sábado, 14 de julho de 2007

A árvore triste



"A árvore triste"
autor desconhecido


Certa vez, existiu uma árvore que vivia sempre triste, porque de seus galhos jamais havia brotado uma flor.


Só folhas. Uma abelhinha aproximou-se dela cantando:- Zumm...zumm...zumm...Que árvore feia! Só tem folhas! E as flores, onde estão?


Sua companheira observou:- Aqui não fico, pois preciso levar um pouco de mel para minha colmeia.


Vocês sabem o que é uma colmeia?É a casinha das abelhas. É ali que elas moram e fabricam o tão preciso mel.As abelhinhas são trabalhadeiras, retiram o néctar das flores, que é um docinho que todas elas possuem.Depois levam esse néctar para a colmeia e ali o depositam. Hoje, amanhã, depois...E vão formando o mel tão saboroso.Como é gostoso um favo de mel!Bem, voltemos à nossa história.


A abelhinha continuou:- Como esta árvore não tem flores, vou-me embora.


Chegou em seguida, uma linda borboleta e, voando em torno da árvore, comentou:- Como é triste esta árvore! Não tem nenhuma flor! As flores é que alegram a vida...


Vocês sabiam que as borboletas põem ovinhos nas folhas das plantas, e desses ovinhos nascem uma porção de lagartas que um dia se transformam em lindas borboletas?


Como é maravilhosa a natureza!


Vieram também alguns passarinhos, mas não gostaram de fazer seus ninhos na árvore sem flores, por isso não ficaram lá.


A noite já vinha chegando, quando um menininho se aproximou da árvore.- Estou tão cansado que vou me deitar debaixo dessa árvore, disse o pequeno.Deitou e dormiu.


A árvore, no seu silêncio, pensou: "Como ele está cansado...Deve estar sentindo frio! Vou derrubar minhas folhas sobre ele, para lhe servirem de agasalho, assim ele não sentirá tanto frio."


Quando amanheceu, o menino acordou e disse admirado:- Que vejo? Quantas folhas! Dormi tão bem...Como essa árvore é boa e generosa! Agasalhou-me com suas folhas!O menininho, muito agradecido, disse a árvore:- Você terá sua recompensa: vou transformá-la na árvore mais bela e alegre deste lugar.


E continuou:- Árvore, de hoje em diante, de seus galhos brotarão flores multicores, para que todos se sintam felizes!


Voltaram as abelhinhas, a borboleta e os passarinhos, e todos disseram:- Como está bonita, perfumada e alegre! Você é a árvore mais linda que existe! Viremos sempre visitá-la!
E todos cantaram junto com as flores...


Respeita a natureza

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Influência dos espíritos



Influência dos Espíritos sobre os Acontecimentos da Vida


525. Os Espíritos exercem influência sobre os acontecimentos da vida?


— Seguramente, pois que te aconselham.


525-a. Exercem essa influência de outra maneira, além dos pensamentos que sugerem, ou seja, têm uma acção directa sobre a realização das coisas?


— Sim, mas não agem nunca fora das leis naturais.


Pensamos erradamente que a acção dos Espíritos só deve manifestar-se por fenómenos extraordinários; desejaríamos que viessem em nosso auxílio através de milagres, e sempre os representamos armados de uma varinha mágica. Mas assim não é, e eis porque a sua intervenção nos parece oculta e o que se faz pelo seu concurso nos parece inteiramente natural. Assim, por exemplo, eles provocarão o encontro de duas pessoas, o que parece dar-se por acaso; inspirarão a alguém o pensamento de passar por tal lugar; chamarão sua atenção para determinado ponto, se isso pode conduzir ao resultado que desejam; de tal maneira que o homem, não julgando seguir senão os seus próprios impulsos, conserva sempre o seu livre-arbítrio.


526. Tendo os Espíritos acção sobre a matéria, podem provocar certos efeitos com o fim de produzir um acontecimento? Por exemplo, um homem deve perecer: sobe então a uma escada, esta se quebra e ele morre. Foram os Espíritos que fizeram quebrar a escada para que se cumpra o destino desse homem?


