quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Da natureza divina


Da natureza divina

8. - Não é dado ao homem sondar a natureza íntima de Deus. Para compreendê-lo, ainda nos falta o sentido próprio, que só se adquire por
meio da completa depuração do Espírito. Mas, se não pode penetrar na
essência de Deus, o homem, desde que aceite como premissa a sua existência, pode, pelo raciocínio, chegar a conhecer-lhe os atributos necessários,
porquanto, vendo o que ele absolutamente não pode ser, sem deixar de ser
Deus, deduz daí o que ele deve ser.
Sem o conhecimento dos atributos de Deus, impossível seria compreender-se a obra da criação. Esse o ponto de partida de todas as crenças religiosas e é por não se terem reportado a isso, como ao farol capaz de as orientar, que a maioria das religiões errou em seus dogmas. As que não atribuíram a Deus a omnipotência imaginaram muitos deuses; as que não lhe atribuíram soberana bondade fizeram dele um Deus cioso, colérico, parcial e vingativo.

9. - Deus é a suprema e soberana inteligência. É limitada a inteligência
do homem, pois que não pode fazer, nem compreender tudo o que existe. A de
Deus abrangendo o infinito, tem que ser infinita. Se a supuséssemos limitada
num ponto qualquer, poderíamos conceber outro ser mais inteligente, capaz de
compreender e fazer o que o primeiro não faria e assim por diante, até ao
infinito.

10. - Deus é eterno, isto é, não teve começo e não terá fim. Se tivesse
tido princípio, houvera saído do nada. Ora, não sendo o nada coisa alguma,
coisa nenhuma pode produzir. Ou, então, teria sido criado por outro ser anterior
e, nesse caso, este ser é que seria Deus. Se lhe supuséssemos um começo ou
fim, poderíamos conceber uma entidade existente antes dele e capaz de lhe
sobreviver, e assim por diante, ao infinito.

11. - Deus é imutável. Se estivesse sujeito a mudanças, nenhuma estabilidade teriam as leis que regem o Universo.

12. - Deus é imaterial, isto é, a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo, não seria imutável, pois estaria sujeito ás transformações da matéria.
Deus carece de forma apreciável pelos nossos sentidos, sem o que seria
matéria. Dizemos: a mão de Deus, o olho de Deus, a boca de Deus, porque o
homem, nada mais conhecendo além de si mesmo, toma a si próprio por termo
de comparação para tudo o que não compreende. São ridículas essas imagens
em que Deus é representado pela figura de um ancião de longas barbas e
envolto num manto. Têm o inconveniente de rebaixar o Ente supremo até às
mesquinhas proporções da Humanidade. Daí a lhe emprestarem as paixões
humanas e a fazerem-no um Deus colérico e cioso não vai mais que um passo.

13. - Deus é omnipotente. Se não possuísse o poder supremo, sempre se
poderia conceber uma entidade mais poderosa e assim por diante, até chegar-se ao ser cuja potencialidade nenhum outro ultrapassasse. Esse então é que
seria Deus.

14. - Deus é soberanamente justo e bom. A providencial sabedoria das
leis divinas se revela nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, não
permitindo essa sabedoria que se duvide da sua justiça, nem da sua bondade.
O facto do ser infinita uma qualidade, exclui a possibilidade de uma qualidade contrária, porque esta a apoucaria ou anularia. Um ser infinitamente bom não poderia conter a mais insignificante parcela de malignidade, nem o ser infinitamente mau conter a mais insignificante parcela de bondade, do mesmo
modo que um objecto não pode ser de um negro absoluto, com a mais ligeira
nuance de branco, nem de um branco absoluto com a mais pequenina mancha
preta.
Deus, pois, não poderia ser simultaneamente bom e mau, porque então,
não possuindo qualquer dessas duas qualidades no grau supremo, não seria
Deus; todas as coisas estariam sujeitas ao seu capricho e para nenhuma
haveria estabilidade. Não poderia ele, por conseguinte, deixar de ser ou
infinitamente bom ou infinitamente mau. Ora, como suas obras dão testemunho
da sua sabedoria, da sua bondade e da sua solicitude, concluir-se-á que, não
podendo ser ao mesmo tempo bom e mau sem deixar de ser Deus, ele necessariamente tem de ser infinitamente bom.
A soberana bondade implica a soberana justiça, porquanto, se ele
procedesse injustamente ou com parcialidade numa só circunstância que fosse, ou com relação a uma só de suas criaturas, já não seria soberanamente justo e, em consequência, já não seria soberanamente bom.

