quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Uma viúva de Malabar


Conversas familiares de além-túmulo


- Uma viúva de Malabar

Desejávamos interrogar uma dessas mulheres da índia, que têm o uso de se queimarem sobre o corpo de seu marido. Não as conhecendo, tínhamos pedido a São Luís se consentiria em nos enviar uma que estivesse em condições de responder às nossas perguntas, de maneira um pouco satisfatória. Ele respondeu-nos que o faria de bom grado, em alguma ocasião. Na sessão da Sociedade, do dia 2 de Novembro de 1858, o senhor Adrien, médium vidente, viu uma delas disposta a falar, e da qual fez o seguinte retrato:
Olhos grandes, negros, colorido amarelo no branco; figura arredondada, face rechonchuda e gorda; pele amarela-açafrão polido; cílios longos, sobrancelhas arqueadas, negras; nariz mais ou menos achatado, boca grande e sensual; belos dentes grandes e lisos; cabelos escorridos, abundantes, negros e espessos de gordura. Corpo bastante grosso, atarracado e gordo. Lenços de pescoço a envolvem deixando a metade do peito nu. Braceletes nos braços e nas pernas.

1. Lembrai-vos, mais ou menos, em que época vivestes na índia, e onde fostes queimada sobre o corpo de vosso marido?

- R. Ela fez sinal que não se lembra. - São Luís respondeu
que foi há cerca de cem anos.

2. Lembrai-vos do nome que tínheis?

- R. Fátima.

3. Que religião professáveis?

- R. O maometismo.

4. Mas o maometismo não manda tais sacrifícios?

- R. Nasci muçulmana, mas meu marido era da religião de Brahma. Tive que me conformar com o uso do país em que residia. As
mulheres não se pertencem.

5. Que idade tínheis quando morrestes?

- R. Tinha, creio, em tomo de vinte anos.

Nota. - O senhor Adrien observou que ela parecia ter pelo menos vinte e oito a trinta; mas que nesse país as mulheres envelhecem mais depressa.

6. Sacrificaste-vos voluntariamente?

- R. Preferiria casar-me com um outro. Reflecti bem, e
concebereis que pensamos todos do mesmo modo. Segui o costume; mas no fundo preferia não fazê-lo. Esperei vários dias o outro marido, e ninguém veio; então, obedeci à lei.

7. Que sentimento pôde ditar essa lei?

- R. Ideias supersticiosas. Afigura-se que, em se
queimando, se é mais agradável à Divindade; que resgatamos as faltas daquele que perdemos, e que vamos ajudá-lo a viver feliz no outro mundo.

8. Vosso marido teve vontade do vosso sacrifício?

- R. Jamais procurei rever meu marido.

9. Há mulheres que se sacrificam assim deliberadamente?

-R. Há pouco delas; uma em mil, e ainda, no fundo, elas não gostariam de fazê-lo.

10. Que se passou convosco no momento em que a vida corporal se extinguiu?

- R. A perturbação; tive uma neblina, e depois não sei o que se passou. Minhas ideias não se ordenaram senão depois de muito tempo. Ia por toda parte, e, entretanto, não via bem; e ainda agora, não estou inteiramente esclarecida; tenho muitas encarnações a sofrer para me elevar; mas não me queimarei mais... Não vejo a necessidade de se queimar, de se lançar no meio das chamas para se elevar... sobretudo por faltas que não se cometeu; depois, isso não
me agradou... De resto, não procurei sabê-lo, dar-me-íeis alegria orando um pouco por mim; porque compreendo que não há senão a prece para suportar com coragem as provas que nos são enviadas: Ah! se eu tivesse a fé!

11. Pedis para orarmos por vós; mas somos cristãos, e nossas preces poderiam ser-vos agradáveis?

- R. Não há senão um Deus para todos os homens.

Nota. - Em várias das sessões seguintes a mesma mulher veio entre os Espíritos que as assistiam. Ela disse que vinha para se instruir. Parecia sensível ao interesse que se lhe testemunhava, porque ela nos seguiu várias vezes em outras reuniões e mesmo na rua.

Revista Espírita, Dezembro de 1858

sábado, 23 de fevereiro de 2008

O sonho e os sonhos


O sono e os sonhos

400. O Espírito encarnado permanece de bom grado no seu envoltório corporal?
“É como se perguntasses se ao encarcerado agrada o cárcere. O Espírito encarnado aspira constantemente à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.”

401. Durante o sono, a alma repousa como o corpo?

“Não, o Espírito jamais está inactivo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entra em relação mais directa com os outros Espíritos. ”

402. Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono?

