quinta-feira, 29 de maio de 2008

Noticias de Portugal


1 – BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA NA ASEB

2 – APRENDER ESPIRITISMO PELA INTERNET

3 – CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA SOBRE: ESPIRITISMO: A PORTA ESTREITA

4 – CONFERÊNCIA ESPÍRITA EM BARCELOS

5 – LUIS DE ALMEIDA REGRESSA A BARCELONA PARA SEMINARIO

6 – XIII TROBADA ESPÍRITA DE VECIANA, EM BARCELONA

7 – LISBOA: DIÁLOGOS ESPÍRITAS E TEMAS PARTILHADOS NO CEPC

8 – MALVEIRA: ACTIVIDADES ESPÍRITAS

9 – ACE: ESPIRITISMO EM AVEIRO

10 – FUNCHAL: ACTIVIDADES DO GRUPO ESPÍRITA DA PAZ


1 - BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA NA ASEB


Na sexta-feira, dia 16 de Maio, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Ocupações e Missões dos Espíritos”.


O evento terá lugar na sede da ASEB - Associação Sociocultural Espírita de Braga, na Rua do Espírito Santo nº 38, em Braga. Este centro tem página na Internet em http://www.aseb.com.pt/ e-mail info@aseb.com.pt As entradas são livres e gratuitas.


Fonte: ASEB (Site)


2 - APRENDER ESPIRITISMO PELA INTERNET


A ADEP disponibiliza agora um Curso Básico de Espiritismo através de uma plataforma de e-Learning (ensino à distância, pela Internet) sofisticada. Possibilitando o estudo ao seu ritmo, com acompanhamento de um tutor para orientar e esclarecer dúvidas.É um projecto espírita singular, que arrancou há poucos meses e que sem divulgação conta já com mais de 600 alunos. Foi apresentado oficialmente nas Jornadas de Cultura Espírita, no dia 24 de Maio de 2008.


Principais vantagens:


Disponível em qualquer parte do mundo

Aprendizagem ao seu ritmo

Conteúdos multimédia

Orientado pelo seu tutor

Esclarecimento de dúvidas

Testes com correcção automáticaJogos pedagógicos

Ferramentas de rede social

Oferta do download de um CD com todo o material pedagógico e dezenas de obras espíritas

Conhecimento útil para toda a vida


Curso gratuito em: www.adeportugal.org/cbe

Fonte: ADEP


3 - CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA SOBRE: ESPIRITISMO: A PORTA ESTREITA


Na sexta-feira, dia 30 de Maio, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Espiritismo: a Porta Estreita”.


Sendo o Espiritismo o reavivar do cristianismo primitivo, no que concerne à parte moral, esta doutrina leva-nos a entender com mais propriedade o conceito de Jesus acerca da "Porta Estreita".Um tema cada vez mais actual, numa sociedade onde o primado do ser humano está virado para a matéria ao invés de estar virado para os valores ético-morais.


O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Este centro tem página na Internet em www.caldasrainha.net/cce e e-mail cce@caldasrainha.net


As entradas são livres e gratuitas.

Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)


4 - CONFERÊNCIA ESPÍRITA EM BARCELOS


Realiza-se no próximo sábado, dia 31 de Maio, pelas 21H00, uma Conferência subordinada ao tema: “Espiritismo: Acto de Educar”, tendo como expositor Ulisses Lopes, Fotógrafo, colaborador da ASEB (Associação Sociocultural Espírita de Braga), Presidente da ADEP (Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal) e Director do Jornal de Espiritismo.


Esta conferência está integrada no Ciclo de Conferências Espíritas organizado pela Associação Momentos de Sabedoria – Núcleo de Estudos Espíritas de Barcelos.Irá ter lugar, tal como todas as outras, nas instalações da sede da associação, sita à Rua Fernando de Magalhães, n.º 53, Barcelos (na rua ao fundo da Câmara Municipal, junto ao Museu de Olaria – Estacionar no Largo da escadaria do D. António Barroso / Igreja Matriz).


A entrada é livre e gratuita.Contacto para informações: 96 121 84 94 (António Teixeira).

Fonte: António Teixeira (Barcelos)



5 - LUIS DE ALMEIDA REGRESSA A BARCELONA PARA SEMINÁRIO


O cientista português Luís de Almeida vai levar a cabo um Seminário sobre "A Terapia do Passe Espírita: Evidências Cientificas". O evento ocorrerá no próximo sábado, dia 31 de Maio, no Centro Cívico de Igualada, Calle Trinitat, 12, Igualada, Barcelona.


