quarta-feira, 12 de março de 2008

A bela cordoeira


A Bela Cordoeira

Notícia. - Louise Charly, apelidada Labé, cognominada a Belle Cordière, nascida em Lyon, sob François I. Ela era de uma beleza perfeita e recebeu uma educação muito cuidadosa; sabia o grego e o latim, falava o espanhol e o italiano com uma pureza perfeita, e fazia, nessas duas línguas, poesias que não teriam renegado os escritores nacionais. Formada em todos os exercícios do corpo, conhecia a equitação, a ginástica e o manejo das armas. Dotada de um
carácter muito enérgico, distinguia-se, ao lado de seu pai, entre os mais valentes combatentes, no cerco de Perpignan, em 1542, sob o nome do capitão Loys. Esse cerco não tendo sido bem sucedido, ela renunciou ao ofício das armas e retornou a Lyon com seu pai.
Casou com um rico fabricante de cordames, de nome Ennemond Perrin, e logo ela não foi conhecida senão sob o nome de a Belle Cordière, nome que permaneceu na rua em que ela residia, e sobre o local no qual estavam as oficinas de seu marido. Ela instituiu em sua casa reuniões literárias, onde eram convidados os espíritos mais esclarecidos da província. Tem-se dela uma colecção de poesias. Sua reputação de beleza e de mulher de espírito, atraindo para sua casa a elite dos homens, excitou o ciúme das senhoras lionesas que procuraram vingar-se dela pela calúnia; mas sua conduta sempre foi irrepreensível.
Tendo-a evocado, na sessão da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, de 26 de Outubro de 1858, nos foi dito que ela não podia vir ainda, por motivos que não foram explicados. No dia 9 de Novembro atendeu ao nosso chamado, e eis o retrato que dela fez o senhor Adrien, nosso médium vidente: Cabeça oval; tez pálida, mate; olhos negros, belos e notáveis, sobrancelhas arqueadas; fronte desenvolvida e inteligente, nariz grego, fino; boca média, lábios indicando a bondade de espírito; dentes muitos bonitos, pequenos, bem enfileirados; cabelos negros de azeviche, ligeiramente crespos. Belo porte da cabeça; talhe grande e bem solto. Vestuário de rouparias brancas.

Nota. - Sem dúvida, nada prova que esse retrato, e o precedente, não estavam na imaginação do médium, porque não temos controle; mas quando o faz com detalhes tão precisos de pessoas contemporâneas, que jamais viu, e que são reconhecidas por parentes ou amigos, não se pode duvidar da realidade; de onde se pode concluir que, uma vez que ele vê uns com uma verdade incontestável, pode vê-la em outros. Uma outra circunstância, que
deve ser tomada em consideração, é que ele vê sempre o mesmo Espírito sob a mesma forma, e que, ainda que o fosse com vários meses de intervalo, o retrato não varia. Seria preciso supor nele uma memória fenomenal, para crer que ele possa se lembrar assim dos
menores traços de todos os Espíritos, dos quais Fez a descrição e que se contam por centenas.

1. Evocação.
- R. Estou aqui.

2. Teríeis a bondade de nos responder a algumas perguntas que gostaríamos de vos
endereçar?
- R. Com prazer.

3. Lembrai-vos da época em que fostes conhecida sob o nome de a Belle Cordière?
- R. Sim.

4. De onde poderiam provir as qualidades viris que vos levou a abraçar a profissão das armas que, segundo as leis da Natureza, está antes nas atribuições dos homens?
- R. Isso sorria ao meu espírito ávido de grandes coisas; mais tarde ele se voltou para um outro género de ideias mais sérias. As ideias com as quais se nasce, certamente, vêm de existências anteriores, das quais são o reflexo, todavia, elas se modificam muito, seja por novas resoluções, seja pela vontade de Deus.

5. Por que esses gostos militares não persistiram em vós, e como puderam, tão prontamente, ceder o lugar aos da mulher?
- R. Vi coisas que não vos desejaria ver.

6. Fostes contemporânea de François e de Charles-Quinto; poderíeis dar-nos vossa opinião sobre esses dois homens e traçar-lhes o paralelo?
- R. Não quero julgar; tinham defeitos, vós os conheceis; suas virtudes foram pouco numerosas: alguns traços de generosidade e eis
tudo. Deixai isso, seu coração poderia sangrar ainda; eles sofrem bastante!

7. Qual era a fonte dessa alta inteligência que vos tornou apta a receber uma educação tão superior à das mulheres do vosso tempo? - R. Existências penosas e a vontade de Deus!