“Pelos sonhos, Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o Espírito mais faculdades do que no estado de vigília. Lembra-se do passado e algumas vezes prevê o futuro. Adquire maior potencialidade e pode pôr-se em comunicação com os demais Espíritos, quer deste mundo, quer do outro. Dizes frequentemente:
Tive um sonho extravagante, um sonho horrível, mas absolutamente inverossímil. Enganaste.
É amiúde uma recordação dos lugares e das coisas que viste ou que verás em outra existência e das coisas que viste ou que verás em outra existência ou em outra ocasião.
Estando entorpecido o corpo, o Espírito trata de quebrar seus grilhões e de investigar no passado ou no futuro.
“Pobres homens, que mal conheceis os mais vulgares fenómenos da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais comezinhas vos confundem. Nada sabeis responder a estas perguntas que todas as crianças formulam: Que fazemos quando dormimos? Que são os sonhos?
“O sono liberta a alma parcialmente do corpo. Quando dorme, o homem se acha por algum tempo no estado em que fica permanentemente depois que morre. Tiveram sonos inteligentes os Espíritos que, desencarnando, logo se desligam da matéria. Esses Espíritos, quando dormem, vão para junto dos seres que lhes são superiores. Com estes viajam, conversam e se instruem. Trabalham mesmo em obras que se lhes deparam concluídas, quando volvem, morrendo na Terra, ao mundo espiritual. Ainda esta circunstância é de molde a vos ensinar que não deveis temer a morte, pois que todos os dias morreis, como disso um santo.
“Isto, pelo que concerne aos Espíritos elevados. Pelo que respeita ao grande número de homens que, morrendo, têm que passar longas horas na perturbação, na incerteza de que tantos já vos falaram, esses vão, enquanto dormem, ou a mundos inferiores à Terra, onde os chamam velhas afeições, ou em busca de gozos quiçá mais baixos do que os em que aqui tanto se deleitam. Vão beber doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais funestas do que as que professam entre vós. E o que gera a simpatia na Terra é o facto de sentir-se o homem, ao despertar, ligado pelo coração àqueles com quem acaba de passar oito ou nove horas de ventura ou de prazer. Também as antipatias invencíveis se explicam pelo facto de sentirmos em nosso íntimo que os entes com quem antipatizamos têm uma consciência diversa da nossa. Conhecemo-los sem nunca os termos visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença de muitos homens. Não cuidam de
conquistar novos amigos, por saberem que muitos têm que os amam e lhes querem. Numa palavra: o sono influi mais do que supondes na vossa vida.
“Graças ao sono, os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos. Por isso é que os Espíritos superiores assentem, sem grande repugnância, em encarnar entre vós. Quis. Deus que, tendo de estar em contacto com o vício, pudessem eles ir retemperar-se na fonte do bem, a fim de igualmente não falirem, quando se propõem a instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para que possam ir ter com seus amigos do céu; é o recreio depois do trabalho, enquanto esperam a grande libertação, a libertação final, que os restituirá ao meio que lhes é próprio.
“O sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono. Notai, porém, que nem sempre sonhais. Que quer isso dizer? Que nem sempre vos lembrais do que vistes, ou de tudo o que haveis visto, enquanto dormíeis. É que não tendes então a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades. Muitas vezes, apenas vos fica a lembrança da perturbação que o vosso Espírito experimenta à sua partida ou no seu regresso, acrescida da que resulta do que fizestes ou do que vos preocupa quando despertos. A não ser assim, como explicaríeis os sonhos absurdos, que tanto os sábios, quanto as mais humildes e simples criaturas têm? Acontece também que os maus Espíritos se aproveitam dos sonhos para atormentar as almas fracas e pusilânimes.
“Em suma, dentro em pouco vereis vulgarizar-se outra espécie de sonhos.
Conquanto tão antiga como a de que vimos falando, vós a desconheceis. Refiro-me aos sonhos de Joana, ao de Jacob, aos dos profetas judeus e aos de alguns adivinhos indianos.
São recordações guardadas por almas que se desprendem quase inteiramente do corpo, recordações dessa segunda vida a que ainda há pouco aludíamos.
“Tratai de distinguir essas duas espécies de sonhos nos de que vos lembrais, do contrário cairíeis em contradições e em erros funestos à vossa fé.”
Os sonhos são efeito da emancipação da alma, que mais independente se torna pela suspensão da vida activa e de relação. Daí uma espécie de clarividência indefinida que se alonga até aos mais afastados lugares e até mesmo a outros mundos. Daí também a lembrança que traz à memória acontecimentos da precedente existência ou das existências anteriores. As singulares imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeados de coisas do mundo actual, é que formam esses conjuntos estranhos e confusos, que nenhum sentido ou ligação parecem ter.
A incoerência dos sonhos ainda se explica pelas lacunas que apresenta a recordação incompleta que conservamos do que nos apareceu quando sonhávamos. É como se a uma narração se truncassem frases ou trechos ao acaso. Reunidos depois, os fragmentos restantes nenhuma significação racional teriam.

403. Por que não nos lembramos sempre dos sonhos?

“Em o que chamas sono, só há o repouso do corpo, visto que o Espírito está constantemente em actividade. Recobra, durante o sono, um pouco da sua liberdade e se corresponde com os que lhe são caros, quer neste mundo, quer em outros. Mas, como é pesada e grosseira a matéria que compõe, o corpo dificilmente conserva as impressões que o Espírito recebeu, porque a este não chegaram por intermédio dos órgãos corporais.”

404. Que se deve pensar das significações atribuídas aos sonhos?

“Os sonhos não são verdadeiros como o entendem os ledores de buena-dicha, pois fora absurdo crer-se que sonhar com tal coisa anuncia tal outra. São verdadeiros no sentido de que apresentam imagens que para o Espírito têm realidade, porém que, frequentemente, nenhuma relação guardam com o que se passa na vida corporal. São também, como atrás dissemos, um pressentimento do futuro, permitido por Deus, ou a visão do que no momento ocorre em outro lugar a que a alma se transporta. Não se contam por muitos os casos de pessoas que em sonho aparecem a seus parentes e amigos, a fim de avisá-los do que a elas está acontecendo? Que são essas aparições senão as almas ou Espíritos de tais pessoas a se comunicarem com entes caros? Quando tendes certeza de que o que vistes realmente se deu, não fica provado que a imaginação nenhuma parte tomou na ocorrência, sobretudo se o que observastes não vos passava pela mente quando em vigília?”

405. Acontece com frequência verem-se em sonho coisas que parecem um
pressentimento, que, afinal, não se confirma. A que se deve atribuir isto?

“Pode suceder que tais pressentimentos venham a confirmar-se apenas para o Espírito. Quer dizer que este viu aquilo que desejava, foi ao seu encontro. É preciso não esquecer que, durante o sono, a alma está mais ou menos sob a influência da matéria e que, por conseguinte, nunca se liberta completamente de suas ideias terrenas, donde resulta que as preocupações do estado de vigília podem dar ao que se vê a aparência do que se deseja, ou do que se teme. A isto é que, em verdade, cabe chamar-se efeito da imaginação. Sempre que uma ideia nos preocupa fortemente, tudo o que vemos se nos mostra ligado a essa ideia.”

406. Quando em sonho vemos pessoas vivas, muito nossas conhecidas, a praticarem actos de que absolutamente não cogitam, não é isso puro efeito de imaginação?

“De que absolutamente não cogitam, dizes. Que sabes a tal respeito? Os Espíritos dessas pessoas vêm visitar o teu como o teu os vai visitar, sem que saibas sempre o em que eles pensam. Demais, não é raro atribuirdes, de acordo com o que desejais, a pessoas que conheceis, o que se deu ou se está dando em outras existências.”

407. É necessário o sono completo para a emancipação do Espírito?