Fonte: Zé Santos Silva (zy.santos@gmail.com)


6 - XIII TROBADA ESPÍRITA DE VECIANA, EM BARCELONA


No próximo domingo, dia 1 de Junho, ocorrerá a "XIII Trobada Espírita de Veciana" onde se reúnem espíritas de toda a Catalunha. Como convidada para representar Portugal estará a Dra. Lígia Almeida presidente da AME PORTO – Associação Médico-Espírita da Área Metropolitana do Porto (http://www.ameporto.org/)


Fonte: Zé Santos Silva (zy.santos@gmail.com)


7 - LISBOA: DIÁLOGOS ESPÍRITAS E TEMAS PARTILHADOS NO CEPC


Participe em mais um "Diálogos Espíritas", onde podemos estudar e participar, colocando questões oportunas. Este evento tem lugar todos os primeiros domingos de cada mês no CEPC – Centro Espírita Perdão e Caridade, na Rua Presidente Arriaga, 124/125 em Lisboa – (Telefone 21/3975219), entre as 17H00 e as 19H00.


Dia 1 de Junho - Tema: " Ecologia e Espiritismo"Expositor: Delfim Nobre Coordenadores: Carlos Alberto Ferreira e Antero Ricardo


Os “Temas Partilhados” de Junho, subordinados ao tema: "Joanna de Angelis e Emmanuel ", têm lugar todas as 4ªFeiras às 18H30.


Entradas livres e gratuitasNovo site do CEPC: http://www.ceperdaoecaridade.pt/


8 - MALVEIRA: ACTIVIDADES ESPÍRITAS


A Associação Fraterna Mensageiros do Bem, sita na Rua Eurico Rodrigues de Lima, 2B, 2665-277 Malveira, vai levar a efeito as suas actividades, no decorrer do mês de Junho, de acordo com a seguinte programação:


Segundas-feiras, dias 9 e 23, às 16H30: Palestra pública e fluidoterapia

Quartas-feiras, dias 4, 11, 18 e 25, às 20H00: Palestra pública e fluidoterapia

2ª Sexta-feira do mês: dia 13 de Junho, às 20H00: Palestra pública, desta vez subordinada ao tema: "Lei de Causa e Efeito".


Mais informações através dos telemóveis 965362855 e/ou 917713744 ou pelo e-mail: afmbmalveira@gmail.com

Fonte: Marcelo Oliveira (tm 917713744)
Fonte: M. Elisa Viegas (Lisboa)


9 - ACE: ESPIRITISMO EM AVEIRO


A Associação Cultural Espírita de Aveiro, sita na Rua Ciudad Rodrigo, nº 12 r/c, 3800-083 Aveiro (Bairro do Liceu). Tel. 96 271 4000, leva a efeito as seguintes iniciativas no decorrer do mês de Junho:


Dia 02 – 2ª feira

- 20H00 – Atendimento fraterno

- 21H00 – Palestra – Tema: “Com tantos Dramas, ser Feliz é possível?” – Resposta a dúvidas e perguntas – Manuel Santos- 22H00 – Passe

- 22H15 – Atendimento espiritual


Dia 06/06/2008 – 6ª feira

- 21H00 – Estudo da Doutrina – Curso de Mediunidade

- 22H15 – Reunião mediúnica – (reservada)


Dia 09 – 2ª feira

- 20H00 – Atendimento fraterno

- 21H00 – Palestra – Tema livre – Paulo Fonseca

- 22H00 – Passe

- 22H15 – Atendimento espiritual


Dia 13 – 6ª feira

- 21H00 – Estudo da Doutrina – Livro dos Espíritos

- 22H15 – Reunião mediúnica – (reservada)


Dia 16 – 2ª feira

- 20H00 – Atendimento fraterno

- 21H00 – Palestra – Tema: “Crianças Índigo, Sim, Não, Talvez?” – Manuel Santos

- 22H00 – Passe

- 22H15 – Atendimento espiritual


Dia 20 – 6ª feira

- 21H00 – Estudo da Doutrina

– Curso de Mediunidade

- 22H15 – Reunião mediúnica – (reservada)


Dia 23 – 2ª feira

- 20H00 – Atendimento fraterno

- 21H00 – Palestra – Tema livre – Dr. Alexandre Pereira

- 22H00 – Passe

- 22H15 – Atendimento espiritual


Dia 27 – 6ª feira

- 21H00 – Estudo da Doutrina – Livro dos Espíritos

- 22H15 – Reunião mediúnica – (reservada)


Dia 30 – 2ª feira

- 20H00 – Atendimento fraterno

- 21H00 – Palestra – Tema livre – Paulo Fonseca

- 22H00 – Passe- 22H15 – Atendimento espiritua


lMais informações:Associação Cultural Espírita de AveiroRua Ciudad Rodrigo, nº 12 r/c, (Bairro do Liceu)3810 – 083 Aveiro(Tel. 96 271 4000)(E-mail: aceaveiro@mail.com e msantuz@mail.telepac.pt )

Fonte: Manuel Santos (Aveiro)


10 - FUNCHAL: ACTIVIDADES DO GRUPO ESPÍRITA DA PAZ


O Grupo Espírita da Paz, com sede na Rua do Pico de São João, 45 – 9000-192 Funchal, apresenta a seguir, as suas actividades que terão lugar no decorrer do próximo mês de Junho:


Segundas-feiras: Palestra e Passe:


Dia 02 – Tema: “A Lei de Amor” – Expositor: José António Câmara


Dia 09 – Tema: “Ocupações e Missão dos Espíritos” – Expositor: Alice


Dia 16 – Tema: A definir – Expositor: Manuela


Dia 23 – Tema: “Os Trabalhadores do Senhor” – Expositor: Graça Alentejo


Dia 30 – Tema: “Os Tormentos Voluntários” – Expositor: Pedro Vaquer

Quintas-feiras: Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo Estudos Doutrinários (O Livro dos Espíritos)


Dias 5, 12, 19 e 26Culto de Confraternização Mensal:


Dia 28 – às 20H00 – Local: Cª Sto. Antão – Qta. Dos Cedros – Bloco F – Fracção EGMais informações:Grupo Espírita da PazRua do Pico de São João, nº. 459000-192 Funchal Madeira(Telefones: 291 75 96 17; 96 79 48 468)(E-mail: grupoespiritadapazmadeira@hotmail.com)


Fonte: José António Câmara (Funchal)

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Limites da encarnação


INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS


Limites da encarnação

24. Quais os limites da encarnação?

A bem dizer, a encarnação carece de limites precisamente traçados, se tivermos em vista apenas o envoltório que constitui o corpo do Espírito, dado que a materialidade desse envoltório diminui à proporção que o Espírito se purifica. Em certos mundos mais adiantados do que a Terra, já ele é menos compacto, menos pesado e menos grosseiro e, por conseguinte, menos sujeito a vicissitudes.
Em grau mais elevado, é diáfano e quase fluídico. Vai desmaterializando-se de grau em grau e acaba por se confundir com o perispírito. Conforme o mundo em que é levado a viver, o Espírito reveste o invólucro apropriado à natureza desse mundo.
O próprio periespírito passa por transformações sucessivas. Torna-se cada vez mais etéreo, até à depuração completa, que é a condição dos puros Espíritos. Se mundos especiais são destinados a Espíritos de grande adiantamento, estes últimos não lhes ficam presos, como nos mundos inferiores. O estado de desprendimento em que se encontram lhes permite ir a toda parte onde os chamem as missões que lhes estejam confiadas.
Se se considerar do ponto de vista material a encarnação, tal como se verifica na Terra, poder-se-á dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende, portanto, de o Espírito libertar-se dela mais ou menos rapidamente, trabalhando pela sua purificação.
Deve também considerar-se que no estado de desencarnado, isto é, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito guarda relação com a natureza do mundo a que o liga o grau do seu adiantamento. Assim, na erraticidade, é ele mais ou menos ditoso, livre e esclarecido, conforme está mais ou menos desmaterializado. S. Luís. (Paris, 1859.)

Necessidade da encarnação

25. É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?

A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma acção material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a actividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a
mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório. E uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre arbítrio.
Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo. - S. Luís. (Paris, 1859.)

26. NOTA. - Uma comparação vulgar fará se compreenda melhor essa diferença. O escolar não chega aos estudos superiores da Ciência, senão depois de haver percorrido a série das classes que até lá o conduzirão. Essas classes, qualquer que seja o trabalho que exijam, são um meio de o estudante alcançar o fim e não um castigo que se lhe inflige. Se ele é esforçado, abrevia o caminho, no qual, então, menos espinhos encontra. Outro tanto não sucede àquele a quem a negligência e a preguiça obrigam a passar duplamente por certas classes. Não é o trabalho da classe que constitui a punição; esta se acha na obrigação de recomeçar o mesmo trabalho.
Assim acontece com o homem na Terra. Para o Espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência; contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso moral se acha largamente desenvolvido e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, é um castigo, pela necessidade em que se vê de prolongar sua permanência em mundos inferiores e desgraçados. Aquele que, ao contrário, trabalha activamente pelo seu progresso moral, além de abreviar o tempo da encarnação material, pode também transpor de uma só vez os degraus intermédios que o separam dos mundos superiores.

Não poderiam os Espíritos encarnar uma única vez em determinado globo e preencher em esferas diferentes suas diferentes existências? Semelhante modo de ver só seria admissível se, na Terra, todos os homens estivessem exactamente no mesmo nível intelectual e moral. As diferenças que há entre eles, desde o selvagem ao homem civilizado, mostram quais os degraus que têm de subir. A encarnação, aliás, precisa ter um fim útil. Ora, qual seria o das encarnações efémeras das crianças que morrem em tenra idade? Teriam sofrido sem proveito para si, nem para outrem. Deus, cujas leis todas são soberanamente sábias, nada faz de inútil. Pela reencarnação no mesmo globo, quis ele que os mesmos Espíritos, pondo-se novamente em contacto, tivessem ensejo de reparar seus danos recíprocos. Por meio das suas relações anteriores, quis, além disso, estabelecer sobre base espiritual os laços de família e apoiar numa lei natural os princípios da solidariedade, da fraternidade e da igualdade.