15. - Deus é infinitamente perfeito. É impossível conceber-se Deus sem
o infinito das perfeições, sem o que não seria Deus, pois sempre se poderia
conceber um ser que possuísse o que lhe faltasse. Para que nenhum ser possa
ultrapassá-lo, faz-se mister que ele seja infinito em tudo.
Sendo infinitos, os atributos de Deus não são susceptíveis nem de
aumento, nem de diminuição, visto que do contrário não seriam infinitos e Deus
não seria perfeito. Se lhe tirassem a qualquer dos atributos a mais mínima
parcela, já não haveria Deus, pois que poderia existir um ser mais perfeito.

16. - Deus é único. A unicidade de Deus é consequência do facto de
serem infinitas as suas perfeições. Não poderia existir outro Deus, salvo sob a
condição de ser igualmente infinito em todas as coisas, visto que, se houvesse
entre eles a mais ligeira diferença, um seria inferior ao outro, subordinado ao
poder desse outro e, então, não seria Deus. Se houvesse entre ambos igualdade absoluta, isso equivaleria a existir, de toda eternidade, um mesmo
pensamento, uma mesma vontade, um mesmo poder. Confundidos assim,
quanto à identidade, não haveria, em realidade, mais que um único Deus. Se
cada um tivesse atribuições especiais, um não faria o que o outro fizesse; mas,
então, não existiria igualdade perfeita entre eles, pois que nenhum possuiria a
autoridade soberana.

17. - A ignorância do princípio de que são infinitas as perfeições de Deus
foi que gerou o politeísmo, culto adoptado por todos os povos primitivos, que
davam o atributo de divindade a todo poder que lhes parecia acima dos poderes inerentes à Humanidade. Mais tarde, a razão os levou a reunir essas diversas potências numa só. Depois, à proporção que os homens foram compreendendo a essência dos atributos divinos, retiraram dos símbolos, que haviam criado, a crença que implicava a negação desses atributos.

18. - Em resumo, Deus não pode ser Deus, senão sob a condição de que
nenhum outro o ultrapasse, porquanto o ser que o excedesse no que quer que
fosse, ainda que apenas na grossura de um cabelo, é que seria o verdadeiro
Deus. Para que tal não se dê, indispensável se torna que ele seja infinito em
tudo.
É assim que, comprovada pelas suas obras a existência de Deus, por
simples dedução lógica se chega a determinar os atributos que o caracterizam.


19. - Deus é, pois, a inteligência suprema e soberana, é único, eterno,
imutável, imaterial, omnipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso.
Tal o eixo sobre que repousa o edifício universal. Esse o farol cujos raios
se estendem por sobre o Universo inteiro, única luz capaz de guiar o homem na pesquisa da verdade. Orientando-se por essa luz, ele nunca se transviará. Se, portanto, o homem há errado tantas vezes, é unicamente por não ter seguido o roteiro que lhe estava indicado.
Tal também o critério infalível de todas as doutrinas filosóficas e religiosas. Para apreciá-las, dispõe o homem de uma medida rigorosamente exacta nos atributos de Deus e pode afirmar a si mesmo que toda teoria, todo princípio, todo dogma, toda crença, toda prática que estiver em contradição com
um só que seja desses atributos, que tenda não tanto a anulá-lo, mas simplesmente a diminuí-lo, não pode estar com a verdade.
Em filosofia, em psicologia, em moral, em religião, só há de verdadeiro o
que não se afaste, nem um til, das qualidades essenciais da Divindade. A
religião perfeita será aquela de cujos artigos de fé nenhum esteja em oposição
àquelas qualidades; aquela cujos dogmas todos suportem a prova dessa
verificação sem nada sofrerem.