— É bem verdade que os Espíritos têm influência sobre a matéria, mas para o cumprimento das leis da natureza e não para as derrogar, fazendo surgir em determinado ponto um acontecimento inesperado e contrário a essas leis. No exemplo que citas, a escada se quebra porque está carunchosa ou não era bastante forte para suportar o peso do homem; se estivesse no destino desse homem morrer dessa maneira, eles lhe inspirariam o pensamento de subir na escada que deveria quebrar-se com o seu peso e sua morte se daria por um motivo natural, sem necessidade de um milagre para isso.


527. Tomemos outro exemplo, no qual não intervenha o estado natural da matéria. Um homem deve morrer de raio: esconde-se em baixo de uma árvore, o raio estala e ele morre. Os Espíritos poderiam ter provocado o raio, dirigindo-o sobre ele?


— É ainda a mesma coisa. O raio explodiu sobre aquela árvore e naquele momento porque o facto estava nas leis da Natureza. Não foi dirigido para a árvore porque o homem lá se encontrava, mas ao homem foi dada a inspiração de se refugiar numa árvore, sobre a qual ele deveria explodir. A árvore não seria menos atingida se o homem estivesse ou não sob ela.


528. Um homem mal intencionado dispara um tiro contra outro, mas o projéctil passa apenas de raspão, sem o atingir. Um Espírito benfazejo pode ter desviado o tiro?


— Se o indivíduo não deve ser atingido, o Espírito benfazejo lhe inspira o pensamento de se desviar, ou ainda poderá ofuscar o seu inimigo de maneira a lhe perturbar a pontaria; porque o projéctil, uma vez lançado, segue a linha da sua trajectória.


529. Que se deve pensar da balas encantadas, a que se referem algumas lendas e que atingem fatalmente o alvo?


— Pura imaginação: o homem gosta do maravilhoso e não se contenta com as maravilhas da Natureza.


529-a. Os Espíritos que dirigem os acontecimentos da vida podem ser contrariados por Espíritos que tenham desejos em contrário?


— O que Deus quer, deve acontecer; se há retardamento ou empecilho, é por sua vontade.


530. Os Espíritos levianos e brincalhões não podem provocar esses pequenos embaraços que se antepõe aos nossos projectos e transtornam as nossas previsões; em uma palavra, são eles os autores do que vulgarmente chamamos as pequenas misérias da vida?


— Eles se comprazem nessas traquinices que são provas para vós, destinadas a exercitar a vossa paciência; mas se cansam quando vêem que nada conseguem. Entretanto, não seria justo nem exacto responsabilizá-los por todas as vossas frustrações, das quais vós sois os principais autores, pelo vosso estouvamento. Convence-te, pois, de que se a tua baixela se quebra é antes em virtude do teu descuido do que por culpa dos Espíritos.


530-a. Os Espíritos que provocam discórdias agem em consequência de animosidades pessoais ou atacam ao primeiro que encontram, sem motivo determinado, por simples malícia?


— Por uma e outra coisa; às vezes trata-se de inimigos que fizestes nesta vida ou em existência anterior e que vos perseguem; de outras vezes não há nenhum motivo.


531. O rancor dos seres que nos fizeram mal na Terra extingue-se com a sua vida corpórea?


— Muitas vezes reconhecem sua injustiça e o mal que fizeram, mas muitas vezes também vos perseguem com o seu ódio, se Deus o permite, para continuar a vos experimentar.


531-a. Pode-se pôr termo a isso, e por que meio?


— Sim, pode-se orar por eles, e ao se lhes retribuir o mal com o bem acabarão por compreender os seus erros. De resto, se souberdes colocar-vos acima de suas maquinações cessarão de fazê-las ao verem que nada lucram.
A experiência prova que certos Espíritos prosseguem na sua vingança de uma existência a outra, e que assim expiaremos, cedo ou tarde, os males que pudermos ter acarretado a alguém.


532. Os espíritos têm o poder de desviar os males de certas pessoas, atraindo para elas a prosperidade?


— Não o podem fazer inteiramente, porque há males que pertencem aos desígnios da Providência; mas minoram as vossas dores, dando-vos paciência e resignação.
— Sabei, também, que depende frequentemente de vós desviar esses males ou pelo menos atenuá-los. Deus vos deu a inteligência para a usardes, e é sobretudo por meio dela que os Espíritos vos socorrem, sugerindo-vos pensamentos favoráveis. Mas eles não assistem senão aos que sabem assistir-se a si mesmos. É esse o significado das palavras: "Buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á".
— Sabei ainda que aquilo que vos parece um mal nem sempre o é. Frequentemente um bem deve resultar dele, que será maior que o mal, e é isso o que não compreendeis porque não pensais senão no momento presente ou na vossa pessoa.