“Não; basta que os sentidos entrem em torpor para que o Espírito recobre a sua liberdade. Para se emancipar, ele se aproveita de todos os instantes de trégua que o corpo lhe concede. Desde que haja prostração das forças vitais, o Espírito se desprende, tornando-se tanto mais livre, quanto mais fraco for o corpo.”
Assim se explica que imagens idênticas às que vemos, em sonho, vejamos estando apenas meio dormindo, ou em simples modorra.

408. E qual a razão de ouvirmos, algumas vezes em nós mesmos, palavras
pronunciadas distintamente e que nenhum nexo têm com o que nos preocupa?

“É facto: ouvis até mesmo frases inteiras, principalmente quando os sentidos começam a entorpecer-se. É quase sempre, fraco eco do que diz um Espírito que convosco se quer comunicar.”

409. Doutras vezes, num estado que ainda não é bem o do adormecimento, estando com os olhos fechados, vemos imagens distintas, figuras cujas mínimas particularidades percebemos. Que há aí, efeito de visão ou de imaginação?

“Estando entorpecido o corpo, o Espírito trata de desprender-se. Transporta-se e vê. Se já fosse completo o sono, haveria sonho.”

410. Dá-se também que, durante o sono, ou quando nos achamos apenas ligeiramente adormecidos, acodem-nos ideias que nos parecem excelentes e que se nos apagam da memória, apesar dos esforços que façamos para retê-las. Donde vêm essas ideias?

“Provêm da liberdade do Espírito que se emancipa e que, emancipado, goza de suas faculdades com maior amplitude. Também são, frequentemente, conselhos que outros Espíritos dão.”

a) - De que servem essas ideias e esses conselhos, desde que, pelos esquecer, não os podemos aproveitar?

“Essas ideias, em regra, mais dizem respeito ao mundo dos Espíritos do que ao mundo corpóreo. Pouco importa que comumente o Espírito as esqueça, quando unido ao corpo. Na ocasião oportuna, voltar-lhe-ão como inspiração de momento.”

411. Estando desprendido da matéria e actuando como Espírito, sabe o Espírito encarnado qual será a época de sua morte?

“Acontece pressenti-la. Também sucede ter plena consciência dessa época, o que dá lugar a que, em estado de vigília, tenha intuição do facto. Por isso é que algumas pessoas prevêem com grande exactidão a data em que virão a morrer.”

412. Pode a actividade do Espírito, durante o repouso, ou o sono corporal, fatigar o corpo?

“Pode, pois que o Espírito se acha preso ao corpo qual balão cativo ao poste. Assim como as sacudiduras do balão abalam o poste, a actividade do Espírito reage sobre o corpo e pode fatigá-lo.”


referencia:O livro dos espíritos

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Noticias de Portugal







1 - LOURES: ASSOCIAÇÃO DE CULTURA ESPÍRITA FERNANDO DE LACERDA

A Associação de Cultura Espírita Fernando de Lacerda, sita na Rua da República, 116, 2670-471 Loures, vai levar a efeito uma palestra pública, pelas 20H30 do próximo dia 20 de Fevereiro, quarta-feira.A palestra, subordinada ao tema: “Pestalozzi (Mestre de Allan Kardec)”, estará a cargo de João Ascenso

Contactos pelos telefones 219844127 e 911009524

Fonte: Liliana Cardoso

2 - RIO TINTO: PALESTRAS NA ACE

A ACE – Associação Cultural Espírita Fernando de Lacerda, com sede na Rua da Ferraria, 615, 4435 – 250 Rio Tinto, informa de que, nas próximas quintas-feiras do mês de Fevereiro, pelas 21H00, terão lugar as seguintes palestras espíritas:

Dia 21 – José Fernandes, expositor do CEC - Tema livre

Dia 28 – Xavier de Almeida, expositor da ACE – Tema: “Oração e Psicologia”

Entretanto, no passado dia 7 e no dia 14, realizaram-se duas palestras, respectivamente por Valdemar Teixeira e Olga Santos, ambos expositores da ACE

Fonte: T. Martins (terrosomartins@clix.pt )

3 - BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA NA ASEB

Na sexta-feira, dia 22 de Fevereiro, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Jesus – O Ensino do Amor”.

O evento terá lugar na sede da ASEB - Associação Sociocultural Espírita de Braga, na Rua do Espírito Santo nº 38, em Braga. Este centro tem página na Internet em http://www.aseb.com.pt/ e e-mail info@aseb.com.pt

As entradas são livres e gratuitas.

Fonte: ASEB (Tel: 967026217 - Paulo)

4 - CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA SOBRE: ESPIRITISMO: VIDA E SEXO


Na sexta-feira, dia 22 de Fevereiro, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Vida e Sexo”, à luz da Doutrina Espírita.Sendo um tema pertinente nos dias que correm, face à ligeireza com que se vê a sexualidade humana, a Doutrina Espírita vem apontar caminhos que contribuem para o equilíbrio bio-psico-social do ser humano, no que concerne a esta temática.

O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Este centro tem página na Internet em http://www.caldasrainha.net/ccee e-mail cce@caldasrainha.net

As entradas são livres e gratuitas.

Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)

sábado, 16 de fevereiro de 2008

A visão de Deus


A visão de Deus

31. - Se Deus está em toda parte, por que não o vemos? Vê-lo-emos

quando deixarmos a Terra?

Tais as perguntas que se formulam todos os dias.
À primeira é fácil responder. Por serem limitadas as percepções dos nossos órgãos visuais, elas os tornam inaptos à visão de certas coisas, mesmo materiais. Alguns fluidos nos fogem totalmente à visão e aos instrumentos de análise; entretanto, não duvidamos da existência deles. Vemos os efeitos da peste, mas não vemos o fluido que a transporta (1); vemos os corpos em
movimento sob a influência da força de gravitação, mas não vemos essa força.