Referencia: A génese

Há muitas moradas na casa de meu pai



HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI

Diferentes estados da alma na erraticidade. - Diferentes categorias de mundos habitados. - Destinação da Terra. Causas das misérias terrenas. - Instruções dos Espíritos: Mundos superiores e mundos inferiores. - Mundos de expiações e de provas. – Mundos regeneradores. - Progressão dos mundos.

1. Não se turbe o vosso coração. - Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. - Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais. ( S. JOÃO, Cap. XIV, vv. 1 a 3.)

Diferentes estados da alma na erraticidade

2. A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos.
Independente da diversidade dos mundos, essas palavras de Jesus também podem referir-se ao estado venturoso ou desgraçado do Espírito na erraticidade. Conforme se ache este mais ou menos depurado e desprendido dos laços materiais, variarão ao infinito o meio em que ele se encontre, o aspecto das coisas, as sensações que experimente, as percepções que tenha. Enquanto uns não se podem afastar da esfera onde viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos; enquanto alguns Espíritos culpados erram nas trevas, os bem-aventurados gozam de resplendente claridade e do espectáculo sublime do Infinito; finalmente, enquanto o mau, atormentado de remorsos e pesares, muitas vezes insulado, sem consolação, separado dos que constituíam objecto de suas afeições, pena sob o guante dos sofrimentos morais, o justo, em convívio com aqueles a quem ama, frui as delícias de uma felicidade indizível. Também nisso, portanto, há muitas moradas, embora não circunscritas, nem localizadas.

Diferentes categorias de mundos habitados

3. Do ensino dado pelos Espíritos, resulta que muito diferentes umas das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há-os em que estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física e moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que lhe são mais ou menos superiores a todos os respeitos. Nos mundos inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. A medida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual.

4. Nos mundos intermédios, misturam-se o bem e o mal, predominando um ou outro, segundo o grau de adiantamento da maioria dos que os habitam. Embora se não possa fazer, dos diversos mundos, uma classificação absoluta, pode-se contudo, em virtude do estado em que se acham e da destinação que trazem, tomando por base os matizes mais salientes, dividi-los, de modo geral, como segue: mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e provas, onde domina o mal; mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal; mundos celestes ou divinos, habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas, razão por que aí vive o homem a braços com tantas misérias.

5. Os Espíritos que encarnam em um mundo não se acham a ele presos indefinidamente, nem nele atravessam todas as fases do progresso que lhes cumpre realizar, para atingir a perfeição. Quando, em um mundo, eles alcançam o grau de adiantamento que esse mundo comporta, passam para outro mais adiantado, e assim por diante, até que cheguem ao estado de puros Espíritos. São outras tantas estações, em cada uma das quais se lhes deparam elementos de progresso apropriados ao adiantamento que já conquistaram. É lhes uma recompensa ascenderem a um mundo de ordem mais elevada, como é um castigo o prolongarem a sua permanência em um mundo desgraçado, ou serem relegados para outro ainda mais infeliz do que aquele a que se vêem impedidos de voltar quando se obstinaram no mal.

Destinação da Terra. - Causas das misérias humanas

6. Muitos se admiram de que na Terra haja tanta maldade e tantas paixões grosseiras, tantas misérias e enfermidades de toda natureza, e daí concluem que a espécie humana bem triste coisa é. Provém esse juízo do acanhado ponto de vista cm que se colocam os que o emitem e que lhes dá uma falsa ideia do conjunto. Deve-se considerar que na Terra não está a Humanidade toda, mas apenas uma pequena fracção da Humanidade. Com efeito, a espécie humana abrange todos os seres dotados de razão que povoam os inúmeros orbes do Universo.
Ora, que é a população da Terra, em face da população total desses mundos? Muito menos que a de uma aldeia, em confronto com a de um grande império. A situação material e moral da Humanidade terrena nada tem que espante, desde que se leve em conta a destinação da Terra e a natureza dos que a habitam.

