ambos tiveram relações.
Acho que esses factos têm muita significação para passarem em silêncio, e acreditei dever comunicar-lhes para serem publicados. Asseguro-vos que, escrevendo este artigo, tomei muito cuidado para que tudo nele esteja correcto.

Nota. Já conhecemos os médiuns desenhistas; além dos notáveis desenhos, dos quais demos um espécime, mas que nos retratam coisas das quais não podemos verificar a exactidão, vimos executar, sob nossos olhos, por médiuns inteiramente estranhos a essa arte, esboços muito reconhecíveis de pessoas mortas, que jamais haviam conhecido; mas daí para um retrato pintado dentro das regras, há uma distância. Essa faculdade se liga a um fenómeno muito curioso do qual somos testemunhas neste momento, e de que falaremos
proximamente.

Revista Espírita, Novembro de 1858

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Noticias de Portugal


1 - ADEP – 600 COMUNICADOS PARA SI

2 - ÁGUEDA: PALESTRA ESPÍRITA NA AECV

3 - CALDAS DA RAINHA: O ESPIRITISMO E A CARIDADE

4 - CALDAS DA RAINHA: CURSOS DE ESPIRITISMO NO CCE

5 - BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA


1 - ADEP – 600 COMUNICADOS PARA SI


A ADEP tem o prazer de anunciar e partilhar consigo o Comunicado Noticioso nº 600, comunicados estes que são distribuídos para mais de 2000 e-mails nacionais e estrangeiros.Aproveitamos para agradecer a todos aqueles que têm colaborado com este pioneiro meio de divulgação espírita em Portugal, gratuito, sem qualquer objectivo lucrativo e que é levado a cabo por alguns espíritas que, sendo membros da ADEP uns, e colaboradores outros, montaram um sistema eficaz, simples e muito útil para quem se habituou a recebê-los.


A ADEP dá os parabéns a todos os leitores, colaboradores e a quem nos envia as notícias.O salário tem sido a noção do dever cumprido e a alegria de trabalhar na divulgação espírita.


A todos muito obrigado.Fonte: ADEP


2 - ÁGUEDA: PALESTRA ESPÍRITA NA AECV


No próximo dia 13 de Agosto, quarta-feira, pelas 20H30, a Associação Espírita Consolação e Vida, situada na Rua 15 de Agosto, n.º 30, traseiras, 3750 – 115 Águeda, vai receber a visita de Mafalda Santos, do Centro Espírita Caminheiros da Luz, no Porto, para uma palestra, subordinada ao tema “A Obsessão”.


A entrada é livre e gratuita.Fonte: Sílvia Antunes (Águeda) (Tm. 93 432 56 48 – E-mail: silviantunes@netvisao.pt )


3 - CALDAS DA RAINHA: O ESPIRITISMO E A CARIDADE


Na sexta-feira, dia 15 de Agosto, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema "O Espiritismo e a Caridade".A Doutrina Espírita (ou Espiritismo) tem como lema “Fora da Caridade não há Salvação”, explicando ao homem que a caridade é a maneira de evoluirmos como seres imortais, dentro do binómio evolutivo Conhecimento / Amor.A caridade material e a caridade espiritual ganham assim horizontes mais amplos, quando analisadas à luz do Espiritismo.


O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Este centro tem página na Internet em www.caldasrainha.net/cce e e-mail cce@caldasrainha.net


As entradas são livres e gratuitas.Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)


4 - CALDAS DA RAINHA: CURSOS DE ESPIRITISMO NO CCEO


Centro de Cultura Espírita (CCE) sito na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c, no Bairro das Morenas, Caldas da Rainha, tel: 917 058 415, com página na Internet em www.caldasrainha.net/cce e e-mail cce@caldasrainha.net vai levar a cabo, a partir de 27 de Setembro de 2008 as seguintes actividades de formação:


- Curso Básico de Espiritismo (CBE), aos sábados, das 15H00 às 16H00;

- Grupo de Jovens (dos 15 aos 30 anos), aos sábados, das 15H00 às 16H00;

- Grupo de Crianças (dos 5 aos 14 anos), aos sábados, das 15H00 às 16H00;


Cursos complementares ao CBE (sábados, das 17H00 às 18H00):


- Como Doutrinar Espíritos – 27 Setembro a 15 Novembro 2008

- Como dar Passe – 22 Novembro 2008 a 10 Janeiro 2009

- Como Palestrar – 17 Janeiro a 7 Março 2009- Como Fazer Atendimento

– 14 Março a 2 Maio 2009


Paralelamente, o CCE tem uma conferência pública à 6ª feira, das 21H00 às 22H00, seguida de fluidoterapia e atendimento ao público em privado.Outras actividades vão desde o apoio a famílias carenciadas, alfabetização de adultos e passe ao domicílio a pessoas acamadas ou impossibilitadas de se deslocarem.


Todas as actividades são gratuitas e livres.Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)


5 - BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA


Realiza-se este sábado, dia 16 de Agosto, pelas 21H30, uma conferência espírita, na Associação de Estudos Espirituais Messe de Amor, na Rua das Oliveiras Lote G, Loja 1, Gualtar - Braga, subordinada ao tema: "Respostas de Deus".


Actividades habituais:

Segunda-feira - 21H30 - Estudo da Doutrina

Sexta-feira - 21H45 - Estudo do Evangelho

Sábado - 15H30 - Escola de Evangelho (DIJ)

Sábado - 20H00 - Atendimento Individual

Sábado - 21H30 - Palestra Pública


Fonte: Sérgio Cunha (Braga) (Telemóvel 91 977 77 29) ( smoac54@yahoo.com.br )