32. - Os nossos órgãos materiais não podem perceber as coisas de
essência espiritual. Unicamente com a visão espiritual é que podemos ver os
Espíritos e as coisas do mundo imaterial. Somente a nossa alma, portanto, pode
ter a percepção de Deus. Dar-se-á que ela o veja logo após a morte? A esse
respeito, só as comunicações de além-túmulo nos podem instruir. Por elas
sabemos que a visão de Deus constitui privilégio das mais purificadas almas e
que bem poucas, ao deixarem o envoltório terrestre, se encontram no grau de
desmaterialização necessária a tal efeito. Uma comparação vulgar o tornará
facilmente compreensível.

33. - Uma pessoa que se ache no fundo de um vale, envolvido por densa
bruma, não vê o Sol. Entretanto, pela luz difusa, percebe que está fazendo sol.
Se entra a subir a montanha, à medida que for ascendendo, o nevoeiro se irá
tornando mais claro, a luz cada vez mais viva. Contudo, ainda não verá o Sol.
Só depois que se haja elevado acima da camada brumosa e chegado a um
ponto onde o ar esteja perfeitamente límpido, ela o contemplará em todo o seu
esplendor.
O mesmo se dá com a alma. O envoltório perispirítico, conquanto nos
seja invisível e impalpável, é, com relação a ela, verdadeira matéria, ainda
grosseira demais para certas percepções. Ele, porém, se espiritualiza, à
proporção que a alma se eleva em moralidade. As imperfeições da alma são
quais camadas nevoentas que lhe obscurecem a visão. Cada imperfeição de
que ela se desfaz é uma mácula a menos; todavia, só depois de se haver
depurado completamente é que goza da plenitude das suas faculdades.

34. - Sendo Deus a essência divina por excelência, unicamente os
Espíritos que atingiram o mais alto grau de desmaterialização o podem
perceber. Pelo facto de não o verem, não se segue que os Espíritos imperfeitos
estejam mais distantes dele do que os outros; esses Espíritos, como os demais,
como todos os seres da Natureza, se encontram mergulhados no fluido divino,
do mesmo modo que nós o estamos na luz. O que há é que as imperfeições
daqueles Espíritos são vapores que os impedem de vê-lo. Quando o nevoeiro se
dissipar, vê-lo-ão resplandecer. Para isso, não lhes é preciso subir, nem
procurá-lo nas profundezas do infinito. Desimpedida a visão espiritual das
belidas que a obscureciam, eles o verão de todo lugar onde se achem, mesmo da Terra, porquanto Deus esta em toda parte.

35. - O Espírito só se depura com o tempo, sendo as diversas
encarnações o alambique em cujo fundo deixa de cada vez algumas impurezas.
Com o abandonar o seu invólucro corpóreo, os Espíritos não se despojam
instantaneamente de suas imperfeições, razão por que, depois da morte, não
vêem a Deus mais do que o viam quando vivos; mas, à medida que se
depuram, têm dele uma intuição mais clara. Não o vêem, mas compreendem-no
melhor; a luz é menos difusa. Quando, pois, alguns Espíritos dizem que Deus
lhes proíbe respondam a uma dada pergunta não é que Deus lhes apareça, ou
dirija a palavra, para lhes ordenar ou proibir isto ou aquilo, não; eles, porém, o
sentem; recebem os eflúvios do seu pensamento, como nos sucede com
relação aos Espíritos que nos envolvem em seus fluidos, embora não os
vejamos.

36. - Nenhum homem, consequentemente, pode ver a Deus com os olhos
da carne. Se essa graça fosse concedida a alguns, só o seria no estado de
êxtase, quando a alma se acha tão desprendida dos laços da matéria que torna
possível o facto durante a encarnação. Tal privilégio, aliás, exclusivamente
pertenceria a almas de eleição, encarnadas em missão, que não em expiação.
Mas, como os Espíritos da mais elevada categoria refulgem de ofuscante brilho,
pode dar-se que Espíritos menos elevados, encarnados ou desencarnados,
maravilhados com o esplendor de que aqueles se mostram cercados, suponham
estar vendo o próprio Deus. É como quem vê um ministro e o toma pelo seu
soberano.

37. - Sob que aparência se apresenta Deus aos que se tornaram dignos
de vê-lo? Será sob uma forma qualquer? Sob uma figura humana, ou como um
foco de esplendente luz? A linguagem humana é impotente para dizê-lo, porque
não existe para nós nenhum ponto de comparação capaz de nos facultar uma
ideia de tal coisa. Somos quais cegos de nascença a quem procurassem inutilmente fazer compreendessem o brilho do Sol. A nossa linguagem é limitada
pelas nossas necessidades e pelo círculo das nossas ideias; a dos selvagens
não poderia descrever as maravilhas da civilização; a dos povos mais civilizados
é extremamente pobre para descrever os esplendores dos céus, a nossa
inteligência muito restrita para os compreender e a nossa vista, por muito fraca,
ficaria deslumbrada.

(1) Nota da Editora: Kardec escreveu de acordo com os conhecimentos da época, antes
de 1894.
Referencia: A Génese

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Noticias do Brasil



1-Encontros de Mocidades Espíritas durante o carnaval
2-XXIV Congresso Espírita Estadual
3-UEA é indicada ao Nobel
4-Seminários no Paraná
5-O Livro dos Espíritos em árabe
6-FEETINS realiza curso para evangelizadores
7-Rádio Rio de Janeiro é terceiro lugar em audiência
8-Clube do Livro da FEB


Encontros de Mocidades Espíritas durante o carnaval

A juventude marcou presença nos Encontros de Mocidade ocorridos durante o carnaval. Cerca de 600 jovens e 140 evangelizadores prestigiaram o 28º Encontro de Mocidades Espíritas do Espírito Santo que aconteceu de 2 a 5 de fevereiro de 2008 no CEFETES em Vitória (ES). O público presente discutiu o tema Sede perfeitos com muita música, arte e confraternização. Outros jovens também se reuniram, entre 1º e 5 de fevereiro, em Boa Vista (RR), para o 11º CONJER, com o tema Conhece a ti mesmo. Abordando o tema Família, Vida e Paz, jovens de Tocantins confraternizaram, de 2 a 5 de fevereiro, durante a 15ª edição do Encontro de Mocidades Espíritas do Tocantins, o Emoest.
Na Bahia, de 2 a 5 de fevereiro, aconteceu a 24ª edição da Confraternização das Juventudes Espíritas do Estado da Bahia com o tema Reencarnação e cidadania planetária – Somos herdeiros de nós mesmos. O evento, ocorrido em Nazaré (BA), foi organizado pela Federação Espírita do Estado, a FEEB.


