domingo, 30 de setembro de 2007

A nova era


Instruções dos Espíritos


A Nova Era


• Um Espírito Israelita •


Mulhouse, 1861
9. Deus é único, e Moisés o Espírito que Deus enviou com a missão de fazê-lo conhecer, não somente pelos hebreus, mas também pelos povos pagãos. O povo hebreu foi o instrumento de que Deus se serviu para fazer sua revelação, através de Moisés e dos Profetas, e as vicissitudes da vida desse povo foram feitas para chocar os homens e arrancar-lhes dos olhos o véu que lhes ocultava a divindade.
Os mandamentos de Deus, dados por Moisés, trazem o germe da mais ampla moral cristã. Os comentários da Bíblia reduziam-lhes o sentido, porque, postos em acção em toda a sua pureza, não seriam então compreendidos. Mas os Dez Mandamentos de Deus nem por isso deixaram de ser o brilhante frontispício da obra, como um farol que devia iluminar para a humanidade o caminho a percorrer.
A moral ensinada por Moisés era apropriada ao estado de adiantamento em que se encontram os povos chamados à regeneração. E esses povos, semi-selvagens quanto ao aperfeiçoamento espiritual, não teriam compreendido a adoração de Deus sem os holocaustos ou sacrifícios, nem que se pudesse perdoar a um inimigo. Sua inteligência, notável no tocante às coisas materiais, e mesmo em relação às artes e às ciências, estava muito atrasada em moralidade, e eles não se submeteriam ao domínio de uma religião inteiramente espiritual. Necessitavam de uma representação semi-material, como a que então lhes oferecia a religião hebraica. Os sacrifícios, pois, lhes falavam aos sentidos, enquanto a ideia de Deus lhes falava ao espírito.
O Cristo foi o iniciador da mais pura moral, a mais sublime: a moral evangélica, cristã, que deve renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los fraternos; que deve fazer jorrar de todos os corações humanos a caridade e o amor do próximo, e criar entre todos os homens uma solidariedade comum. Uma moral, enfim, que deve transformar a Terra, fazê-la morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam. É a lei do progresso, a que a natureza está sujeita, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se serve para elevar a humanidade.
São chegados os tempos em que suas ideias morais devem desenvolver-se, para que se realizem os progressos que estão nos desígnios de Deus. Elas devem seguir o mesmo roteiro que as ideias de liberdade seguiram, como suas precursoras. Mas não se pense que esse desenvolvimento se fará sem lutas. Não, porque elas necessitam, para chegar ao amadurecimento, de agitações e discussões, a fim de atraírem a atenção das massas. Uma vez despertada a atenção, a beleza e a santidade da moral tocarão os Espíritos, e eles se dedicarão a uma ciência que lhes traz a chave da vida futura e lhe abre a porta da felicidade eterna. Foi Moisés quem abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá.


• Fénelon •
Poitiers, 1861
10. Um dia, Deus em sua inesgotável caridade, permitiu ao homem ver a verdade através das trevas. Esse dia foi o do advento de Cristo. Depois do vivo clarão, porém, as trevas se fecharam de novo. O mundo, após alternativas de verdade e obscuridade, novamente se perdia. Então, semelhantes aos profetas do Antigo Testamento, os Espíritos começaram a falar e a vos advertir. O mundo foi abalado nas suas bases: o trovão ribombará; sede firmes!
O Espiritismo é de ordem divina, pois repousa sobre as próprias leis da natureza. E crede que tudo o que é de ordem divina tem um objectivo elevado e útil. Vosso mundo se perdia. A ciência, desenvolvida com o sacrifício dos interesses morais, vos conduzia unicamente ao bem-estar material, revertendo-se em proveito do espírito das trevas. Vós o sabeis, cristãos: o coração e o amor devem marchar unidos à ciência. O Reino do Cristo, ai de nós! Após dezoito séculos, e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não chegou. Cristãos, voltai para o Mestre que vos quer salvar. Tudo é fácil para aquele que crê e que ama: o amor o enche de gozo inefável. Sim, meus filhos, o mundo está abalado. Os bons Espíritos vo-lo dizem sempre. Curvai-vos sob o sopro precursor da tempestade, para não serdes derrubados. Quero dizer: preparai-vos e não vos assemelheis às virgens loucas, que foram apanhadas desprevenidas à chegada do esposo.
A revolução que se prepara é mais moral do que material. Os grandes Espíritos, mensageiros divinos, insuflam a fé, para que todos vós, obreiros esclarecidos e ardentes, façais ouvir vossa humilde voz. Porque vós sois o grão de areia, mas sem os grãos de areia não haveria montanhas. Assim, portanto, que estas palavras: "Nós somos pequenos", não tenha sentido para vós. A cada um a sua missão, a cada um o seu trabalho. A formiga não constrói o seu formigueiro, e animalzinhos insignificantes não formam continentes? A nova cruzada começou: apóstolos da paz universal, e não da guerra, modernos São-Bernardos, olhai para a frente e marchai! A lei dos mundos é a lei do progresso.


