quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Noticias de Portugal


1 – MALVEIRA: PALESTRA ESPÍRITA

2 – BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA NA ASEB

3 – CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA: “O CASAMENTO NA ÓPTICA ESPÍRITA”

4 – PINTURA MEDIÚNICA: FLORÊNCIO ANTON NO ALGARVE



1 - MALVEIRA: PALESTRA ESPÍRITA


À semelhança do que tem acontecido desde há meses, e sempre na 2ª sexta-feira de cada mês, às 20H30, vai realizar-se uma palestra no próximo dia 11 de Janeiro, desta vez subordinada ao tema "O Conhecimento e a Oportunidade da Existência Actual para a Evolução do Homem", na Associação Fraterna Mensageiros do Bem, sita na rua Eurico Rodrigues de Lima, 2B, 2665 - 277 Malveira.
Mais informações através dos telemóveis 96 536 28 55 e/ou 91 771 37 44.
Fonte: Marcelo Oliveira (Tm: 91 771 37 44)



2 - BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA NA ASEB


Na sexta-feira, dia 11 de Janeiro, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Elementos Gerais do Universo”, com base no Capítulo II (parte primeira) de “O Livro dos Espíritos”.
O evento terá lugar na sede da ASEB - Associação Sociocultural Espírita de Braga, na Rua do Espírito Santo nº 38, em Braga. Este centro tem página na Internet em http://www.aseb.com.pt/ e e-mail info@aseb.com.pt
As entradas são livres e gratuitas.Fonte: ASEB



3 - CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA: “O CASAMENTO NA ÓPTICA ESPÍRITA”


Na sexta-feira, dia 11de Janeiro, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “O Casamento na Óptica Espírita”. Sendo a família o núcleo da sociedade, hodiernamente o casamento é visto como algo sem importância, desdobrando-se em casamentos e divórcios sucessivos, sem que isso traga novos "inputs" de êxito à sociedade. A Doutrina Espírita alerta para a importância do casamento, como estado de alma equilibrado, entres pessoas.


Neste 5º aniversário do Centro de Cultura Espírita (CCE), este centro espírita convidou o presidente da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP), Ulisses Lopes, que é igualmente director do Jornal de Espiritismo, editado pela ADEP, para efectuar esta conferência.
O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.


Este centro tem página na Internet em http://www.caldasrainha.net/ccee e-mail cce@caldasrainha.net
As entradas são livres e gratuitas.



4 - PINTURA MEDIÚNICA: FLORÊNCIO ANTON NO ALGARVE


Florêncio Anton, médium de psicopitografia e orador espírita, estará em Portugal no mês de Janeiro e Fevereiro, para a realização de sessões de pintura mediúnica, palestras e seminários, tendo já agendado os seguintes eventos:


27/ 01 – 21H00 – Pintura Mediúnica na Casa da Cultura, Edifício Duarte Pacheco nº 36, 1º Praça da República, em Loulé


28/01 – 20H30 – Pintura Mediúnica na Casa do Povo, em Sines


30/01 – 21H00 – Pintura Mediúnica no Centro Espírita Boa Vontade, Rua Luís A. Antão, n.º 31, 4.º (paralela à Rua do Comércio), em Portimão


31/01 – 21H00 – Pintura Mediúnica no Núcleo Familiar Espírita do Mentor Amigo, Casa do Sol, Caixa Postal 485 Z, Sítio da Queijeira, no Pechão


01/02 – 21H30 – Palestra na Associação Espírita da Quarteira "O Consolador", Edifício S. Jorge, Cave, em Quarteira


02/02 – 21H00 – Pintura Mediúnica na Associação Espírita de Lagos, Rua Infante de Sagres, N.º 50, 1.º, em Lagos0


3/02 – 10H00 – Seminário – Tema: “Mediunidade, uma Análise Filosófica, Psicobiológica e Moral”, a realizar no Núcleo Familiar Espírita do Mentor Amigo, Casa do Sol, Caixa Postal 485 Z, Sítio da Queijeira, no Pechão


05/02 – 21H30 – Pintura Mediúnica na Associação Cultural Espírita Helil, Urb. de Santo António do Alto, Lote 58, Loja B, em Faro


06/02 – 21H00 – Pintura Mediúnica na União da Cultura Espiritualista de Olhão, Rua Dra. Paula Nogueira nº 58, em Olhão


07/02 – 21H30 – Palestra no Núcleo Familiar Espírita do Mentor Amigo, Casa do Sol, Caixa Postal 485 Z, Sítio da Queijeira, no Pechão


Fonte: Gonçalo Marques (mailto:famimarques@hotmail.com)
Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Mediunidade com Jesus


MEDIUNIDADE COM JESUS


Mediunidade sem Jesus não vale a pena. Não cumpre sua função nem finalidade. Vamos além: Espiritismo sem Jesus não vale a pena. Assim como não valem a pena o centro e a tarefa espíritas sem Jesus. O Espiritismo é sobretudo a revivescência do Evangelho. Sem Jesus, de que vale ter curiosidade e mesmo conhecer? O que nós vamos fazer com o conhecimento que não ilumina? Que não transforma? O que faremos com as informações que não nos levam a cogitar de nossa melhoria e renovação? Conhecimento sem aplicação imediata na vida cotidiana é simples teoria.


O conhecimento pode ser obtido em qualquer parte. É puro intelectualismo. Os Espíritas jamais devem perder o sentido da própria doutrina, daquilo que os trouxe até ela. O Espiritismo é o Consolador prometido. Não nos interessa uma doutrina que cogite apenas de verdades. Somos seres humanos imperfeitos, quase primitivos. Às vezes, nos esquecemos disso e trazemos nossa humanidade e suas limitações para dentro da Casa Espírita, para dentro do Espiritismo. Se não tomarmos cuidado, essas limitações, que se expressam em interesses egoísticos, podem sobrepor-se aos valores que precisamos conquistar, em prejuízo de nossa evolução moral e espiritual.


Sem Jesus, não vale a pena


Sabemos que estamos na Terra para aprender e evoluir moral e intelectualmente. Ao sairmos daqui, deveremos estar sempre em melhores condições do que quando aqui chegamos; intelectuais sim, mas, primordialmente, em melhores condições morais. Então repetimos: Espiritismo sem Jesus não vale a pena. O que é que nós vamos fazer com o conhecimento do perispírito, por exemplo? De que nos vale ser doutores a respeito do corpo espiritual? Às vezes, nos preocupamos muito com coisas como pontos energéticos (chacras) ou aura (“Qual será a cor da minha aura?”). Elas são importantes, mas não essenciais. Nossa transformação moral é mais importante. Para isso, precisamos do Evangelho de Jesus.


Com frequência, queremos saber o que fomos ou deixamos de ser no passado. É melhor não saber. Sinceramente, percamos toda e qualquer esperança de ter sido alguém melhor do que somos. Não fomos. Nós estamos em nossa melhor encarnação. É a nossa melhor oportunidade; que, aliás, se reveste de dupla responsabilidade por conhecermos a Doutrina Espírita. Através dessa doutrina, temos maior consciência de nós mesmos, de nosso passado, de nosso presente e de nosso futuro. Daí a maior responsabilidade pelos nossos actos.


O Espiritismo é uma doutrina muito clara. Ele nos ensina que somos donos de nossos actos e por isso devemos a nós mesmos aquilo que somos. Estamos ligados às pessoas certas, ocupando um corpo que atende às nossas necessidades de aprendizado. Por isso, eu não posso entender a mediunidade sem Jesus. Chico costumava falar que se tivermos de optar entre Kardec e Jesus, deveremos ficar com Jesus. Graças a Deus, não temos de fazer essa opção. Afinal, Kardec também optou por Jesus e a Doutrina Espírita, que ele codificou, é a revivescência do Evangelho.


