terça-feira, 15 de abril de 2008

Aniversário


14 Abril 2008

Neste tempo apressado passou um ano sobre o nascimento deste blog.
Na imensidão do tempo e do espaço um ano é um sopro que desejo tenha tocado a todos aqueles que por aqui passaram e deram mais razão de existir ao que me propus a 14 de Abril de 2007.

Amigos e irmãos de todos os lados da vida obrigada pelas vossas visitas.
Amigos e irmãos neste nosso lar espero contar convosco em mais uma etapa marcada pelo calendário, pedindo-vos que participem ao vosso jeito para levarmos maia alto a Doutrina da vida eterna

Bem haja a todos

Feliz aniversário vida-depois-vida

sábado, 12 de abril de 2008

A reencarnação fortalece os laços de família,ao passo que a unicidade da existência os rompe


A reencarnação fortalece os laços de família,
ao passo que a unicidade da existência os rompe


18. Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como o
pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados. O princípio oposto, sim, os destrói.
No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela
simpatia e pela semelhança das inclinações. Ditosos por se encontrarem juntos, esses
Espíritos se buscam uns aos outros. A encarnação apenas momentaneamente os separa,
porquanto, ao regressarem à erraticidade, novamente se reúnem como amigos que voltam de uma viagem. Muitas vezes, até, uns seguem a outros na encarnação, vindo aqui reunir-se numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos pelo seu mútuo adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que se conservam livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, todos têm avançado um passo na senda do aperfeiçoamento.
___________
(1) Veja-se, para os desenvolvimentos do dogma da reencarnação, O Livro dos Espíritos, caps. IV
e V; O que é o Espiritismo, cap. II, por Allan Kardec; Pluralidade das Existências, por PEZZANI.

Cada vez menos presos à matéria, mais viva se lhes torna a afeição recíproca, pela razão
mesma de que, mais depurada, não tem a perturbá-la o egoísmo, nem as sombras das paixões.
Podem, portanto, percorrer, assim, ilimitado número de existências corpóreas, sem que
nenhum golpe receba a mútua estima que os liga.
Está bem visto que aqui se trata de afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à
destruição do corpo, porquanto os seres que neste mundo se unem apenas pelos sentidos
nenhum motivo têm para se procurarem no mundo dos Espíritos. Duráveis somente o são as afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem.
Ora, semelhante causa não subsiste no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre.
No que concerne às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada realmente são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu.

19. A união e a afeição que existem entre pessoas parentes são um índice da simpatia
anterior que as aproximou, Daí vem que, falando-se de alguém cujo carácter, gostos e
pendores nenhuma semelhança apresentam com os dos seus parentes mais próximos, se
costuma dizer que ela não é da família. Dizendo-se isso, enuncia-se uma verdade mais
profunda do que se supõe. Deus permite que, nas famílias, ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objectivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e por efeito dos cuidados que se lhes dispensam. O carácter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatizas se esvaem. E desse modo que se opera a fusão das diferentes categorias de Espíritos, como se dá na Terra com as raças e os povos.

20. O temor de que a parentela aumente indefinidamente, em consequência da
reencarnação, é de fundo egoístico: prova, naquele que o sente, falta de amor bastante amplo para abranger grande número de pessoas. Um pai,que tem muitos filhos, ama-os menos do que amaria a um deles, se fosse único? Mas, tranquilizem-se os egoístas: não há fundamento para semelhante temor. Do facto de um homem ter tido dez encarnações, não se segue que vá encontrar, no mundo dos Espíritos, dez pais, dez mães, dez mulheres e um número proporcional de filhos e de parentes novos. Lá encontrará sempre os que foram objecto da sua afeição, os quais se lhe terão ligado na Terra, a
títulos diversos, e, talvez, sob o mesmo título.

21. Vejamos agora as consequências da doutrina anti-reencarcionista. Ela,
necessariamente, anula a preexistência da alma. Sendo estas criadas ao mesmo tempo que os corpos, nenhum laço anterior há entre elas, que, nesse caso, serão completamente estranhas umas às outras. O pai é estranho a seu filho. A filiação das famílias fica assim reduzida à só filiação corporal, sem qualquer laço espiritual. Não há então motivo algum para quem quer que seja glorificar-se de haver tido por antepassados tais ou tais personagens ilustres. Com a reencarnação, ascendentes e descendentes podem já se terem conhecido, vivido juntos, amado, e podem reunir-se mais tarde, a fim de apertarem entre si os laços de simpatia.

22. Isso quanto ao passado. Quanto ao futuro, segundo um dos dogmas fundamentais
que decorrem da não-reencarnação, a sorte das almas se acha irrevogavelmente determinada, após uma só existência. A fixação definitiva da sorte implica a cessação de todo progresso, pois desde que haja qualquer progresso já não há sorte definitiva. Conforme tenham vivido bem ou mal, elas vão imediatamente para a mansão dos bem-aventurados, ou para o inferno eterno. Ficam assim, imediatamente e para sempre, separadas e sem esperança de tornarem a juntar-se, de forma que pais, mães e filhos, mandos e mulheres, irmãos, irmãs e amigos jamais podem estar certos de se verem novamente; é a ruptura absoluta dos laços de família.
Com a reencarnação e progresso a que dá lugar, todos os que se amaram tornam a
encontrar-se na Terra e no espaço e juntos gravitam para Deus. Se alguns fraquejam no caminho, esses retardam o seu adiantamento e a sua felicidade, mas não há para eles perda de toda esperança. Ajudados,encorajados e amparados pelos que os amam, um dia sairão do lodaçal em que se enterraram.
Com a reencarnação, finalmente, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os
desencarnados, e, daí, estreitamento dos laços de afeição.

23. Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem, para o seu futuro de
além-túmulo: 1ª, o nada, de acordo com a doutrina materialista; 2ª, a absorção no todo
universal, de acordo com a doutrina panteísta; 3ª, a individualidade, com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina da Igreja; 4ª, a individualidade, com progressão indefinita, conforme a Doutrina Espírita. Segundo as duas primeiras, os laços de família se rompem por ocasião da morte e nenhuma esperança resta às almas de se encontrarem futuramente. Com a terceira, há para elas a possibilidade de se tornarem a ver, desde que sigam para a mesma região, que tanto pode ser o inferno como o paraíso. Com a pluralidade das existências, inseparável da progressão gradativa, há a certeza na continuidade das relações entre os que se amaram, e é isso o que constitui a verdadeira família.


referencia:o evangelho segundo o espiritismo

Noticias de Portugal


1 – RIO TINTO: PALESTRAS NA ACE
2 – BARREIRO: CONFERÊNCIA POR DIVALDO FRANCO
3 – MALVEIRA: PALESTRA ESPÍRITA
4 – CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA SOBRE COMUNICAÇÃO DOS ESPÍRITOS

1 - RIO TINTO: PALESTRAS NA ACE

A Associação Cultural Espírita Fernando de Lacerda, sita na Rua da Ferraria, 615, 4435 – 250 Rio Tinto, leva a efeito, no decorrer do mês de Abril, às quintas-feiras, as seguintes palestras espíritas:


Dia 10 – Palestrante: Jorge Gomes – Tema: “Inteligência e Afecto, Coordenadas da Evolução”
Dia 17 – Palestrante: Olga Santos – Tema livre
Dia 24 – Palestrante: João Xavier de Almeida – Tema livre

Fonte: T. Martins (Rio Tinto)


2 - BARREIRO: CONFERÊNCIA POR DIVALDO FRANCO


No próximo dia 11 de Abril, pelas 20H00, Divaldo Pereira Franco vai proferir uma conferência subordinada ao tema “Depressão à Luz da Doutrina Espírita”.Numa organização conjunta do Núcleo Cultural Espírita do Barreiro e da Federação Espírita Portuguesa, o evento terá lugar na Sociedade Democrática União Barreirense “Os Franceses”, no Barreiro, sendo a entrada livre e gratuita.Fonte: Amílcar Escolástico (Tlm: 969570677 )


3 - MALVEIRA: PALESTRA ESPÍRITA


À semelhança do que tem acontecido desde há meses, e sempre na 2ª sexta-feira de cada mês, às 20H30, vai realizar-se uma palestra no próximo dia 11 de Abril, desta vez subordinada ao tema "Harmonização Psíquica", na Associação Fraterna Mensageiros do Bem, sita na rua Eurico Rodrigues de Lima, 2B, 2665 - 277 Malveira.


Mais informações através dos telemóveis 96 53622855 e/ou 917713744 . Fonte: Marcelo Oliveira:(TM:917713744)


4 - CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA SOBRE COMUNICAÇÃO DOS ESPÍRITOS


Na sexta-feira, dia 11 de Abril, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Comunicação dos Espíritos”.Contrariamente ao aforismo popular de que nunca ninguém voltou do Além para contar como é, a Doutrina Espírita demonstra o oposto, isto é, essa possibilidade constatada experimentalmente desde meados do século XIX até aos dias de hoje.


O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Este centro tem página na Internet em www.caldasrainha.net/cce e e-mail cce@caldasrainha.net As entradas são livres e gratuitas.Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)

domingo, 6 de abril de 2008

video

Experiencias de Quase Morte


Monomania religiosa


Variedades - Monomania religiosa

Leu-se, na Gazette de Mons: "Um indivíduo atacado de monomania religiosa, sequestrado há sete anos no estabelecimento do senhor Stuart, e que até ali se mostrara de uma natureza muito doce, chegou a enganar a vigilância de seus guardas e a se apoderar de uma faca.
Estes, não podendo fazê-lo devolver essa arma, informaram o director do que se passava.
"O senhor Stuart logo se colocou perto desse furioso, e, não consultando senão sua coragem, quis desarmá-lo; mas, apenas havia dado alguns passos ao encontro do louco, este se arrojou sobre ele com a rapidez do relâmpago e o atingiu a golpes redobrados. Não foi senão com muita dificuldade que se chegou a dominar o assassino.


"Das sete feridas, com as quais o senhor Stuart fora atingido, uma era mortal: a que recebera no baixo ventre; e segunda-feira, às três horas e meia, sucumbiu em consequência de uma hemorragia que se declarara nessa cavidade."