533. Podem os Espíritos fazer que se obtenham os dons da fortuna, desde que solicitados nesse sentido?


— Às vezes, como prova, mas frequentemente os recusam como se recusa a uma criança um pedido inconsiderado.


533-a. São os bons ou os maus Espíritos que concedem esses favores?


— Uns e outros. Isso depende da intenção. Mas em geral são os Espíritos que querem arrastar-vos ao mal e que encontram um meio fácil de o fazer, nos prazeres que a fortuna proporciona.


534. Quando os obstáculos parecem vir fatalmente contra aos nossos projectos, seria isso por influência de algum Espírito?


— Algumas vezes são os Espíritos: outras vezes, e o mais frequentemente, é que vos colocastes mal. A posição e o carácter influem muito. Se vos obstinais numa senda que não é a vossa os Espíritos nada têm com isso; sois vós mesmos que vos tornais o vosso mau génio.


535. Quando nos acontece alguma coisa feliz, é ao nosso Espírito protector que devemos agradecer?


— Agradecei sobretudo a Deus, sem cuja permissão nada se faz, e depois aos bons Espíritos que foram os seus agentes.


535-a. Que aconteceria se esquecêssemos de agradecer?


— O que acontece aos ingratos.


535-b. Há entretanto muita gente que não ora nem agradece e para quem tudo sai bem?


— Sim, mas é necessário ver o fim; pagarão bem caro essa felicidade passageira que não merecem, porque, quanto mais tenham recebido mais terão de restituir.


Referência: O livro dos espíritos

Progressão dos espíritos


Progressão dos Espíritos

114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que procuram melhorar-se?

— Os Espíritos mesmos se melhoram; melhorando-se, passam de uma ordem inferior para uma superior.

115. Uns Espíritos foram criados bons e outros maus?

— Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes,ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um deles uma missão, com o fim de os esclarecer e progressivamente conduzir à perfeição, pelo conhecimento da verdade e para os aproximar dele. A felicidade eterna e sem perturbações, eles a encontrarão nessa perfeição. Os Espíritos adquirem o conhecimento passando pelas provas que Deus lhes impõe. Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais prontamente ao seu destino; outros não conseguem sofrê-las sem lamentação, e assim permanecem, por sua culpa, distanciados da perfeição e da felicidade prometida.

115-a. Segundo isto, os Espíritos, na sua origem, se assemelham a crianças, ignorantes e sem experiência, mas adquirindo pouco a pouco os conhecimentos que lhes faltam, ao percorrer as diferentes fases da vida?

— Sim, a comparação é justa: a criança rebelde permanece ignorante e imperfeita; seu menor ou maior aproveitamento depende da sua docilidade. Mas a vida do homem tem fim, enquanto a dos Espíritos se estende ao infinito.

116. Há Espíritos que ficarão perpetuamente nas classes inferiores?

— Não; todos se tornarão perfeitos. Eles mudam, embora devagar, porque, como já dissemos uma vez, um pai justo e misericordioso não pode banir eternamente os seus filhos. Querias que Deus, tão grande, tão justo e tão bom, fosse pior que vós mesmos?

117. Depende dos Espíritos apressar o seu avanço para a perfeição?

— Certamente. Eles chegam mais ou menos rapidamente, segundo o seu desejo e a sua submissão à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa que uma rebelde?

118. Os Espíritos podem degenerar?

— Não. À medida que avançam, compreendem o que os afasta da perfeição. Quando o Espírito concluiu uma prova, adquiriu conhecimento e não mais o perde. Pode permanecer estacionário, mas não retrógrada.

119. Deus pode livrar os Espíritos das provas que devem sofrer para chegar à primeira ordem?

— Se eles tivessem sido criados perfeitos, não teriam merecimento para gozar os benefícios dessa perfeição. Onde estaria o mérito, sem a luta? De outro lado, a desigualdade existente entre eles é necessária à sua personalidade, e a missão que lhes cabe nos diferentes graus está nos desígnios da Providência, com vistas à harmonia do Universo.