Estamos na Terra, portanto, para cuidar de nossa renovação, da construção do Reino de Deus dentro de nós. Não adianta ser apenas número na Doutrina Espírita. É muito importante que nos actualizemos sempre, porque fazemos parte de uma doutrina dinâmica, que evolui e se actualiza. Nossa fé precisa ser raciocinada. Por isso, precisamos estudar muito. Precisamos analisar cada acontecimento, cada fato que ocorre no mundo, à luz da Doutrina Espírita.


Mediunidade e médiuns


Essas reflexões tomam importância muito maior quando falamos de mediunidade. Basicamente, mediunidade é pensamento a pensamento. É entrar em sintonia. Não existe nenhuma técnica especial para nos sintonizarmos com a espiritualidade. Certa vez, um jornalista perguntou a Chico Xavier como ocorria o processo de recepção de um Espírito. Chico respondeu: “É o mesmo que você perguntar a uma laranjeira como ela produz laranjas; ela não vai saber responder porque ela só sabe que produz laranjas”. Ora, a laranjeira não sabe como produz laranjas. Se ela for se preocupar muito com o modo como produz e qual é o fenómeno que acontece para que ela produza laranjas, é possível até que ela não produza mais. O que isso tem a ver com mediunidade? Muito, principalmente com o problema do animismo. O médium não deve se preocupar com o fenómeno que ocorre quando ele se comunica com os Espíritos. Basta que acredite nessa comunicação e se entregue com fé à tarefa que assumir.


É lógico que o estudo e o conhecimento da Doutrina são importantes no fenómeno da mediunidade. Eles facilitam bastante o trabalho dos Espíritos. Isso, porém, não é tudo. A fé e o desejo sincero de auxiliar são muito mais importantes. Desenvolver a mediunidade significa desenvolver a sensibilidade. Chico caía em transe naturalmente. Ninguém seria capaz de dizer, se ele não estivesse apoiando a fronte com a mão esquerda, se era o Chico mesmo que escrevia ou se era Emmanuel escrevendo por meio dele. Tal a naturalidade!


O médium tem de se preparar para os Espíritos tanto quanto os Espíritos se preparam para o médium. Por isso, desenvolver a mediunidade implica cuidar da própria espiritualidade. Esse cuidado envolve intelecto, sensibilidade, percepção, maturidade do senso moral e, principalmente, bondade. É interessante pensar sobre isto: Chico Xavier teria sido exímio instrumento mediúnico? O que os Espíritos encontravam nele? Eles encontravam flexibilidade, maleabilidade e, sobretudo, afinidade de propósitos. Todo médium deveria perguntar-se: “O que eu pretendo na condição de médium?”. E deveria ser sincero na resposta. Se a resposta for servir à causa – às tarefas da causa – e não servir a si mesmo, então ele estará no caminho certo.


A Doutrina Espírita é a doutrina do auto conhecimento. Ela conduz seu adepto a um mergulho em seu íntimo e ele aprende a se conhecer melhor naturalmente. A condição mediúnica favorece esse auto conhecimento porque nela o médium lida ao mesmo tempo com a realidade física e a realidade espiritual.


Herculano Pires definia Chico Xavier como um homem inter- existente. Com isso ele queria afirmar que Chico vivia entre os dois mundos. Nós, que convivíamos com Chico Xavier, nunca sabíamos se ele estava falando por ele mesmo ou se era com os Espíritos. Às vezes, a gente perguntava: “Chico, é você ou Emmanuel?”. Ele respondia: “Meu filho, nem eu mesmo sei”. Porque ocorre essa inter-existência? Porque os Espíritos sabem agir com subtileza. Uma prova disso são os casos de obsessão. Há pessoas que entram em determinados processos obsessivos e nem percebem.


Mediunidade e obsessão


Podemos dizer que mediunidade e obsessão são quase “unha e carne”. Actualmente existe muito mais obsessão na mediunidade do que mediunidade na obsessão. O objectivo do Espiritismo é nos ajudar a reverter esse processo e disciplinar o intercâmbio que fazemos naturalmente com o mundo espiritual. Certa vez, no Grupo Espírita da Prece, um rapaz perguntou: “Chico, o que devo fazer para desenvolver mediunidade?”. Atencioso como sempre, Chico respondeu: “Filho, procure frequentar uma casa bem orientada e estudar, ler e trabalhar sempre com muito amor”. Quando o rapaz saiu, Chico comentou: “Por que será que nunca me perguntam como desenvolver bondade?”.


Nós estamos muito distantes dos exemplos de Chico Xavier e mais próximos da mediunidade dele. Mais próximos do médium Chico Xavier do que do homem Chico Xavier. Se o médium era grande, o homem era muito maior. Chico Xavier não mentia nem era incoerente. Transparente, ele vivenciava o Evangelho no Centro Espírita como em toda parte. A serviçal de sua casa, por exemplo, podia arrumar todos os cómodos da casa, fazer o almoço, arrumar a cozinha. O banheiro, porém, era o próprio Chico que lavava. Ele não queria humilhar seu semelhante, impondo-lhe esse serviço.


Finalizando, eu diria que, mais que ser médium, o importante é ser bom. Porque aquele que é bom não é médium dos Espíritos, ele é médium de Deus. Aquele que é bom é médium de Jesus directamente, está em contacto directo com o Divino Mestre. Desenvolver mediunidade, portanto, não é só querer intercâmbio com os Espíritos, porque esta parte de intercâmbio com os desencarnados é fácil; difícil é o intercâmbio com os encarnados. Sem exercitar primeiro o intercâmbio com os encarnados, ninguém consegue ser um bom instrumento para os desencarnados. Porque são os encarnados que nos afiam, como as pedras afiam a lâmina da faca. Há pessoas que dizem: “Eu adoro os Espíritos! Mas não aguento os espíritas!”. É preciso “aguentar” os Espíritas (e os não-Espíritas) se quisermos nos habilitar ao contacto com o plano espiritual superior. Cuidar da mediunidade é cuidar da própria espiritualidade.


*Palestra proferida por Carlos Baccelli e sintetizada por Nelson Salvador Frignani.** O palestrante é orador e escritor espírita.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Origem da crença nos demónios


Origem da crença nos demónios

1. - Em todos os tempos os demónios representaram papel saliente nas diversas teogonias, e, posto que consideravelmente decaídos no conceito geral, a
importância que se lhes atribui, ainda hoje, dá à questão uma tal ou qual gravidade, por tocar o fundo mesmo das crenças religiosas. Eis por que útil se torna examiná-la, com
os desenvolvimentos que comporta.
A crença num poder superior é instintiva no homem. Encontramo-la, sob diferentes formas, em todas as idades do mundo. Mas, se hoje, dado o grau de cultura atingido, ainda se discute sobre a natureza e atributos desse poder, calcule-se que noções teria o homem a respeito, na infância da Humanidade.