Referencia: O evangelho segundo o espiritismo

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Da influência do meio


DA INFLUÊNCIA DO MEIO

231. 1ª O meio em que se acha o médium exerce alguma influência nas manifestações?

"Todos os Espíritos que cercam o médium o auxiliam, para o bem ou para o mal."

2ª Não podem os Espíritos superiores triunfar da má vontade do Espírito encarnado que lhes serve de intérprete e dos que o cercam?

"Podem, quando julgam conveniente e conforme a intenção da pessoa que a eles se dirige. Já o dissemos: os Espíritos mais elevados se comunicam, às vezes, por uma graça especial, mau grado à imperfeição do médium e do meio, mas, então, estes se
conservam completamente estranhos ao facto."

3ª Os Espíritos superiores procuram encaminhar para uma corrente de ideias sérias as reuniões fúteis?

"Os Espíritos superiores não vão às reuniões onde sabem que a presença deles é inútil. Nos meios pouco instruídos, mas onde há sinceridade, de boa mente vamos, ainda mesmo que aí só instrumentos medíocres encontremos. Não vamos, porém, aos meios instruídos onde domina a ironia. Em tais meios, é necessário se fale aos ouvidos e aos olhos: esse o papel dos Espíritos batedores e zombeteiros. Convém que aqueles que se orgulham da sua ciência sejam humilhados pelos Espíritos menos instruídos e menos adiantados."

4ª Aos Espíritos inferiores é interdito o acesso às reuniões sérias?

"Não, algumas vezes lhes é permitido assistir a elas, a fim de aproveitarem os ensinos que vos são dados; mas, conservam-se silenciosos, como estouvados numa assembleia de gente ponderada. "

232. Fora erro acreditar alguém que precisa ser médium, para atrair a si os seres do mundo invisível. Eles povoam o espaço; temo-los incessantemente em tomo de nós, ao nosso lado, vendo-nos, observando-nos, intervindo em nossas reuniões, seguindo-nos, ou evitando-nos, conforme os atraímos ou repelimos. A faculdade mediúnica em nada influi para isto: ela mais não é do que um meio de comunicação. De acordo com o que dissemos acerca das causas de simpatia ou antipatia dos Espíritos, facilmente se compreenderá que devemos estar cercados daqueles que têm afinidade com o nosso próprio Espírito, conforme é este graduado, ou degradado. Consideremos agora o estado moral do nosso planeta e compreenderemos de que género devem ser os que predominam entre os Espíritos errantes. Se tomarmos cada povo em particular, poderemos, pelo carácter dominante dos habitantes, pelas suas preocupações, seus sentimentos mais ou menos morais e humanitários, dizer de que ordem são os Espíritos que de preferência se reúnem no seio dele.
Partindo deste princípio, suponhamos uma reunião de homens levianos, inconsequentes, ocupados com seus prazeres; quais serão os Espíritos que preferentemente os cercarão? Não serão de certo Espíritos superiores, do mesmo modo que não seriam os nossos sábios e filósofos os que iriam passar o seu tempo em semelhante lugar. Assim, onde quer que haja uma reunião de homens, há igualmente em torno deles uma assembleia oculta, que simpatiza com suas qualidades ou com seus defeitos, feita abstracção completa de toda ideia de evocação. Admitamos agora que tais homens tenham a possibilidade de se comunicar com os seres do mundo invisível, por meio de um intérprete, isto é, por um médium; quais serão os que lhes responderão ao chamado? Evidentemente, os que os estão rodeando de muito perto, à espreita de uma ocasião para se comunicarem. Se, numa assembleia fútil, chamarem um Espírito superior, este poderá vir e até proferir algumas palavras ponderosas, como um bom pastor que acode ao chamamento de suas ovelhas desgarradas. Porém, desde que não se veja compreendido, nem ouvido, retira-se, como em seu lugar o faria qualquer de nós, ficando os outros com o campo livre.

233. Nem sempre basta que uma assembleia seja séria, para receber comunicações de ordem elevada. Há pessoas que nunca riem e cujo coração, nem por isso, é puro. Ora, o coração, sobretudo, é que atrai os bons Espíritos. Nenhuma condição moral exclui as comunicações espíritas; os que, porém, estão em más condições, esses se comunicam com os que lhes são semelhantes, os quais não deixam de enganar e de lisonjear os preconceitos.
Por aí se vê a influência enorme que o meio exerce sobre a natureza das manifestações inteligentes. Essa influência, entretanto, não se exerce como o pretenderam algumas pessoas, quando ainda se não conhecia o mundo dos Espíritos, qual se conhece hoje, e antes que experiências mais concludentes houvessem esclarecido as dúvidas. Quando as comunicações concordam com a opinião dos assistentes, não é que essa opinião se reflicta no Espírito do médium, como num espelho; é que com os assistentes estão Espíritos que lhes são simpáticos, para o bem, tanto quanto para o mal, e que abundam nos seus modos de ver. Prova-o o facto de que, se tiverdes a força de atrair outros Espíritos, que não os que vos cercam, o mesmo médium usará de linguagem absolutamente diversa e dirá coisas muito distanciadas das vossas ideias e das vossas convicções.
Em resumo: as condições do meio serão tanto melhores, quanto mais homogeneidade houver para o bem, mais sentimentos puros e elevados, mais desejo sincero de instrução, sem ideias preconcebida.