XXIV Congresso Espírita Estadual

A Federação Espírita do Estado de Goiás realizou entre os dias 2 e 5 de fevereiro, o XXIV Congresso Espírita Estadual, ocorrido no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia. O tema A força do pensamento à luz da Doutrina Espírita foi apresentado por nomes como Suely Caldas Schubert, Marlene Nobre e Divaldo Pereira Franco. Informações podem ser obtidas pelo telefone (62) 3281-0200 ou pelo e-mail secretaria@feego.org.br


UEA é indicada ao Nobel

A Associação Universal de Esperanto (Universala Esperanto-Asocio) foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz. A proposta em favor da entidade, que representa o movimento esperantista internacional, foi enviada à capital norueguesa. Um dos fatores que mais contribuiu para a indicação da UESA é que o idioma iniciado por Lázaro Luiz Zamenhof, além de preservar a língua de cada país, favorece a aproximação e o entendimento dos povos.


Seminários no Paraná

No dia 16 fevereiro o estado do Paraná estará de portas abertas para uma série de seminários com enfoque espírita. Na cidade de Jacarezinho, das 14h às 17h30, será debatido no Centro Espírita João Batista (Rua Marechal Deodoro, 701), o tema Espiritismo - verdade e vida. No mesmo dia acontecerá, no Centro Espírita Allan Kardec (Rua Bahia, 4368), em Umuarama, o seminário Passe: um ato de amor, coordenado por Maria da Graça Rozetti e Valdecir José Rozetti. Já no horário de 15h as 18h, em Maringá, será apresentado o tema Evangelizador - servidor de Jesus, na Associação Espírita de Maringá (Rua Pombal, 40 – Zona 03). Mais informações pelo site http://www.feparana.com.br/


O Livro dos Espíritos em árabe

Foi lançada no ano de 2007 a edição em árabe de O Livro dos Espíritos. A tradução literal para o idioma foi feita, em caráter voluntário, por um companheiro de origem árabe, estudioso e conhecedor da língua e do Espiritismo. A iniciativa se deu em Santos, SP, com o apoio da União das Sociedades Espíritas (USE) – Intermunicipal de Santos. Inicialmente, foram impressos três mil exemplares, entregues a USE - São Paulo, para distribuição. O livro foi distribuído aos órgãos de Unificação do Estado de São Paulo, às Federativas brasileiras e a outras instituições especializadas. O Livro dos Espíritos em árabe pode ser encontrado na Livraria da USE São Paulo à Rua Dr. Gabriel Piza, 433, bairro Santana. Outras informações pelo telefone (11) 6950-6554 ou pelo correio eletrônico use@use.sp.com.br


FEETINS realiza curso para evangelizadores

A Federação Espírita do Estado do Tocantins (FEETINS) promoveu por meio do Departamento de Infância e Juventude, um curso para formação e capacitação de evangelizadores, entre os dias 9 e 10 de fevereiro, em Palmas. O curso, direcionado aos evangelizadores que já atuam e também àquelas pessoas que têm interesse em evangelizar, teve como tema de discussões, a Família. Informações adicionais pelo e-mail: mailto:cursoevangelizador@feetins.org.br


Rádio Rio de Janeiro é terceiro lugar em audiência

De acordo com os dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Opinião, Pesquisa e Estatística (IBOPE), a Rádio Rio de Janeiro atingiu um índice inédito e histórico: o terceiro lugar geral de audiência aos sábados, dentre as 23 emissoras que compõem o rádio AM carioca, nos três últimos trimestres consecutivos. Com sua grade de programação composta neste dia da semana por programas Espíritas e da Colônia Portuguesa, a emissora obteve no Grande Rio, nas 24 horas do dia, a média de audiência (trimestre setembro/outubro/novembro de 2007) de 9.004 ouvintes por minuto. Já de segunda a sexta-feira, deve-se destacar a manutenção consolidada do 4º lugar geral de audiência da Rádio no segmento AM com 7.744 ouvintes por minuto. Aos domingos, o 4º lugar geral de audiência da Rádio se mantém: é de 5.770 ouvintes por minuto. A Rádio Rio de Janeiro, conhecida como emissora da fraternidade, mantém ampla programação espírita. No Rio e Grande Rio a sintonia é feita em 1400AM, e para o Brasil e o Mundo a programação pode ser ouvida em tempo real em http://www.radioriodejaneiro.am.br/


Conheça o Clube do Livro da FEB


O Clube do Livro Espírita da Federação Espírita Brasileira é um serviço de comercialização de livros, visando, sobretudo, a divulgação da Doutrina Espírita. Mediante o pagamento da assinatura, o associado receberá mensalmente um livro em sua casa durante a vigência do contrato. Dentre as vantagens para o associado estão desconto de 5% nas compras pela livraria virtual da FEB, pagamento com valor inferior ao preço de capa do livro, recebimento dos lançamentos em primeira mão e inclusão do frete na assinatura. Quem desejar se associar pode escolher entre duas modalidades: semestral ou anual. Para informações sobre valores ou esclarecimento de dúvidas, basta acessar o site http://febnet.org/mala/lt.php?id=LhkCDVBSUV9LV1pKCAIKUQQ%3D


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

NICK




Conheça a história de Nick Vujicic. Um deficiente físico que superou todos os obstáculos para tornar-se um dos maiores testemunhos do amor de Deus. Diante de todas as adversidades, acreditou no seu poder e mudou a sua história!

Para todos aqueles que dizem não consigo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Não estrague o seu dia



NÃO ESTRAGUE O SEU DIA

A sua irritação não solucionará problema algum.
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida.
A sua dor não impedirá que o Sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.
A sua tristeza não iluminará os caminhos.
O seu desânimo não edificará a ninguém.
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.
Não estrague o seu dia. Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o infinito Bem.