2. - Como prova da sua inocência, o quadro dos homens primitivos extasiados ante a Natureza e admirando nela a bondade do Criador é, sem dúvida, muito poético, mas pouco real. De facto, quanto mais se aproxima do primitivo estado, mais o homem se escraviza ao instinto, como se verifica ainda hoje nos povos bárbaros e selvagens contemporâneos; o que mais o preocupa, ou, antes, o que exclusivamente o preocupa é a satisfação das necessidades materiais, mesmo porque não tem outras.
O único sentido que pode torná-lo acessível aos gozos puramente morais não se desenvolve senão gradual e morosamente; a alma tem também a sua infância, a sua adolescência e virilidade como o corpo humano; mas para compreender o abstracto,quantas evoluções não tem ela de experimentar na Humanidade! Por quantas existências não deve ela passar!
Sem nos remontarmos aos tempos primitivos, olhemos em torno a gente do campo e perscrutemos os sentimentos de admiração que nela despertam o esplendor do Sol nascente, do firmamento a estrelada abóbada, o trino dos pássaros, o murmúrio das ondas claras, o vergel florido dos prados. Para essa gente o Sol nasce por hábito, e uma vez que desprende o necessário calor para sazonar as searas, não tanto que as creste, está realizado tudo o que ela almejava; olha o céu para saber se bom ou mau tempo sobrevirá; que cantem ou não as aves, tanto se lhe dá, desde que não desbastem da seara os grãos; prefere às melodias do rouxinol, o cacarejar da galinhada e o grunhido dos porcos; o que deseja dos regatos cristalinos, ou lodosos, é que não sequem nem inundem; dos prados, que produzam boa erva, com ou sem flores.
Eis aí tudo o que essa gente almeja, ou, o que é mais, tudo o que da Natureza apreende, conquanto muito distanciada já dos primitivos homens.

3. - Se nos remontarmos a estes últimos, então, surpreendê-los-emos mais exclusivamente preocupados com a satisfação de necessidades materiais, resumindo o bem e o mal neste mundo somente no que concerne à satisfação ou prejuízo dessas necessidades.
Acreditando num poder extra-humano e porque o prejuízo material é sempre o que mais de perto lhes importa, atribuem-no a esse poder, do qual fazem, aliás, uma ideia muito vaga. E por nada conceberem fora do mundo visível e tangível, tal poder se lhes afigura identificado nos seres e coisas que os prejudicam.
Os animais nocivos não passam para eles de representantes naturais e directos desse poder. Pela mesma razão, vêem nas coisas úteis a personificação do bem: dai, o culto votado a certas plantas e mesmo a objectos inanimados.
Mas o homem é comumente mais sensível ao mal que ao bem; este lhe parece natural, ao passo que aquele mais o afecta. Nem por outra razão se explica, nos cultos primitivos, as cerimónias sempre mais numerosas em honra ao poder maléfico: o temor suplanta o reconhecimento.
Durante muito tempo o homem não compreendeu senão o bem e o mal físicos; os sentimentos morais só mais tarde marcaram o progresso da inteligência humana, fazendo-lhe entrever na espiritualidade um poder extra-humano fora do mundo visível e das coisas materiais. Esta obra foi, seguramente, realizada por inteligências de escol, mas que não puderam exceder certos limites.

4. - Provada e patente a luta entre o bem e o mal, triunfante este muitas vezes sobre aquele, e não se podendo racionalmente admitir que o mal derivasse de um benéfico poder, concluiu-se pela existência de dois poderes rivais no governo do mundo. Daí nasceu a doutrina dos dois princípios, aliás lógica numa época em que o homem se encontrava incapaz de, raciocinando, penetrar a essência do Ser Supremo.
Como compreenderia, então, que o mal não passa de estado transitório do qual pode emanar o bem, conduzindo-o à felicidade pelo sofrimento e auxiliando-lhe o progresso? Os limites do seu horizonte moral, nada lhe permitindo ver para além do seu presente, no passado como no futuro, também não lhe permitia compreender que já houvesse progredido, que progrediria ainda individualmente, e muito menos que as vicissitudes da vida resultavam das imperfeições do ser espiritual nele residente, o qual preexiste e sobrevive ao corpo, na dependência de uma série de existências purificadoras até atingir a perfeição.
Para compreender como do mal pode resultar o bem é preciso considerar não uma, porém, muitas existências; é necessário apreender o conjunto do qual - e só do qual - resultam nítidas as causas e respectivos efeitos.

5. - O duplo princípio do bem e do mal foi, durante muitos séculos, e sob vários nomes, a base de todas as crenças religiosas. Vemo-lo assim sintetizado em Oromase e Arimane entre os persas, em Jeová e Satã entre os hebreus. Todavia, como todo soberano deve ter ministros, as religiões geralmente admitiram potências secundárias, ou bons e maus génios. Os pagãos fizeram deles individualidades com a denominação genérica de deuses e deram-lhes atribuições especiais para o bem e para o mal, para os vícios e para as virtudes. Os cristãos e os muçulmanos herdaram dos hebreus os anjos e os demónios.

6. - A doutrina dos demónios tem, por conseguinte, origem na antiga crença dos dois princípios. Compete-nos examiná-la aqui tão-somente no ponto de vista cristão para ver se está de acordo com as noções mais exactas que possuímos hoje, dos atributos da Divindade.
Esses atributos são o ponto de partida, a base de todas as doutrinas religiosas; os dogmas, o culto, as cerimónias, os usos e a moral, tudo é relativo à ideia mais ou menos justa, mais ou menos elevada que se forma de Deus, desde o feiticismo até o Cristianismo. Se a essência de Deus continua a ser um mistério para as nossas inteligências, compreendemo-la no entanto melhor que nunca, mercê dos ensinamentos do Cristo. O Cristianismo racionalmente ensina-nos que: Deus é único, eterno, imutável, imaterial, omnipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições.
Foi por isso que algures dissemos - (1ª Parte cap. VI, "Doutrina das penas eternas") "Se se tirasse a menor parcela de um só dos seus atributos, não haveria mais Deus, por isso que poderia coexistir um ser mais perfeito." Estes atributos, na sua plenitude absoluta, são, pois, o critério de todas as religiões, estalão da verdade de cada um dos princípios que ensinam. E para que qualquer desses princípios seja verdadeiro, preciso é que não encerre um atentado às divinas perfeições. Vejamos se assim é, de facto, na doutrina vulgar dos demónios.

Os demónios segundo a Igreja

7. Satanás, o chefe ou o rei dos demónios, não é, segundo a Igreja, uma personificação alegórica do mal, mas uma entidade real, praticando exclusivamente o mal, enquanto que Deus pratica exclusivamente o bem.
Tomemo-lo, pois, tal qual no-lo representam. Satanás existe de toda a eternidade, como Deus, ou ser-lhe-á posterior? Existindo de toda a eternidade é incriado, e, por consequência, igual a Deus. Este Deus, por sua vez, deixará de ser único, pois haverá um deus do mal. Mas se lhe for posterior? Neste caso passa a ser uma criatura de Deus. Como tal, só praticando o mal por incapaz de fazer o bem e tampouco de arrepender-se, Deus teria criado um ser votado exclusiva e eternamente ao mal. Não sendo o mal obra de Deus, seria contudo de uma das suas criaturas, e nem por isso deixava Deus de ser o autor, deixando igualmente de ser profundamente bom. O mesmo se dá, exactamente, em relação aos seres maus chamados demónios.

8. - Tal foi, por muito tempo, a crença neste sentido. Hoje dizem (1): "Deus, que é a bondade e santidade por excelência, não os havia criado perversos e maus. A mão paternal que se apraz imprimir em todas as suas obras o cunho de infinitas perfeições, cumulara-os de magníficos predicados. As qualidades eminentíssimas da sua natureza, juntara as liberalidades da sua graça; em tudo os fizera iguais aos Espíritos sublimes de glória e felicidade; subdivididos por todas as suas ordens e adstritos a todas as classes, eles tinham o mesmo fim e idênticos destinos. Foi seu chefe o mais belo dos arcanjos. Eles poderiam até ter alcançado a confirmação de justos para todo o sempre, e serem admitidos ao gozo da bem-aventurança dos céus.
Este último favor, que deverá ser o complemento de todos os outros, constituía o prémio da sua docilidade, mas dele desmereceram por insensata e audaciosa revolta."
"Qual foi o escolho da sua perseverança? Que verdade desconheceram? Que acto de adoração, de fé, recusaram a Deus? A Igreja e os anais das santas escrituras não no-lo dizem positivamente, mas certo parece que não aquiesceram à mediação do Filho de Deus, nem à exaltação da natureza humana em Jesus-Cristo."

