terça-feira, 19 de junho de 2007

Aos anjos guardiões e aos espíritos protectores


PRECE


- Meu Deus, permite que os bons Espíritos que me cercam venham em meu auxílio, quando me achar em sofrimento, e que me sustentem se desfalecer. Faz, Senhor, que eles me incutam fé, esperança e caridade; que sejam para mim um aparo, uma inspiração e um testemunho da tua misericórdia. Faz, enfim, que neles encontre eu a força que me falta nas provas da vida e, para resistir às inspirações do mal, a fé que salva e o amor que consola.


14. PRECE (outra)


- Espíritos bem-amados, Anjos guardiães que, com a permissão de Deus, pela sua infinita misericórdia, velais sobre os homens, sejam nossos protectores nas provas da vida terrena. Dai-nos força, coragem e resignação; inspirai-nos tudo o que é bom, detende-nos no declive do mal; que a vossa bondosa influência nos penetre a alma; fazei sentir-nos que um amigo devotado está ao nosso lado, que vê os nossos sofrimentos e partilha das nossas alegrias. E Tu, meu Bom Anjo, não me abandones. Necessito de toda a tua protecção, para suportar com fé e amor as provas que preza a Deus enviar-me.


referência: O evangelho segundo o espíritismo

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Os animais e o homem



os animais e o homem (1º parte)


a) Comparando os homens e os animais em relação à inteligência, vários filósofos não estão muito de acordo,uns querem que os homens sejam animais e outros que os animais sejam homens. Estão todos errados, o homem é um ser a parte, que desce muitas vezes muito baixo, e que pode elevar-se muito alto. No físico é como os animais e bem menos provido do que eles, mas a natureza lhes deu tudo aquilo que necessita inventar com a sua inteligência para prover as suas necessidades e conservação. Seu corpo se destrói como o dos animais, mas o seu Espírito tem destino que só ele pode compreender, pois só ele é completamente livre.


b) O instinto domina a maioria dos animais, mas podemos ver que existem alguns que agem por uma vontade determinada. É que tem inteligência, mas ela é limitada.(ver comentário de Kardec à questão 593)


c) Os animais não possuem uma linguagem formada de palavrase sílabas, mas tem um meio de comunicar-se entre si. Eles dizem muito mais coisas que supomos, mas sua linguagem é limitada, como as próprias ideias, às suas necessidades.


d) Mesmo os animais que não possuem voz se comunicam, como nos homens temos outros meios de comunicar-mos sem usar apalavra. Os animais sendo dotados de vida de relação tem meios de se prevenir e exprimir sensações que experimentam.O homem não tem o privilégio da linguagem, mas as dos animais é instintiva e limitada pelo círculo exclusivo de suas necessidades, enquanto no homem é perfectível e se presta a todas concepções da sua inteligência.(ver comentário de Kardec à questão 594 A)


e) Os animais não são simples maquinas, mas sua liberdade de acção é limitada pelas suas necessidades, e não pode ser comparada com à do homem. Sendo muito inferiores a este, não tem os mesmos deveres e sua liberdade é restrita aos actos da vida material.


f) A habilidade de certos animais imitar a linguagem humana é devido à conformação particular dos órgãos vocais,secundada pelo instinto de imitação. O símio imita os gestos, certos pássaros imitam a voz.


g) Os animais tem um principio, independente da matéria e que sobrevive ao corpo.


h) Este principio é também uma alma, mas inferior à do homem. Entre as almas dos homens e dos animais existe uma distancia tão grande quanto entre a alma dos homens e Deus.


i) A alma dos animais conserva sua individualidade após a morte do corpo, mas não tem consciência de si mesma. A vida inteligente permanece em estado latente.


j) A alma dos animais não pode escolher em que espécie encarnar, pois ela não tem livre arbítrio.


k) A alma do animal após a morte fica numa espécie de erraticidade, mas não é um espírito errante, pois o espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade, a dos animais não tem esta faculdade.