8. Havia, pois, em vós um progresso anterior?
- R. Isso não pode ser de outro modo.

9. Essa instrução vos fez progredir como Espírito?
- R. Sim.

10. Pareceis haver sido feliz sobre a Terra: o sois mais agora?
- R. Que pergunta! Tão feliz que se seja na Terra, a felicidade do Céu é bem outra coisa! Quantos tesouros e quantas riquezas, que conhecereis um dia, e dos quais não suspeitais ou ignorais completamente!

11. Que entendeis por Céu?
- R. Entendo por Céu os outros mundos.

12. Que mundo habitais agora?
- R. Resido num mundo que não conheceis; mas sou pouco
ligada a ele: a matéria nos liga pouco.

13. É Júpiter?
- R. Júpiter é um mundo feliz; mas pensais que só ele, entre todos, seja favorecido por Deus? São tão numerosos quanto os grãos de areia do Oceano.

14. Conservastes o génio poético que tínheis neste mundo?
-R. Responder-vos-ia com prazer, mas temo chocar outros Espíritos, ou colocar-me abaixo do que sou: o que faria que minha
resposta se tornasse inútil, tomando-se sem razão.

15. Poderíeis nos dizer qual classe poderíamos vos consignar entre os Espíritos?
- Sem resposta.

(A São Luís.) São Luís poderia nos responder a esse respeito?
-R. Ela está aqui: não posso dizer o que ela não quer dizer. Não vedes que ela é das mais elevadas, entre os Espíritos que evocais comumente? De resto, nossos Espíritos não podem apreciar exactamente as distâncias que os separam: elas são incompreensíveis para vós, e todavia são imensas!

16. (A Louise Charly). Sob qual forma estais entre nós?
- R. Adrien acaba de me pintar.

17. Por que essa forma antes que uma outra, por que, enfim, no mundo em que estais, não sois tal qual éreis na Terra?
- R. Evocastes-me poeta, vim poeta.

18. Poderíeis nos ditar algumas poesias ou um trecho qualquer de literatura? Estaríamos felizes tendo alguma coisa vossa.
- R. Procurai vos proporcionar meus antigos escritos. Não gostamos dessas provas, sobretudo em público: fá-lo-ei, todavia, de outra vez.

Nota. - Sabe-se que os Espíritos não gostam das provas, e as perguntas dessa natureza têm sempre, mais ou menos, esse carácter, sem dúvida, é por isso que eles não se submetem a
elas quase nunca. Espontaneamente, e no momento em que menos esperamos, frequentemente, nos dão as coisas mais surpreendentes, as provas que teríamos solicitado em vão; mas basta, quase sempre, que se lhes peça uma coisa para que se não a obtenha, sobretudo, se ela denota um sentimento de curiosidade. Os Espíritos, e principalmente os Espíritos elevados, querem nos provar que não estão às nossas ordens.
A Belle Cordière, espontaneamente, no dia seguinte, fez escrever pelo médium escrevente, que lhe serviu de intérprete.
"Vou ditar-te o que prometi; não são versos, que não os quero mais fazer; aliás, não me lembro mais dos que fiz, e não gostarias deles: será a mais modesta prosa.

"Na Terra, gabei o amor, a doçura e os bons sentimentos: falei um pouco daquilo que não conhecia. Aqui, não é o amor que é preciso, é uma caridade grande, austera, esclarecida; uma caridade forte e constante que não há senão um exemplo na Terra.
"Pensai, ó homens! que de vós depende serdes felizes e fazerdes o vosso mundo um dos mais avançados do céu: não tendes que fazer senão calarem ódios e inimizades, senão
esquecer rancores e cóleras, senão perder o orgulho e a vaidade. Deixai tudo isso como um fardo que vos será preciso abandonar, cedo ou tarde. Esse fardo é para vós um tesouro na Terra, eu o sei; por isso teríeis o mérito em abandoná-lo e perdê-lo, mas no céu esse fardo toma-se um obstáculo para a vossa felicidade. Crede-me, pois: apressai vosso progresso, a felicidade que vem de Deus é a verdadeira felicidade. Onde encontrareis os prazeres que
valham as alegrias que dá aos seus eleitos, aos seus anjos?
"Deus ama os homens que procuram avançar em seu caminho, contai, pois, com seu apoio.
Não tendes confiança nele? Crede-o seja perjuro, porque não vos entregais a ele inteiramente, sem restrição? Infelizmente não quereis ouvir, ou poucos dentre vós, ouvem; preferis o hoje ao dia de amanhã; vossa visão limitada limita vossos sentimentos, vosso
coração e vossa alma, e sofreis para avançar, em lugar de avançar natural e facilmente pelo caminho do bem, por vossa própria vontade, porque o sofrimento é o meio que Deus emprega para vos moralizar. Que não eviteis vossa rota segura, mas terrível para o viajante.
Terminarei vos exortando a não mais olhar a morte como um flagelo, mas como a porta da verdadeira vida e da verdadeira felicidade.