Referencia: O livro dos médiuns

Problemas morais sobre o suicídio


Problemas morais sobre o suicídio

Questões dirigidas a São Luís, por intermédio do senhor C..., médium falante e vidente, na
Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, sessão do dia 12 de Outubro de 1858.

1. Por que o homem que tem a firme intenção de se destruir, se revolta com a ideia de ser
morto por um outro, e se defenderia contra os ataques no próprio momento em que vai
cumprir seu desígnio?

- R. Porque o homem tem sempre medo da morte; quando se a dá a si mesmo, está super-excitado e tem a cabeça desarranjada, e cumpre esse acto sem coragem e medo, e sem, por assim dizer, ter o conhecimento do que faz, ao passo que, se tivesse a escolha, não veríeis tantos suicidas. O instinto do homem leva-o a defender a sua vida, e, durante o tempo que se escoa entre o instante que seu semelhante se aproxima para matá-lo e aquele no qual o acto é cometido, ele tem sempre um movimento de repulsão instintiva da morte que o leva a repelir esse fantasma, que não é apavorante senão para o Espírito culpado. O homem que se suicida não experimenta esse sentimento, porque está cercado de Espíritos que o impelem, que o ajudam em seus desejos, e lhe fazem perder completamente a lembrança do que não é ele, quer dizer, de seus parentes e daqueles que o amam, e de uma outra existência. O homem nesse momento é todo egoísmo.

2. Aquele que, desgostoso da vida, mas não quer suicidar-se e quer que sua morte sirva para
alguma coisa, é culpável por procurá-la num campo de batalha, defendendo o seu país?

- R.Sempre. O homem deve seguir o impulso que lhe é dado; qualquer que seja a carreira que
abrace, qualquer que seja a vida que conduza, está sempre assistido por Espíritos que o
conduzem e o dirigem com o seu desconhecimento; ora, procurar ir contra os seus conselhos
é um crime, uma vez que aí estão colocados para nos dirigir, e que esses bons Espíritos,
quando queremos agir por nós mesmos, aí estão para nos ajudar. Entretanto, se o homem
conduzido por seu próprio Espírito, quer deixar esta vida, abandona-o, e reconhece sua falta
mais tarde, quando se acha obrigado a recomeçar uma outra existência O homem deve ser
provado para se elevar; deter seus actos, por entrave ao seu livre arbítrio, seria ir contra
Deus, e as provas, nesse caso, se tomariam inúteis, uma vez que os Espíritos não
cometeriam faltas. O Espírito foi criado simples e ignorante; é preciso, pois, para chegar às
esferas felizes, que progrida, se eleve em ciência e em sabedoria, e não é senão na
adversidade que o Espírito colhe sua elevação do coração e compreende melhor a grandeza
de Deus.

3. Um dos assistentes observou que crê ver uma contradição entre essas últimas palavras de
São Luís e as precedentes, quando disse que o homem pode ser levado ao suicídio por certos
Espíritos que a isso o excitam. Nesse caso, cederia a um impulso que lhe seria estranho.

- R.Não há contradição. Quando eu disse que o homem impelido ao suicídio, estava cercado de
Espíritos que o solicitavam a isso, não falei dos bons Espíritos que fazem todos os esforços
para disso desviá-lo; deveria estar subentendido; todos sabemos que temos um Anjo
guardião, ou, se preferis, um guia familiar. Ora, o homem tem seu livre arbítrio; se, apesar
dos bons conselhos que lhe são dados, persevera nessa ideia que é um crime, ele a cumpre e
é ajudado nisso pelos Espíritos levianos e impuros que o cercam, que ficam felizes em verem
que ao homem, ou Espírito encarnado, também lhe falta coragem para seguir os conselhos de
seu bom guia, e, frequentemente, do Espírito de seus parentes mortos que o cercam,
sobretudo em circunstâncias semelhantes.

Revista Espírita, Novembro de 1858

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Diferente ordens de espíritos


Diferentes ordens de Espíritos

96. São iguais os Espíritos, ou há entre eles qualquer hierarquia?

“São de diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado.”

97. As ordens ou graus de perfeição dos Espíritos são em número determinado?

“São ilimitadas em número, porque entre elas não há linhas de demarcação traçadas como barreiras, de sorte que as divisões podem ser multiplicadas ou restringidas livremente.
Todavia, considerando-se os caracteres gerais dos Espíritos, elas podem reduzir-se a três principais.
“Na primeira, colocar-se-ão os que atingiram a perfeição máxima: os puros Espíritos. Formam a segunda os que chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é o que neles predomina. Pertencerão à terceira os que ainda se acham na parte inferior da escala: os Espíritos imperfeitos. A ignorância, o desejo do mal e todas as paixões más que lhes retardam o progresso, eis o que os caracteriza.”