De "Agenda Cristã", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Noticias de Portugal











1 - JORNADAS DE CULTURA ESPÍRITA DA ADEP – CIRCULAR ÀS ASSOCIAÇÕES


A ADEP (Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal) irá levar a cabo as suas Jornadas de Cultura Espírita, nos dias 23 e 24 de Maio de 2008, no Auditório Municipal “A Casa da Música”, na simpática vila de Óbidos, a 5 km de Caldas da Rainha.
Nesse sentido, e na sequência da grande adesão que esta iniciativa tem tido nos anos anteriores, escolhemos para tema central destas jornadas, «Espiritismo, Comunicar».Desdobrado em vários painéis, estarão focados sectores diversos da actividade pessoal e de grupo, em torno do Espiritismo, na vertente da Comunicação, inclusive a própria mediunidade. Procuramos trazer até Óbidos alguns especialistas nesta área, demonstrando assim a actualidade do pensamento espírita que Allan Kardec nos legou.


As entradas custam 5 _ por pessoa inscrita, com vista a cobrir as despesas deste evento.Por razões que se prendem com a capacidade do auditório, as inscrições estão limitadas ao número de 185 lugares.


Em breve daremos notícia do mecanismo das inscrições bem como do seu início, programa definitivo e informação logística.


Gratos pela atenção e certos de que não deixarão de estar presentes neste evento que pretendemos seja nacional, vamos todos pugnar pelo seu êxito, procurando assim divulgar a doutrina espírita com a dignidade que ela merece.


Com amizade e sempre ao dispor, reconhecidos,Pela ADEPJorge Gomes



Fonte: ADEP



2 - ASSOCIAÇÃO DE CULTURA ESPÍRITA FERNANDO LACERDA: ACTIVIDADES


A Associação de Cultura Espírita Fernando Lacerda, de Loures, vai realizar no próximo dia 10 de Fevereiro de 2008, pelas 17H00, uma palestra pública, subordinada ao tema "O que é o Espiritismo", inserida no ciclo "Encontros Espíritas".Posteriormente, no dia 17 de Fevereiro, pelas 13H00 iremos efectuar o nosso segundo Almoço Fraterno, com a finalidade de angariar fundos para a Associação.


Os interessados podem visitar o nosso Blog, onde encontrarão mais pormenores.


Associação de Cultura Espírita Fernando LacerdaRua da República, 116 2670 - 471 LouresBlog: http://espiritasemloures.blogspot.com/ Contactos: Tel.: 219844127- Associação - Telm.: 911009524E-mail: acefernandolacerda@sapo.pt - espiritas.em.loures@gmail.com


Fonte: Liliana Cardoso



3 - S. JOÃO DE VER: ACTIVIDADES DA EBCE


No passado dia 6 de Janeiro procedeu-se à eleição dos novos órgãos sociais da nossa associação para o futuro triénio, dando cumprimento ao estipulado nos estatutos da Escola de Beneficência Caridade Espírita.


Entretanto, no próximo dia 24 de Fevereiro, domingo, pelas 10H00, realiza-se uma palestra espírita que será proferida por João Xavier de Almeida.


Escola de Beneficência Caridade Espírita Rua Quinta da Vinha – Areeiro 4520 - 619 S. João de Ver(Contactos:Tel. 256 871 109 (p.f.); 256 911 153 (p.f.) - E-mail: ebce@netvisao.pt )


Fonte: EBCE (S. João de Ver)



4 - SETÚBAL: CALENDÁRIO DE PALESTRAS NA AELA


A AELA - Associação Espírita Luz e Amor, de Setúbal, informa de que os temas das palestras do mês de Fevereiro tiveram algumas alterações, relativamente à notícia anterior, passando a ter a seguinte calendarização:


Dia 11/02 – Tema: “Sexo e Destino” – de André Luís (Espírito e Chico Xavier (Médium) – Divulgação de Literatura EspíritaDia 18/02 – Tema: “Nos Domínios da Mediunidade” – de André Luís (Espírito e Chico Xavier (Médium) – Divulgação de Literatura EspíritaDia 25/02 – Tema: “Parábolas de Jesus”


AELA Associação Espírita Luz e AmorRua dos Bombeiros de Setúbal nº 312900 - 112 Setúbal(Junto ao Estabelecimento Prisional de Setúbal)Contacto: AELA - 918434185 - Mª Luísa - E-mail aela@aela.pt - Página na Internet em http://www.aela.pt/)


Fonte: Mª. Luísa (Setúbal)



5 - BRAGA: CONFERÊNCIA ESPÍRITA NA ASEB


Na sexta-feira, dia 15 de Fevereiro, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “A Encarnação dos Espíritos”, com base no Capítulo II de “O Livro dos Espíritos”.


O evento terá lugar na sede da ASEB - Associação Sociocultural Espírita de Braga, na Rua do Espírito Santo nº 38, em Braga. Este centro tem página na Internet em http://www.aseb.com.pt/ e e-mail info@aseb.com.pt


As entradas são livres e gratuitas.


Fonte: ASEB



6 - CALDAS DA RAINHA: CONFERÊNCIA SOBRE ESPIRITISMO: “COMO TER FÉ?”


Na sexta-feira, dia 15 de Fevereiro, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema “Como ter Fé?” Num momento grave da sociedade, onde as pessoas perderam quase a fé em si próprias, o Espiritismo apresenta-se como um forte despoletador da fé, quer humana quer divina, auxiliando assim o Homem a entender melhor os mecanismos da Vida, seja no mundo espiritual ou terreno, fazendo uma abordagem apoiada na lógica, no raciocínio, nos factos.
O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c. Este centro tem página na Internet em http://www.caldasrainha.net/ccee e-mail cce@caldasrainha.net


As entradas são livres e gratuitas.


Fonte: Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha)



7 - ÀGUEDA: AECV PROMOVE CONFERÊNCIA SOBRE PREVENÇÃO DO CANCRO


Realiza-se no dia 17 de Fevereiro, Domingo, pelas 16H00, no Salão Nobre da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Águeda, uma Conferência sobre Prevenção do Cancro, organizada pela Associação Espírita Consolação e Vida, de Águeda, e que será conduzida pelos Prof. Carlos Ferreira, Prof.ª Fátima Luzio e Prof. Rui Baptista.