7. Faria dos habitantes de uma grande cidade falsíssima ideia quem os julgasse pela população dos seus quarteirões mais íntimos e sórdidos. Num hospital, ninguém vê senão doentes e estropiados; numa penitenciária, vêem-se reunidas todas as torpezas, todos os vícios; nas regiões insalubres, os habitantes, em sua maioria são pálidos, franzinos e enfermiços. Pois bem: figure-se a Terra como um subúrbio, um hospital, uma penitenciaria, um sítio malsão, e ela é simultaneamente tudo isso, e compreender-se-á por que as aflições sobrelevam aos gozos, porquanto não se mandam para o hospital os que se acham com saúde, nem para as casas de correcção os que nenhum mal praticaram; nem os hospitais e as casas de correcção se podem ter por lugares de deleite.
Ora, assim como, numa cidade, a população não se encontra toda nos hospitais ou nas prisões, também na Terra não está a Humanidade inteira. E, do mesmo modo que do hospital saem os que se curaram e da prisão os que cumpriram suas penas, o homem deixa a Terra, quando está curado de suas enfermidades morais.

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS
Mundos Interiores e mundos superiores

8. A qualificação de mundos inferiores e mundos superiores nada tem de absoluta; é, antes, muito relativa. Tal inundo é inferior ou superior com referência aos que lhe estão acima ou abaixo, na escala progressiva.
Tomada a Terra por termo de comparação, pode-se fazer ideia do estado de um mundo inferior, supondo os seus habitantes na condição das raças selvagens ou das nações bárbaras que ainda entre nós se encontram, restos do estado primitivo do nosso orbe. Nos mais atrasados, são de certo modo rudimentares os seres que os habitam.
Revestem a forma humana, mas sem nenhuma beleza. Seus instintos não têm a abrandá-los qualquer sentimento de delicadeza ou de benevolência, nem as noções do justo e do injusto.
A força bruta é, entre eles, a única lei. Carentes de indústrias e de invenções, passam a vida na conquista de alimentos. Deus, entretanto, a nenhuma de suas criaturas abandona; no fundo das trevas da inteligência jaz, latente, a vaga intuição, mais ou menos desenvolvida, de um Ente supremo. Esse instinto basta para torná-los superiores uns aos outros e para lhes preparar a ascensão a uma vida mais completa, porquanto eles não são seres degradados, mas crianças que estão a crescer.
Entre os degraus inferiores e os mais elevados, inúmeros outros há, e difícil é reconhecer-se nos Espíritos puros, desmaterializados e resplandecentes de glória, os que foram esses seres primitivos, do mesmo modo que no homem adulto se custa a reconhecer o embrião.

9. Nos mundos que chegaram a um grau superior, as condições da vida moral e material são muitíssimo diversas das da vida na Terra. Como por toda parte, a forma corpórea aí é sempre a humana, mas embelezada, aperfeiçoada e, sobretudo, purificada. O corpo nada tem da materialidade terrestre e não está, consequentemente, sujeito às necessidades, nem às doenças ou deteriorações que a predominância da matéria provoca. Mais apurados, os sentidos são aptos a percepções a que neste mundo a grosseria da matéria obsta. A leveza específica do corpo permite locomoção rápida e fácil: em vez de se arrastar penosamente pelo solo, desliza, a bem dizer, pela superfície, ou plana na atmosfera, sem qualquer outro esforço além do da vontade, conforme se representam os anjos, ou como os antigos imaginavam os manes nos Campos Elíseos. Os homens conservam, a seu grado, os traços de suas passadas migrações e se mostram a seus amigos tais quais estes os conheceram, porém, irradiando uma luz divina, transfigurados pelas impressões interiores, então sempre elevadas. Em lugar de semblantes descorados, abatidos pelos sofrimentos e paixões, a inteligência e a vida cintilam com o fulgor que os pintores hão figurado no nimbo ou auréola dos santos.
A pouca resistência que a matéria oferece a Espíritos já muito adiantados torna rápido o desenvolvimento dos corpos e curta ou quase nula a infância. Isenta de cuidados e angústias, a vida é proporcionalmente muito mais longa do que na Terra. Em princípio, a longevidade guarda proporção com o grau de adiantamento dos mundos. A morte de modo algum acarreta os horrores da decomposição; longe de causar pavor, é considerada uma transformação feliz, por isso que lá não existe a dúvida sobre o porvir. Durante a vida, a alma, já não tendo a constringi-la a matéria compacta, expande-se e goza de uma lucidez que a coloca em estado quase permanente de emancipação e lhe consente a livre transmissão do pensamento.