• Erasto, Discípulo de São Paulo •
Paris, 1863
11. Santo Agostinho é um dos maiores divulgadores do Espiritismo. Ele se manifesta por quase toda parte, e a razão disso a encontramos na vida desse grande filósofo cristão. Pertence a essa vigorosa falange dos Pais da Igreja, a que a Cristandade deve as suas mais sólidas bases. Como muitos, ele foi arrancado ao paganismo, ou melhor diremos, à mais profunda impiedade, pelo clarão da verdade. Quando, em meio de seus desregramentos, ele sentiu na própria alma a estranha vibração que o chamava para si mesmo e lhe fez compreender que a felicidade não estava nos prazeres enervantes e fugidios; quando, enfim, na sua Estrada de Damasco, ele também ouviu a santa voz que lhe clamava: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" Exclamou: "Meu Deus! Meu Deus, perdoa-me, eu creio, sou cristão!" E desde então se tornou um dos mais firmes pilares do Evangelho. Podemos ler, nas notáveis confissões desse eminente Espírito, as palavras características e proféticas, ao mesmo tempo, que ele pronunciou ao ter perdido Santa Mônica: "Estou certo de que minha mãe virá visitar-me e dar-me os seus conselhos, revelando-me o que nos espera na vida futura". Que lição nestas palavras, e que brilhante previsão da futura doutrina! É por isso que hoje, vendo chegada a hora de divulgação da verdade, que ele já havia pressentido, faz-se o seu ardente propagador, e se multiplica, por assim dizer, para atender a todos os que o chamam.


NOTA _ Santo Agostinho vem, por acaso, modificar aquilo que ensinou? Não, seguramente, mas como tantos outros, ele vê com os olhos do espírito o que não podia ver como homem. Sua alma liberta percebe claridades novas, e compreende o que antes não compreendia. Novas ideias lhe revelaram o verdadeiro sentido de certas palavras. Quando na Terra, julgava as coisas segundo os conhecimentos que possuía; mas, quando uma nova luz se fez para ele, pode julgá-las com maior clareza. É assim que ele deve revisar sua crença referente aos espíritos íncubos e súcubos, bem como o anátema que havia lançado contra a teoria dos antípodas. Agora, que o Cristianismo lhe aparece em toda a sua pureza, ele pode, sobre certos pontos, pensar de maneira diversa de quando vivia, sem deixar de ser o apóstolo cristão. Pode, sem renegar a sua fé, fazer-se o propagador do Espiritismo, porque nele vê o cumprimento das predições. Ao proclamá-lo, hoje, nada mais faz do que conduzir-nos a uma interpretação mais sã e mais lógica dos textos. Assim também acontece com outros Espíritos, que se encontram numa posição semelhante.


Referência: O evangelho segundo o espíritismo

A doutrina das penas eternas passou do tempo


A Doutrina das Penas Eternas Passou do Tempo


22 — A crença na eternidade das penas materiais permaneceu como um temor necessário até que os homens pudessem compreender o poder da moral. Aconteceu como com as crianças que podem ser contidas durante algum tempo pela ameaça de certos seres fantásticos que lhes causam pavor, mas chega o momento em que a razão da criança recusa por si mesma essas histórias, e então seria absurdo pretender governá-las pelos mesmos meios. Se continuarem a dizer que essas fábulas são verdadeiras e devem ser tomadas ao pé da letra, elas perderão a confiança nas pessoas.
É o que acontece actualmente com a humanidade. Ela saiu da infância e se libertou dessas rédeas artificiais. O homem não é mais esse instrumento passivo que se curva à força material, nem a criatura crédula que tudo aceitava de olhos fechados.