LOUISE CHARLY.

Revista Espírita, dezembro de 1858

sábado, 8 de março de 2008

Dia da mulher

8 DE MARÇO É DA MULHER As mulheres do Século XVIII eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais O Dia Internacional da Mulher, 8 de Março, está intimamente ligado aos movimentos feministas que buscavam mais dignidade para as mulheres e sociedades mais justas e igualitárias. É a partir da Revolução Industrial, em 1789, que estas reivindicações tomam maior vulto com a exigência de melhores condições de trabalho, acesso à cultura e igualdade entre os sexos. As operárias desta época eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais. Dentro deste contexto, 129 tecelãs da fábrica de tecidos Cotton, de Nova Iorque, decidiram paralisar seus trabalhos, reivindicando o direito à jornada de 10 horas. Era 8 de março de 1857, data da primeira greve norte-americana conduzida somente por mulheres. A polícia reprimiu violentamente a manifestação fazendo com que as operárias refugiassem-se dentro da fábrica. Os donos da empresa, junto com os policiais, trancaram-nas no local e atearam fogo, matando carbonizadas todas as tecelãs. Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, foi proposto que o dia 8 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às operárias de Nova Iorque. A partir de então esta data começou a ser comemorada no mundo inteiro como homenagem as mulheres.



Você que busca no dia a dia suaindependência,

sua liberdade, sua identidade própria;


Você que luta profissional e emocionalmente,

para ser valorizada e compreendida;


Você que a cada momento tenta ser acompanheira,

a amiga, a "rainha do lar";


Você que batalha incansavelmente por seus próprios direitos e também por um mundomais justo e por uma sociedade semviolências;


Você que resiste aos sarcasmos daquelesque a chamam de, pejorativamente,

defeminista liberal e que já ocupa um espaço na fábrica, na escola, na empresa e na política;


Você, eu, nós que temos a capacidade degerar outro ser, temos também o dever degerar alternativas para que a nossa Ação criadora, realmente ajude outrasmulheres a conquistarema liberdade de Ser...


Ilsa da Luz Barbosa

quinta-feira, 6 de março de 2008

Noticias de Portugal


1 – GRUPO ESPÍRITA DA PAZ – NOVO CENTRO ESPÍRITA NA MADEIRA

2 – MALVEIRA: ASSOCIAÇÃO FRATERNA MENSAGEIROS DO BEM – ACTIVIDADES

3 –PORTO: PALESTRAS ESPÍRITAS NO CECA

4- CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA SOBRE: “COMO É MORRER?”

5 – BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA

6 – S. JOÃO DE VER: DIVALDINHO MATOS PALESTRA NA EBCE

7 – ÁGUEDA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA




1 - GRUPO ESPÍRITA DA PAZ – NOVO CENTRO ESPÍRITA NA MADEIRA


No passado dia 4 de Fevereiro, o Grupo Espírita da Paz, do Funchal, deu início às suas actividades, de acordo com a seguinte calendarização:

- Segundas-feiras – 20H00 - Palestra -

Quintas-feiras – 20H00 - Estudo Sistemático de “O Livro dos Espíritos”- Atendimento - É necessário marcar por telefone ou pessoalmente, para os telefones ou morada abaixo mencionados.


José António Pires da Câmara é o coordenador e fundador deste Centro Espírita, que conta com o apoio do Grupo Maria de Nazaré, através do seu presidente, Divaldo Matos de Oliveira (Divaldinho).


Grupo Espírita da Paz Rua do Pico de São João, nº. 45 9000 -192 Funchal - Madeira(Telefones: 291 75 96 17 - 96 79 48 468)(E-mail: grupoespíritadapazmadeira@hotmail.com)
Fonte: José António (Funchal)



2 - MALVEIRA: ASSOCIAÇÃO FRATERNA MENSAGEIROS DO BEM – ACTIVIDADES


A Associação Fraterna Mensageiros do Bem, sita na Rua Eurico Rodrigues de Lima, 2B, 2665-277 Malveira, vai levar a efeito as suas actividades, no decorrer do mês de Março/2008, de acordo com a seguinte programação:


- Segundas-feiras, dias 3, 17 e 31 – 16H30 – Palestra pública e Fluidoterapia

- Quartas-feiras, dias 5, 12, 19, e 26 – 20H00 – Palestra pública e Fluidoterapia

- 2ª Sexta-feira de cada mês, dia 14 de Março – 20H30 – Palestra pública, desta vez subordinada ao tema: "Harmonização Psíquica – O Conhecimento de Nós Mesmos".