10. Nesses mundos venturosos, as relações, sempre amistosas entre os povos, jamais são perturbadas pela ambição, da parte de qualquer deles, de escravizar o seu vizinho, nem pela guerra que daí decorre. Não há senhores, nem escravos, nem privilegiados pelo nascimento; só a superioridade moral e intelectual estabelece diferença entre as condições e dá a supremacia. A autoridade merece o respeito de todos, porque somente ao mérito é conferida e se exerce sempre com justiça. O homem não procura elevar-se acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se. Seu objectivo é galgar a categoria dos Espíritos puros, não lhe constituindo um tormento esse desejo, porem, uma ambição nobre, que o induz a estudar com ardor para os igualar. Lá, todos os sentimentos delicados e elevados da natureza humana se acham engrandecidos e purificados; desconhecem-se os ódios, os mesquinhos ciúmes, as baixas cobiças da inveja; uni laço de amor e fraternidade prende uns aos outros todos os homens, ajudando os mais fortes aos mais fracos. Possuem bens, em maior ou menor quantidade, conforme os tenham adquirido, mais ou menos por meio da inteligência; ninguém, todavia, sofre, por lhe faltar o necessário, uma vez que ninguém se acha em expiação. Numa palavra: o mal, nesses mundos, não existe.

11. No vosso, precisais do mal para sentirdes o bem; da noite, para admirardes a luz; da doença, para apreciardes a saúde. Naqueles outros não há necessidade desses contrastes. A eterna luz, a eterna beleza e a eterna serenidade da alma proporcionam uma alegria eterna, livre de ser perturbada pelas angústias da vida material, ou pelo contacto dos maus, que lá não têm acesso. Isso o que o espírito humano maior dificuldade encontra para compreender. Ele foi bastante engenhoso para pintar os tormentos do inferno, mas nunca pôde imaginar as alegrias do céu. Por quê? Porque, sendo inferior, só há experimentado dores e misérias, jamais entreviu as claridades celestes; não pode, pois, falar do que não conhece. A medida, porém, que se eleva e depura, o horizonte se lhe dilata e ele compreende o bem que está diante de si, como compreendeu o mal que lhe está atrás.

12. Entretanto, os mundos felizes não são orbes privilegiados, visto que Deus não é parcial para qualquer de seus filhos; a todos dá os mesmos direitos e as mesmas facilidades para chegarem a tais mundos. Fá-los partir todos do mesmo ponto e a nenhum dota melhor do que aos outros; a todos são acessíveis as mais altas categorias: apenas lhes cumpre a eles conquistá-las pelo seu trabalho, alcançá-las mais depressa, ou permanecer inactivos por séculos de séculos no lodaçal da Humanidade. (Resumo do ensino de todos os Espíritos superiores.)

Mundos de expiações e de provas

13. Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou [)eus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso.

14. Entretanto, nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação. As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contacto com Espíritos mais adiantados. Vêm depois as raças semi-civilizadas, constituídas desses mesmos os Espíritos em via de progresso. São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.
Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos, na Terra; já tiveram noutros mundos, donde foram excluídos em consequência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons.
Tiveram de ser degradados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram. Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes. Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem os infortúnios da vida. E que há nelas mais sensibilidade,
sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas, cujo senso moral se acha mais embotado.

15. A Terra, consequentemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como carácter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos tem aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da Natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. E assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito. - Santo Agostinho. Paris, 1862.)

Mundos regeneradores


16. Entre as estrelas que cintilam na abóbada azul do firmamento, quantos mundos não haverá como o vosso, destinados pelo Senhor à expiação e à provação! Mas, também os há mais miseráveis e melhores, como os há de transição, que se podem denominar de regeneradores. Cada turbilhão planetário, a deslocar-se no espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo seus mundos primitivos, de exílio, de provas, de regeneração e de felicidade. Já se vos há falado de mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre-arbítrio. Já também se vos revelou de que amplas faculdades é dotada a alma para praticar o bem. Mas, ah! Há as que sucumbem, e Deus, que não as quer aniquiladas, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.

17. Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se.
Sem dúvida, em tais mundos o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria; a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca. Em todas as frontes, vê-se escrita a palavra amor; perfeita equidade preside às relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo-lhe as leis.
Nesses mundos, todavia, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados. Ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação. Comparados à Terra, esses mundos são bastante ditosos e muitos dentre vós se alegrariam de habitá-los, pois que eles representam a calma após a tempestade, a convalescença após a moléstia cruel. Contudo, menos absorvido pelas coisas materiais, o homem divisa, melhor do que vós, o futuro; compreende a existência de outros gozos prometidos pelo Senhor aos que deles se mostrem dignos, quando a morte lhes houver de novo ceifado os corpos, a fim de lhes outorgar a verdadeira vida. Então, liberta, a alma pairará acima de todos os horizontes. Não mais sentidos materiais e grosseiros; somente os sentidos de um perispírito puro e celeste, a aspirar as emanações do próprio Deus, nos aromas de amor e de caridade que do seu seio emanam.

18. Mas, ah! Nesses mundos, ainda falível é o homem e o Espírito do mal não há perdido completamente o seu império. Não avançar é recuar, e, se o homem não se houver firmado bastante na senda do bem, pode recair nos mundos de expiação, onde, então, novas e mais terríveis provas o aguardam.
Contemplai, pois, à noite, à hora do repouso e da prece, a abóbada azulada e, das inúmeras esferas que brilham sobre as vossas cabeças, indagai de vós mesmos quais as que conduzem a Deus e pedi-lhe que uni mundo regenerador vos abra seu seio, após a expiação na Terra. - Santo Agostinho. (Paris, 1862.)

Progressão dos mundos

19. O progresso é lei da Natureza. A essa lei todos os seres da Criação, animados e inanimados, foram submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que aos homens parece o termo final de todas as coisas, é apenas uni meio de se chegar, pela transformação, a um estado mais perfeito, visto que tudo morre para renascer e nada sofre o aniquilamento.
Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam. Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados e constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso. Marcham assim, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, porquanto nada em a Natureza permanece estacionário. Quão grandiosa é essa ideia e digna da majestade do Criador! Quanto, ao contrário, é mesquinha e indigna do seu poder a que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia, que é a Terra, e restringe a Humanidade aos poucos homens que a habitam!
Segundo aquela lei, este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao em que hoje se acha e se alçará sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado. Ele há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expiatório, mudar-se-á em planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos, porque nele imperará a lei de Deus. - Santo Agostinho. (Paris, 1862.)

Referencia: O evangelho segundo o espiritismo

Poesia espírita


Poesia espírita - O despertar de um Espírito


NOTA. - Estes versos foram escritos, espontaneamente, por meio de uma cesta sustentada por uma jovem senhora e uma criança. Pensamos que mais de um poeta poderia honrar-se com eles. Foram-nos comunicados por um de nossos assinantes.

Quanto a Natureza é bela e quanto o ar é ameno!

Senhor! Rendo graças e te admiro, de joelhos.

Possa o hino de alegria de meu reconhecimento

Subir, como o incenso, até a tua omnipotência.

Assim, diante dos olhos de suas duas irmãs em luto,

Fizeste sair outrora Lázaro de seu sepulcro;

De Jairo desvairado, a filha bem-amada

Foi em seu leito de morte por tua voz reanimada.

Do mesmo modo, Deus poderoso! Me estendeste a mão;

Levanta-te! Tu me disseste: não o disseste em vão.

Por que não sou, ai, senão um vil montão de lama?

Gostaria de te louvar com a voz de um anjo;

Tua obra jamais me pareceu tão bela!

É àquele que sai da noite do túmulo

Que o dia parece puro, a luz brilhante,

O sol radioso e a vida embriagadora.

Então o ar é mais doce que o leite e o mel;

Cada som parece uma palavra nos concertos do céu.

A voz surda dos ventos exala uma harmonia

Que aumenta no vago e se torna infinita.

O que o Espírito concebe, o que fere os olhos,

É que se pode adivinhar no livro dos céus,

No espaço dos mares, sob as vagas profundas,

Em todos os oceanos, os abismos, os mundos,

Tudo se arredonda em esfera, e sente-se que no meio

Esses raios convergentes conduzem a Deus.