"O Verbo Divino, criador de todas as coisas, é também o mediador e salvador único, na Terra como no Céu. O fim sobrenatural não foi dado aos anjos e aos homens senão na previsão de sua encarnação e méritos, pois não há proporção alguma entre a obra dos Espíritos eminentes e a recompensa, que é o próprio Deus. Nenhuma criatura poderia alcançar tal fim, sem esta maravilhosa e sublime intervenção da caridade. Ora, para preencher a distância infinita que separa a sua essência das suas obras, preciso fora reunisse à sua pessoa os dois extremos, associando à divindade as naturezas ou do anjo, ou do homem: e preferiu então a natureza humana. Esse plano, concebido de toda eternidade, foi manifestado aos anjos muito antes da sua execução: o Homem-Deus foi-lhes mostrado como Aquele que deveria confirmá-los na graça e guiá-los à glória, sob a condição de o adorarem durante a missão terrestre, e para todo o sempre no céu. Revelação inesperada, arrebatadora visão para corações generosos e gratos, mas - mistério profundo - humilhante para espíritos soberbos! Esse fim sobrenatural, essa glória imensa que lhes propunham não seria unicamente a recompensa de seus
méritos pessoais. Nunca poderiam atribuir a si próprios os títulos dessa glória! Uni mediador entre Deus e eles!
Que injúria à sua dignidade! E a preferência espontânea pela natureza humana? Que injustiça! que afronta aos seus direitos!"
"E chegarão eles a ver esta Humanidade, que lhes é tão inferior, deificada pela união com o Verbo, sentada à mão direita de Deus em trono resplandecente? Consentirão
enfim que ela ofereça a Deus, eternamente, a homenagem da sua adoração?"
"Lúcifer e a terça parte dos anjos sucumbiram a tais pensamentos de inveja e de orgulho. S. Miguel e com ele muitos exclamaram: "Quem é semelhante a Deus? Ele
é o dono de seus dons, o soberano Senhor de todas as coisas. Glória a Deus e ao Cordeiro, que tem de ser imolado à salvação do mundo." O chefe dos rebeldes, porém, esquecido de que a Deus devia a sua nobreza e prerrogativas, raiando pela temeridade, disse: "Sou eu quem ao céu subirá; fixarei residência acima dos astros; sentar-me-ei sobre o monte da aliança, nos flancos do Aquilão, dominarei as nuvens mais elevadas e serei semelhante ao Altíssimo." Os que de tais sentimentos partilharam, acolheram essas palavras com murmúrios de aprovação, e partidários houve em todas as hierarquias. A sua multidão, contudo, não os preserva do castigo."



(1) As citações seguintes são extraídas da pastoral de Monsenhor Gousset,
cardeal-arcebispo de Reims, para a quaresma de 1865. Atentos ao mérito pessoal e à
posição do autor, podemos considerá-las a última expressão da Igreja sobre a doutrina
dos demônios.

9. - Está doutrina suscita várias objecções:

1ª - Se Satã e os demónios eram anjos, eles eram perfeitos; como, sendo perfeitos, puderam falir a ponto de desconhecer a autoridade desse Deus, em cuja presença se encontravam? Ainda se tivessem logrado uma tal eminência gradualmente,
depois de haver percorrido a escala da perfeição, poderíamos conceber um triste retrocesso; não, porém, do modo por que no-los apresentam, isto é, perfeitos de origem.
A conclusão é esta: - Deus quis criar seres perfeitos, porquanto os favorecera com todos os dons, mas enganou-se: logo, segundo a Igreja, Deus não é infalível! (1)

2ª - Pois que nem a Igreja e nem os sagrados anais explicam a causa da rebelião dos anjos para com Deus e apenas dão como problemática (quase certa) a relutância no reconhecimento da futura missão do Cristo, que valor - perguntamos - que valor pode ter o quadro tão preciso e detalhado da cena então ocorrente? A que fonte recorreram, para inferir se de facto foram pronunciadas palavras tão claras e até simples colóquios? De duas uma: ou a cena é verdadeira ou não é. No primeiro caso, não havendo dúvida alguma, por que a Igreja não resolve a questão? Mas se a Igreja e a História se calam se a coisa apenas parece certa, claro, não passa de hipótese, e a cena descritiva é mero fruto da imaginação. (2)

3ª- As palavras atribuídas a Lúcifer revelam uma ignorância admirável num arcanjo que, por sua natureza e grau atingido, não deve participar, quanto à organização do Universo, dos erros e dos prejuízos que os homens têm professado, até
serem pela Ciência esclarecidos. Como poderia, então, dizer que fixaria residência acima dos astros, dominando as mais elevadas nuvens?!
É sempre a velha crença da Terra como centro do Universo, do céu como que formado de nuvens estendendo-se às estrelas, e da limitada região destas, que a Astronomia nos mostra disseminadas ao infinito no infinito espaço! Sabendo-se, como hoje se sabe, que as nuvens não se elevam a mais de duas léguas da superfície terráquea, e falando-se em dominá-las por mais alto, referindo-se a montanhas, preciso fora que a observação partisse da Terra, sendo ela, de facto, a morada dos anjos. Dado, porém, ser esta em região superior, inútil fora alçar-se acima das nuvens. Emprestar aos anjos uma linguagem tisnada de ignorância, é confessar que os homens
contemporâneos são mais sábios que os anjos. A Igreja tem caminhado sempre erradamente, não levando em conta os progressos da Ciência.

__________
(1) Esta doutrina monstruosa é corroborada por Moisés, quando diz (Génese, Cap. VI, vv. 6 e 7): "Ele se arrependeu de haver criado o homem na Terra e, penetrado da mais intima dor, disse: Exterminarei a criação da face da Terra; exterminarei tudo, desde o homem aos animais, desde os que rastejam sobre a terra até os pássaros do céu, porque me arrependo de os ter criado." Ora, um Deus que se arrepende do que fez não é perfeito nem infalível; portanto, não é Deus. E são estas as palavras que a Igreja proclama! Tampouco se percebe o que poderia haver de comum entre os animais e a perversidade dos homens, para que merecessem tal extermínio.

(2) Encontra-se em Isaías, Cap. XIV, Vv. 11 e seguintes: "Teu orgulho foi precipitado nos infernos; teu corpo morto baqueou par terra; tua cama verterá podridão, e vermes tua vestimenta. Como caíste do Céu, Lúcifer, tu que parecias tão brilhante ao romper do dia? Como foste arrojado sobre a Terra, tu que ferias as nações com teus golpes; que dizias de coração: Subirei aos céus, estabelecerei meu trono acima dos astros de Deus, sentar-me-ei acima das nuvens mais altas e serei igual ao Altíssimo! E todavia foste precipitado dessa glória no inferno, até o mais fundo dos abismos. Os que te virem, aproximando-se, encarar-te-ão, dizendo: "Será este o homem que turbou a Terra, que aterrou seus remos, que fez do mundo um deserto, que destruiu cidades e reteve acorrentados os que se lhe entregaram prisioneiros?" Estas palavras do profeta não se relerem à revolta dos anjos são, sim, uma alusão ao orgulho e à queda do rei de Babilônia, que retinha os judeus em cativeiro, como atestam os últimos versículos. O rei de Babilônia é alegoricamente designado por Lúcifer, mas não se faz aí qualquer menção da cena supra descrita. Essas palavras são do rei que as tinha no coração e se colocava por orgulho acima de Deus, cujo povo escravizara. A profecia da libertação do povo judeu, da rainha de Babilônia e do destroço dos assírios é, ao demais, o assunto exclusivo desse capítulo.