Como, na vida social, todos os homens podem chegar aos primeiros postos, também poderíamos perguntar porque motivo o soberano de um país não faz, de cada um dos seus soldados, um general; porque todos os empregados subalternos não são superiores; porque todos os alunos não são professores. Ora, entre a vida social e a espiritual existe ainda a diferença de que a primeira é limitada e nem sempre permite a escalada de todos os seus degraus, enquanto a segunda é indefinida e deixa a cada um a possibilidade de se elevar ao posto supremo.

120. Todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem?

— Não pela fieira do mal, mas pela da ignorância.

121. Por que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem, e outros o do mal?

— Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não criou Espíritos maus; criou-os simples e ignorantes, ou seja, tão aptos para o bem quanto para o mal; os que são maus, assim se tornaram por sua vontade.

122. Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm a consciência de si mesmos, ter a liberdade de escolher entre o bem e o mal? Há neles um princípio, uma tendência qualquer que os leve mais para um lado que para outro?

— O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire consciência de si mesmo. Não haveria liberdade, se a escolha fosse provocada por uma causa estranha à vontade do Espírito. A causa não está nele, mas no exterior, nas influências a que ele cede em virtude de sua espontânea vontade. Esta é a grande figura da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação e outros a resistiram.

122-a. De onde vêm as influências que se exercem sobre ele?

— Dos Espíritos imperfeitos que procuram envolvê-lo e dominá-lo, e que ficam felizes de o fazer sucumbir. Foi o que se quis representar na figura de Satanás.

122-b. Esta influência só se exerce sobre o Espírito na sua origem?

— Segue-o na vida de Espírito, até que ele tenha de tal maneira adquirido o domínio de si mesmo que os maus desistam de obsidiá-lo.

123. Porque Deus permitiu que os Espíritos pudessem seguir o caminho do mal?

— Como ousais pedir a Deus conta dos seus actos? Pensais poder penetrar os seus desígnios? Entretanto, podeis dizer: a sabedoria de Deus se encontra na liberdade de escolha que concede a cada um, porque assim cada um tem o mérito de suas obras.

124. Havendo Espíritos que, desde o princípio, seguem o caminho do bem absoluto, e outros o do mal absoluto, haverá gradações, sem dúvida entre esses dois extremos?

— Sim, por certo, e constituem a grande maioria.

125. Os Espíritos que seguiram o caminho do mal poderão chegar ao mesmo grau de superioridade que os outros?

— Sim, mas as eternidades serão mais longas para eles.

Por essa expressão, as eternidades, devemos entender a ideia que os Espíritos inferiores fazem da perpetuidade dos seus sofrimentos, cujo termo não lhes é dado ver. Essa ideia se renova em todas as provas nas quais sucumbem.

126. Os Espíritos que chegam ao supremo grau depois de passarem pelo mal, têm menos mérito que os outros aos olhos de Deus?

— Deus contempla os extraviados com o mesmo olhar, e os ama a todos do mesmo modo. Eles são chamados maus porque sucumbiram; antes, não eram mais que simples Espíritos.

127. Os Espíritos são criados iguais quanto às faculdades intelectuais?

— São criados iguais, mas não sabendo de onde vêm, é necessário que o livre-arbítrio se desenvolva. Progridem mais ou menos rapidamente, tanto em inteligência como em moralidade.
Os Espíritos que seguem desde o princípio o caminho do bem, nem por isso são Espíritos perfeitos; se não têm más tendências, não estão menos obrigados a adquirir a experiência e os conhecimentos necessários à perfeição. Podemos compará-los a crianças que, qualquer que seja a bondade dos seus instintos naturais, têm necessidade de desenvolver-se, de esclarecer-se, e não chegam sem transição da infância à maturidade. Assim como temos homens que são bons e outros que são maus desde a infância, há Espíritos que são bons ou maus desde o princípio, com a diferença capital de que a criança traz os seus instintos formados, enquanto o Espírito, na sua formação, não possui mais maldade que bondade. Ele tem todas as tendências, e toma uma direcção ou outra em virtude do seu livre-arbítrio.

Referência: livro dos espíritos

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Eles morreram e voltaram



Eles morreram e voltaram
José Lucas


Dannion Brinkley já morreu duas vezes. Não! Não é ficção. Ele teve duas experiências de quase morte (EQM) e relata o que viu e sentiu do "lado de lá". Foi pesquisado pelo Dr. Raymond Moody Jr - uma sumidade mundial no que respeita a este tema - e hoje é seu assistente. Também Divaldo Pereira Franco, orador espírita mundialmente respeitado e conhecido, teve um caso de morte aparente. Aqui ficam os relatos.