Mais informações através dos telemóveis 96 536 28 55 e/ou 91 771 37 44 ou pelo e-mail: afmbmalveira@gmail.com
Fonte: Marcelo Oliveira (Tm: 917713744)



3 - PORTO: PALESTRAS ESPÍRITAS NO CECA


O CECA - Centro Espírita Caridade por Amor - na Rua da Picaria, 59 - 1º frente, 4050 - 478 Porto, com e-mail ceca@sapo.pt e página de Internet em http://www.ceca.web.pt/, convida a população metropolitana do Porto, a estar presente às sextas-feiras do mês de Março, pelas 21H00, para o seguinte quadro de palestras:


Dia 07 – Tema: "Tudo Passa…”, por Lígia Almeida (conferencista da associação).

Dia 14 – Tema: "Perdoar é Preciso", por Miquelina Antunes (conferencista da associação)

Dia 21 – Tema: "A Viagem", por Jani Martins (conferencista da associação)

Dia 28 – Tema: “O Medo” - Mesa Redonda (elementos da associação)


Após as palestras, decorrerá o trabalho de passes, terminando a reunião com uma prece de encerramento.As entradas são livres e gratuitas


Centro Espírita Caridade por AmorRua da Picaria, 59 - 1º frente4050-478 Porto(Site: www.ceca-porto.com - E-mail: ceca@ceca-porto.com)
Fonte: Direcção do CECA (Porto)



4 - CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA SOBRE: “COMO É MORRER?”


Na sexta-feira, dia 7 de Março, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Como é Morrer?”. Sabendo que ninguém se pode eximir a esta realidade que a todos toca, a Doutrina Espírita explica como se processa o desenlace do corpo físico.


O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Este centro tem página na Internet em http://www.caldasrainha.net/ccee e-mail cce@caldasrainha.net


As entradas são livres e gratuitas.
Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)



5 - BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA


Realiza-se este sábado, dia 8 de Março, pelas 21H30, uma conferência espírita na Associação de Estudos Espirituais Messe de Amor, na Rua das Oliveiras Lote G, Loja 1, Gualtar – Braga, subordinada ao tema: "Espiritismo e Progresso – Lei de Progresso".


Actividades habituais:

Segunda-feira - 21H30 - Estudo da Doutrina

Sexta-feira - 21H45 - Estudo do Evangelho

Sábado - 15H30 - Escola de Evangelho (DIJ)

Sábado - 20H00 - Atendimento Individual Sábado - 21H30 - Palestra Pública


Fonte: Sérgio Cunha (Braga) - (Telemóvel 91 977 77 29) (mailto:smoac54@yahoo.com.br )



6 - S. JOÃO DE VER: DIVALDINHO MATOS PALESTRA NA EBCE


No próximo dia 8 de Março, sábado, pelas 15H00, Divaldinho Matos vai estar presente no Auditório desta Associação, para proferir uma palestra subordinada ao tema: “Mediunidade”.No final da apresentação do tema, será aberto um espaço para a colocação de perguntas às quais Divaldinho responderá.


No dia seguinte, 9 de Março, domingo, às 10H00, voltaremos a contar com a presença de Divaldinho para mais uma palestra na nossa Associação.


Para qualquer informação, poderão contactar por e-mail ou pelos seguintes números de telemóvel. 912475972 (José Augusto) ou 914759592 (M. Fernando).


Escola Beneficência Caridade Espírita Rua Quinta da Vinha - Areeiro 4520 – 619 S. João de Ver (Sta. Maria da Feira) (E-mail: ebce@netvisao.pt - Página da Internet: http://ebce.net/(Dados para GPS: N 40º 58' 04'' W 8º 31' 29'')


Fonte: EBCE (S. João de Ver)



7 - ÁGUEDA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA


A Associação Espírita Consolação e Vida, situada na Rua 15 de Agosto, n.º 30, traseiras, 3750 - 115 Águeda, vai levar a efeito na próxima quarta-feira, dia 12 de Março, pelas 20H30 uma conferência que será conduzida pelo Prof. Carlos Ferreira. O Prof. Carlos Ferreira é Director de Formação da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e, como é natural, a temática central desta conferência será o Espiritismo e a Saúde.


A entrada é livre e gratuita.


Fonte: Sílvia Antunes - Águeda (Tm. 93 432 56 48 – E-mail: silviantunes@netvisao.pt )

quarta-feira, 5 de março de 2008

terça-feira, 4 de março de 2008

Influência moral do Médium


DA INFLUÊNCIA MORAL DO MÉDIUM


Questões diversas. - Dissertação de um Espírito sobre a influência moral.