23 — A crença é um acto de entendimento e por isso não pode ser imposta. Se, durante um certo período da evolução da humanidade, o dogma da eternidade das penas foi inofensivo, salutar mesmo, chegou agora o momento em que ele se torna perigoso. Com efeito, desde o momento que lhe imponham esse dogma como verdade absoluta, quando a razão o repele, necessariamente acontecerá uma destas coisas: ou o homem que deseja crer procura uma crença mais racional e se afasta da que lhe querem impor, ou deixa inteiramente de crer. É evidente, para quem quer estudar friamente a questão, que nos nossos dias a eternidade das penas produziu maior número de materialistas e ateus do que todos os filósofos.
As ideias seguem um curso necessariamente progressivo e não se pode governar os homens senão seguindo esse curso. Querer detê-los ou fazê-los retroceder, ou simplesmente parar onde se encontram, quando ele está avançando, seria perdê-los. Seguir ou não seguir esse movimento é uma questão de vida ou de morte, tanto para as religiões como para os governos. É isso um bem? Ou é um mal? Certamente é um mal aos olhos dos que, vivendo no passado, percebem que esse passado lhes escapa. Para os que vêm o futuro, é o cumprimento da lei do progresso que é uma lei de Deus. E contra as leis de Deus é inútil qualquer resistência: lutar contra a sua vontade é querer despedaçar-se.
Porque, pois, querer a toda força sustentar uma crença que cai em decrepitude e que na verdade produz mais mal do que bem à própria religião? Infelizmente, é triste dizer, uma questão material domina neste ponto o problema religioso. Essa crença tem sido largamente explorada, graças à ideia de que as portas do céu podem ser abertas com dinheiro, livrando-nos do inferno. As somas que ela tem produzido e que ainda produz são incalculáveis: é o imposto cobrado sobre o medo da eternidade. Sendo facultativo, o produto desse imposto é proporcional ao domínio da crença. Se esta não mais existir, a arrecadação desaparece. A criança dá o seu doce de boa vontade a quem lhe promete que vai espantar o lobisomem, mas quando a criança não acredita mais no lobisomem, prefere comer o doce.


24 — A nova revelação, fornecendo ideias mais aceitáveis sobre a vida futura e demonstrando que a salvação pode ser alcançada através das próprias obras, deve enfrentar uma oposição tanto mais forte, quanto ela vem estancar a mais importante fonte de arrecadação. É o que sempre acontece quando uma descoberta ou uma invenção vem modificar as situações. Os que vivem dos antigos costumes sempre os defendem, procurando desacreditar as novidades, por mais vantajosas que sejam.
Acreditais, por exemplo, que a arte de imprimir, não obstante os benefícios que devia trazer à humanidade, pudesse ser aclamada pela numerosa classe dos copistas? Não, certamente. Eles deviam maldizê-la. Assim também aconteceu com as máquinas, com as estradas de ferro e centenas de outras coisas.
Aos olhos dos incrédulos, o dogma da eternidade das penas é uma simples futilidade que lhes provoca o riso. Aos olhos do filósofo, a questão se torna grave no seu aspecto social pelos abusos a que tem servido, de motivo. O homem verdadeiramente religioso considera que a dignidade da religião depende da destruição desses abusos e consequentemente das suas causas.


Referência:O céu e o inferno

sábado, 29 de setembro de 2007

Médiuns inspirados


Médiuns Inspirados


182. Todos os que recebem, no seu estado normal ou de êxtase, comunicações mentais estranhas às suas ideias, sem serem, como estas, preconcebidas, podem ser considerados médiuns inspirados. Trata-se de um variedade intuitiva, com a diferença de que a intervenção de uma potência oculta é bem menos sensível, sendo mais difícil de distinguir no inspirado o pensamento próprio do que foi sugerido. O que caracteriza este último é sobretudo a espontaneidade. (5)


Recebemos a inspiração dos Espíritos que nos influenciam para o bem ou para o mal. Mas ela é principalmente a ajuda dos que desejam o nosso bem, e cujos conselhos rejeitamos com muita frequência. Aplica-se a todas as circunstâncias da vida, nas resoluções que devemos tomar. Nesse sentido pode-se dizer que todos são médiuns, pois não há quem não tenha os seus Espíritos protectores e familiares, que tudo fazem para transmitir bons pensamentos aos seus protegidos. Se todos estivessem compenetrados dessa verdade, com mais frequência se recorreria à inspiração do anjo guardião, nos momentos em que não se sabe o que dizer ou fazer.
Que se invoque o Espírito protector com fervor e confiança, nos casos de necessidade, e mais assiduamente se admirará das ideias que surgirão como por encanto, seja para auxiliar numa decisão ou em alguma coisa a fazer. Se nenhuma ideia surgir imediatamente, é que se deve esperar. A prova de que se trata de ideia sugerida está precisamente em que ela, se fosse da pessoa, estaria sempre ao seu dispor, não havendo razão para que não se manifestasse à vontade. Quem não é cego, basta abrir os olhos para ver quando quiser. Da mesma maneira, o que possui ideias próprias, sempre as tem ao seu dispor. Se elas não surgem à vontade é que ele precisa buscá-las fora de si mesmo. (6)


Nesta categoria podem ainda ser incluídas as pessoas que, não sendo dotadas de inteligência excepcional, e sem sair do seu estado normal, têm relâmpagos de lucidez intelectual que lhes dão surpreendente facilidade de concepção e de elocução e, em certos casos, o pressentimento do futuro. Nesses momentos, justamente considerados de inspiração, as ideias abundam, seguem-se, encadeiam-se como que por si mesmas, num impulso involuntário e quase febril. Parece que uma inteligência superior vem ajudar-nos e que o nosso Espírito se livra de um fardo.