Numa altura em que a prevenção contra qualquer doença se configura como a prioridade que nos deve nortear, esta Associação, pela sua característica, preocupa-se, naturalmente, com um dos flagelos que atingem uma larga percentagem da população: o Cancro. Assim, tendo no seu quadro de colaboradores habituais o Dr. Carlos Ferreira, Director de Formação do Centro de Enfermagem de Coimbra, foi analisada a possibilidade da realização de uma conferência, dirigida ao público em geral, facto que agora se concretiza.


Aproveitamos para convidar todos os interessados na temática a estarem presentes no evento.
Associação Espírita Consolação e VidaRua 15 de Agosto, N.º 30, Traseiras 3750 – 115 Águeda(Contacto: silviantunes@netvisao.pt - Telem. 93 432 56 48)


Fonte: Sílvia Antunes (Águeda)


sábado, 9 de fevereiro de 2008

A providência


A Providência

20. - A providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Ele está em toda parte, tudo vê, a tudo preside, mesmo às coisas mais mínimas. É nisto que consiste a acção providencial.
«Como pode Deus, tão grande, tão poderoso, tão superior a tudo,
imiscuir-se em pormenores ínfimos, preocupar-se com os menores actos e os menores pensamentos de cada indivíduo?» Esta a interrogação que a si mesmo dirige o incrédulo, concluindo por dizer que, admitida a existência de Deus, só se pode admitir, quanto à sua acção, que ela se exerça sobre as leis gerais do Universo; que este funcione de toda a eternidade em virtude dessas leis, às quais toda criatura se acha submetida na esfera de suas actividades, sem que haja mister a intervenção incessante da Providência.

21. - No estado de inferioridade em que ainda se encontram, só muito dificilmente podem os homens compreender que Deus seja infinito. Vendo-se limitados e circunscritos, eles o imaginam também circunscrito e limitado. Imaginando-o circunscrito, figuram-no quais eles são, à imagem e semelhança deles. Os quadros em que o vemos com traços humanos não contribuem pouco para entreter esse erro no espírito das massas, que nele adoram mais a forma
que o pensamento. Para a maioria, é ele um soberano poderoso, sentado num trono inacessível e perdido na imensidade dos céus. Tendo restritas suas faculdades e percepções, não compreendem que Deus possa e se digne de intervir directamente nas pequeninas coisas.

22. - Impotente para compreender a essência mesma da Divindade, o homem não pode fazer dela mais do que uma ideia aproximativa, mediante comparações necessariamente muito imperfeitas, mas que, ao menos, servem para lhe mostrar a possibilidade daquilo que, à primeira vista, lhe parece impossível.
Suponhamos um fluido bastante subtil para penetrar todos os corpos.
Sendo ininteligente, esse fluido actua mecanicamente, por meio tão-só das forças materiais. Se, porém, o supusermos dotado de inteligência, de faculdades perceptivas e sensitivas, ele já não actuará às cegas, mas com discernimento, com vontade e liberdade: verá, ouvirá e sentirá.

23. - As propriedades do fluido perispirítico dão-nos disso uma ideia. Ele não é de si mesmo inteligente, pois que é matéria, mas serve de veículo ao pensamento, às sensações e percepções do Espírito. Esse fluido não é o pensamento do Espírito; é, porém, o agente e o intermediário desse pensamento. Sendo quem o transmite, fica, de certo modo, impregnado do pensamento transmitido. Na impossibilidade em que nos achamos de o isolar, a nós nos parece que ele, o pensamento, faz corro com o fluido, que com este se confunde, como sucede com o som e o ar, de maneira
que podemos, a bem dizer, materializá-lo. Assim como dizemos que o ar se torna sonoro, poderíamos, tomando o efeito Pela causa, dizer que o fluido se torna inteligente.

24. - Seja ou não assim no que concerne ao pensamento de Deus, isto é, quer o pensamento de Deus actue directamente, quer por intermédio de um fluido, para facilitarmos a compreensão à nossa inteligência, figuremo-lo sob a forma concreta de um fluido inteligente que enche o universo infinito e penetra todas
as partes da criação: a Natureza inteira mergulhada no fluido divino. Ora, em virtude do princípio de que as partes de um todo são da mesma natureza e têm as mesmas propriedades que ele, cada átomo desse fluido, se assim nos podemos exprimir, possuindo o pensamento, isto é, os atributos essenciais da Divindade e estando o mesmo fluido em toda parte, tudo está submetido à sua acção inteligente, à sua previdência, à sua solicitude. Nenhum ser haverá, por mais ínfimo que o suponhamos, que não esteja saturado dele. Achamo-nos então, constantemente, em presença da Divindade; nenhuma das nossas acções lhe podemos subtrair ao olhar; o nosso pensamento está em contacto ininterrupto com o seu pensamento, havendo, pois, razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos refolhos do nosso coração. Estamos nele, como ele
está em nós, segundo a palavra do Cristo.
Para estender a sua solicitude a todas as criaturas, não precisa Deus lançar o olhar do Alto da imensidade. As nossas preces, para que ele as ouça, não precisam transpor o espaço, nem ser ditas com voz retumbante, pois que, estando de contínuo ao nosso lado, os nossos pensamentos repercutem nele.
Os nossos pensamentos são como os sons de um sino, que fazem vibrar todas as moléculas do ar ambiente.

25. - Longe de nós a ideia de materializar a Divindade. A imagem de um fluido inteligente universal evidentemente não passa de uma comparação apropriada a dar de Deus uma ideia mais exacta do que os quadros que o apresentam debaixo de uma figura humana. Destina-se ela a fazer compreensível a possibilidade que tem Deus de estar em toda parte e de se ocupar com todas as coisas.

26. - Temos constantemente sob as vistas um exemplo que nos permite fazer ideia do modo por que talvez se exerça a acção de Deus sobre as partes mais intimas de todos os seres e, consequentemente, do modo por que lhe chegam as mais subtis impressões de nossa alma. Esse exemplo tiramo-lo de certa instrução que a tal respeito deu um Espírito.