REFERÊNCIA: O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Os animais e o homem






os amimais e o homem (2º parte)


l) Os animais seguem uma lei progressiva como os homens, e por isto, os animais nos mundos superiores também o são,sendo porem, sempre inferiores e submetidos aos homens.(Ver comentário de Kardec à questão 601)
m) Os animais não progridem por sua própria vontade, mas pela força das coisas, e é por isto que para eles não existe expiação.

n) Mesmo nos mundos superiores, os animais não conhecem Deus. Para eles o homem é deus, como os Espíritos foram deuses para o homem.

o) Embora os animais, mesmo aperfeiçoados em mundos superiores, sendo inferiores, não quer dizer que Deus tivesse preparado seres intelectuais perpetuamente destinados à inferioridade. Tudo se encadeia na natureza,por liames que ainda não podemos perceber, e que o homem jamais chegara a entender em seu estado actual. Deus não se contradiz e tudo, na natureza, se harmoniza através de leis gerais que jamais se afastam da sublime sabedoria do Criador.

p) A inteligência é uma propriedade comum entre os homens e animais, mas nos animais temos a inteligência da vida material; nos homens a inteligência produz a vida moral.

q) Por ter um ponto de contacto não podemos afirmar que há no homem duas almas, a alma animal e a alma espírita. O homem não tem duas almas, mas o corpo tem seus instintos, que resulta da sensação dos órgãos. Não há no homem senão uma dupla natureza, a natureza animal e a natureza espiritual.Pelo corpo ele participa da natureza dos animais e dos seus instintos, pela sua alma participa da natureza dos espíritos.

r) O homem deve lutar contra suas imperfeições e lutar contra a influencia da matéria. Quanto mais inferior é ele,mais apertados são os laços entre o espírito e a matéria.Ver comentário de Kardec à questão 605 A.

s) Os animais tiram o princípio inteligente, que constituem a espécie particular de alma que são dotados do elemento inteligente universal
t) A alma dos homens e dos animais se originam do mesmo princípio; mas no homem passou por uma elaboração que a eleva a dos brutos.

referência:o livro dos espíritos

Os animais e o homem



os animais e o homem


p)A alma do homem, em sua origem, assemelha-se ao estado de infância da vida corpórea, onde sua inteligência apenas se desponta. O espírito cumpre esta primeira fase numa série de existências que precedem ao período que chamamos humanidade.


q) Tudo se encandeia na natureza, e a alma seria o princípio inteligente dos seres inferiores da criação. É nestes seres que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e ensaia para a vida. É de certa forma uma germinação, um trabalho preparatório, em seguida ao qual o principio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito.


r) A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período inicial de humanidade se inicia em geral,em mundos ainda mais inferiores.


t) Após a morte o espírito do homem não se lembra deste período inicial, de suas primeiras existências.


u) O espírito pode conservar traços das vidas precedentes,anteriores à humanidade, mas isto depende da distancia que tem destes períodos. Durante algumas gerações ele pode ter reflexos mais ou menos pronunciado de seu estado primitivo.Estes traços desaparecem a medida que desenvolve o seu livre arbítrio.


v) O homem é de facto um ser a parte da criação, porque tem faculdades que os distinguem de todos os outros e outro tem seu destino. A espécie humana é a que Deus escolheu para a encarnação dos seres que o podem conhecer.


referência:o livro dos espíritos

As causas das mortes colectivas


AS CAUSAS DAS MORTES COLECTIVAS

Através da reencarnação, Doutrina Espírita mostra que há lógica nas tragédias que chocam a todos nós. Como conciliar a afirmativa de Jesus de que “a cada um será dado segundo as
suas obras”, com as desencarnações colectivas provocadas pelo terramoto mais violento
dos últimos quarenta anos, ocorrido no dia 26 de Dezembro de 2004, que ao produzir
ondas gigantescas (tsunamis), destruiu a região litoral do Sul da Ásia, matando
centenas de milhares de pessoas?


Como aplicar o ensinamento do Cristo às mortes colectivas que aconteceram num
incêndio de grandes proporções em uma discoteca de Buenos Aires, no final de
Dezembro, e que provocou a morte de 175 pessoas; ou aos óbitos registrados no
terramoto que atingiu a cidade de Bam, no Irão, no final de 2003, que matou milhares de
pessoas de todas as idades e condições sociais; ou ainda, às verificadas no acidente de
avião no Egipto, que provocou a morte de 148 pessoas que estavam a bordo, em 3 de
Janeiro de 2004? Enfim, como explicar todos esses e muitíssimos outros factos dramáticos
sob a óptica da Justiça Divina?


Para melhor entendermos a questão das expiações colectivas, esclarece o Espírito
Clélia Duplantier, em Obras Póstumas, que é preciso ver o homem sob três aspectos: o
indivíduo, o membro da família e, finalmente, o cidadão. Sob cada um desses aspectos
ele pode ser criminoso ou virtuoso. Em razão disso, existem as faltas do indivíduo, as da
família e as da nação. Cada uma dessas faltas, qualquer que seja o aspecto, pode ser
reparada pela aplicação da mesma lei.