E tu, cujo olhar plana sobre as estrelas,

Que te ocultas no céu como um rei sob seus véus,

Qual é, pois, tua grandeza, se esse vasto universo

Não é senão um ponto aos seus olhos, e o espaço dos mares

Não é mesmo um espelho para teu esplendor imenso?

Qual é, pois, tua grandeza, qual é, pois, tua essência?

Que palácio tão vasto construíste, ó Rei!

Os astros não saberiam nos separar de ti.

O sol a teus pés, poder sem medida,

Parece o ônix que um príncipe amarra ao seu sapato.

O que admiro em ti, sobretudo, 6 majestade!

É bem menos tua grandeza que a imensa bondade

Que se revela em tudo, assim como a luz,

E de um ser impotente atende a prece.

JODELLE.

Referencia: Revista espírita, Dezembro de 1858

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Obsessão e Psiquiatria

Noticias de Portugal


1 – LISBOA: SORTEIO DA REVISTA ESPÍRITA NO CEPC

2 – CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA SOBRE “O CARNAVAL NA ÓPTICA ESPÍRITA”

3 – FESTIVAL DE MÚSICA ESPÍRITA
4 – PORTO: CECA ABRE INSCRIÇÕES PARA CURSO BÁSICO DE DIALOGADORES

5 – SETÚBAL: CALENDÁRIO DE PALESTRAS NA AELA

6 ACE: ESPIRITISMO EM AVEIRO



1 - LISBOA: SORTEIO DA REVISTA ESPÍRITA NO CEPC

Decorreu no passado dia 12 de Janeiro o sorteio da Revista Espírita que o CEPC - Centro Espírita Perdão e Caridade organizou em homenagem aos 150 anos da Doutrina Espírita.


Após a devida análise e selecção dos respostas ao questionário, passamos a informar:

Concorrentes aptos ao sorteio: 30Vencedor: Sr. Joaquim Macias Vilão, do Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo, em Vila Fria.

CEPC – Centro Espírita Perdão e CaridadeRua Presidente Arriaga, 125 (ás Janelas Verdes) 1200 - 774 Lisboa(Telefone: 21/3975219)
Fonte: M Elisa Viegas



2 - CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA SOBRE “O CARNAVAL NA ÓPTICA ESPÍRITA”


Na sexta-feira, dia 1 de Fevereiro, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “O Carnaval na Óptica Espírita”.

Hábito social bem longínquo, o Carnaval pode ser fonte de alegria ou de desmandos para a vida. O que pensa o Espiritismo da diversão, da alegria?


O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Este centro tem página na Internet em http://www.caldasrainha.net/ccee e-mail cce@caldasrainha.net


As entradas são livres e gratuitas.
Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)



3 - FESTIVAL DE MÚSICA ESPÍRITA


Numa organização conjunta da Associação Cultural e Beneficente Mudança Interior (Vale de Cambra), da Associação Cultural Cristã Espírita (Oliveira de Azeméis) e do Centro Espírita Cristão de Fiães (Santa. Maria da Feira), vai realizar-se, no dia 27 de Setembro de 2008, um Festival de Música Espírita.


As inscrições para o evento terminam no próximo dia 31 de Maio de 2008.O Regulamento para participação neste concurso, bem como a respectiva Ficha de Inscrição, foram já enviados às Associações federadas, podendo também ser consultado em: http://www.festivalmusicaespirita.blogspot.com/


Contactos:(E-mail: fesmusesp@gmail.com )(Tel.: 256 403 021 – ACBMI - 936 437 299)


Associação Cultural e Beneficente Mudança InteriorApartado 2483731-901 VALE DE CAMBRA(Tel: 256 403 021 – E-mail: mudanca.interior@gmail.com )António Augusto Silva Tel. 256465923 - Fax 256465935


Fonte: Pinho Silva (Vale de Cambra)



4 - PORTO: CECA ABRE INSCRIÇÕES PARA CURSO BÁSICO DE DIALOGADORES


O CECA - Centro Espírita Caridade por Amor vai levar a cabo mais uma edição do “Curso Básico de Dialogadores”. O curso inicia-se a 4 de Março de 2008 e termina a 24 de Junho de 2008, tendo a duração de 4 meses. As aulas semanais decorrerão às terças-feiras, das 21H30 às 22H30.O Curso Básico de Dialogadores tem como objectivo permitir ao formando conhecer a orgânica da reunião mediúnica, com especial incidência na função do dialogador. Pretende-se formar dialogadores responsáveis e com gosto pela tarefa de orientar aqueles que se apresentem necessitados de apoio no mundo espiritual.