226. 1ª O desenvolvimento da mediunidade guarda relação com o desenvolvimento moral dos médiuns?


"Não; a faculdade propriamente dita é organica; e portanto independente da moral. O mesmo, porém, não se dá com o seu uso, que pode ser bom, ou mau, conforme as qualidades do médium."


2ª Sempre se há dito que a mediunidade é um dom de Deus, uma graça, um favor. Por que, então, não constitui privilégio dos homens de bem e por que se vêem pessoas indignas que a possuem no mais alto grau e que dela usam mal?


-"Todas as faculdades são favores pelos quais deve a criatura render graças a Deus, pois há criaturas que não as possuem. Poderias igualmente perguntar por que concede Deus vista magnífica a malfeitores, destreza a gatunos, eloquência aos que dela se servem para dizer coisas nocivas. O mesmo se dá com a mediunidade. Se há pessoas indignas que a possuem, é que disso precisam mais do que as outras, para se melhorarem. Pensas que Deus recusa meios de salvação aos culpados? Ao contrário, multiplica-os no caminho que eles percorrem; coloca-os nas suas próprias mãos.. Cabe-lhes aproveitá-los. Judas, o traidor, não fez milagres e não curou doentes, como apóstolo? Deus permitiu que ele tivesse esse dom, para mais odiosa lhe parecesse a traição."


3ª Os médiuns, que fazem mau uso das suas faculdades, que não se servem delas para o bem, ou que não as aproveitam para se instruírem, sofrerão as consequências dessa falta?


-"Se delas fizerem mau uso, serão punidos duplamente, porque têm um meio a mais de se esclarecerem e o não aproveitam. Aquele que vê claro e tropeça é mais censurável do que o cego que cai no fosso."


4ª Há médiuns aos quais, espontaneamente e quase constantemente, são dadas comunicações sobre o mesmo assunto, sobre certas questões morais, por exemplo, sobre determinados defeitos. Terá isso algum fim?


"sim, e esse fim é esclarecê-lo sobre o assunto frequentemente repetido, ou corrigi-los de certos defeitos. Por isso é que a uns falarão continuamente do orgulho, a outros, da caridade. E que só a saciedade lhes poderá abrir, afinal, os olhos. Não há médium que faça mau uso da sua faculdade, por ambição ou interesse, ou que a comprometa por causa de um defeito capital, como o orgulho, o egoísmo, a leviandade, etc., e que, de tempos a tempos, não receba advertência dos Espíritos. O pior é que a maioria das vezes eles não as tomam como dirigidas a si próprios."


NOTA. E frequentemente usarem os Espíritos de circunlóquios em suas lições, dando-as de modo indirecto para não tirarem o mérito àquele que as sabe aproveitar e aplicar. Porém, tais são a cegueira e o orgulho de algumas pessoas, que elas não se reconhecem no quadro que se lhes põe diante dos olhos. Ainda mais: se o Espírito lhes dá a entender que é delas que se trata, zangam-se e o qualificam de mentiroso, ou malicioso. Só isto basta para provar que o Espírito tem razão.


5ª Nas lições ditadas, de modo geral, ao médium, sem aplicação pessoal, não figura ele como instrumento passivo, para instrução de outrem?


-"Muitas vezes, os avisos e conselhos não lhe são dirigidos pessoalmente, mas a outros a quem não nos podemos dirigir, senão por intermédio dele, que, entretanto, deve tomar a parte que lhe caiba em tais avisos e conselhos, se não o cega o amor próprio.
"Não creias que a faculdade mediúnica seja dada somente para correcção de uma, ou duas pessoas, não. O objectivo é mais alto: trata-se da Humanidade. Um médium é um instrumento pouquíssimo importante, como indivíduo. Por isso é que, quando damos instruções que devem aproveitar à generalidade dos homens, nos servimos dos que oferecem as facilidades necessárias. Tenha-se, porém, como certo que tempo virá em que os bons médiuns serão muito comuns, de sorte que os bons Espíritos não precisarão servir-se de instrumentos maus."


6ª Visto que as qualidades morais do médium afastam os Espíritos imperfeitos, como é que um médium dotado de boas qualidades transmite respostas falsas, ou grosseiras?


-"Conheces, porventura, todos os escaninhos da alma humana? Demais, pode a criatura ser leviana e frívola, sem que seja viciosa. Também isso se dá, porque, às vezes, ele necessita de uma lição, a fim de manter-se em guarda."