98. Os Espíritos da segunda ordem, para os quais o bem constitui a preocupação dominante, têm o poder de praticá-lo?

“Cada um deles dispõe desse poder, de acordo com o grau de perfeição a que chegou. Assim, uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Todos, porém, ainda têm que sofrer provas.”

99. Os da terceira categoria são todos essencialmente maus?

“Não; uns hão que não fazem nem o mal nem o bem; outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando se lhes depara ocasião de praticá-lo. Há também os levianos ou estouvados, mais perturbadores do que malignos, que se comprazem antes na malícia do que na malvadez e cujo prazer consiste em mistificar e causar pequenas contrariedades, de que se riem.”

Escala espírita

100. OBSERVAÇÕES PRELIMINARES. - A classificação dos Espíritos se baseia no grau de adiantamento deles, nas qualidades que já adquiriram e nas imperfeições de que ainda terão de despojar-se. Esta classificação, aliás, nada tem de absoluta. Apenas no seu conjunto cada categoria apresenta carácter definido. De um grau a outro a transição é insensível e, nos limites extremos, os matizes se apagam, como nos reinos da Natureza, como nas cores do arco-íris, ou, também, como nos diferentes períodos da vida do homem.
Podem, pois, formar-se maior ou menor número de classes, conforme o ponto de vista donde se considere a questão. Dá-se aqui o que se dá com todos os sistemas de classificação científica, que podem ser mais ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cómodos para a inteligência. Sejam, porém, quais forem, em nada alteram as bases da ciência. Assim, é natural que inquiridos sobre este ponto, hajam os Espíritos divergido quanto ao número das categorias, sem que isto tenha valor algum. Entretanto, não faltou quem se agarrasse a esta contradição aparente, sem reflectir que os Espíritos nenhuma importância ligam ao que é puramente convencional. Para eles, o pensamento é tudo.


Deixam-nos a nós a forma, a escolha dos termos, as classificações, numa palavra, os sistemas.
Façamos ainda uma consideração que se não deve jamais perder de vista, a de que entre os Espíritos, do mesmo modo que entre os homens, há os muito ignorantes, de maneira que nunca serão demais as cautelas que se tomem contra a tendência a crer que, por serem Espíritos, todos devam saber tudo.
Qualquer classificação exige método, análise e conhecimento aprofundado do assunto. Ora no mundo dos Espíritos, os que possuem limitados conhecimentos são, como neste mundo, os ignorantes, os inaptos a apreender uma síntese, a formular um sistema. Só muito imperfeitamente percebem ou compreendem uma classificação qualquer. Consideram da
primeira categoria todos os Espíritos que lhes são superiores, por não poderem apreciar as gradações de saber, de capacidade e de moralidade que os distinguem, como sucede entre nós a um homem rude com relação aos civilizados. Mesmo os que sejam capazes de tal apreciação podem mostra-se divergentes, quanto às particularidades, conformemente aos pontos de vista em que se achem, sobretudo se se trata de uma divisão, que nenhum cunho absoluto apresente. Lineu, Jussieu e Tournefort tiveram cada um o seu método, sem que a Botânica houvesse em consequência experimentado modificação alguma. É que nenhum deles inventou as plantas, nem seus caracteres. Apenas observaram as analogias, segundo as quais formaram os grupos ou classes. Foi assim que também nós procedemos. Não inventamos os Espíritos, nem seus caracteres. Vimos e observamos, julgamo-los pelas suas palavras e actos, depois os classificamos pelas semelhanças, baseando-nos em dados que eles próprios nos forneceram.


Os Espíritos, em geral, admitem três categorias principais, ou três grandes divisões.
Na última, a que fica na parte inferior da escala, estão os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o Espírito e pela propensão para o mal.
Os da segunda se caracterizam pela predominância do Espírito sobre a matéria e pelo desejo do bem: são os bons Espíritos. A primeira, finalmente, compreende os Espíritos puros, os que atingiram o grau supremo da perfeição.
Esta divisão nos pareceu perfeitamente racional e com caracteres bem positivados.
Só nos restava pôr em relevo, mediante subdivisões em número suficiente, os principais matizes do conjunto. Foi o que fizemos, com o concurso dos Espíritos, cujas benévolas instruções jamais nos faltaram.
Com o auxílio desse quadro, fácil será determinar-se a ordem, assim como o grau de superioridade ou de inferioridade dos que possam entrar em relações connosco e, por conseguinte, o grau de confiança ou de estima que mereçam. É, de certo modo, a chave da ciência espírita, porquanto só ele pode explicar as anomalias que as comunicações apresentam, esclarecendo-nos acerca das desigualdades intelectuais e morais dos Espíritos.
Faremos, todavia, notar que estes não ficam pertencendo, exclusivamente, a tal ou tal classe. Sendo sempre gradual o progresso deles e muitas vezes mais acentuado num sentido do que em outro, pode acontecer que muitos reúnam em si os caracteres de várias categorias, o que seus actos e linguagem tornam possível apreciar-se.