Que se diria se esse indivíduo estivesse atacado de uma monomania espírita, ou mesmo se, em sua loucura, tivesse falado de Espíritos? E todavia isso se poderia, uma vez que há muitas monomanias religiosas, e todas as ciências forneceram seu contingente. Que se poderia racionalmente disso concluir contra o Espiritismo, senão que, em consequência da fragilidade de sua organização, o homem pode se exaltar sobre esse ponto como sobre tantos outros? O meio de prevenir essa exaltação não é combater a ideia; de outro modo se correria o risco de se ver renovarem os prodígios das Cévènes. Se jamais se organizasse uma cruzada contra espiritismo, vê-lo-íamos propagar-se mais e mais; por que, como se opor a um fenómeno
que não tem nem lugar nem tempo preferidos; que pode se reproduzir em todos os países, em todas as famílias, na intimidade, no segredo mais absoluto, melhor ainda que em público?
O meio de prevenir os inconvenientes, dissemo-lo em nossa Instrução prática, é fazê-lo compreender de tal modo que nele não se veja mais que um fenómeno natural, mesmo
naquilo que ofereça de mais extraordinário.




Um dos nossos assinantes, o senhor Ch. Renard, de Rambouillet, nos dirigiu a carta seguinte:
"Senhor e digno irmão em Espiritismo, li, ou antes, devorei com um prazer indizível, os números de vossa Revista, à medida que os recebia. Isso não é de admirar de minha parte, visto que meus parentes eram adivinhadores de geração em geração. Uma de minhas tias-avó foi mesmo condenada ao fogo por contumácia no crime de Vauldrie e de assistente do sabbat; não evitou a fogueira senão porque se refugiou na casa de uma de suas irmãs, abadessa de religiosas enclausuradas. Isso fez com que eu herdasse algumas migalhas de ciências ocultas, o que não me impediu de passar pela crença, se fé há, pelo materialismo e pelo cepticismo. Enfim, fatigado, doente de negação, as obras do célebre extático Swedenborg me conduziram à verdade e ao bem; eu mesmo tornei-me extático, assegurei-me ad vivum de verdades que os Espíritos materializados do nosso globo não podem compreender. Tive comunicações de todas as espécies; factos de visibilidade, de tangibilidade, transporte de objectos perdidos, etc. Teríeis, bom irmão, a bondade de inserir a nota adiante num de vossos números? Certamente, não pelo meu amor-próprio, mas por causa da minha qualidade de Francês.


"As pequenas causas produzem, às vezes, grandes efeitos. Por volta de 1840, travei conhecimento com o senhor Cahagnet, torneiro marceneiro, vindo para Rambouillet por razões de saúde. Esse operário, fora de série pela sua inteligência, eu o apreciava e o iniciava no magnetismo humano; disse-lhe um dia: Tenho quase a certeza de que um sonâmbulo lúcido está apto para ver as almas dos falecidos e entabular conversação com elas; ele espantou-se. Convidei-o a fazer essa experiência quando tivesse um lúcido; foi bem sucedido e publicou um primeiro volume de experiências necromânticas, seguido de outros volumes e brochuras, que foram traduzidos na América sob o título de Telégrafo celeste. Em seguida o extático Davis publicou suas visões ou excursões no mundo espírita. Franklin fez, sobre os desmaterializados, pesquisas que conduziram às manifestações e à comunicações mais fáceis que outrora. As primeiras pessoas que ele mediatizou nos Estados Unidos foram uma senhora viúva Fox e suas duas senhoritas. Há uma singular coincidência entre esse nome e o meu, uma vez que a palavra inglesa fox significa renard.
"Há muito tempo os Espíritos disseram que se podia comunicar com os Espíritos de outros globos e deles receber desenhos e descrições. Expus essa coisa ao senhor Cahagnet, mas ele não foi mais longe que nosso satélite.
"SOU, etc. CH. RENARD."


Nota. A questão de prioridade, em matéria de Espiritismo, sem contradita, é uma questão secundária; mas não é menos notável senão depois da importação dos fenómenos americanos, uma multidão de factos autênticos ignorados do público, revelaram a produção de fenómenos semelhantes seja em França, seja em outros países da Europa, em uma época contemporânea ou anterior. É do nosso conhecimento que muitas pessoas se ocupavam com os fenómenos espíritas bem antes que fossem questão de mesas girantes, e disso temos provas por datas seguras. Ó senhor Renard parece ser desse número, e segundo ele, suas experiências não foram estranhas às feitas na América. Registramos sua observação como interessando à história do Espiritismo e para provar, uma vez mais, que essa ciência tem raízes no mundo inteiro, o que tira, àqueles que gostariam de lhe opor uma barreira, toda possibilidade de sucesso. Abafada em um ponto, ela renascerá mais viva em muitos outros, até o momento em que a dúvida não será mais permitida, ela tomará seu lugar entre as crenças usuais; será bem preciso, então, que seus adversários, bom grado ou malgrado, nela tomem seu partido.


referencia: revista espirita Dezembro 1858