7ª Por que permitem os Espíritos superiores que pessoas dotadas de grande poder, como médiuns, e que muito de bom poderiam fazer, sejam instrumentos do erro?


-"Os Espíritos de que falas procuram influenciá-las; mas, quando essas pessoas consentem em ser arrastadas para mau caminho, eles as deixam ir. Daí o servirem-se delas com repugnância, visto que a verdade não pode ser interpretada pela mentira".


8ª Será absolutamente impossível se obtenham boas comunicações por um médium imperfeito?


-"Um médium imperfeito pode algumas vezes obter boas coisas, porque, se dispõe de uma bela faculdade, não é raro que os bons Espíritos se sirvam dele, à falta de outro, em circunstâncias especiais; porém, isso só acontece momentaneamente, porquanto, desde que os Espíritos encontrem um que mais lhes convenha, dãopreferência a este."


NOTA. Deve-se observar que, quando os bons Espíritos vêem que um médium deixa de ser bem assistido e se torna, pelas suas imperfeições, presa dos Espíritos enganadores, quase sempre fazem surgir circunstâncias que lhes desvendam os defeitos e o afastam das pessoas sérias e bem intencionadas, cuja boa-fé poderia abusar. Neste caso, quaisquer que sejam as faculdades que possua, seu afastamento não é de causar saudades.


9ª Qual o médium que se poderia qualificar de perfeito?


-"Perfeito, ah! bem sabes que a perfeição não existe na Terra, sem o que não estaríeis nela. Digamos, portanto, bom médium e já é muito, por isso que eles são raros.
Médium perfeito seria aquele contra o qual os maus Espíritos jamais ousassem, uma tentativa de enganá-lo. O melhor é aquele que, simpatizando somente com os bons Espíritos, tem sido o menos enganado."


10ª Se ele só com os bons Espíritos simpatiza, como permitem estes que seja enganado?


-"Os bons Espíritos permitem, às vezes, que isso aconteça com os melhores médiuns, para lhes exercitar a ponderação e para lhes ensinar a discernir o verdadeiro do falso. Depois, por muito bom que seja, um médium jamais é tão perfeito, que não possa ser atacado por algum lado fraco. Isto lhe deve servir de lição. As falsas comunicações, que de tempos a tempos ele recebe, são avisos para que não se considere infalível e não se ensoberbeça. Porque, o médium que receba as coisas mais notáveis não tem que se gloriar disso, como não o tem o tocador de realejo que obtém belas árias movendo a manivela do seu instrumento."


11ª Quais as condições necessárias para que a palavra dos Espíritos superiores nos chegue isenta de qualquer alteração?


-"Querer o bem; repulsar o egoísmo e o orgulho. Ambas essas coisas são necessárias."


12ª Uma vez que a palavra dos Espíritos superiores não nos chega pura, senão em condições difíceis de se encontrarem preenchidas, esse facto não constitui um obstáculo à propagação da verdade?


"Não, porque a luz sempre chega ao que a deseja receber. Todo aquele que queira esclarecer-se deve fugir às trevas e as trevas se encontram na impureza do coração.
"Os Espíritos, que considerais como personificações do bem, não atendem de boa vontade ao apelo dos que trazem o coração manchado pelo orgulho, pela cupidez e pela falta de caridade.
"Expurguem-se, pois, os que desejam esclarecer-se, de toda a vaidade humana e humilhem a sua inteligência ante o infinito poder do Criador. Esta a melhor prova que poderão dar da sinceridade do desejo que os anima. É uma condição a que todos podem satisfazer."


227. Se o médium, do ponto de vista da execução, não passa de um instrumento, exerce, todavia, influência muito grande, sob o aspecto moral. Pois que, para se comunicar, o Espírito desencarnado se identifica com o Espírito do médium, esta identificação não se pode verificar, senão havendo, entre um e outro, simpatia e, se assim é lícito dizer-se, afinidade. A alma exerce sobre o Espírito livre uma espécie de atracção, ou de repulsão, conforme o grau da semelhança existente entre eles. Ora, os bons têm afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza dos Espíritos que por ele se comunicam. Se o médium é vicioso, em torno dele se vêm agrupar os Espíritos inferiores, sempre prontos a tomar o lugar aos bons Espíritos evocados. As qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são: a bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor do próximo, o desprendimento das coisas materiais. Os defeitos que os afastam são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria.