Terceira ordem. - Espíritos imperfeitos

101. CARACTERES GERAIS. - Predominância da matéria sobre o Espírito.
Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são consequentes.
Têm a intuição de Deus, mas não O compreendem.
Nem todos são essencialmente maus. Em alguns há mais leviandade, irreflexão e malícia do que verdadeira maldade. Uns não fazem o bem nem o mal; mas, pelo simples facto de não fazerem o bem, já denotam a sua inferioridade. Outros, ao contrário, se comprazem no mal e rejubilam quando uma ocasião se lhes depara de praticá-lo.
A inteligência pode achar-se neles aliada à maldade ou à malícia; seja, porém, qual for o grau que tenham alcançado de desenvolvimento intelectual, suas ideias são pouco elevadas e mais ou menos abjectos seus sentimentos.
Restritos conhecimentos têm das coisas do mundo espírita e o pouco que sabem se confunde com as ideias e preconceitos da vida corporal. Não nos podem dar mais do que noções erróneas e incompletas; entretanto, nas suas comunicações, mesmo imperfeitas, o observador atento encontra a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos Espíritos superiores.
Na linguagem de que usam se lhes revela o carácter. Todo Espírito que, em suas comunicações, trai um mau pensamento pode ser classificado na terceira ordem.
Consequentemente, todo mau pensamento que nos é sugerido vem de um Espírito desta ordem.
Eles vêem a felicidade dos bons e esse espectáculo lhes constitui incessante tormento, porque os faz experimentar todas as angústias que a inveja e o ciúme podem causar.
Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea e essa impressão é muitas vezes mais penosa do que a realidade. Sofrem, pois, verdadeiramente, pelos males de que padeceram em vida e pelos que ocasionam aos outros. E, como sofrem por longo tempo, julgam que sofrerão para sempre. Deus, para puni-los, quer que assim julguem.
Podem compor cinco classes principais.

102. Décima classe. ESPÍRITOS IMPUROS. - São inclinados ao mal, de que fazem o objecto de suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, sopram a discórdia e a desconfiança e se mascaram de todas as maneiras para melhor enganar. Ligam-se aos homens de carácter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de induzi-los à perdição, satisfeitos com o conseguirem retardar-lhes o adiantamento, fazendo-os sucumbir nas provas por que passam.
Nas manifestações dão-se a conhecer pela linguagem. A trivialidade e a grosseria das expressões, nos Espíritos, como nos homens, é sempre indício de inferioridade moral, senão também intelectual. Suas comunicações exprimem a baixeza de seus pendores e, se tentam iludir, falando com sensatez, não conseguem sustentar por muito tempo o papel e acabam sempre por se traírem.

Alguns povos os arvoraram em divindades maléficas; outros os designam pelos nomes de demónios, maus génios, Espíritos do mal.
Quando encarnados, os seres vivos que eles constituem se mostram propensos a todos os vícios geradores das paixões vis e degradantes: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia, a cupidez, a avareza sórdida. Fazem o mal por prazer, as mais das vezes sem motivo, e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vítimas entre as pessoas honestas. São flagelos para a humanidade, pouco importando a categoria social a
que pertençam, e o verniz da civilização não os forra ao opróbrio e à ignomínia.

103. Nona classe. ESPÍRITOS LEVIANOS. - São ignorantes, maliciosos,
irreflectidos e zombeteiros. Metem-se em tudo, a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente tratados de duendes, trasgos, gnomos, diabretes. Acham-se sob a dependência dos Espíritos superiores, que muitas vezes os empregam, como fazemos com os nossos servidores.
Em suas comunicações com os homens, a linguagem de que se servem é, amiúde, espirituosa e faceta, mas quase sempre sem profundeza de ideias. Aproveitam-se das esquisitices e dos ridículos humanos e os apreciam, mordazes e satíricos. Se tomam nomes supostos, é mais por malícia do que por maldade.

104. Oitava classe. ESPÍRITOS PSEUDO-SÁBIOS. - Dispõem de conhecimentos bastante amplos, porém, crêem saber mais do que realmente sabem. Tendo realizado alguns progressos sob diversos pontos de vista, a linguagem deles aparenta um cunho de seriedade, de natureza a iludir com respeito às suas capacidades e luzes. Mas, em geral, isso não passa de reflexo dos preconceitos e ideias sistemáticas que nutriam na vida terrena. É uma mistura de algumas verdades com os erros mais polpudos, através dos quais penetram a presunção, o orgulho, o ciúme e a obstinação, de que ainda não puderam despir-se.