183. Todos os homens de génio, artistas, sábios, literatos, são sem dúvida Espíritos adiantados, capazes de conceber grandes coisas e de trazê-las em si mesmos. Ora, é precisamente por julgá-los capazes que os Espíritos, quando querem realizar certos trabalhos, lhes sugerem as ideias necessárias. E é assim que eles são, na maioria das vezes, médiuns sem o saberem. Eles têm, não obstante, uma vaga intuição de serem assistidos, pois aquele que apela à inspiração faz uma evocação. Se não esperasse ser ouvido, porque haveria de clamar com tanta frequência: Meu bom génio, venha ajudar-me!
As respostas seguintes confirmam esta asserção:
— Qual a causa primeira da inspiração?
— A comunicação mental do Espírito.
— A inspiração não se destina apenas a grandes revelações?
— Não. Ela se relaciona quase sempre com as mais comuns circunstâncias da vida. Por exemplo: queres ir a algum lugar e uma voz secreta te diz que não, porque corres perigo; ou ainda essa voz te sugere fazer uma coisa em que não pensavas. Isso é inspiração. Há bem poucas pessoas que não tenham sido inspiradas em diversas ocasiões.
— Um escritor, um pintor, um músico, por exemplo, nos momentos de inspiração poderiam ser considerados médiuns?
— Sim, pois nesses momentos têm a alma mais livre e como separada da matéria, que então recobra em parte as suas faculdades de Espírito e recebe mais facilmente as comunicações dos Espíritos que a inspiram. (7)


(6) A reflexão mental, como a própria etimologia da palavra o indica, é uma busca de sintonia. Nossas mentes não vivem isoladas, mas num processo de comunhão espiritual que o Espiritismo revelou e pesquisou. Quando pensamos seriamente num problema atraímos a colaboração de outras mentes encarnadas ou desencarnadas. Mas o orgulho humano dificilmente permite que certas pessoas aceitem essa verdade que tudo fazem para negar e rejeitar. (N. do T.)


(5) Nunca prestamos a devida atenção aos nossos processos mentais. Kardec nos oferece neste livro, como repete no período acima, uma regra de ouro nesse sentido. A psicologia materialista vai hoje se aproximando desse princípio, graças às pesquisas no campo da telepatia. Embora ainda não considere o pensamento dos Espíritos, já admite que recebemos constantemente pensamentos alheios. A observação permite-nos dividir perfeitamente o pensamento que produzimos aos poucos em nossa mente dos que nos são sugeridos. (N. do T.)


(7) O mistério da inspiração é assim explicado como um processo de semi- desprendimento da alma. Nesse estado, o artista amplia a sua visão das coisas, adquire percepções extra-sensoriais e entra em comunicação com os amigos espirituais que o ajudam. (N. do T.)


Referência: O livro dos médiuns

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Médiuns semimecânicos


Médiuns Semimecânicos


181. No médium puramente mecânico o movimento da mão é independente da vontade. No médium intuitivo, o movimento é voluntário e facultativo. O médium semimecânico participa das duas condições. Sente a mão impulsionada, sem que seja pela vontade, mas ao mesmo tempo tem consciência do que escreve, à medida que as palavras se formam. No primeiro, o pensamento aparece após a escrita; no segundo, antes da escrita; no terceiro, ao mesmo tempo. Estes últimos médiuns são os mais numerosos.


referência: O livro dos médiuns

Penetração do nosso pensamento pelos espiritos




I - Penetração do Nosso Pensamento Pelos Espíritos


456. Os Espíritos vêem tudo o que fazemos?
— Podem vê-lo, pois estais incessantemente rodeados por eles. Mas, cada um só vê aquelas coisas a que dirige a sua atenção, porque eles não se ocupam das que não lhes interessam.


457. Os Espíritos podem conhecer os nossos pensamentos mais secretos?
— Conhecem, muitas vezes, aquilo que desejaríeis ocultar a vós mesmos; nem atos, nem pensamentos podem ser dissimulados para eles.


457-a. Assim sendo, pareceria mais fácil ocultar-se uma coisa a uma pessoa viva, pois não o podemos fazer a essa mesma pessoa depois de morta?
— Certamente, pois quando vos julgais bem escondidos, tendes muitas vezes ao vosso lado uma multidão de Espíritos que vos vêem.


458. Que pensam de nós os Espíritos que estão ao nosso redor e nos observam?
— Isso depende. Os Espíritos levianos riem das pequenas traquinices que vos fazem, e zombam das vossas impaciências. Os Espíritos sérios lamentam as vossas trapalhadas e tratam de vos ajudar.


referência: O livro dos espíritos