A reparação dos erros praticados por uma família ou por um certo número de
pessoas é também solidária, isto é, os mesmos espíritos que erraram juntos reúnem-se
para reparar suas faltas. A lei de acção e reacção, nesse caso, que age sobre o indivíduo, é
a mesma que age sobre a família, a nação, as raças, enfim, o conjunto de habitantes dos
mundos, os quais formam individualidades colectivas.


Tal reparação se dá porque a alma, quando retorna ao Mundo Espiritual, toma
consciência da responsabilidade própria, faz o levantamento dos seus débitos
passados e, por isso mesmo, roga os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.


FAMILIA MORRE QUEIMADA


Vejamos agora como funciona a lei de acção e reacção para redimir culpas passadas
de diversos membros de uma família que, por vingança, incendiaram a casa de um
vizinho pela madrugada, matando todos dentro da casa. Os espíritos que compunham a
família criminosa, ao reencarnarem unidos novamente pelos laços consanguíneos,
expiaram seus crimes num desastre, no qual o carro em que viajavam pegou fogo,
morrendo todos queimados dentro do veículo.


Como se vê, cada membro da família reparou individualmente os crimes cometidos
na encarnação anterior, dentro do resgate colectivo. De facto, a dor colectiva é o remédio que
corrige as falhas mútuas. No entanto, cada um só é responsável pelas suas próprias
faltas como determina a Justiça Divina, ou seja, como indivíduos ou como membros de
uma colectividade, todos nós somos responsáveis pelos nossos actos perante as leis de
Deus.


Segundo Emmanuel, nós “criamos a culpa e nós mesmos decidimos os
processos destinados a extinguir-lhe as consequências. E a Sabedoria Divina se vale dos
nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e
progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança. É por
este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais
experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida”.


Tais apontamentos foram feitos ao final do capítulo intitulado “Desencarnações
Colectivas”, no livro Chico Xavier Pede Licença, quando o benfeitor espiritual responde
porque Deus permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como
nos casos de incêndios.


TERREMOTOS


Imaginemos guerreiros do passado que destruíram cidades, arrasaram lares,
matando mulheres e crianças sob os escombros de suas casas, fazendo milhares de
vítimas. É lógico que os espíritos desses guerreiros, ao reencarnarem na Terra em novos
corpos, atraídos por uma força magnética pelos crimes praticados colectivamente, se
reúnem em determinadas circunstâncias, e sofrem “na pele” por meio de um terramoto ou
outra catástrofe semelhante, o mesmo mal que fizeram às suas vítimas indefesas de
ontem.


ACIDENTES DE AVIÃO


O espírito André Luiz, no capítulo 18 do Livro Acção e Reacção, psicografado por
Chico Xavier, esclarece que piratas que afundaram e saquearam criminosamente
embarcações indefesas no dorso do mar, ceifando inúmeras vidas, agora encarnados em
outros corpos, morrem colectivamente nos acidentes de avião.


TRAGÉDIA DO CIRCO


No dia 17 de Dezembro de 1961, na cidade de Niterói, em comovedora tragédia
num circo, a justiça da lei, através da reencarnação, reaproximou os responsáveis em
diversas posições da idade física para a dolorosa expiação, conforme relata o Espírito
Humberto de Campos, pelo médium Chico Xavier, no livro Crónicas de Além Túmulo. Os
que morreram no século XX no circo de Niterói foram os mesmos que, no ano de 177 de
nossa era, queimaram cerca de mil crianças e mulheres cristãs numa arena de um circo
na Gália, região da França, na época do Império Romano.


OUTRAS CAUSAS


Ainda na mensagem “Desencarnações Colectivas”, o benfeitor espiritual Emmanuel
esclarece outros motivos para as mortes que se verificam colectivamente. Diz ele:
“Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos colectividades na
volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro
marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.
Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito
pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para enfrentarmos unidos o ápice de epidemias
arrasadoras.


Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do
ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim
de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de
sangue e lágrimas.


Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas
fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à
Terra para a desencarnação colectiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a
reencarnação”.


CONCLUSÃO


Diz Allan Kardec, nos comentários da questão 738 de O Livro dos Espíritos, que
“venha por um flagelo à morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de
morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é
que maior número parte ao mesmo tempo”.
E finalmente, segundo esclareceram os Espíritos Superiores a Allan Kardec, na
resposta à questão 740 de O Livro dos Espíritos, “os flagelos são provas que dão ao
homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação
ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de
abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo”.

Gerson Simões Monteiro
é Presidente da Fundação Cristã Espírita
C. Paulo de Tarso