105. Sétima classe. ESPÍRITOS NEUTROS. - Nem bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal. Pendem tanto para um como para o outro e não ultrapassam a condição comum da Humanidade, quer no que concerne ao moral, quer no que toca à inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, de cujas grosseiras alegrias
sentem saudades.

106. Sexta classe. ESPÍRITOS BATEDORES E PERTURBADORES. – Estes Espíritos, propriamente falando, não formam uma classe distinta pelas suas qualidades pessoais. Podem caber em todas as classes da terceira ordem. Manifestam geralmente sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como pancadas, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar, etc. Afiguram-se, mais do que outros, presos à matéria. Parecem ser os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, quer actuem sobre o ar, a água, o fogo, os corpos duros, quer nas entranhas da terra. Reconhece-se que esses fenómenos não derivam de uma causa fortuita ou física, quando denotam carácter intencional e inteligente. Todos os Espíritos podem produzir tais fenómenos, mas os de ordem elevada os deixam, de ordinário, como atribuições dos subalternos, mais aptos para
as coisas materiais do que para as coisas da inteligência; quando julgam úteis as manifestações desse género, lançam mão destes últimos como seus auxiliares.

Segunda ordem. - Bons Espíritos

107. CARACTERES GERAIS - Predominância do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e poderes para o bem estão em relação com o grau de adiantamento que hajam alcançado; uns têm a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Os mais reúnem o saber às qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, conforme a categoria que ocupem, os traços da existência corporal, assim na forma da linguagem, como nos hábitos, entre os quais se descobrem mesmo algumas de suas manias. De outro modo, seriam Espíritos perfeitos.
Compreendem Deus e o infinito e já gozam da felicidade dos bons. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem. O amor que os une lhes é fonte de inefável ventura, que não tem a perturbá-la nem a inveja, nem os remorsos, nem nenhuma das más paixões que constituem o tormento dos Espíritos imperfeitos. Todos, entretanto, ainda têm que passar por provas, até que atinjam a perfeição.
Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens da senda do mal, protegem na vida os que se lhes mostram dignos de protecção e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos sobre aqueles a quem não é grato sofrê-la.
Quando encarnados, são bondosos e benevolentes com os seus semelhantes. Não os movem o orgulho, nem o egoísmo, ou a ambição. Não experimentam ódio, rancor, inveja ou ciúme e fazem o bem pelo bem.
A esta ordem pertencem os Espíritos designados, nas crenças vulgares, pelos nomes de bons génios, génios protectores, Espíritos do bem. Em épocas de superstições e de ignorância, eles hão sido elevados à categoria de divindades benfazejas.
Podem ser divididos em quatro grupos principais:

108. Quinta classe. ESPÍRITOS BENÉVOLOS. - A bondade é neles a qualidade dominante. Apraz-lhes prestar serviço aos homens e protegê-los. Limitados, porém, são os seus conhecimentos. Hão progredido mais no sentido moral do que no sentido intelectual.

109. Quarta classe. ESPÍRITOS SÁBIOS. - Distinguem-se pela amplitude de seus conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais, do que com as de natureza científica, para as quais têm maior aptidão. Entretanto, só encaram a ciência do ponto de vista da sua utilidade e jamais dominados por quaisquer paixões próprias dos Espíritos imperfeitos.

110. Terceira classe. ESPÍRITOS DE SABEDORIA. - As qualidades morais da ordem mais elevada são o que os caracteriza. Sem possuírem ilimitados conhecimentos, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes faculta juízo recto sobre os homens e as coisas.

111. Segunda classe. ESPÍRITOS SUPERIORES. - Esses em si reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Da linguagem que empregam se exala sempre a benevolência; é uma linguagem invariavelmente digna, elevada e, muitas vezes, sublime. Sua superioridade os torna mais aptos do que os outros a nos darem noções exactas sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que é permitido ao homem saber. Comunicam-se complacentemente com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para compreendê-la. Afastam-se, porém, daqueles a quem só a curiosidade impele, ou que, por influência da matéria, fogem à prática do bem.
Quando, por excepção, encarnam na Terra, é para cumprir missão de progresso e então nos oferecem o tipo da perfeição a que a Humanidade pode aspirar neste mundo.

Primeira ordem. - Espíritos puros

112. CARACTERES GERAIS. - Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, com relação aos Espíritos das outras ordens.

113. Primeira classe. Classe única. - Os Espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é susceptível a criatura, não têm mais que sofrer provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus.
Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às necessidades, nem às vicissitudes da vida material. Essa felicidade, porém, não é a ociosidade monótona, a transcorrer em perpétua contemplação. Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para manutenção da harmonia universal. Comandam a todos os Espíritos que lhes são inferiores, auxiliam-nos na obra de seu aperfeiçoamento e lhes designam as suas missões. Assistir os homens nas suas aflições, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os conservem distanciados da suprema felicidade, constitui para eles ocupação gratíssima. São designados às vezes pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins.
Podem os homens pôr-se em comunicação com eles, mas extremamente presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.

Referencia: O livro dos espíritos