10. - A resposta à primeira objecção acha-se na seguinte passagem: "A escritura e a tradição denominam céu o lugar no qual se haviam colocado os anjos, no momento da sua criação. Mas esse não era o céu dos céus, o céu da visão beatifica, onde Deus se mostra de face aos seus eleitos, que o contemplam claramente e sem esforço, porque aí não há mais possibilidade nem perigo de pecado; a tentação e a dúvida são aí desconhecidas; a justiça, a paz e a alegria reinam imutáveis, a santidade e a glória imperecíveis. Era, portanto, outra região celeste, uma esfera luminosa e afortunada, essa em que permaneciam tão nobres criaturas favorecidas pelas divinas comunicações, que deveriam receber com fé e humildade até serem admitidas no conhecimento da sua realidade essência do próprio Deus."
Do que precede se infere que os anjos decaídos pertenciam a uma categoria menos elevada e perfeita, não tendo atingido ainda o lugar supremo em que o erro é impossível. Pois seja: mas, então, há manifesta contradição nesta afirmativa: - Deus em tudo os tinha criado semelhantes aos espíritos sublimes que, subdivididos em todas as ordens e adstritos a todas as classes, tinham o mesmo fim e idênticos destinos, e que seu chefe era o mais belo dos arcanjos. Ora, em tudo semelhantes aos outros, não lhes seriam inferiores em natureza; idênticos em categorias, não podiam permanecer em um lugar especial. Intacta subsiste, portanto, a objecção.

11. - E ainda há uma outra que é, certamente, a mais séria e a mais grave.
Dizem: - "Este plano (a intervenção do Cristo), concebido desde toda a eternidade, foi manifestado aos anjos muito antes da sua execução." Deus sabia, portanto, e de toda a eternidade, que os anjos, tanto quanto os homens, teriam necessidade dessa intervenção. Ainda mais: - o Deus omnisciente sabia que alguns dentre esses anjos viriam a falir, arcando com a eterna condenação e arrastando a igual sorte uma parte da Humanidade. E assim, de caso pensado, previamente condenava o género humano, a sua própria criação. Deste raciocínio não há fugir, porquanto de outro modo teríamos que admitir a inconsciência divina, apregoando a não presciência de Deus. Para nós é impossível identificar uma tal criação com a soberana bondade. Em ambos os casos vemos a negação de atributos, sem a plenitude absoluta dos quais Deus não seria Deus.

12. - Admitindo a falibilidade dos anjos como a dos homens, a punição é consequência, aliás justa e natural, da falta; mas se admitirmos concomitantemente a possibilidade do resgate, a regeneração, a graça, após o arrependimento e a expiação, tudo se esclarece e se conforma com a bondade de Deus. Ele sabia que errariam, que seriam punidos, mas sabia igualmente que tal castigo temporário seria um meio de lhes fazer compreender o erro, revertendo afim em benefício deles. Eis como se explicam as palavras do profeta Ezequiel: - "Deus não quer a morte, porém a salvação do pecador." (1)
A inutilidade do arrependimento e a impossibilidade de regeneração, isso sim, importaria a negação da divina bondade. Admitida tal hipótese, poder-se-ia mesmo dizer, rigorosa e exactamente, que estes anjos desde a sua criação, visto Deus não poder ignorá-lo, foram votados à perpetuidade do mal, e predestinados a demónios para arrastarem os homens ao mal.

13. - Vejamos agora qual a sorte desses tais anjos e o que fazem: "Mal apenas se manifestou a revolta na linguagem dos Espíritos, isto é, no arrojo dos seus pensamentos, foram eles banidos da celestial mansão e precipitados no abismo. Por estas palavras entendemos que foram arremessados a um lugar de suplícios no qual sofrem a pena de fogo, conforme o texto do Evangelho, que é a palavra mesma do Salvador. Ide, malditos, ao fogo eterno preparado pelo demónio e seus anjos. S. Pedro expressamente diz: que Deus os prendeu às cadeias e torturas infernais, sem que lá estejam, contudo, perpetuamente, visto como só no fim do mundo serão para sempre enclausurados com os réprobos. Presentemente, Deus ainda permite que ocupem lugar nesta criação, à qual pertencem, na ordem de coisas idênticas à sua existência, nas relações enfim que deviam ter com os homens, e das quais fazem o mais pernicioso abuso. Enquanto uns ficam na tenebrosa morada, servindo de instrumento da justiça divina contra as almas infelizes que seduziram, outros, em número infinito, formam legiões e residem nas camadas inferiores da atmosfera, percorrendo todo o globo. Envolvem-se em tudo que aqui se passa, tomando mesmo parte muito activa nos acontecimentos terrenos."
Quanto ao que diz respeito às palavras do Cristo sobre o suplício do fogo eterno, já nos explanamos no Cap. IV, "O Inferno".


(1) Vede 1ª' Parte, Cap. VI, nº 25, citação de Ezequiel.


14. - Por esta doutrina, apenas uma parte dos demónios está no inferno; a outra vaga em liberdade, envolvendo-se em tudo que aqui se passa, dando-se ao prazer de praticar o mal e isso até o fim do mundo, cuja época indeterminada não chegará tão
cedo, provavelmente. Mas, por que uma tal distinção? Serão estes menos culpados?
Certo que não, a menos que se não revezem, como se pode inferir destas palavras:
"Enquanto uns ficam na tenebrosa morada, servindo de instrumento da justiça divina contra as almas infelizes que seduziram."
Suas ocupações consistem, pois, em martirizar as almas que seduziram. Assim, não se encarregam de punir faltas livre e voluntariamente cometidas, porém as que eles próprios provocaram. São ao mesmo tempo a causa do erro e o instrumento do castigo; e, coisa singular, que a justiça humana por imperfeita não admitiria - a vitima que sucumbe por fraqueza, em contingências alheias e porventura superiores à sua vontade, é tanto ou mais severamente punida do que o agente provocador que emprega astúcia e artifício, visto como essa vitima, deixando a Terra, vai para o inferno sofrer sem tréguas, nem favor, eternamente, enquanto que o causador da sua primeira falta, o agente provocador, goza de uma tal ou qual dilação e liberdade até o fim do mundo.
Como pode a justiça de Deus ser menos perfeita que a dos homens?

15. - Mas, ainda não é tudo: "Deus permite que ocupem lugar nesta criação, nas relações que com o homem deviam ter e das quais abusam perniciosamente." Deus podia ignorar, no entanto, o abuso que fariam de uma liberdade por ele mesmo
concedida? Então, por que a concedeu? Mas nesse caso é com conhecimento de causa que Deus abandona suas criaturas à mercê delas mesmas, sabendo, pela sua omnisciência, que vão sucumbir, tendo a sorte dos demónios. Não serão elas de si mesmas bastante fracas para falirem, sem a provocação de um inimigo tanto mais perigoso quanto invisível? Ainda se o castigo fora temporário e o culpado pudesse remir-se pela reparação!... Mas não: a condenação é irrevogável, eterna!
Arrependimento, regeneração, lamentos, tudo supérfluo!
Os demónios não passam portanto de agentes provocadores e de antemão destinados a recrutar almas para o inferno, isto com a permissão de Deus, que antevia, ao criar estas almas, a sorte que as aguardava. Que se diria na Terra de um juiz que recorresse a tal expediente para abarrotar prisões? Estranha ideia que nos dão da Divindade, de um Deus cujos atributos essenciais são: - justiça e bondade soberanas!
E dizer-se que é em nome de Jesus, daquele que só pregou amor, perdão e caridade, que tais doutrinas são ensinadas! Houve um tempo em que tais anomalias passavam despercebidas, porque não eram compreendidas nem sentidas; o homem, curvado ao jugo do despotismo, submetia-se à fé cega, abdicava da razão. Hoje, porém, que a hora da emancipação soou, esse homem compreende a justiça, e, desejando-a tanto na vida quanto na morte, exclama: - Não é, não pode ser tal, ou Deus não fora Deus.