Dannion Brinkley, um homem de negócios de Charleston, EUA, tinha 25 anos quando em 17 de Setembro de 1975, estando em casa com a família, quando telefonava, foi atingido por um raio, fruto de forte tempestade.


"Era como se um comboio de carga a alta velocidade, rugindo através da janela, tivesse chocado comigo, no lado esquerdo do meu pescoço..."A dor era insuportável, sentiu como se o seu corpo inteiro estivesse em fogo. Nesses momentos terríveis algo aconteceu.


" Lembro-me que estava numa área cinza-azulada calma e tranquila, tépida e nebulosa. Era como se tudo estivesse bem. Podia mover-me, tinha liberdade, vi um túnel com uma luz vinda do seu interior e comecei a mover-me através dele... Encontrei um ser luminoso e toda a minha vida passou diante de mim, como que um filme. Cada pensamento, sentimento, eu vi-os. Não existem segredos, você vê tudo... Estive numa cidade desconhecida, feita de luz.... Encontrei-me com 12 seres luminosos que me sugeriam acções para quando voltasse...De repente, vi-me no hospital, flutuando sobre o corpo que estava a ser observado pelos médicos. Taparam-no (o corpo) com um lençol, disseram "não vale a pena" e levaram-no para um hall...Quando o pessoal auxiliar ia levar a maca para a morgue, voltei para o corpo, logo imediatamente abaixo do lençol. Não podia falar, mas, consegui soprar. Viram o lençol mexer, chamaram os médicos de novo e reanimaram-me."


Esteve cerca de 29 minutos neste estado e levou dois anos a recuperar-se totalmente.
Isto mudou a minha vida em 100%
Em 1989 teve um grave problema cardíaco. Foi anestesiado e operado ao coração. De repente vê-se a flutuar sobre o corpo, vê o médico a abri-lo, a tirar o coração e a implantar uma válvula.
"É uma visão muito estranha ver o seu próprio corpo aberto."
Nesse estado, relata Brinkley, voltou tudo a passar-se como da primeira vez, com a diferença de que agora a "tela da sua vida" (tipo filme) tinha mais 15 anos (o tempo que decorrera da primeira EQM até então).


Dannion Brinkley actual assistente do Dr. Raymond Moody Jr acompanhou cerca de 250 casos de experiências de quase morte (EQM) e pesquisou mais de 3.000 casos. Afirma que tais situações por que passou eliminam totalmente o medo da morte, tamanha é a certeza da imortalidade do ser humano.


Dá agora mais valor às pequenas coisas, para ele, um simples gesto de gentileza tem muito mais valor do que muitas coisas que valorizamos em geral e conclui:"O Amor é a coisa mais importante do mundo, a minha vida modificou-se 100%".


Em entrevista concedida à "Revista de Espiritismo", Divaldo Franco - orador espírita, médium, fundador (aos 20 anos de idade) de uma instituição que recolhe meninos da rua e por onde já passaram mais de 40.000 crianças que actualmente são adultos perfeitamente inseridos na sociedade brasileira, Doutor Honoris Causa pelo Faculdade do Quebec-Canadá entre outros do seu vastíssimo curriculum - afirma:


"Essas mortes aparentes sempre ocorreram, principalmente no passado quando os estados catalépticos eram dificilmente diagnosticados. A técnica de diagnóstico da morte era muito empírica, normalmente através da respiração e dos batimentos cardíacos. Hoje, graças ao electroencefalógrafo, pode-se detectar com maior profundidade o momento da paragem cardíaca definitiva e da morte real. No entanto, mesmo nesses casos, estudados por Edith Fiore, Elizabeth Kubler-Ross ou Raymond Moody Jr, há sempre o retorno à actividade do coração e consequentemente do cérebro, oferecendo evidências de que no momento da aparente morte da consciência, o ser consciente continua pensando. É dentre as muitas evidências da sobrevivência da alma uma das mais fascinantes, mesmo porque as experiências do Dr Moody Jr, psiquiatra e filósofo, que vem estudando o assunto há mais de 25 anos, ofereceram documentação valiosíssima, variadíssima, toda calcada na imortalidade da alma."