27. - «O homem é um pequeno mundo, que tem como director o Espírito e como dirigido o corpo. Nesse universo, o corpo representará uma criação cujo Deus seria o Espírito. (Compreendei bem que aqui há uma simples questão de analogia e não de identidade.) Os membros desse corpo, os diferentes órgãos que o compõem, os músculos, os nervos, as articulações são outras tantas individualidades materiais, se assim se pode dizer, localizadas em pontos especiais do referido corpo. Se bem seja considerável o número de suas partes constitutivas, de natureza tão variada e diferente, a ninguém é licito supor que se possam produzir movimentos, ou uma impressão em qualquer lugar, sem que o Espírito tenha consciência do que ocorra. Há sensações diversas em muitos lugares simultaneamente? O Espírito as sente todas, distingue, analisa, assina a cada uma a causa determinante e o ponto em que se produziu, tudo por meio do fluido perispirítico.
«Análogo fenómeno ocorre entre Deus e a criação. Deus está em toda parte, na Natureza, como o Espírito está em toda parte, no corpo. Todos os elementos da criação se acham em relação constante com ele, como todas as células do corpo humano se acham em contacto imediato com o ser espiritual. Não há, pois, razão para que fenómenos da mesma ordem não se produzam de maneira idêntica, num e noutro caso.
«Um membro se agita: o Espírito o sente; uma criatura pensa: Deus o sabe. Todos os membros estão em movimento, os diferentes órgãos estão a vibrar; o Espírito ressente todas as manifestações, as distingue e localiza. As diferentes criações, as diferentes criaturas se agitam, pensam, agem diversamente: Deus sabe o que se passa e assina a cada um o que lhe diz respeito.
«Daí se pode igualmente deduzir a solidariedade da matéria e da
inteligência, a solidariedade entre si de todos os seres de um mundo, a de todos os mundos e, por fim, de todas as criações com o Criador.» (Quinemant, Sociedade de Paris, 1867.)

28. - Compreendemos o efeito: já é muito. Do efeito remontamos à causa e julgamos da sua grandeza pela do efeito. Escapa-nos, porém, a sua essência íntima, como a da causa de uma imensidade de fenómenos. Conhecemos os efeitos da electricidade, do calor, da luz, da gravitação; calculamo-los e, entretanto, ignoramos a natureza íntima do principio que os produz. Será então
racional neguemos o princípio divino, por que não o compreendemos?

29. - Nada obsta a que se admita, para o principio da soberana
inteligência, um centro de acção, um foco principal a irradiar incessantemente, inundando o Universo com seus eflúvios, como o Sol com a sua luz. Mas onde esse foco? É o que ninguém pode dizer. Provavelmente, não se acha fixado em determinado ponto, como não o está a sua acção, sendo também provável que
percorra constantemente as regiões do espaço sem-fim. Se simples Espíritos têm o dom da ubiquidade, em Deus há de ser sem limites essa faculdade.
Enchendo Deus o precisa transportar-se, por se formar em todas as partes onde a soberana vontade julga conveniente que ele se produza, donde o poder dizer-se que está em toda parte e em parte nenhuma.

30. - Diante desses problemas insondáveis, cumpre que a nossa razão se humilhe. Deus existe: disso não poderemos duvidar. É infinitamente justo e bom: essa a sua essência. A tudo se estende a sua solicitude: compreendemo-lo.
Só o nosso bem, portanto, pode ele querer, donde se segue que devemos confiar nele: é o essencial. Quanto ao mais, esperemos que nos tenhamos tornado dignos de o compreender

Diversidade das raças humanas


Diversidade das raças humanas

52. Donde provêm as diferenças físicas e morais que distinguem as raças humanas na Terra?

“Do clima, da vida e dos costumes. Dá-se aí o que se dá com dois filhos de uma mesma mãe que, educados longe um do outro e de modos diferentes, em nada se assemelharão, quanto ao moral.”

53. O homem surgiu em muitos pontos do globo?

“Sim e em épocas várias, o que também constitui uma das causas da diversidade das raças. Depois, dispersando-se os homens por climas diversos e aliando-se os de uma aos de outras raças, novos tipos se formaram.”

a) - Estas diferenças constituem espécies distintas?

“Certamente que não; todos são da mesma família. Porventura as múltiplas
variedades de um mesmo fruto são motivo para que elas deixem de formar uma só espécie?”

54. Pelo facto de não proceder de um só indivíduo a espécie humana, devem os homens deixar de considerar-se irmãos?

“Todos os homens são irmãos em Deus, porque são animados pelo espírito e tendem para o mesmo fim. Estais sempre inclinados a tomar as palavras na sua significação literal.”

Povoamento da Terra. Adão


Povoamento da Terra. Adão

50. A espécie humana começou por um único homem?

“Não; aquele a quem chamais Adão não foi o primeiro, nem o único a povoar a Terra.”

51. Poderemos saber em que época viveu Adão?

“Mais ou menos na que lhe assinais: cerca de 4.000 anos antes do Cristo.”
O homem, cuja tradição se conservou sob o nome de Adão, foi dos que
sobreviveram, em certa região, a alguns dos grandes cataclismos que revolveram em diversas épocas a superfície do globo, e se constituiu tronco de uma das raças que actualmente o povoam. As leis da Natureza se opõem a que os progressos da Humanidade, comprovados muito tempo antes do Cristo, se tenham realizado em alguns séculos, como houvera sucedido se o
homem não existisse na Terra senão a partir da época indicada para a existência de Adão.
Muitos, com mais razão, consideram Adão um mito ou uma alegoria que personifica as primeiras idades do mundo.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Sinais de Alarme


Sinais de Alarme

Há dez sinais vermelhos, no caminho da experiência, indicando queda provável na obsessão:


Quando entramos na faixa da impaciência;


Quando acreditamos que a nossa dor é a maior;


Quando passamos a ver ingratidão nos amigos;


Quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;


Quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;


Quando reclamamos apreço e reconhecimento;


Quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;


Quando passamos o dia a exigir esforço alheio, sem prestar o mais leve serviço;


Quando pretendemos fugir de nós mesmos, através do álcool ou do entorpecente;


Quando julgamos que o dever é apenas dos outros.


Toda vez que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas ideias, a Lei Divina está presente, recomendando-nos a prudência de amparar-nos no socorro da prece ou na luz do discernimento.

Vieira, Waldo; Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Ideal Espírita.Ditado pelo Espírito Scheilla.