228. Todas as imperfeições morais são outras tantas portas abertas ao acesso dos maus Espíritos. A que, porém, eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é a que a criatura menos confessa a si mesma. O orgulho tem perdido muitos médiuns dotados das mais belas faculdades e que, se não fora essa imperfeição, teriam podido tornar-se instrumentos notáveis e muito úteis, ao passo que, presas de Espíritos mentirosos, suas faculdades, depois de se haverem pervertido, aniquilaram-se e mais de um se viu humilhado por amaríssimas decepções.
O orgulho, nos médiuns, traduz-se por sinais inequívocos, a cujo respeito tanto mais necessário é se insista, quanto constitui uma das causas mais fortes de suspeição, no tocante à veracidade de suas comunicações. Começa por uma confiança cega nessas mesmas comunicações e na infalibilidade do Espírito que lhas dá. Daí um certo desdém por tudo o que não venha deles: é que julgam ter o privilégio da verdade. O prestígio dos grandes nomes, com que se adornam os Espíritos tidos por seus protectores, os deslumbra e, como neles o amor próprio sofreria, se houvessem de confessar que são ludibriados, repelem todo e qualquer conselho; evitam-nos mesmo, afastando-se de seus amigos e de quem quer que lhes possa abrir os olhos. Se condescendem em escutá-los, nenhum apreço lhes dão às opiniões, porquanto duvidar do Espírito que os assiste fora quase uma profanação.
Aborrecem-se com a menor contradita, com uma simples observação crítica e vão às vezes ao ponto de tomar ódio às próprias pessoas que lhes têm prestado serviço. Por favorecerem a esse isolamento a que os arrastam os Espíritos que não querem contraditores, esses mesmos Espíritos se comprazem em lhes conservar as ilusões, para o que os fazem considerar coisas sublimes os maiores absurdos como coisas sublimes .
Assim, confiança absoluta na superioridade do que obtém, desprezo pelo que deles não venha, irreflectida importância dada aos grandes nomes, recusa de todo conselho, suspeição sobre qualquer crítica, afastamento dos que podem emitir opiniões desinteressadas, crédito em suas aptidões, apesar de inexperientes: tais as características dos médiuns orgulhosos.
Devemos também convir em que, muitas vezes, o orgulho é despertado no médium pelos que o cercam. Se ele tem faculdades um pouco transcendentes, é procurado e gabado e entra a julgar-se indispensável. Logo toma ares de importância e desdém, quando presta a alguém o seu concurso. Mais de uma vez tivemos motivo de deplorar elogios que dispensamos a alguns médiuns, com o intuito de os animar.


229. A par disto, ponhamos em evidência o quadro do médium verdadeiramente bom, daquele em que se pode confiar. Supor-lhe-emos, antes de tudo, uma grandíssima facilidade de execução, que permita se comuniquem livremente os Espíritos, sem encontrarem qualquer obstáculo material. Isto posto, o que mais importa considerar é de que natureza são os espíritos que habitualmente o assistem, para o que não nos devemos ater aos nomes, porém, à linguagem. Jamais deverá ele perder de vista que a simpatia, que lhe dispensam os bons Espíritos, estará na razão directa de seus esforços por afastar os maus. Persuadido de que a sua faculdade é um dom que só lhe foi outorgado para o bem, de nenhum modo procura prevalecer-se dela, nem apresentá-la como demonstração de mérito seu. Aceita as boas comunicações, que lhe são transmitidas, como uma graça, de que lhe cumpre tornar-se cada vez mais digno, pela sua bondade, pela sua benevolência e pela sua modéstia. O primeiro se orgulha de suas relações com os Espíritos superiores; este outro se humilha, por se considerar sempre abaixo desse favor.


230. A seguinte instrução, sobre o assunto, foi-nos dada por um Espírito de quem temos inserido muitas comunicações:
"Já o dissemos: os médiuns, apenas como tais, só secundária influência exercem nas comunicações dos Espíritos; o papel deles é o de uma máquina eléctrica, que transmite os despachos telegráficos, de um ponto da Terra a outro ponto distante.
Assim, quando queremos ditar uma comunicação, agimos sobre o médium, como o empregado do telégrafo sobre o aparelho, isto é, do mesmo modo que o tiquetaque do telégrafo traça, a milhares de léguas, sobre uma tira de papel, os sinais reprodutores do despacho, também nós comunicamos, por meio do aparelho mediúnico, através das distâncias incomensuráveis que separam o mundo visível do mundo invisível, o mundo imaterial do mundo carnal, o que vos queremos ensinar. Mas, assim como as influências atmosféricas actuam, perturbando, muitas vezes, as transmissões do telégrafo eléctrico, igualmente a influência moral do médium actua e perturba, às vezes, a transmissão dos nossos despachos de além-túmulo, porque somos obrigados a fazê-los passar por um meio que lhes é contrário. Entretanto, essa influência, amiúde, se anula, pela nossa energia e vontade, e nenhum acto perturbador se manifesta. Com efeito, os ditados de alto alcance filosófico, as comunicações de perfeita moralidade são transmitidas algumas vezes por médiuns impróprios a esses ensinos superiores; enquanto que, por outro lado, comunicações pouco edificantes chegam também, às vezes, por médiuns que se envergonham de lhes haverem servido de condutores.