O caso Divaldo Franco


Perguntámos se tinha alguma experiência deste género, ao que Divaldo Franco respondeu: " No ano de 1985 tive uma lipotímia. Estava a proferir uma conferência, na nossa associação espírita, em Salvador (Brasil), quando um espírito muito amigo disse-me para sair dali porque ia desmaiar e era provável que morresse. Pareceu-me anedótico. Terminei a palestra e dirigi-me a uma das nossas salas, na nossa sede. No momento em que me acercava de um divâ, tive uma estranha sensação de paragem cardíaca, a princípio a lipotímia e depois a paragem cardíaca, e senti-me fora do corpo. Então, um filho médico, a nossa enfermeira universitária e mais dois médicos que estavam presentes na reunião, acorreram para darem-me assistência. Curiosamente, eu sentia um grande bem-estar. Vi-me fora do corpo e recordei-me de uma afirmação do meu guia espiritual - Joanna de Ângelis - de que no dia em que eu perdesse a consciência e a visse, havia acontecido o fenómeno biológico da morte. Eu olhei à minha volta e não a vi. Vi então a minha mãe (já falecida) que se aproximou de mim. Perguntei-lhe: "Mãe, eu já morri?" e ela disse-me: "Ainda não".Dentro de alguns minutos eu comecei a preocupar-me, pois se passasse muito tempo poderia a ter morte cerebral e ficar apenas em vida vegetativa. Mas, minha mãe voltou e disse-me: "Seus amigos espirituais dão-te uma moratória, tu viverás um pouco mais." E eu perguntei-lhe: "Quanto tempo?" Ela respondeu-me: "Não sei". Então voltei ao corpo e recuperei a consciência no corpo físico."


Estas experiências de quase morte, exaustivamente estudadas pelo mundo académico, são mais uma achega ao vasto rol de evidências da imortalidade do espírito, afirmada pelo espiritismo há cerca de 140 anos. O livro "Vida depois da Vida" do Dr. Raymond Moody Jr. (psiquiatra e filósofo de educação religiosa presbiteriana) é de leitura obrigatória, sendo já um ponto de referência sem igual no mundo científico. Uma pesquisa séria e impressionante do fenómeno da sobrevivência à morte física, desta feita editada pela editora Caravela e à venda em qualquer livraria do mundo.

Médiuns mecânicos



Médiuns Mecânicos


179. Se examinarmos certos efeitos que se manifestam nos movimentos da mesa, da cesta ou da prancheta, não podemos duvidar de que o Espírito exerce uma acção directa sobre esses objectos.
A cesta se agita às vezes com tamanha violência que escapa das mãos do médium, de outras vezes se dirige para certas pessoas do círculo para nelas bater; mas de outras os seus movimentos revelam um sentimento afectuoso. O mesmo acontece com o lápis na mão do médium. Muitas vezes é lançado longe, com força, ou a própria mão, como a cesta, agita-se convulsivamente e bate na mesa de maneira colérica. E isso quando o médium se encontra na maior tranquilidade e se espanta de não poder controlar-se.


Digamos, de passagem, que esses efeitos sempre denotam a presença de Espíritos imperfeitos. Os Espíritos realmente superiores são sempre calmos, cheios de dignidade e benevolência. Se não são ouvidos de maneira conveniente, afastam-se e outros lhes tomam o lugar. O Espírito pode, pois, exprimir directamente o seu pensamento, seja pelo movimento de um objecto a que a mão do médium serve apenas de apoio, seja pela sua acção sobre a própria mão do médium.
Quando o Espírito age directamente sobre a mão, dá-lhe uma impulsão completamente independente da vontade do médium. Ela avança sem interrupção e contra a vontade do médium, enquanto o Espírito tiver alguma coisa a dizer, e pára quando ele o disser.


O que caracteriza o fenómeno, nesta circunstância, é que o médium não tem a menor consciência do que escreve. A inconsciência absoluta, nesse caso, caracteriza os que chamamos de médiuns passivos ou mecânicos. Esta faculdade é tanto mais valiosa quanto não pode deixar a menor dúvida sobre a independência do pensamento daquele que escreve.(1)


(1) O acerto de Kardec, na importância que atribui à psicografia directa, está sobejamente provado pela sua própria obra e por toda a imensa bibliografia mediúnica lançada no mundo. No Brasil, basta atentarmos para a obra exemplar de Francisco Cândido Xavier. (N. do T.)


Referência: livro dos médiuns