16. - "O castigo segue por toda a parte os seres decaídos: o inferno está neles e com eles: nem paz nem repouso, transformadas em amargores as doçuras da esperança, que se lhes torna odiosa. A mão de Deus desferiu-lhes o castigo no acto mesmo de pecarem, e sua vontade galvanizou-se no mal.
"Tornados perversos, obstinam-se em o ser e sê-lo-ão para sempre.
"São, depois do pecado, o que é o homem depois da morte. A reabilitação dos que caíram torna-se também impossível; a sua perda é, desde então, irreparável, mantendo-se eles no seu orgulho perante Deus, no seu ódio contra o Cristo, na sua inveja contra a Humanidade.
"Não tendo podido apropriar-se da glória celeste pelo desmesurado da sua ambição, esforçam-se por implantar seu império na Terra, banindo dela o reino de Deus. O Verbo encarnado cumpriu, apesar disso, os seus desígnios para salvação e glória da Humanidade. Também por isso procuram por todos os meios promover a perda das almas pelo Cristo resgatadas: o artifício e a importunação, a mentira e a sedução, tudo põem em jogo para arrastá-las ao mal e consumar-lhes a perda.
"E como são infatigáveis e poderosos, a vida do homem com inimigos tais não pode deixar de ser uma luta sem tréguas, do berço ao túmulo.
"Efectivamente esses inimigos são os mesmos que, depois de terem introduzido o mal no mundo, chegaram a cobri-lo com as espessas trevas do erro e do vício; os mesmos que, por longos séculos, se fizeram adorar como deuses e que reinaram em absoluto sobre os povos da antiguidade; os mesmos, enfim, que ainda hoje exercem tirânica influência nas regiões idólatras, fomentando a desordem e o escândalo até no seio das sociedades cristãs. Para compreender todos os recursos de que dispõem ao serviço da malvadez, basta notar que nada perderam das prodigiosas faculdades que são o apanágio da natureza angélica. Certo, o futuro e sobretudo a ordem natural têm mistérios que Deus se reservou e que eles não podem penetrar; mas a sua inteligência é bem superior à nossa, porque percebem de um jacto os efeitos nas causas e vice-versa.
Esta percepção permite-lhes predizer acontecimentos futuros que escapam às nossas conjecturas. A distância e variedade dos lugares desaparecem ante a sua agilidade. Mais prontos que o raio, mais rápidos que o pensamento, acham-se quase instantaneamente sobre diversos pontos do globo e podem descrever, a distância, os acontecimentos na mesma hora em que ocorrem.
"As leis pelas quais Deus rege o Universo não lhes são acessíveis, razão por que não podem derrogá-las, e, por conseguinte, predizer ou operar verdadeiros milagres; possuem no entanto a arte de imitar e falsificar, dentro de certos limites, as divinas obras; sabem quais os fenómenos resultantes da combinação dos elementos, predizem com maior ou menor êxito os que sobrevêm naturalmente, assim como os que por si mesmos podem produzir. Daí os numerosos oráculos, os extraordinários vaticínios que sagrados e profanos livros recolheram, baseando e acoroçoando tantas e tantas superstições.
"A sua substância simples e imaterial subtrai-os às nossas vistas; permanecem ao nosso lado sem que os vejamos, interessam-nos a alma sem que nos firam o ouvido.
Acreditando obedecer aos nossos pensamentos, estamos no entanto, e muitas vezes, debaixo da sua funesta influência. As nossas disposições, ao contrário, são deles conhecidas pelas impressões que delas transparecem em nós, e atacam-nos ordinariamente pelo lado mais fraco. Para nos seduzirem com mais segurança, costumam servir-se de sugestões e engodos conformes com as nossas inclinações.
Modificam a acção segundo as circunstâncias e os traços característicos de cada temperamento. Contudo, suas armas favoritas são a hipocrisia e a mentira."

17. - Afirmam que o castigo os segue por toda parte; que não sabem o que seja paz nem repouso. Esta asserção de modo algum destrói a observação que fizemos quanto ao privilégio dos que estão fora do inferno, e que reputamos tanto menos
justificado por isso que podem fazer, e fazem, maior mal. É de crer que esses demónios extra-infernais não sejam tão felizes como os bons anjos, mas não se deverá ter em conta a sua relativa liberdade? Eles não possuirão a felicidade moral que a virtude defere, mas são incontestavelmente mais felizes que os seus comparsas do inferno flamífero. Depois, para o mau, sempre há um certo gozo na prática do mal, de mais a mais livremente. Perguntai ao criminoso o que prefere:
se ficar na prisão, ou percorrer livremente os campos, agindo à vontade? Pois o caso é exactamente o mesmo.
Afirmam, outrossim, que o remorso os persegue sem tréguas nem misericórdia, esquecidos de que o remorso é o precursor imediato do arrependimento, quando não é o próprio arrependimento. "Tornados perversos, obstinam-se em o ser, e sê-lo-ão para sempre." Mas desde que se obstinam em ser perversos, é que não têm remorsos; do contrário, ao menor sentimento de pesar, renunciariam ao mal e pediriam perdão.
Logo, o remorso não é para eles um castigo.

18. - "São, depois do pecado, o que é o homem depois da morte. A reabilitação dos que caíram torna-se, portanto, impossível."
Donde provém essa impossibilidade? Não se compreende que ela seja a consequência de sua similitude com o homem depois da morte, proposição que, ao demais, é muito ambígua.
Acaso provirá da própria vontade dos demónios? Porventura da vontade divina? No primeiro caso a pertinácia denota uma extrema perversidade, um endurecimento absoluto no mal, e nem mesmo se compreende que seres tão profundamente perversos pudessem jamais ter sido anjos de virtude, conservando por tempo indefinido, na convivência destes, todos os traços da sua péssima índole e natureza.
No segundo caso, ainda menos se compreende que Deus inflija como castigo a impossibilidade da reparação, após uma primeira falta. O Evangelho nada diz que com isso se pareça.

19. - "A sua perda é desde então irreparável, mantendo-se eles no seu orgulho perante Deus." E de que lhes serviria não manterem tal orgulho, uma vez que é inútil todo o arrependimento? O bem só poderia interessá-los se eles tivessem uma esperança de reabilitação, fosse qual fosse o seu preço. Assim não acontece, no entanto, e pois se perseveram no mal é porque lhes trancaram a porta da esperança. Mas por que lhes trancaria Deus essa porta? Para se vingar da ofensa decorrente da sua insubmissão. E, assim, para saciar o seu ressentimento contra alguns culpados, Deus prefere não somente vê-los sofrer, mas agravar o mal com mal maior; impelir à perdição eterna toda a Humanidade, quando por um simples acto de demência podia evitar tão grande desastre, aliás previsto de toda a eternidade!
Trata-se, no caso vertente, de um acto de demência, de uma graça pura e simples que pudesse transformar-se em estimulo do mal? Não, trata-se de um perdão condicional, subordinado a uma regeneração sincera e completa. Mas, ao invés de uma palavra de esperança e misericórdia, é como se Deus dissera: "Pereça toda a raça humana antes que minha vingança." E com semelhante doutrina ainda muita gente se admira de que haja incrédulos e ateus! E é assim que Jesus nos representa seu Pai?
Ele que nos deu a lei expressa do esquecimento e do perdão das ofensas, que nos manda pagar o mal com o bem, que prescreve o amor dos nossos inimigos como a primeira das virtudes que nos conduzem ao céu, quereria desse modo que os homens fossem melhores, mais justos, mais indulgentes que o próprio Deus?