O curso é gratuito e está disponível para aqueles que tenham concluído, com sucesso, o “Curso Básico de Espiritismo”, o “Curso Básico de Passes”, o “Curso Básico de Atendimento Fraterno” e o “Curso Básico de Expositores” do CECA (ou similar).


Para se inscrever, contacte-nos directamente na associação ou via e-mail.

Centro Espírita Caridade por AmorRua da Picaria, 59 - 1º frente 4050-478 PortoPortugalhttp://www.ceca-porto.com/mailto:PortoPortugalwww.ceca-porto.comceca@ceca-porto.com


Fonte: Direcção do CECA



5 - SETÚBAL: CALENDÁRIO DE PALESTRAS NA AELA


A AELA - Associação Espírita Luz e Amor, de Setúbal, leva a efeito, no mês de Janeiro e Fevereiro, às segundas-feiras, pelas 21H00, um ciclo de palestras de acordo com o seguinte calendário:


Dia 28/01 – Tema: “Fórum Espírita na Internet”Dia 04/02 – Tema: “Sexo e Destino” – de André Luís (Espírito e Chico Xavier (Médium) – Divulgação de Literatura EspíritaDia 11/02 – Tema: “Parábolas de Jesus”Dia 18/02 – Tema: “Nos Domínios da Mediunidade” – de André Luís (Espírito e Chico Xavier (Médium) – Divulgação de Literatura EspíritaDia 25/02 – Tema: “Reencarnação – Justiça de Deus”


AELA Associação Espírita Luz e AmorRua dos Bombeiros de Setúbal nº 312900 - 112 SETÚBAL(Junto ao Estabelecimento Prisional de Setúbal)(E-mail aela@aela.pt - Página na Internet em http://www.aela.pt/)Contacto: AELA - 918434185 - Mª Luisa


Fonte: Mª. Luísa (Setúbal)



6 - ACE: ESPIRITISMO EM AVEIRO


A Associação Cultural Espírita, de Aveiro, leva a efeito, no próximo mês de Fevereiro, as seguintes iniciativas:


Dia 01 – sexta-feira – 21H00 – Estudo da Doutrina – Livro dos Espíritos


Dia 04 – 2ª feira

-20H00 – Atendimento fraterno

- 21H00 – Palestra – Tema: “Estrada de felicidade” – por Manuel Santos

- 22H00 – Passe- 22H15 – Atendimento espiritual


Dia 08 – sexta-feira

– 21H00 – Estudo da Doutrina – Curso de Mediunidade


Dia 11 – 2ª feira

- 20H00 – Atendimento fraterno

- 21H00 – Palestra – Tema: “Conquista da Verdade” – por Paulo Fonseca

- 22H00 – Passe

- 22H15 – Atendimento espiritual


Dia 15 – sexta-feira

– 21H00 – Estudo da Doutrina – Livro dos Espíritos


Dia 18 – 2ª feira

- 20H00 – Atendimento fraterno

- 21H00 – Palestra – Tema livre – por Manuel Santos

- 22H00 – Passe

- 22H15 – Atendimento espiritual


Dia 22 Fevereiro – sexta-feira

– 21H00 – Estudo da Doutrina – Curso de Mediunidade


Dia 25 – 2ª feira

- 20H00 – Atendimento fraterno
- 21H00 – Palestra – Tema livre – por Paulo Fonseca

- 22H00 – Passe

- 22H15 – Atendimento espiritual


Dia 29 – sexta-feira

– 21H00 – Estudo da Doutrina – Livro dos Espíritos


Associação Cultural Espírita de AveiroRua Ciudad Rodrigo, nº 12 r/c, (Bairro do Liceu)3810 – 083 AVEIRO(Tel. 96 271 4000)(E-mail: aceaveiro@mail.com e msantuz@mail.telepac.pt )


Fonte: Manuel Santos (Aveiro)