"Em tese geral, pode afirmar-se que os Espíritos atraem Espíritos que lhes são similares e que raramente os Espíritos das plêiades elevadas se comunicam por aparelhos maus condutores, quando têm à mão bons aparelhos mediúnicos, bons médiuns, numa palavra.
"Os médiuns levianos e pouco sérios atraem, pois, Espíritos da mesma natureza; por isso é que suas comunicações se mostram cheias de banalidades, frivolidades, ideias truncadas e, não raro, muito heterodoxas, espiritualmente falando. Certamente, podem eles dizer, e às vezes dizem, coisas aproveitáveis; mas, nesse caso, principalmente, é que um exame severo e escrupuloso se faz necessário, porquanto, de envolta com essas coisas aproveitáveis, Espíritos hipócritas insinuam, com habilidade e preconcebida perfídia, factos de pura invencionice, asserções mentirosas, a fim de iludir a boa-fé dos que lhes dispensam atenção. Devem riscar-se, então, sem piedade, toda palavra, toda frase equivoca e só conservar do ditado o que a lógica possa aceitar, ou o que a Doutrina já ensinou. As comunicações desta natureza só são de temer para os espíritas que trabalham isolados, para os grupos novos, ou pouco esclarecidos, visto que, nas reuniões onde os adeptos estão adiantados e já adquiriram experiência, a gralha perde o seu tempo a se adornar com as penas do pavão: acaba sempre desmascarada.
"Não falarei dos médiuns que se comprazem em solicitar e receber comunicações obscenas. Deixemos se deleitem na companhia dos Espíritos cínicos. Aliás, os autores das comunicações desta ordem buscam, por si mesmos, a solidão e o isolamento; porquanto só desprezo e nojo poderão causar entre os membros dos grupos filosóficos e sérios. Onde, porém, a influência moral do médium se faz realmente sentir, é quando ele substitui, pelas que lhe são pessoais, as ideias que os Espíritos se esforçam por lhe sugerir e também quando tira da sua imaginação teorias fantásticas que, de boa-fé, julga resultarem de uma comunicação intuitiva. É de apostar-se então mil contra um que isso não passa de reflexo do próprio Espírito do médium. Dá-se mesmo o facto curioso de mover-se a mão do médium, quase mecanicamente às vezes, impelida por um Espírito secundário e zombeteiro.


É essa a pedra de toque contra a qual vêm quebrar-se as imaginações ardentes, por isso que, arrebatados pelo ímpeto de suas próprias ideias, pelas lantejoulas de seus conhecimentos literários, os médiuns desconhecem o ditado modesto de um Espírito criterioso e, deixando a presa para seguir a sombra, substituem-no por uma paráfrase empolada. Contra esse temível escolho chocam-se as personalidades ambiciosas que, em falta das comunicações que os bons Espíritos lhes recusam, apresentam suas próprias obras como sendo desses Espíritos. Daí a necessidade de serem, os directores dos grupos espíritas, dotados de fino tacto, de rara sagacidade, para discernir as comunicações autênticas das que não o são e para não ferir os que se iludem a si mesmos.
"Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crivo da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom senso reprovarem. Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errónea.
Efectivamente, sobre essa teoria poderíeis edificar um sistema completo, que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre areia movediça, ao passo que, se rejeitardes hoje algumas verdades, porque não vos são demonstradas clara e logicamente, mais tarde um facto brutal, ou uma demonstração irrefutável virá afirmar-vos a sua autenticidade.


"Lembrai-vos, no entanto, ó espíritas! de que, para Deus e para os bons Espíritos, só há um impossível: a injustiça e a iniquidade.
"O Espiritismo já está bastante espalhado entre os homens e já moralizou suficientemente os adeptos sinceros da sua santa doutrina, para que os Espíritos já não se vejam constrangidos a usar de maus instrumentos, de médiuns imperfeitos. Se, pois, agora, um médium, qualquer que ele seja, se tornar objecto de legítima suspeição, pelo seu proceder, pelos seus costumes, pelo seu orgulho, pela sua falta de amor e de caridade, repeli, repeli suas comunicações, porquanto aí estará uma serpente oculta entre as ervas. E esta a conclusão a que chego sobre a influência moral dos médiuns."
ERASTO

Referencia. O livro dos Médiuns