Os demónios segundo o Espiritismo

20. Segundo o Espiritismo, nem anjos nem demónios são entidades distintas, por isso que a criação de seres inteligentes é uma só. Unidos a corpos materiais, esses seres constituem a Humanidade que povoa a Terra e as outras esferas habitadas; uma vez libertos do corpo material, constituem o mundo espiritual ou dos Espíritos, que povoam os Espaços. Deus criou-os perfectíveis e deu-lhes por escopo a perfeição,
com a felicidade que dela decorre. Não lhes deu, contudo, a perfeição, pois quis que a obtivessem por seu próprio esforço, a fim de que também e realmente lhes pertencesse o mérito. Desde o momento da sua criação que os seres progridem, quer encarnados, quer no estado espiritual. Atingido o apogeu, tornam-se puros espíritos ou anjos segundo a expressão vulgar, de sorte que, a partir do embrião do ser inteligente até ao anjo, há uma cadeia na qual cada um dos elos assinala um grau de progresso.
Do expresso resulta que há Espíritos em todos os graus de adiantamento, moral e intelectual, conforme a posição em que se acham, na imensa escala do progresso.
Em todos os graus existe, portanto, ignorância e saber, bondade e maldade.
Nas classes inferiores destacam-se Espíritos ainda profundamente propensos ao mal e comprazendo-se com o mal. A estes pode-se denominar demónios, pois são capazes
de todos os malefícios aos ditos atribuídos. O Espiritismo não lhes dá tal nome por se prender ele à ideia de uma criação distinta do género humano, como seres de natureza essencialmente perversa, votados ao mal eternamente e incapazes de qualquer progresso para o bem.

21. - Segundo a doutrina da Igreja os demónios foram criados bons e tornaram-se maus por sua desobediência: são anjos colocados primitivamente por Deus no ápice da escala, tendo dela decaído. Segundo o Espiritismo os demónios são Espíritos imperfeitos, susceptíveis de regeneração e que, colocados na base da escala, hão de nela graduar-se. Os que por apatia, negligência, obstinação ou má-vontade persistem em ficar, por mais tempo, nas classes inferiores, sofrem as consequências dessa atitude, e o hábito do mal dificulta-lhes a regeneração. Chega-lhes, porém, um dia a fadiga dessa vida penosa e das suas respectivas consequências; eles comparam a sua situação à dos bons Espíritos e compreendem que o seu interesse está no bem, procurando então melhorarem-se, mas por acto de espontânea vontade, sem que haja nisso o mínimo constrangimento. "Submetidos à lei geral do progresso, em virtude da sua aptidão para o mesmo, não progridem, ainda assim, contra a vontade." Deus fornece-lhes constantemente os meios, porém, com a faculdade de aceitá-los ou recusá-los. Se o progresso fosse obrigatório não haveria mérito, e Deus quer que todos tenhamos o mérito de nossas obras. Ninguém é colocado em primeiro lugar por privilégio; mas o primeiro lugar a todos é franqueado à custa do esforço próprio.
Os anjos mais elevados conquistaram a sua graduação, passando, como os demais, pela rota comum.

22. - Chegados a certo grau de pureza, os Espíritos têm missões adequadas ao seu progresso; preenchem assim todas as funções atribuídas aos anjos de diferentes categorias.
E como Deus criou de toda a eternidade, segue-se que de toda a eternidade houve número suficiente para satisfazer às necessidades do governo universal. Deste modo uma só espécie de seres inteligentes, submetida à lei de progresso, satisfaz todos os fins da Criação.
Por fim, a unidade da Criação, aliada à ideia de uma origem comum, tendo o mesmo ponto de partida e trajectória, elevando-se pelo próprio mérito, corresponde melhor à justiça de Deus do que a criação de espécies diferentes, mais ou menos favorecidas de dotes naturais, que seriam outros tantos privilégios.

23. - A doutrina vulgar sobre a natureza dos anjos, dos demónios e das almas, não admitindo a lei do progresso, mas vendo todavia seres de diversos graus, concluiu que seriam produto de outras tantas criações especiais. E assim foi que chegou a fazer de Deus um pai parcial, tudo concedendo a alguns de seus filhos, e a outros impondo o mais rude trabalho. Não admira que por muito tempo os homens achassem justificação para tais preferências, quando eles próprios delas usavam em relação aos filhos, estabelecendo direitos de primogenitura e outros privilégios de nascimento.
Podiam tais homens acreditar que andavam mais errados que Deus?

Hoje, porém, alargou-se o circulo das ideias: o homem vê mais claro e tem noções mais precisas de justiça; desejando-a para si e nem sempre encontrando-a na Terra, ele quer pelo menos encontrá-la mais perfeita no Céu.
E aqui está por que lhe repugna à razão toda e qualquer doutrina, na qual não resplenda a Justiça Divina na plenitude integral da sua pureza.

Referencia: O céu e o inferno

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Noticias de Portugal







1 - BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA NA ASEB


Na sexta-feira, dia 4 de Janeiro, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer”, com base no Capítulo IV do Livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
O evento terá lugar na sede da ASEB - Associação Sociocultural Espírita de Braga, na Rua do Espírito Santo nº 38, em Braga. Este centro tem página na Internet em http://www.aseb.com.pt/ e e-mail info@aseb.com.pt
As entradas são livres e gratuitas.
Fonte: ASEB


2 - CENTRO DE CULTURA ESPÍRITA: 5 ANOS AO SERVIÇO DA POPULAÇÃO
Na sexta-feira, dia 4 de Janeiro, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Centro de Cultura Espírita: 5 anos ao serviço da população”. O Centro Espírita afigura-se cada vez mais como célula muito importante para a sociedade, esclarecendo e explicando ao Homem o porquê da sua existência e respectivas idiossincrasias.
O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Este centro tem página na Internet em http://www.caldasrainha.net/ccee e-mail cce@caldasrainha.net
As entradas são livres e gratuitas.


Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)
3 - MALVEIRA: ASSOCIAÇÃO FRATERNA MENSAGEIROS DO BEM – ACTIVIDADES
A Associação Fraterna Mensageiros do Bem, sita na Rua Eurico Rodrigues de Lima, 2B, 2665 - 277 Malveira, vai levar a efeito as suas actividades, no decorrer do mês de Janeiro/2008, de acordo com a seguinte programação:
Segundas-feiras, dias 7 e 21 – 16H30 – Palestra pública e FluidoterapiaQuartas-feiras, dias 2, 9, 16, 23 e 30 – 20H00 – Palestra pública e Fluidoterapia2ª Sexta-feira de cada mês, dia 11 de Janeiro – 20H30 – Palestra pública, desta vez subordinada ao tema: "O conhecimento e a oportunidade da existência actual para a evolução do Homem".
Mais informações através dos telemóveis 965362855 e/ou 917713744 ou pelo e-mail: afmbmalveira@gmail.com
Fonte: Marcelo Oliveira (Tm: 917713744 )


4 - LEÇA DA PALMEIRA: VII ENCONTRO DE LITERATURA ESPÍRITA ROSA DOS VENTOS
O N.E.R.V. – Núcleo Espírita Rosa dos Ventos convida-vos a estarem presentes no VII Encontro de Literatura Espírita Rosa dos Ventos, que se efectuará no próximo dia 26 de Janeiro de 2008, pelas 15H00, no Auditório do Salão Nobre da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira.O tema apresentar será a “ Acção Pedagógica do Espiritismo “, sendo conferencista José António Luz
Entrada livre e gratuita.
Mais informações em:NERV – Núcleo Espírita Rosa-dos-VentosTravessa Fonte da Muda, nº 264450-672 Leça da Palmeira (E-mail nervespiritismo@yahoo.com, página de Internet em http://www.nerv.pt.vu/ e blog espírita em http://luzespirita.blogspot.com/ )Telf. 96 538 41 11 – 96 694 43 08
Fonte: NERV (Leça da Palmeira)


Fonte:ADEP

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

noticias do Brasil


NOTICIAS - JANEIRO


  • UTI DA ALEGRIA

  • INTEGRAÇÃO DOS CENTROS ESPÍRITAS DE PENAMBUCO

  • MOVIMENTO ESPÍRITA SUIÇO

  • O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO EM JAPONÊS

  • MAIS DE 20 MIL PRESTAM EXAMES DE ESPERANTO NA HUNGRIA

  • 100 ANOS DA FEAL

  • TVCEI EM INGLÊS E ESPANHOL

  • LIVRO SEXO E DESTINO NA RADIO

  • SESQUICENTENÁRIOS EM 2008

Iniciamos o ano de 2008 com grandes novidades com o projecto UTI da Alegria da federação espírita do Estado do Tocantins e novos canais da TVCEI em espanhol e inglês.Boa leitura!


UTI DA Alegria


Com a intenção de oferecer um pouco de alegria a pacientes da capital tocantinense, o departamento da infância e juventude (DIJ), da Federação Espírita do Tocantins (Feetins) reuniu os jovens frequentadores da entidade e realizou um estudo sobre o trabalho desenvolvido em hospitais utilizando palhaços. Como resultado surgiu a UTI da Alegria, um grupo, composto por 25 adolescentes que realizam visitas a pacientes do Hospital Dona Regina,em Palmas.


Durante as visitas,os doutores palhaços percorrem todas as alas do hospital realizando brincadeiras e actividades lúdicas com os pacientes como canto,"squetches" teatrais,dobragens de balões,além da aplicação da vacina da alegria com a distribuição de narizes de palhaço,dentre outras actividades.


O jovem que se interessar em se tornar um doutor da UTI da Alegria é preciso ter uma idade minima de 13 anos e participar de uma capacitação,na sede da Feetins com duração de cinco módulos,correspondentes a cinco fins de semana.Durante essas capacitações,os aspirantes a doutores palhaços aprendem a fazer pinturas no rosto,modelar balões,além de participar de oficinas de contadores de histórias.


As capacitações são realizadas semestralmente e abertas ao público.Os interessados em participar do projecto podem obter mais informações pelo telefone(63)3215-3859 ou pelo site www.feetins.org.br/utidaalegria.htm .


Integração dos centros Espíritas de Pernambuco


A Federação Espírita Pernambucana promove o INTECEPE-Integração dos Centros Espíritas de Pernambuco,em Recife,nos dias 19 e 20 de Janeiro,com actuação da FEB desenvolvendo seminário sobre o Plano de Trabalho para o Movimento Espírita Brasileiro (2007-2012).


Movimento espirita Suiço


Já é possível encontrar nas livrarias da Suíça a Enciclopédia do Movimento Esperantista suíço.Organizado por Andy Künzli,que dedicou a este trabalho dez anos de pesquisa,o livro traça o perfil histórico das actividades ligadas à Lingua Internacional Neutra no país,desde o final do século XIX,apresentando,ainda,informações sobre iniciativas relacionadas a outras línguas planeadas.A enciclopédia tem 1 129 páginas e pesa cerca de dois quilos.


O evangelho segundo o Espiritismo em japonês


A comunhão Espírita Cristã Franscisco Xavier, instituição integrante do conselho Espírita International, lançou a tradução em japonês de O Evangelho segundo o Espíritismo, terceira obra da Codificação Espírita,Tomoh Sumi, dirigente espirita, foi o responsável pela traducção. Seu lançamento se deu pela editora Gentosha Renaissance Book. Quem se interessar pela leitura da obra em japonês, pode encontrá-la na Junkudo Book e Tsutava online Book.


Mais de 20 mil prestam exames de esperanto na Hungria


Nos últimos cinco anos, mais de 22 mil pessoas prestaram exames públicos de esperanto na Hungria. A lingua internacional neutra vem sendo amplamente divulgada naquele país. Em diversas escolas e universidades o idioma figura entre as disciplinas ministradas. A cada ano cresce o número de interessados em aprendê-lo. Em 2004, a Academia Húngara de Ciências declarou que o esperanto faz parte do rol de linguas vivas. Logo após , o Ministério da Educação reconheceu-lhe o valor. A companhia telefônica local decidiu inserir informações em esperanto no catálogo de assinaturas. Segundo a direcção da Associação Esperantista da Hungria, o país vem dando uma prévia da tão sonhada vitória final.


100 anos da FEAL


AFederação Espírita do Estado do Alagoas completa , em 2008, 100 anos e para celebrar a data programou uma série de eventos durante o mês de Janeiro, correspondentes ao tema central 100 anos com Jesus e Kardec, iluminando consciências. No dia 6 de Janeiro será realizada sessão comemorativa. Nos dias 11 e 12 de Jneiro, o orador espírita Divaldo Franco profirirá conferência pública e seminário. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (82) 3223-8699.


TVCEI em inglês e espanhol


A tv do conselho Espírita international- TVCEI, conta com vasta programação sobre a Doutrina Espírita e com dois canais também para interressados em língua hispânica e inglêsa. Para o público hispânico existem dois dias na semana que são transmitidas palestras. Às segundas- feiras, de 22h as 23h e às sextas de 21h as 22h no canal 2. Já para o público de língua inglêsa estão disponiveis palestras, cursos, seminários, no mesmo canal, todos os sabados, das 21h30 às 22h30. Para ver os programas basta acessar o site http://www.tvcei.com/


Livro sexo e Destino na rádio


O livro sexo e Destino, do Espírito André luiz, psicografado por Chico Xavier e Waldo Viera, virou radionovela. Com direcção artistica da atriz Arlete Montenegro, vai ao ar diariamente pela Super Rede Boa Vontade de Rádio, para todo o Brasil e exterior, às 16h, com reapresentação às 23h, às 2h e às 8h. A radionovela teve inicio no dia 13 de Novembro e a frequencia da emissora pelos estados pode ser obtida na página http://www.redeboavontade.com/ ou através do telefone (11) 3358-6800


sesquicentenários em 2008


A partir de proposta da directoria da Federação Espírita Brasileira, o conselho Federativo da FEB aprovou a Recomendação de que as Entidades Federativas promovem ao longo do ano de 2008 duas comemorações alusivas a sesquicentenária:


a) de Revista espírita (iniciada por Allan Kardec no dia 1/1/1858)


b) da sociedade Parisiense deEstudos Espíritas (fundada a 1/4/1858). E também que, ao ensejo das comemorações dos 150 anos da fundação da Sociedade Parisiense de Estudo Espíritas, e, considerando que esta foi a primeira casa Espírita do mundo, seja estimulada a divulgação e a implementação da orientação ao centro Espírita.


A FEB está trazendo na revista Reformador, edição de Janeiro de 2008, um suplemento Especial e algumas matérias sobre o sesquicentenário da Revista Espírita, e estará lançando em breve uma Edição Especial da coleção de Revista Espírita (1858-1869) traduzida por Evandro Noleto Bezerra.


fonte: FEB